quarta-feira, dezembro 31, 2014

Kiss Me Under The Light of a Thousand Stars

Este é o meu último post de 2014, e apesar de ter vontade de pegar num pedaço de papel, numa caneta e escrever 12 coisas que quero fazer já a partir de amanhã, não o faço. 

Não vou estar a enganar-me, mas se há algo que iria ser gostar era que aquela pessoa especial que ainda não encontrei...

 

Caso o céu estivesse entupido de nuvens, poderia ser sob um conjunto interessante de candeeiros...


E que este meu oceano deixasse de ser um mar tão deserto de sentimentos que não tenho.


Gosto de acabar o ano com um texto e uma música a acompanhar e começar o ano novo com outra. A escolha para o fim de 2014 é a música do Ben Howard "I Forget Where We Were". As razões são muitas, adoro a música, é uma espécie de paixão musical pois sempre que a ouço, sinto-me bem, feliz, ou nostálgico e sonhador. Dá-me força. O video é uma caixa de pandora para a minha imaginação, vejo tantas histórias por contar.

E como diz a música "Hello Love, My Invisible Friend" é com estas palavras que espero cumprimentá-lo, deixando ele de ser invisível.

Um Feliz 2015 para quem aqui passar. E não se enganem, as palavras que aqui deixo são de esperança e não de uma derrota sentimental.

(em relação à barba, não me atrevo a colocar aqui uma foto, pois ela ficou loira, ruiva, laranja...shit...vou é comprar outra tinta...) 

terça-feira, dezembro 30, 2014

Calendário 2015 Vs Prendas deste Natal

2014 está prestes a acabar, e este post não é o último do ano, pois espero vir cá amanhã e deixar um sorriso e desejar um feliz 2015. 

Por falar em calendário 2015 não estou a concorrer com um suposto blogger que vai fazer um (sim é esse mesmo). Estou muito curioso em vê-lo e mais não digo. Mas quando falo num calendário e mais naquela de imaginar hipoteticamente 12 desejos para o próximo ano, e fazer tudo por tudo para os conseguir alcançar. Como não sou de apostas, e nunca fui a um casino e apostar em cavalos é algo que vai contra os meus princípios, vou é jogar contra as improbabilidades de baixar os braços e fingir que não vejo o que está mesmo à minha frente.

O Natal já lá vai e as prendas que mais gostei são as que me foram dadas sem custar dinheiro.

Disseram-me que eu era especial. Se por alguns segundos fiquei sem palavras, agora sei que deveria de ter dito o mesmo, pois há pessoas que mexem connosco, deixam uma semente e o resto é dar valor ao que foi nos dito.


Outra prenda foi ter o meu sobrinho comigo. É um raio de sol, uma luz que ilumina uma série de recantos que mantenho escuros. Nem sempre o breu ajuda, mas a claridade que ele tem é o que preciso para sorrir...fiz e muito. E não posso deixar de mencionar o meu filho canino, é que ele deve de se julgar muito adulo e já não quer dormir comigo.



Outra prenda que tive foi confirmar que devo de seguir os meus instintos e quando falo deles, poderia ficar aqui a escrever até sentir os dedos trémulos de tanto escrever, mas não vale a pena, o melhor é mesmo fazer em vez de pensar e imaginar...o corpo é meu, e vou começar a brincar com o que posso, deixarei algumas marcas, outras desapareceram.


Ahhh não posso deixar de dizer que hoje tive um daqueles deslumbramentos que deixam uma pessoa a salivar. Não era um chocolate quente e muito menos uma bengala alusiva ao Natal, mas que fiquei com água na boca e noutros sítios lá isso fiquei. só não fiquei vesgo porque tinha coisas que me "gritavam" ao ouvido para serem feitas.

Vá lá que tenho este meu oceano, por vezes um mergulho arrefece o que não pode ser mantido bem quente.

domingo, dezembro 28, 2014

"É um Pão"


Por vezes as conversas à mesa são muito interessantes, outras nem por isso. Mas há aquelas que me fazem tapar os olhos, não porque me incomodem (acabo sempre por ouvir na mesma...), mas quando ouvimos a nossa mãe e dizer à nossa irmã que determinada pessoa é um "pão" e logo de seguida que o outro também o é, só me apetece fugir da mesa. 

Não me senti incomodado, só não confirmei que a minha mãe tinha razão. Até porque um pão pode se comer de mil e uma maneiras, apenas com manteiga, ou com queijo, fiambre e para quem é mais ousado (como eu) queijo, banana e marmelada fica muito bem, é calórico mas o ego fica bem alimentado!

(caso passes por cá, este post é para ti, não podia deixar 2014 sem dedicar um a ti...dear sister).


Fuck U Vs T de Tolo na Testa


Hoje fui aos saldos, e como já é hábito vou sempre cedo (não aos saldos...ir ao Shopping da terriola) e surpresa das surpresas, já estava meio mundo colado e sentado naqueles sofás de "espera". Lá fui eu e a minha mãe pelos corredores (não são assim tantos...) a fazer tempo para que as 10:00 chegassem. Pela pitas que lá estavam dava para ver que estavam à procura de um trapo para vestirem na noite de final de ano. 

