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terça-feira, maio 16, 2017

#7 Vs E Se a Hanna Baker Tivesse Tido Um Blogue?

 


E se a Hanna Baker tivesse tido um blogue? Estaria ela viva, e não teria violentamente cortado a vida de si e abraçado a morte como se a alternativa fosse essa e apenas essa?

Mas antes de mais, quem era Hanna Baker? Personagem do livro “13 Reasons Why” de Jay Asher que neste ano surge em formato de uma série da Netflix. A história dessa miúda de 17 anos aparentemente é simples.

Hanna decide suicidar-se e antes de o fazer grava 13 cassetes, nas quais aponta as razões que a levaram à morte, e as envia a alguém…

E não querendo escrever nenhum spoiler, apenas escrevo que a história é dura e triste, como por vezes a vida é e só quem passa por situações pelas quais a personagem passou é que poderá tentar entender, até porque acho verdadeiramente ninguém conseguirá fazê-lo. O que passa dentro da cabeça de alguém, não é um livro aberto aos outros, mas sim um cofre sem direito da código de abertura.

O livro ainda não o li, a série já vi e adorei. Fez-me recuar no tempo em que não queria sair da cama e ir para a escola, e porque tinha que ir, ia sempre de mãos dadas com a solidão que ainda hoje é uma das minhas melhores amigas.

Tenho esse ponto em comum com Hanna Baker, mas tenho mais, mas fico-me por este, porque de uma forma ou de outra, esse ponto leva a um outro e uma reta surge, e no caso dela, levou-a um beco sem saída, no meu, a um atalho.

Por vezes em determinadas cenas, ficava com o coração apertado e por mais parvo que seja, queria apenas lhe dar um abraço. A solidão é fodida, cola-se a nós, reveste-nos e protege-nos de uma forma inconcebível para a maioria de nós.

Por causa dela (da solidão) na minha adolescência ganhei uma concha.Que por acaso fez-me criar este espaço, para não me sentir tão só.

A pergunta que faço no inicio deste post não é descabida, porque se a Hanna Baker tivesse tido um blogue, acredito que estaria por cá.

Eu estou, mas não sei bem ao certo se estaria se não o tivesse criado. Talvez a solidão fosse mais forte que eu, me levasse a concha e tornando-me num sem abrigo emocional, perdesse o amor à vida como Hanna perdeu.

Este Oceano é para mim um amigo, mas não fala, não sente, não sorri nem ri. Não me abraça e muito menos comunica comigo, mas sempre me ouviu.

E se dizem que a vida só tem sentido partilhando-a, há mais de 10 anos que o faço aqui, acima de tudo comigo mesmo.
13 Reasons Why” tão cedo não me saíra da cabeça, até porque cicatrizes da adolescência muitos de nós temos. Por vezes as minhas ganham vida, e falam comigo, ouvem-me e não é bem delas que gostaria um retorno.



domingo, maio 01, 2016

#32 Vs Vikings VS A Criação da Terra


Como papa séries que sou, e porque não consigo ver tudo, pois o tempo não é feito para ser esticado mas repartido como se fosse feito de plasticina e moldá-lo consoante os nossos interesses, resolvi pegar na série "Vikings" e tem sido uma agradável surpresa, entre elas a história e o prazer que os meus olhos sentem quando vê um povo selvagem e de barba rija cheios de charme selvático. 


Num dos episódios da 1ª temporada há um diálogo que me fez vir aqui partilhá-lo, não porque mete água mas porque tem a sua beleza. A conversa é entre um viking e um "escravo" inglês, em que o viking explica como é que a terra foi criada. O "escravo" acredita em Deus, os Vikings acreditavam em algo bem diferente:

Bem, então como a Terra foi criada? Pergunta o "escravo".

A Terra foi feita da carne de Ymir e os oceanos, do sangue dele, quando o Titã descongelou-se do gelo.

Os deuses fizeram as montanhas dos seus ossos e as árvores dos cabelos, e o firmamento do crânio.

E do cérebro dele eles esculpiram as nuvens negras.



