domingo, fevereiro 17, 2008

Até ao céu…

Todos nós já dissemos coisas que nos arrependemos, que podem magoar, que até poder deixar no ar uma certa magia, para mais tarde não ser nada de especial, nada mesmo…o que é estranho nisso tudo é que quando penso que precisamos de uma boa dose de solicitude em determinados campos da nossa vida e nas dos outros, acho que não vale a pena estar com rodeios…preocupações, perda de tempo, stress e fadiga são coisas que encontramos facilmente…

O meu estado de espírito está bem condimentado, na temperatura certa…não há lugar para desânimos. E porque já não venho a este meu espaço há já alguns dias resolvi vir hoje. Não é que seja um lugar obrigatório, que tenha que vir e deixar alguma coisa escrita. Se há coisas que a vida nos dá de graça é a liberdade e quanto a ela, dou valor, até porque se algum oceano tiver um limite e eles são 5, o que dizer do céu que é apenas um…apenas quero que alguém me leve até lá…não me importo de esbarrar contra uma nuvem, ou esconder-me atrás de um trovão, desde que possa abraçar tudo o que tenho direito fico já satisfeito.

Quando já lá estiver, além dos raios de sol, dos pingos de chuva acabadinhos de surgirem do ventre das nuvens e das correntes de ar, há uma coisa que faço questão de me sujeitar…não há nada melhor que um mergulho na luz, é nela que sei que me vou encontrar. Mas isso não quer dizer que esteja perdido, ou que pense nesse tipo de coisas.
Já estive perdido! Infelizmente não numa ilha, e sem companhia, foi o que foi mas se há migalhas que os pássaros rejeitam, eu aceito, e mesmo não fazendo parte do duo Hansel e Gretel cheguei algures, não sei bem aonde…até ao céu espero um dia ir, porque até hoje nunca ninguém me levou até lá, e quem o quiser fazer, terá que primeiro ver se há lugar para mim e só depois posso dizer…

“My memory
Feels like its playing with me
These things I know, yeah I know
This song will end with you
Need help to come on through
Can only feel this way
When silence comes” by MAPS

Sou apologista de que o silêncio é uma das armas a ser usada quando tudo o que nos rodeia acaba por ser mais do mesmo…ruído e nada mais!

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Contorcionismo mental

Estes últimos dias têm sido repletos de momentos que me fizeram parar para pensar. Já era normal ter esse tipo de actividade mental, mas não sei porque razão é que sinto que o contorcionismo mental a que me tenho sujeitado já não é o mesmo que estar numa fila, que depois de ter tirado um ticket estou à espera que chegue a minha vez. Há muito que ela chegou, só que não me tinha dado conta disso.

O contorcionismo mental a que me refiro vai desde chaves, pessoas perdidas, histórias inacabadas e reflexões do que é ser um bom ou mau blog. É claro que pelo meio há uma infinidade de outras coisas que partilho só quem quero, e mesmo assim fico na dúvida se a questão de um copo estar meio cheio ou meio vazio é a cordilheira dos Alpes, só chega lá quem pode, quem tem meios…eu não os tenho neste momento e nem estou para me chatear com isso, já me basta as trivialidades do dia-a-dia.

Se dizem que há muito a fazer, é porque realmente há isso…se nos dizem que somos irritantes, é que se calhar o somos, mas volto à história dos espelhos, e dos telhados de vidro. É que me dá prazer puxar certos assuntos para os quais as pessoas se esquecem. É fácil apontar o dedo, afiar a língua e esfregar os dedos, mas quem se julga mais que os outros é tão igual a todos nós para não dizer outra coisa.

A vida é uma constante partilha e hoje comentei com uma pessoa (que por sinal faz-me sempre rir) que notava que estava diferente e isso só pela voz. Afinal não estava errado e ela disse-me que eu era perspicaz. A resposta que dei não podia ser mais clara que a própria água, pois tomara eu ser tão perspicaz noutras coisas. Mas enfim a nossa meta não deve ser a única a ser alcançada e pelos vistos tenho várias pelo caminho.

É complicado disfarçar algo que é evidente quando sabemos que a diferença está lá, e deixo aqui esta pequena mensagem…por mais contorcionistas que possamos ser, por mais dores que o futuro nos possa dar, os músculos relaxam, e a voz ganha a docilidade de outros tempos…tudo passa, mesmo que custe...eu espero sempre que não demore muito tempo a passar…