Foi interessante a experiência, até porque eu normalmente fujo a sete pés deste tipo de situações. Apesar de ter ido com a intenção de comprar uma camisola que tinha deitado o olho, não tinham o meu número. Experimentei outra, mas mais parecia um colete de forças. Quero enganar quem, o "S"  não me serve, e os meus peitorais não merecem estarem "esfrangalhados" por mais bela que seja a peça de roupa. Não fui embora de mãos a abanar, o meu sobrinho é que teve sorte.

Para além das pitas esfomeadas por roupa nova, senti na pele, ou melhor nos olhos, o olhar dos outros. Ou eu chamo a atenção (não é o caso...sou uma espécie de fogo de vista...só se queima quem receber de volta um olhar de resposta) ou então há algo que me escapa e gostaria de saber. Mas mãe que é mãe deu-me logo a resposta, sem cabelo com barba ao longe sou capaz de despertar alguns olhares. Pois bem, deve de ter sido isso, mas para alguns deles não diria um "Fuck Off", diria outra coisa "tenho um T de tolo na testa?" apenas porque iria querer meter conversa.

Saí mudo do mundo dos saldos.

sábado, dezembro 27, 2014

Aberto o Casting | 2ª Tatuagem

Ainda não fiz a que está programada e já estou a pensar na 2ª. Não faço a mínima ideia de como vai ser, se vou avante com a 2ª mas a história que quero contar pede-me que o faça, é uma espécie de exigência que a alma fez ao ego. Espero que o casório corra tão bem que não quero ficar apenas pela o enlace.

Tinha já umas ideias mas acabei por chegar à triste conclusão que se avançasse com elas a minha pele seria um papel de parede ambulante. Dei tempo ao tempo, pensei e resolvi afinar a minha ideia, como se ela fosse a roca para que a Bela Adormecia picasse o dedito. Acho que estou bem mais consciente do que quero.

Reabri o casting e para já as candidatas são as que aqui deixo...não sei bem porque razão estou ansioso por causa desta coisa de pigmentar a minha pele. Mas no fundo sei bem porque razão sinto-me assim...e sinto-me bem.




A Minha 1ª Vez


Demorou e aconteceu quando eu menos esperava. Mudar a fralda ao meu sobrinho nunca me tinha acontecido. Estava sozinho e notei que ele estava a pedir que o fizesse. Sempre fugi a sete pés dessa tarefa, mal-cheirosa e stressante (isto quando ele não ajuda) mas quando senti que estava na hora, não pensei duas vezes e mesmo que corresse mal, estaria a sós com ele, ou sujava as mãos e depois teria que as limpar, ou então a fralda que iria pôr seria um atentado a alguém que queria ter o rabo bem limpo.

Felizmente tudo correu bem, não sujei as mãos e o meu sobrinho comportou-se que nem um Rei.

Passei no teste, estou apto para ser pai, mas há um problema, o Pai Natal já passou pela minha chaminé e as cegonhas estão mais lerdas que a lebre atrás da tartaruga, e a culpa é do frio.

A minha 1ª vez correu tão bem, fiquei com o ego cheio mas não sei onde o poderia fazer transbordar.

sexta-feira, dezembro 26, 2014

Blond Beard...aí vem ela


Antes que mude de ideias, e por mais absurda que ela seja, já fui comprar a tinta para deixar o ano de 2014 de uma forma original e entrar em 2015 da mesma forma. Resolvi deixar a barba crescer correndo o risco de ouvir comentários menos positivos. Como tenho espelhos em casa, espero que no dia 31 ele não rache, e que o resultado final seja um que me faça rir até ter vontade de me molhar pelas pernas abaixo.

A imagem que aqui deixo é da embalagem que comprei, já que loiro mais loiro não há, acho eu, não percebo muito bem destas coisas.

Podem me chamar o que quiserem, mas na embalagem diz que com tons de castanho o loiro fica mais para o escuro. Quero brincar, então é mesmo isso que vou fazer.

quarta-feira, dezembro 24, 2014

Golden Beard Vs Lumbersexual

Na semana passada disseram-me que eu tinha ideias estranhas, e qual o mal? Nenhum! A razão dessa constatação foi porque disse que iria pintar a barba. Quando uma ideia se apresenta a mim por vezes ela consegue o que quer. A escolha da cor poderia ter sido mais feliz já que o "golden brown" que a caixa prometia não foi bem com a que fiquei. Ok agora que escrevo isto, talvez seja mesmo uma ideia estranha, mas até o castanho dourado tem muito a ver com esta época do ano.

Eu parecia uma espécie de cientista, a abrir um tubo, a espremer para dentro dele uma "pasta" e mal coloquei aquela mistela na cara, o que me veio-o à cabeça foi que não iria conseguir respirar pelo nariz, até porque a tinta para o cabelo não é para ser colocada na face. Okie dokie agora já sei. Esperei 30 minutos, uma espera embrulhada naquela expectativa que iria olhar para o espelho e ficar apaixonado pelo meu reflexo, mas que nada, limpei a cara desanimado.

Daqui a uma semana serei mais radical, será loiro, e quero lá saber do resultado. Quero despir a pele que me "veste" da melhor forma que consigo, que me faça esquecer que sou casmurro e por isso não dou vida a algumas ideias que me passam pela cabeça. 