São 4 temporadas (para já), e imagino que a história tenha os mesmos contornos que a vida real, ou seja, nada pára, nada é eterno e muito menos estático. Mas se porventura a aventura em mares me leve a algum porto de abrigo, que seja o das mil faces, é o que sinto, tenho várias e não sei bem qual é a verdadeira.


sábado, janeiro 09, 2016

#7 Vs Flesh And Bone


Em criança cresci vendo a minha irmã no Ballet. Lembro-me dos espectáculos que participava, e das fotos em que nem idade eu tinha para me recordar de tais momentos. Não é das danças que mais gosto. 

Vejo e admiro a elegância dos gestos e movimentos, mas por vezes a sumptuosidade que eles implicam, caiem num exagero, dando asas a sacrifícios que nem sempre compensam. Talvez seja mesmo isso a arte do Ballet.

Quando soube da mini-série de 8 episódios "Flesh and Bone" não podia deixar de a ver, e estando nomeada para 2 Globos de Ouro (se não estou em erro) mais razões me levaram a vê-la. Sou curioso e sempre que posso, e tenho tempo e vontade, não resisto. Ainda não a acabei, falta ver 3 episódios, mas longe do ambiente do filme "Black Swan" a história prendeu-me, as personagens, episódio após episódio deixam no ar pistas narrativas que nos indicam um caminho, como se fossem pontas soltas que aguardam que alguém pegue nelas, e faça um nó e nunca um laço, pois em "Flesh and Bone" a podridão do ser humano aparece, e tem presença assídua quer nos atos, gestos ou intenções. Basta puxar uma das pontas do laço para tudo ficar desfeito.

Certamente que a ficção tenta espelhar da melhor forma uma realidade na qual muitos jovens procuram um sonho, mas como já todos sabem, a vida não é um sonho...

Logo a seguir ao trailer que aqui deixo, partilho o genérico da série, com música da Karen O (vocalista dos Yeah Yeah Yeahs) que é soberbo cheio de imagens que a mim me enchem o olho.   



domingo, janeiro 03, 2016

#3 Vs Transparent Season 2 Vs Transparência


"Transparent" 2ª temporada já está disponível...esta série da Amazon conta a história de uma família em que o pai decide abraçar o seu maior desejo : transformar-se numa mulher, com tudo o que tem direito. 

Vi já 2 dos novos episódios e gostei muito!

Bem sei que não é uma série que agrade a todos, mas sempre gostei de histórias alternativas, em que as famílias lutam pela felicidade, mesmo que isso implique uma transparência, que nós, seres humanos muitas vezes não o fazemos. Ou temos medo do que poderemos receber em troca num simples reflexo no espelho, ou então que a opinião de outros nos fulmine e nos deixe chamuscados, e desintegrados porque a sociedade nos olhará de lado.

Até que ponto somos transparentes? Ou somos mais opacos que outra coisa?!

Antes de deixar o trailer desta 2ª temporada, quem tiver curiosidade, vejam o seguinte clip, e digam lá que a música "Chandelier" da Sia nunca teve um cenário tão peculiar?


Trailer:


domingo, novembro 29, 2015

E Se Os Aliados Tivessem Perdido a 2ª Guerra Mundial Vs The Man In The High Castle


E se a 2ª Guerra Mundial tivesse tido um desfecho diferente do que conhecemos? É o que a nova série da Amazon nos presenteia, baseada no livro de Philip L. Dick "The Man In The High Castle".

Os EUA seriam um território dividido pelos alemães e japoneses.


A primeira temporada é de 10 episódios e posso já vos dizer, estou viciado nela! 

O elenco é excelente, a história pelo menos a mim me agarrou, e todo o ambiente que serpenteia à volta das personagens é deveras envolvente. Curioso em relação ao livro e porque já vi 5 dos 10 episódios, nunca estive tão empolgado em relação a uma série. Talvez porque seja diferente! Talvez porque seja imaginativa! Talvez porque já esteja farto dalgumas que sigo!

A história passa-se em 1962 nos EUA...basta espreitarem o trailer, para terem uma ideia do que "The Man In The High Castle" tem para oferecer...




sábado, outubro 10, 2015

American Horror Story vs Lady Gaga & Matt Bomer


Nesta quinta temporada de American Horror Story, temos um Hotel...cheio de personagens estranhas, com um ambiente que a mim me fez lembrar um pouco o filme "Shining" com um "ar" claustrofóbico e decadente, que só falta o cheiro a alcatifas velhas, gastas pelo tempo.

