Debaixo de um manto por vezes me escondo, noutras me mascaro. Não é que tenha medo, não que precise me refugiar, mas há momentos, lugares e fragmentos de vida que puxam por nós de tal forma que somos levados pela torrente da insanidade que assola os outros. Já não basta a nossa e temos que levar com a dos outros...por mais só que me sinta, há um manto que me aconchega nos seus braços, nos quais posso repousar, deixar-me levar pela infinidade do desconhecido.
Por muita luz que exista nesta realidade, tenho dias que não a sinto.
Por mais agonia que sinta dentro de mim, sei que essa luz bem que tenta, mas não me ilumina, já que a escuridão ocupou o lugar dela.
Estas são as suas palavras...
A vida é inglória enquanto vivida
Nada nos satisfaz
Nada nos fascina…
Ó triste sina!
Tão só e tão fria
Tão triste e melancólica
Numa tarde de agonia…
Agonia que se sente
Agonia que atrofia
Por muito que o sol brilhe
Nada se ilumina….
Deixo uma música para acompanhar este texto, só podia, mas todos queremos um novo mundo, no qual tudo é perfeito e os lunáticos ficam à porta à espera de uma oportunidade para golpearem o sistema, mas essa por mais golpes que leve, está preparada...julgamos nós...não está...