Como hoje é suposto o Pai Natal dar prendas a quem se porta bem, eu só pedia uma, que me desse por apenas alguns dias muito cabelo (atenção gosto do meu como está!) porque quando andei a fazer pesquisa sobre pintar a barba encontrei estas imagens inspiradoras...mas o meu cabelo não dá para aquilo e a barba não é assim tão grande. Se o Pai Natal existisse, era isto que eu faria e seria um autêntico lumbersexual, pois camisa já a tenho.

E já agora Feliz Natal para quem por aqui passa...







domingo, dezembro 21, 2014

"The Affair" Vs "The Sessions"

Ando numa de limpar, não em termos de pó mas no que tenho vindo a guardar para ver.


Comecei a ver uma série "The Affair" e como o próprio nome indica é sobre um caso. Vi apenas ainda 2 dos 10 episódios e muita coisa já me surpreendeu, desde ter no genérico uma música original da Fiona Apple até à forma original e cativante em que a história é contada. Não dizem que há sempre 2 lados de uma história? É o caso. No primeiro episódio ficamos a conhecer ambos os lados da traição, o homem conta a sua versão, em que a mulher é quem o seduz, no entanto, na versão da mulher, as coisas são ligeiramente diferentes. Ambos vêm de realidades diferentes e no final do 1º episódio somos brindados com mais uma pequena faúlha, de uma fogueira da traição que deu um "fruto" e no futuro lá estamos. No 2ª episódio voltamos ao passado, à história da traição e mais uma vez há 2 lados para a mesma história. 

Muito boa a série, e o elenco é dos bons, e mais parece um filme repartido em pequenas partes que não chegam a uma hora. 

Também "despachei" um filme que há já algum tempo estava para ver "The Sessions". É baseado numa história veridica, sobre um homem com uma condição de saúde que o impede de fazer muita coisa, e aos 38 anos é virgem. Acaba por recorrer a uma terapeuta sexual (a excelente Helen Hunt) e o filme avança até a um final que me fez quase chorar, não tanto pelo o final propriamente dito mas por causa das 2 últimas imagens. É que sou daquelas pessoas que através das imagens vejo tanto...e não deveria.

sábado, dezembro 20, 2014

O Meu Radar


Acho que o Pai Natal veio mais cedo e deu-me um radar dos bons, através do qual vejo bem sem precisar de óculos nem de lupas e muito menos de lentes de aumento. Sei que por vezes não somos mais que meras formigas trabalhadoras que tentam escapar dos raios de sol, só assim não somos fulminadas, queimadas e esturricadas por raios ultra-violetas.

Não entendo bem porque razão agora deu-me para ver sem filtros, e não sei se estou a ver bem ou então preciso que alguém desfragmente o meu disco rígido, é que assim não vale, é uma espécie de batota natalícia, já que o presente que mais quero este ano não o vou ter, quem sabe em 2015 os castelos de areia são levados por ondas e ficando eu nas ruínas viverei como um verdadeiro senhor das moscas. 

Metáforas e trocadilhos não ajudam, então recuo alguns dias atrás e não me importava de ter um third blink blink eyes. 



sábado, dezembro 13, 2014

Hungry Eyes


Não dizem que se pode comer com os olhos? Não é que eu tivesse com aquela fome que para além de fazer roncar a barriga, fez o meu EU ficar de braços cruzados e me faz a pensar “o que faço agora?”. A solução estava à vista, sempre que posso, sempre que tenho oportunidade o meu telescópio foca e bem quem resolve fazer-me uma surpresa. É que há já muito anos que não tinha aquela miragem diante de mim.

Sabem que mais...é uma daquelas situações que nos fazem pensar porque motivo há pessoas que nos fazem as olhar de cima abaixo, dum lado ao outro, e nos deixam com um pouco de água na boca.

Não morri afogado por causa da saliva, mas ao menos que quem é vivo sempre aparece e mais uma vez fiquei com a tal pulga atrás da orelha. O que me atrai tem a sua razão de ser, até hoje não entendo...mas uns hungry eyes matam a fome mesmo que não a tenhamos.

segunda-feira, dezembro 08, 2014

The Giver - Os Livros


O universo "The Giver" é contado em 4 livros. O primeiro teve direito a um filme mas apesar de ser uma boa tentativa, os resultados não foram os esperados e bem que posso tirar o cavalinho da chuva (haverá mais filme?!) e embora tenha estado um sol de fazer rachar o frio, tem sido esta saga que me tem feito companhia com as suas letras, frases e seus sentimentos escritos numa espécie de fábula para crianças. E nada melhor sentir-me como um puto numa aventura que começa numa sociedade em que não sabem o que é a vida e se vive perante um esquema em que prevalece o maior bem, (para alguns) o controlo da vida.

No 2º livro somos levados para uma outra "sociedade", um pântano repleto de ausências de bom senso e discernimento. No 3º, algumas pontas soltas são atadas em nós, que anseiam e desesperam por algo mais que uma floresta que ganha vida e um negociador que nos dá o que queremos em troca de algo muito mais precioso que um capricho recheado de pequenas futilidades.