Nesta temporada Jessica Lange saiu, alguns atores de outras temporadas voltaram e novas "aquisições" chamaram a atenção, que é o caso da monstruosa Lady Gaga ou do eye candy Matt Bomer. Depois de ter visto o primeiro episódio, posso dizer que a coisa promete, mas espero que não desiluda, como algumas das anteriores temporadas.

Sempre gostei de histórias macabras, onde a ficção tem toda a liberdade de pegar no impensável e dar vida a algo que nesta nossa vida seria um ato hediondo, pois bem, deixo algumas imagens que marcam o primeiro episódio (spoiler free...acho eu), além de sexo, sangue e pessoas bem estranhas, uma coisa sei, a mim é que não me apanhariam naquele hotel...


















domingo, junho 21, 2015

Sense8 - A Cena Final Vs Preciso de Mimos


Eu sei que não paro de falar de Sense8, mas faz todo o sentido escrever mais um pouco, pois tendo já visto o final, e porque os dias que tenho vivido não têm sido nada fáceis, a cena que encerra a 1ª temporada é brutal, deixou-me com um sorriso desenhado nos lábios, escondendo a tristeza que na verdade está escondida neles. 

Os motivos que me fizeram sorrir: mal ouvi os acordes da música que aparece na cena final (pele de galinha surgiu e a vontade de chorar apareceu ao de cima) é das que mais gosto, de uma banda que me diz muito. Depois gosto de histórias sobre pessoas, das ligações que temos uns com os outros, fascina-me a teia que nos liga, e no caso daquelas personagens acho que não há teia mais sublime que aquela. Gosto de olhares, em Sense8 episódio após episódio comecei a dar mais atenção às expressões de cada ator, e até nisso acho que a série é excelente, e no fim o olhar da Riley (a Dj Islandesa) é tão doce que arrepia, e por mais ficção que veja e leia, não é esta a realidade que gostaria de viver, se pudesse viveria nas páginas dos livros que leio ou entre as personagens das séries que vejo, queria também ter uma ligação com outras pessoas, com a mesma intensidade que os 8 de Sense8 têm. E mais, a cena final tem tanto, mas tanto a ver com este meu oceano que quando acabou lembrei-me dele.  

Já deixarei um dos motivos que me faz ter a tristeza desenhada nos lábios, no olhar, na alma...mas antes tenho que encerrar Sense8 com "brilho" e farei da melhor forma possível. Vejam a apresentação das personagens se tiveram curiosidade, mas na verdade escrevo este post para mim :-)









E para encerrar o post, irei deixar um dos motivos que faz com que tenha a tristeza esteja colada em mim. 

Preparo-me para a despedida do Shape. 

Quando posso, fujo da realidade, e quando consigo através da ficção, desligo-me da vida, e apesar de não ter sido nada fácil fazê-lo nestes últimos dias, Sense8 ajudou-me a desligar a tomada enquanto estava ligado a outro tipo de corrente. Foi a minha companhia.

Só voltarei quando conseguir escrever uma homenagem digna do meu Shape, são 15 anos e dói tanto, e amanhã tenho que ir trabalhar, e ter um sorriso, tenho as ideias a atropelarem-se umas às outras, e sentimentos turvos em águas que queria que fossem cristalinas. Que passe depressa, e por ironia do destino, quando a Chantal se foi, o meu sobrinho passou essa semana cá em casa, soube ontem que continuará por cá, talvez seja um sinal, pois se da outra vez agarrei-me a ele a chorar quando a Chantal foi abatida, sei que o vou fazer novamente.

Preciso de mimos.

sexta-feira, junho 19, 2015

Engolir Sapos Vs 4 Non Blondes Vs Sense8 II

Isto de ter que engolir sapos tem muito que se lhe diga, e acho que o melhor é começar a prestar mais atenção aos que engulo, podem ser que tenham a boca cosida, e porque o karma por vezes é um filho da p*ta acho que fico por aqui...