No 4º e último livro todas as pontas soltas são atadas em nós que a mim fizeram desta saga, um conto fragmentado em 4 blocos literários. Porque gosto de histórias passadas num futuro distante, que me fazem puxar pela imaginação e me roubam um pouco da minha lucidez, esta dificilmente irá deixar o meu universo dos livros, até porque se "The Giver" acaba da forma mais previsível, não me posso esquecer o que ficou para trás. É como já disse, senti-me um puto, e se um livro pudesse ser um colo de uma mãe, seriam estes 4. 

Senti-me aconchegado pelas palavras, maravilhado pela imaginação e com aquele sentimento que se tem quando se lê um livro e pensamos "valeu a pena".   



Trans vs Transparent

 
"Transparent" é uma série da amazon (um dos meus guilty pleasures) e retrata a vida de uma família disfuncional, isto porque: os pais estão separados, o pai revolveu assumir a mulher que há dentro dele, e passou a vestir-se e a comportar-se como uma senhora. A filha mais velha, casada e com filhos, resolve deixar o marido e retomar a relação com a namorada que tinha na altura em que estava a estudar na universidade. O filho, um produtor discográfico, é daquelas personagens que não sabemos bem o que esperar, e a filha mais nova uma autêntica caixinha de surpresas, ora é a tentar algo com 2 homens de raça negra ou a tentar entender porque razão uma mulher quer ser um homem com uma vagina. É uma série muito WEIRD mas a vida também é um folhetim com esse tipo de páginas, e não é preciso muito, basta olhar para  o lado.

domingo, dezembro 07, 2014

10 de Janeiro de 2015 Vs O Fim do Casting (para já...)


O casting já chegou ao fim e a 10 de Janeiro de 2015 começo um novo "projeto" e terei direito a umas ondas japonesas (foi o que me disseram que era o que a minha escolha queria dizer, mas para mim tem um outro significado) na minha pele, e é escusado dizer que infelizmente não consigo ter esta prenda de Natal já que a agenda dos tatuadores está cheia.

Terei pelo menos 2 sessões para depois dizer para os meus botões "let's see the waves roll deep in me".

Só peço aos Deus do meu imaginário que façam para que tudo corra como esperado, pois assim em Março faço a 2ª e em Maio fecho um projeto.

Podem me chamar de doido ou lunático, mas não vivo no mundo da lua, e muito menos sou caprichoso. Não somos nada nesta vida, e se não fizer do meu corpo o que mais parecido na vida, ninguém o fará por mim.

Eu espero por elas (pelas ondas) mas espero muito mais de 2015.

Double Wink


Receber um piscar de olhos, é uma coisa, receber outro passado nem mais de 2 minutos será algo mais que simpatia? 

Não retribui, pois não sou de piscar os olhos e muito menos desenvencilhar-me de uma situação que normalmente estou a anos luz de as viver e experimentar. 

Se por vezes sinto-me um peixe fora de água, quando estou num aquário e por obra do destino (que grande Deus este) alguém coloca um belo pedaço de um coral, fico-me por aqui...até porque um double wink é bem melhor que um double cheeseburger, não engorda. 

domingo, novembro 23, 2014

Tracks Vs A Fuga




Não sei como é com as outras pessoas, mas eu por vezes tenho momentos em que tudo o que gira à minha volta, gritam coisas aos meus ouvidos, talvez mensagens que devo de ignorar, ou pequenos enigmas que deveria de os descodificar, uma espécie de trilhos codificados pelas peculiaridades da vida. Hoje sinto-me assim, prestes a soltar um belo fogo de artificio. Talvez por boas razões, ou nem por isso...é como uma moeda, há sempre dois lados...

Hoje vi o filme "Tracks" com uma das atrizes que mais gosto. Adorei a história, o filme conta uma história verídica, passada nos anos 70 na Austrália. Não querendo estar a escrever o que não devo, posso dizer que numa altura do filme tive que conter as lágrimas pois me fez lembrar a minha princesa Chantal, e por outro lado o filme está entulhado de belos cenários, imagens que se por um lado me fizeram questionar a força de vontade do ser humano em embarcar numa aventura, por outro lado, o final dá-nos uma resposta, e que resposta...os meus olhos até ficarem encadeados com o azul que vi.

Além de ser um excelente filme, no final temos direito a ver as verdadeiras imagens que também ajudaram a dar origem ao filme "Tracks". Todas elas me fizeram sorrir, e é disso que preciso, e nem sempre o consigo fazer. Há dias que o faço de forma expontanea, noutros faço como qualquer mortal nesta vida.

Se me dessem a escolher, faria uma espécie de viagem que a Robyn fez, misturada com este videoclip do Ben Howard, já que tanto a música como as imagens que por lá passam me dizem...para seguir com o que vai dentro do meu coração. E não é uma viagem à Austrália, mas poderia ser...uma fuga


domingo, novembro 09, 2014

Interstellar Vs The Plot Holes Vs Orgamos Cinéfilos


"Interstellar" filme de Christopher Nolan fez-me ir ao cinema, ficar colado à cadeira durante 3 horas, fez com que sentisse pelo menos em 2 momentos do filme, a pele a ganhar vida, ao estilo de uma galinha a pensar que o céu estava a cair sob ela, fez com que sentisse as lágrimas a virem ao de cima (construi uma barragem, o filme é tão bom que não queria perder nada, e digamos que as lágrimas prejudicam um pouco a visão) e pela primeira vez na sala de cinema dei um "grito" (assustei-me por causa de uma cena com som a acompanhar) que fez com que tapasse a boca, como se alguém tivesse dado conta o meu estado alucinado perante tanta grandeza num filme que tinha algumas expectativas, e no final o filme é GRANDE. 

Claro que os gostos não se discutem, e é na partilha de opiniões que cada um dá a sua visão do que vê. Depois de ter visto o filme, andei a navegar (não à procura dum buraco negro no espaço) na net a ler algumas opiniões de criticos, e cheguei mais uma vez que mais depressa se deita abaixo algo que não é real, que é uma mera obra ficcional, do que dar largas à imaginação.

Pois bem, gosto de sonhar, e a minha imaginação é fértil. "Interstellar" é um dos orgasmos cinéfilos que tive neste ano (e convém referir que a música é do melhor, acompanha as imagens como se elas fossem o prato principal e os sons, pequenas entradas que deixam água na boca e nos fazem lamber os dedos).

(E quero o ver novamente no cinema...)



sábado, novembro 01, 2014

Ecos Vs Sem Abrigo


"Por todo o lado, o homem culpa a natureza e o destino, contudo, o seu destino não é mais do que o eco do seu caráter e das suas paixões, dos seus erros e das suas fraquezas"

Frase retirada do livro "O Teorema (K)athernie" de John Green, o mesmo que escreveu "A Culpa é das estrelas" e tendo já lido praticamente todos os livros (os outros já estão a caminho) este é de todos o mais divertido mas não deixa de ter as suas passagens que me fizerem pensar. 

Se por um lado sinto-me um puto a ler o que o escritor nos oferece, por outro, faz-me pensar no quanto passa por nós e é deixado ao relento, como se os nossos sentimentos fossem um sem abrigo.

Espero ansiosamente ler os outros dois e uma coisa sei, um deles será lido no Natal, até porque a história que John Green escreveu está num livro que compila várias outras histórias interligadas na época natalícia. E não estamos todos interligados uns com os outros?

domingo, outubro 26, 2014

Potencial Namorado?!


Será que o Prozac é um potencial namorado para a Zoe?! Claro que não, se por vezes são como água e azeite, noutras são um doce e um salgado. E eu fico-me por aqui, até porque sou daquelas pessoas que deixam que as imagens certas falem por mim. É este o caso. Bela dupla, por vezes insuportável, por vezes alucinante.


sábado, outubro 25, 2014

Lambia-o Todo Vs A Feira das Vaidades



Na passada quinta-feira, estava eu de regresso a casa, ao som de Ed Sheeran quando olhei para o céu. Mais uma vitima deste clima que não sabe a quantas anda. O que vi era uma miscelânea de coisas boas, vi natas bem consistentes, ou claras batidas em castelo. Vi pedaços de gelado de baunilha bem colados ao sol, juntos, numa simbiose que me fez olhar não sei quantas vezes. Se pudesse tinha-o lambido todo,  de cima a baixo, dum lado ao outro enquanto Ed Sheeran continuava a cantar. Aquele céu, naquele momento falou comigo, disse-me coisas que nem tenho palavras para as descrever.

Ontem percorria o mesmo caminho, ao som da mesma música quando lembrei-me do suspiro de nuvens que tinha visto no outro dia, e não é que o céu estava diferente? Já não via um swirl divinio mas sim um sol meio escondido, como se estivesse a abrigar-se da noite. Todo ele era mais que protegido por umas nuvens brancos, já não tão doces, mas ao mesmo tempo acolhedoras. Não chorei porque já o tinha feito pela manhã, mas ao olhar para aquele cenário, pareceu-me estar a ver uma fogueira de raios solares sem os ver. Uma autêntica feira das vaidades, que não me queimou, mas que me fez voltar a pensar no imaginável...

So open your eyes and see
The way our horizons meet

Eu gosto de ficção, portanto vou fingir que a minha alma gémea na passada quinta-feira olhou para o mesmo céu e teve a mesma vontade que eu, de o lamber, e que ontem tenha visto a fogueira das vaidades, apesar que a ela (a vaidade) é tão louca como quem sente o mesmo que eu. 

Resta-me agora procurar por quem nestes últimos dias viu o mesmo que eu. Missão impossivel? Claro que é, mas mesmo assim abro uma porta à ficção deixando uma janela escancarada, é que há estrelas cadentes e uma delas poderá entrar por essa mesma janela...


Serei eu interessante?