...no entanto (nem era para escrever neste post isto, era para deixar para amanhã, mas o calor é muito, e a paciência é pouca e...) tem piada o tenho lido por aqui, na blogoesfera , não tenho comentado praticamente nada, não será hoje, too lazy 4 that, mas não posso deixar de mencionar que continuo a achar que no geral as pessoas julgam-se donas da verdade, apenas olham para o seu umbigo e não fazem ideia da realidade dos outros. Podem pensar "olha olha este deve de ter enfiado a carapuça em alguma coisa que leu" mas não. Meus caros (isto sou eu a ser irónico, esta acidez desfaz-me a garganta até ao esófago), sejamos mais tolerantes com as opiniões alheias, é que é fácil criticar, é fácil julgar, é fácil fingir que a vida é um mar de rosas, mas fodasse, começo a ficar farto do ser humano. Todos farinha do mesmo saco, seja aqui, seja ali, seja aonde for. 

And I say, Hey Hey Hey
I Said Hey, What's Going On

Diziam as 4 Non Blondes, e porque estou mais que viciado em Sense8 aqui deixo mais uma sublime cena de uma série que faltando ver 4 episódios é bem melhor que engolir sapos e sentir a intolerância das pessoas. É pena, até porque sentia-me um pouco em casa aqui, e já não me sinto. ATENÇÃO: este post não é uma indireta para ninguém, um desabafo meu, porque há já algum tempo que sinto que entre uma minoria, até nela fazem distinções e eu não estou para isso, nunca estive. Aceito todos como são, se não me aceitam, tudo bem quanto a isso, mas quem está mal tem a alternativa de se mudar, então se continuar a sentir isso, faço as malas e bazo daqui (isto é o meu discurso realista, sem as figuras de estilo que tanto adornam o que escrevo).

Agora vejam...THE BEST!

domingo, junho 14, 2015

Sexo a 2, Sexo a 3, Sexo a...Sexo Mental? Vs Sense8


Geralmente deixo o video para o final. Por alguma razão desta vez faço de forma diferente. É ousado, mas muito bom. Viram? Então vejam e depois se quiserem podem ler o resto. 

Ponderei se havia de colocar a cena, muitos falam dela...é estranha, sexy e sei que muita gente já torceu o nariz, mas há quem a tenha adorado (como eu, que a vi ao lado a minha mãe...ops) mas tem a sua lógica, quem não acompanha Sense8 não percebe nada, já explico, e a série não é nada do que aparenta ser...e já agora "Demons" da Macy Gray ficou mesmo bem na cena!

Sense8, série da Netflix dos mesmo criadores de Matrix é sobre 8 desconhecidos espalhados pelo mundo que por alguma razão estão "ligados" mentalmente. Se no inicio estava a ficar desiludido, com o 6º episódio as coisas começam a ganhar mais interesse.

Em Sense8 temos todo o tipo de personagens, o policia americano, o ator gay latino, o transexual, o ladrão alemão, a CFO de Seul, o condutor de um autocarro em África, a Dj islandesa e a noiva indiana. Todos eles têm uma ligação, começam a sentir o que os outros sentem, ver o que os outros vêem...as vidas começam a ficar interligadas.

A cena de sexo está excelentemente criada, uma união de mentes, e corpos separados...o prazer pode resultar de mil e uma coisas, mas o que seria do ser humano se conseguisse ter orgasmos mentais?





domingo, março 22, 2015

Glee Vs Sonhos Perdidos


Foram 6 anos a acompanhar Glee. Ainda me lembro quando vi o episódio piloto e o quanto eu gostei. Por vezes já para as últimas temporadas eu ficava irritado por causa de certas historietas, mas a essência da série para mim foi sempre uma: os sonhos de adolescente.

Não me recordo de os ter tido, deixei passar essa fase da vida como quem deixa passar o tempo, porque quando não se vive, vai-se vivendo. 