Tendo já acabado de ler "Os Interessantes" da Meg Wolitzer e porque é um livro cheio de muita coisa boa, e fazendo parte dos livros que mais me deu prazer folhear as páginas, molhar um dedo para poder virar uma delas, ou esperar ansiosamente que a minha hora de almoço chegasse para retomar a leitura, não vou me esticar nas palavras, até porque acabar um livro durante a minha hora de almoço é sinal que estava mais que envolvido numa história que começa em 1974 e percorre uma série de décadas. No livro são mencionados uma série de temas, a guerra do Vietnam, as ceitas dos anos 70 e as suas drogas, o vírus da sida, o capitalismo, as novas tecnologias incluindo a internet, e depois uma série de sentimentos são mais que marcantes no meio de tantas páginas. Se por um lado o amor está lá, a inveja desliza como um cubo de gelo na pele mais quente, que arde de desejo. A fama também faz uma perninha, mas ao fim e ao cabo, as vidas dum grupo de adolescentes em 1974 facilmente desfazem-se ao longo dos vários anos em que o livro avança no tempo.

Num outro post, cheguei a dizer que possivelmente seria uma personagem secundária, que aparecia num inicio e que pouca importância teria na trama, mas tendo lido o livro todo, posso dizer, eu sou tão interessante como o meu vizinho, e tenho que dizer que nada sei sobre ele, apenas quero salientar que uma vida vale o que vale, e só nós sabemos o que vai dentro de nós e o que nos circunda. E eu sou a personagem principal deste meu livro, que a vida está a escrever, e sabem que mais...eu também faço parte dos interessantes.  

E voçês também fazem...basta ler o excerto do final do livro...

E não era sempre assim - partes do corpo que não se alinhavam de acordo com a nossa vontade, resultando tudo um pouco ao lado, como se o próprio mundo fosse uma sequência animada de desejo e inveja e autodesprezo e grandiosidade e fracasso e sucesso, um cartoon estranho e interminável que era impossível deixar de ver porque, apesar de tudo o que já se aprendera entretanto, continuava a ser tão interessante.


domingo, outubro 19, 2014

"On Interessantes" Vs O Vibrador sem pilhas


Estou a caminhar para o final do livro "Os Interessantes" da Meg Wolitzer e mesmo faltando ainda algumas sumarentas páginas, já sinto que cada virar de página está a tornar o livro num dos que mais me deu prazer.
Não é o mesmo prazer que comer um chocolate, ou uma noite de sexo, pois esses são prazeres fugazes, como um bocejar cheio de tédio ou um suspiro no qual ele (o tédio) é o nosso melhor amigo.

Tenho muito de escrever sobre ele (o livro) que me tem feito companhia nas últimas semanas. E porque cada virar de página é especial, sinto que o final será como uma porta aberta para o meu desconhecido, já que o livro percorre a vida de um grupo de amigos desde a adolescência até aos seus cinquenta anos (?). 

Eu estando na casa dos 30, se tivesse no mesmo enredo que eles, seria igual a uma das personagens, se no inicio aparece, e no meio se fala, certamente no final terá algum impacto (?). Será? Não sei, mas por mais ficção que a vida tenha, a realidade é tão interessante como um vibrador sem pilhas.

(Depois volto cá para falar do livro, onde serei outra pessoa, não quem escreve para si nem para os outros, apenas limita-se a teclar o que vai na alma, e se por acaso foder o juízo a alguém, peço desculpa, mas não é por mal, é uma necessidade, uma espécie de trabalho manual, uma masturbação que dá lugar a um belo tapete feito de retalhados. Não de sémen, mas de palavras.) 

sábado, outubro 11, 2014

Para Não Dizerem que Não Escrevi Neste Fim-De-Semana




Para não deixar de escrever neste oceano, vou simplificar o que tenho a dizer, que não sendo muito, acaba por deixar no reflexo das letras o que não quero escrever, talvez seja falta de tempo, ou a preguiça a bocejar e a dar-me um valente pontapé na alma.

O livro "Os Interessantes" está a ser uma daquelas sagas de encher o olho, cultiva a alma e faz esperar por mais da vida. Acertei desta vez, pois quando pego nele sinto que não há nada que me faça duvidar do que quero para mim, pois tenho sonhos como as personagens do livro, no entanto se algumas delas não conseguem o alcançar, é bem provável que eu também não consiga. WTF?! Há dias que não faz diferença esse tipo de pensamentos. Se vestir o cinzento, dá-me uma espécie de relento, o que dizer das cores que me esventram, que deixam ao ar livre uma ferida que me grita, que me sussurra..."give me love".

Já me capacitei que tenho que começar uma espécie de casting e não estou a falar de potenciais casos amorosos, pois não sou pessoa de pegar numa balança e pesar o que me faz feliz, o que me faz sonhar e o que a vida me dá. Falo das imagens que estão vivas dentro de mim, que quero tatuar, e cada vez mais sinto que não é um capricho, é um projecto, de pernas que andam, que fazem barulho, levantam o pó que faz com que não me reconheçam.

Meus caros, quem me conhece é quem eu quero, e não quem julga que sabe quem eu sou.

A sabedoria é um bem precioso, só o damos a quem podemos o dar, e só quem o reconhece é porque lá chegaram.

domingo, outubro 05, 2014

Banks Vs Mel Para os Meus Ouvidos Vs Kizomba?!


Há algum tempo que tinha lido coisas muito boas sobre Banks, uma cantora que juntamente com outros (não me perguntem quem são...) estavam numa nova vaga musical. Acontece que quando comprei o álbum, mal o ouvi senti que estava perante uma musicalidade que além de me seduzir, deixava em mim algo que é raro acontecer. 

Se as músicas fossem um pedaço de pão, o queria com manteiga, com doce ou marmelada. Queria-o em torrada ou em tosta mista, e porque não com manteiga de amendoim e doce de morango. E se o dia assim pedisse, com queijo, banana e doce. 

As músicas são mais doces que o mel, a voz é uma encruzilhada de timbres, e por mais mel que seja para os meus ouvidos, mais depressa roço o meu corpo noutro ao som dela que do kizomba...

Talvez o amor seja isto


Ele não podia dizer-lhe que o que queria naquele momento mais do que qualquer outra coisa, era adormecer ao lado dela. Sem toques, sem beijos, sem estímulos. Sem sensação, sem consciência. Simplesmente o ato de dormir ao lado de alguém com quem se gostasse de estar. Talvez fosse isso o amor. (Retirado do livro "Os Interessantes")

Ora aqui está, o amor não é apenas isso, mas também o é...

domingo, setembro 28, 2014

Histórias de Amor Vs O Raio Que Nos Parta

Neste fim-de-semana tive a oportunidade de ver 4 filmes com histórias de amor, e nenhuma tinha nada a ver com a outra. Vi "500 Days of Summer", "The Broken Circle Breakdown", "The Signal" e "The Labor Day" e por mais que tenha a escrever sobre cada uma delas (e já o fiz sobre uma) sinto que a vida poderia ser uma simples história, de amor ou muito longe disso. O que sinto, cada vez mais, é que essas histórias são como um virar duma página dum livro, facilmente se tem, como se arduamente se sonha com uma. Mas como gosto de ler, por vezes virar uma página custa, não porque dê trabalho, mas porque é no virar da página que ficamos perante o desconhecido, e quando queremos alento e nos dão apenas o vento dos sentimentos, não me venham dizer que o sexo é uma espécie de tapa buracos.

A alma não os tem, e não há cimento que os esconda. 

Não somos de ferro, nem somos de barro. Se moldamos o nosso ferro perante o fogo dos outros, o barro deixamos o moldar nas mãos alheias.

Não me deixo transformar pelo o que os outros querem, mas aceito os outros como são.

Histórias de amor? Que venham elas, mas o raio que nos parta que fique bem longe, pois a vida é azeda quando nos faz ter azia e nos faz arrotar. 

Standing on the deck watching my shadow stretch
The sun pours my shadow upon the deck
The waters licking round my ankles now
There ain't no sunshine way way down

I see the sharks out in the water like slicks of ink
Well, there's one there bigger than a submarine
As he circles I look in his eye
I see Jonah in his belly by the campfire light

See the albatross up in the windy lofts
He gets to beating his wings while he sleeps it off
I hear the jettisoned cries from his dreams unkind
Gets to whippin' my ears like a riding crop

The captain once as able as a fink dandy
He's now laid up in the galley like a dried out mink
He's laying dying of thirst and he says or I think
Well, we're gonna be alone from here on in

Well you are all my brothers, and you have been kind
But what were you expecting to find?
Now your eyes turn inwards, countenance turns blank
And I'm floating away on a barrel of pain
It looks like nothing but the sea and sky remain

A harpoon's shaft is short and wide
A grappling hook's is cracked and dry
I said, why don't you get down in the sea
Turn the water red like you want to be?

Cause if I cry another tear I'll be turned to dust
No the sharks won't get me they don't feel loss
Just keep one eye on the horizon man, you best not blink
They're coming fin by fin until the whole boat sinks


sábado, setembro 27, 2014

O Amor Bate à Porta? Vs 500 Days of Summer

"Parece que o amor chega não só sem se fazer anunciar, mas também tão acidentalmente, tão aleatoriamente, que te faz pensar porque é que tu, porque é que alguém há-de acreditar nas leis de causa e efeito"

Acabei de ler "A Rainha de Gelo" de Michael Cunningham e tive a sorte de encontrar mais uma daquelas frases que tornam um livro especial. Apesar de não ter gostado do livro, valeram-me as frases que por lá encontrei, até porque vão ao encontro da minha forma de pensar, de ver a vida e de sonhar. 

Por mais que pense que o amor aparece findo do nada, que se apresenta sem mais nem menos, há momentos, escrupulosos do destino, que me fazem desacreditar nessa teoria. Acaba por não ser mais que uma fuga do sentimentos, canalizada para o que os outros querem e esperam encontrar e não o que eu quero e preciso para me sentir vivo. 

Continuo vivo, continuo a sonhar, e vivo porque é a lei da vida, mas sabem o que realmente penso: amor há quando a paixão deixa de fazer as malas, e o desejo começa a andar com uma venda nos olhos. Se somos todos uns filhos da ****, então o melhor é ninguém se queixar, pois quem semeia, colhe tempestades. Daí ter todo o direito de reclamar o que tenho todo o direito, pois eu apenas semeio árvores com bons frutos (quero enganar a quem?!). E aonde eles estão? Não os vejo. Será que tenho que fazer o mesmo que os outros? Esqueçam, a vida é demasiado bela para passar a vê-la como uma feia adormecida.