Num abrir e fechar de olhos, os anos passaram, capítulos da minha vida rasgados dum livro que nunca foi escrito. Já não vou a tempo de os ter, e porque o passado não é uma bóia de salvação, vou deixá-lo por agora, entretido com o pó dos sonhos perdidos.


domingo, março 01, 2015

"Acho Que Está Na Moda"


Estava eu a ver a série "The 100" (calculo que poucas pessoas saibam que ela existe...é muito boa, a 2ª temporada é bem melhor que a 1ª...é uma série futurista) com o meu pai, quando do nada (é um spoiler, mas que se lixe) a personagem Lexa lança os seus lábios contra os da Clarke. Até eu fiquei de boca aberta, pois nunca me tinha passado pela cabeça os sentimentos que a personagem Lexa tinha em relação à Clarke. Após o beijo, a Clarke apenas diz que não está disponível para nenhuma relação. WTF um verdadeiro twist em termos de história, mas o melhor da cena foi o meu pai ter dito "acho que está na moda".

Eu até entendo porque razão o meu pai saiu-se com esse comentário, até porque cada vez mais vê-se relações entre pessoas do mesmo sexo em séries, sem esquecer as manifestações de afeto. É certo que "The 100" é uma série em que não contava com essa reviravolta, no entanto está mais que visto que há diferenças que estão a caminhar a passos lentos para deixarem de o ser.

E quanto a beijos, eu gosto sempre de os ver, independentemente dos intervenientes.

sábado, fevereiro 28, 2015

Bandeira LGBT Vs Looking Vs Rãs


Enviaram para o meu e-mail um link muito interessante, só o nome já me diz alguma coisa "little things" e resolvi o partilhar por algumas razões. A história da bandeira arco-íris teve a sua evolução, e com as pequenas particularidades, faz dela uma bandeira com a sua história.


Uma das razões porque estou a fazer este post foi porque quem enviou o link, há uns tempos perguntou-me se eu era gay, claro que não respondi, já que sou contra rótulos não me iria rotular a mim mesmo. Passado um dia respondi-lhe (por vezes sou fraco), e levei com um valente autocolante no meio da testa, até porque quando me dizem que sou "ambíguo" é tipo BINGO, o que mais gosto é deixar a confusão nas mentes dos outros, é um sick pleasure. Na realidade ninguém me conhece a 100%.

Acho que este oceano é um blog que não se encaixa muito nos temas LGBT por inúmeras razões. Não é o que se escreve que faz da pessoa uma lutadora por uma causa, mas sim uma causa que move uma pessoa. Estarei errado? Sou a favor de tanta coisa, desde o casamento entre pessoas do mesmo sexo até podermos colocar as despesas do veterinário na declaração do IRS. 

Fazendo uma ponte da bandeira até à seríe Looking (a culpa é S. Francisco) uma série da HBO que já vai na segunda temporada. 


Looking retrata a vida de 3 amigos gays, que vivem em São Francisco. Poderia ser apenas mais uma série mas não é bem o caso. Além de ser bem atual, o elenco é muito bom, com cenas memoráveis e a crueza dos sentimentos é tanta que por vezes a vontade de voltar atrás e ver é grande.



Looking retrata o sexo fácil, as traições, a paranoia do HIV/SIDA, um novo medicamento polémico, entre outras coisas, mas acima de tudo é a vida deles e os sentimentos que me faz ver...por vezes quando acabo de ver um episódio fico na minha, a realidade é tão ambígua e tão distorcida do que aparentemente ela é. 

Se por um lado há cenas queriduxas...


...Por outro há cenas em jacuzzi...


 ...e cenas com línguas atrevidas...


E claro uma das cenas que poderia dizer uma coisa, mas na série acaba por ser outra...





Na verdade um dos episódios que mais gostei, foi da 1ª temporada, centrado apenas na relação do Patrick e do Richie, um dos mais simples. A imagem abaixo diz porque razão eu gostei tanto. Há mar, um horizonte e apenas diálogos. As coisas simples da vida têm sempre outro saber quando são cobertas de honestidade e de uma boa conversa.


Não consigo tirar da ideia que muitos querem apenas uma coisa, e não é viver com amor, mas sim tapar buracos sentimentais com noites bem passadas e saltar de corpo em corpo, tipo rã a saltitar de nenúfar em nenúfar no meio do charco, e encher uma enciclopédia de pequenas historias sem amor. 
 

A realidade é dura para quem a vê sem filtros, ou quando não os consegue colocar nos olhos. De nada vale atirar pedras uns aos outros, há telhados de vidros em tudo o que é teto, e quem não se cortou num estilhaço, esse sim que atire uma pedra. E não serei eu a atirar uma.