Pelos vistos alguém me conhece um pouco, talvez mais que as pessoas que estão perto de mim. A D. disse que o filme "500 Days of Summer" era a minha cara, nunca o tinha visto. Pelos os atores (Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt) vi logo que o filme tinha alguma coisa que me poderia fazer gostar mas quando o vi (e neste momento faltam-me os minutos finais...) foi comprovar o que me tinham dito. É a minha cara, uma história de amor, que no filme anda de trás para a frente, da frente para o futuro. A cumplicidade entre a dupla de atores é genial, os diálogos credíveis, os cenários palco dos meus sonhos, e depois há aqueles pequenos pormenores que fazem toda a diferença...é o que eu gosto de ver num filme que retrata o amor na sua forma mais doentia.


Cada vez mais o amor para mim não tem crédito, se fosse um banco já o tinha fechado. As pessoas são demasiado egoístas (começando por mim) pois não querem abrir mão do que já têm, do que julgam ter e do que julgam que irão ter.

O meu coração continua aberto, mas o que há mais são cegos com bengalas mal direcionadas.

500 Days of Summer?! E porque não uma eternidade? É assim que vejo o amor, duma forma ilusória, com paixão, sentimento e pequenas faíscas dum conto de fadas. O amor bate à porta, mas só quem a abre é que poderá contar a sua história. E eu acredito na lei da causa e efeito.

Espero que os últimos minutos de "500 Days of Summer" não me façam rever a minha teoria do amor, pois a ficção por mais que seja irreal, a realidade tem momentos que mais parecem findos dum filme...  





sexta-feira, setembro 26, 2014

A Rainha do Gelo Vs O Ciclo da Vida?! Vs Dejá vu


" As pessoas são mais do que pensamos. E são também menos. O segredo está em negociarmos o nosso caminho entre ambos."

Foi  esta a frase que li do livro "A Rainha do Gelo" do Michael Cunningham que me fez o ler com outros olhos. Apesar de já ter lido (penso eu) todos os livros deste escritor, este mal comecei deixou-me desiludido, por vezes sentia a escrita demasiado pretensiosa, com personagens que não me diziam nada, e a narrativa cheia de floreados que mais me parecerem um embelezamento que tentava aconchegar uma história simples: dois irmãos, um deles junto com uma mulher que está com cancro e à partida não ganhará a luta contra a doença, o outro gay, que vive com o irmão e vive toda a história da doença da companheira do irmão. Numa noite o irmão gay vê uma luz no céu, será um milagre, um sinal? E a história vai-se desenrolando e apesar de não estar nada satisfeito com o livro, encontrei a frase que aqui deixo, que me bateu à porta e me vez uma vénia à qual não resisti. Disse-me tanto, que me levou a uma outra surpresa. Estava eu hoje na minha hora de almoço a ler mais algumas páginas, quando senti que o que estava a ler encaixava num dejá vu...cada frase que lia, para vírgula, cada ponto que me apareciam à frente era um espelho do reflexo que a minha memória já tinha por lá passado. E porque eu tenho um pequeno papel a marcar a frase que aqui deixo, e quando lá escrevi "dejá vu", foi a gota de água, não tive dúvidas...sensação estranha.

Ainda não o acabei, e talvez por tudo o que este livro já me deu, está a ser mais interessante. Sinto falta dum livro que fale comigo, que me dê o que as pessoas não me dão e talvez nunca me irão dar, mas não estou preocupado. 

A vida não é como a economia, não é cíclica, e só por isso ando a esgravatar em tudo o que é sitio para ver se encontro uma fuga desta montanha russa que tem uma entrada mas a saída é só após não sei quantas voltas nela. Já perdi a conta.

Porque sou péssimo a negociar, agora entendo porque razão os caminhos que percorro nunca me levam a nenhum lado. Cruzo-me com pessoas que não são mais, nem menos do que espero, pois se o fossem, vivia num desânimo doentio.  

domingo, setembro 21, 2014

Red Band Society


Red Band Society é uma das novas séries que aguardava com expectativa a sua estreia. Gostei muito!!!!

Esta série é a versão americana de Polseres vermelles (da Catalunha) e é sobre a vida de um grupo de adolescentes que vivem num hospital. As suas vidas são afetadas pelas doenças, desde o coma, cancro, bulimia até ao transplante de órgãos, mas a série retrata os problemas de uma forma muito peculiar e simples, que não é lamechas, consegue ser mordaz, e foca temas muito sensíveis. Dizem que é Glee + A Culpa é das Estrelas, eu até entendo, mas dispenso as comparações...


O elenco é excelente, conta com Octavia Spencer, que tem um papel que lhe assenta que nem uma luva. Acho que só por ela vale a pena ver, mas os miúdos escolhidos são todos muito engraçados, e juntos formam um grupo de personalidades que me fizeram querer ver logo de seguida o 2ª episódio. Infelizmente tenho que esperar. Fez-me lembrar (e não tem nada a ver...) um filme dos anos 80 que faz parte dos "especiais" - "Breakfast Club".


Outro motivo que me faz gostar de Red Band Society são os diálogos, pois conseguem fugir um pouco do normal. Um deles ficou-me na memória: "Sorte não é ter o que queres, é sobreviver ao que não queres".