(Dedico este post a quem me enviou o link, que me fez a pergunta e que levou com a resposta e que também vê e gosta muito de Looking. Como vejo a série sozinho, se tivesse que escolher alguém para me fazer companhia seria essa pessoa.)

sábado, fevereiro 14, 2015

Grey's Anatomy S11E11 Vs Lágrimas


Já são uns longos anos a acompanhar Grey's Anatomy, e em 11 temporadas e mais de não sei quantos episódios eu apenas chorei num, o da tal cena clássica do elevador em que a Izzie encontra o George no final de uma das temporadas. Tenho que acrescentar um 2ª episódio, da temporada que está a dar, o episódio 11. No final chorei, chorei que nem uma Maria Madalena arrependida.

O episódio é quase todo centrado na história da April e do Jackson. No final senti-me como não tinha outra solução que não fosse chorar, E para mais a forma como ligaram a história da April com a da Amelia (personagem da já extinta série Private Practice) foi brilhante. Todo o episódio foi excelente, um dos que mais gostei.

some little bit of support.

some bit of peace.
some bit of closure.
something good.
some little piece of beauty in the midst of some place dark. 
An unexpected gift just when it’s needed most.
— April Kepner, Grey’s Anatomy, S11E11

domingo, dezembro 21, 2014

"The Affair" Vs "The Sessions"

Ando numa de limpar, não em termos de pó mas no que tenho vindo a guardar para ver.


Comecei a ver uma série "The Affair" e como o próprio nome indica é sobre um caso. Vi apenas ainda 2 dos 10 episódios e muita coisa já me surpreendeu, desde ter no genérico uma música original da Fiona Apple até à forma original e cativante em que a história é contada. Não dizem que há sempre 2 lados de uma história? É o caso. No primeiro episódio ficamos a conhecer ambos os lados da traição, o homem conta a sua versão, em que a mulher é quem o seduz, no entanto, na versão da mulher, as coisas são ligeiramente diferentes. Ambos vêm de realidades diferentes e no final do 1º episódio somos brindados com mais uma pequena faúlha, de uma fogueira da traição que deu um "fruto" e no futuro lá estamos. No 2ª episódio voltamos ao passado, à história da traição e mais uma vez há 2 lados para a mesma história. 

Muito boa a série, e o elenco é dos bons, e mais parece um filme repartido em pequenas partes que não chegam a uma hora. 

Também "despachei" um filme que há já algum tempo estava para ver "The Sessions". É baseado numa história veridica, sobre um homem com uma condição de saúde que o impede de fazer muita coisa, e aos 38 anos é virgem. Acaba por recorrer a uma terapeuta sexual (a excelente Helen Hunt) e o filme avança até a um final que me fez quase chorar, não tanto pelo o final propriamente dito mas por causa das 2 últimas imagens. É que sou daquelas pessoas que através das imagens vejo tanto...e não deveria.

domingo, setembro 21, 2014

Red Band Society


Red Band Society é uma das novas séries que aguardava com expectativa a sua estreia. Gostei muito!!!!

Esta série é a versão americana de Polseres vermelles (da Catalunha) e é sobre a vida de um grupo de adolescentes que vivem num hospital. As suas vidas são afetadas pelas doenças, desde o coma, cancro, bulimia até ao transplante de órgãos, mas a série retrata os problemas de uma forma muito peculiar e simples, que não é lamechas, consegue ser mordaz, e foca temas muito sensíveis. Dizem que é Glee + A Culpa é das Estrelas, eu até entendo, mas dispenso as comparações...


O elenco é excelente, conta com Octavia Spencer, que tem um papel que lhe assenta que nem uma luva. Acho que só por ela vale a pena ver, mas os miúdos escolhidos são todos muito engraçados, e juntos formam um grupo de personalidades que me fizeram querer ver logo de seguida o 2ª episódio. Infelizmente tenho que esperar. Fez-me lembrar (e não tem nada a ver...) um filme dos anos 80 que faz parte dos "especiais" - "Breakfast Club".


Outro motivo que me faz gostar de Red Band Society são os diálogos, pois conseguem fugir um pouco do normal. Um deles ficou-me na memória: "Sorte não é ter o que queres, é sobreviver ao que não queres".