Era uma vez...poderia ser, mas neste caso é mais "é uma vez" porque por mais que nos digam que a vida é para ser vivida, só quando estamos realmente a vivê-la é que conseguimos transpor as barreiras que o nosso EU nos impõe, edificações enfeitiçadas de sentimentos, poços entulhados de medos e receios.
Era uma vez...poderia ser, mas não é...como o abanar da cauda de uma sereia. Sinto-me deslocado da realidade que construí para mim, como se ela fosse a realidade, e tudo o resto uma quimera que persiste invadir o meu reino sem trono.
Era uma vez...e o que vivo não é um conto de fadas, pois não há magia, nem castelos, nem um livro que mais tarde contará a minha história, mas tem algo mais precioso, que me faz sentir a pele a soltar-se de mim, sentir aquela vontade e necessidade de estar com alguém...e chamam isso do quê?!
Se por um lado tenho a perfeita noção do que está a escarafunchar no túneis que vão ter ao meu coração, por outro, a sensação de me sentir um pedaço de vidro perdido num areal, em que alguém pega nele é deveras estranha. Nunca ninguém tinha pego em mim, e muito menos fazer-me sentir que o meu pedacinho de vidro tem arestas para limar. É que ao simples toque...e mais não digo...
Nem sei bem como é que ainda não me fechei como a concha que sempre me senti, e nem sei bem como não afastei quem me agarrou. Não sei o que as ondas que esta vida tem me irão trazer, mas espero que não me façam querer voltar a fechar-me, porque é tudo tão estranho, mas ao mesmo tempo tudo tão amplo, com a plenitude que circunda o meu EU como uma rede de pesca, e eu não sou um peixe...
Se encontrasse a lamparina dos desejos, apenas pediria um, não quero voltar para a concha, seja no fundo do mar, ou perdida no areal...até porque The Glass Hunter & The Beard Blue Lover surgiram não por acaso :-)
Vim até aqui, num saltinho, por entre poças de água salgada que me fizeram arder os olhos, saltitando entre dunas, ora quentes, como se o sol fosse um forno que precisasse do dedinho de alguém, ora frias como se o tempo fosse um filho da piiiiiiiii...
Na semana passada fiz 38 anos, e apesar de não ter feito grandes planos, os que fiz, foram praticamente todos satisfeitos. Agora olho para trás e sinto que a magnitude e lassidão do tempo deixaram em mim uma espécie de casulo, não por culpa do tempo mas por culpa minha. Mas tirando isso, já sinto aquela saudade que nos crava por dentro, e por fora nos impinge um sorriso amarelo.
Mas não tenho os tido.
E sabem o que verdadeiramente senti? Nesse dia fui a uma barbearia (Dr. Barber), das que dizem estarem na moda e senti-me bem apaparicado. Depois fui até à Garagem (uma loja de roupa/estúdio de piercings), e foi lá que recebi na orelha um alargador falso, ou seja, um brinco, preto como a minha alma consegue ficar, mas o que realmente importa é o que recebi em troca. Uma esfuziante adrenalina... Os dias de praia com o meu sobrinho foram do melhor, a melhor companhia possível, apesar das birras, das fugas para a "piscina grande" que o mar e a areia formavam, e das as intromissões nas atividades alheias dos outros veraneantes.
Dias eternos de sol tatuados na memória que se cola em mim.
Nesta semana no dia a seguir a ele ter ido embora acabei por ir à praia sozinho, e já sem a companhia dele e do Caçador de vidros (já lá irei...) tive um dia de praia estranho, o mar estava calmo, quente q.b. poucas pessoas e a nostalgia foi quem me vez companhia. Gostei dela, mas não era a companhia pela qual sentia falta. Estes últimos dias têm sido diferentes...nas tardes de praia porque o Caçador de vidros andava à procura deles no areal, pedacinhos já desgastados pelo roçar da água salgada com a areia, eu e o meu sobrinho andávamos à caça dos tesouros deste verão, pedras que de alguma forma chamassem a nossa atenção. Irei as colocar num frasco, porque são especiais, porque aqueles dias de praia, e brincadeiras e risos os tornaram especiais.
E para quem não sabe quem é o Caçador de Vidros, eu também não irei dizer quem é, mas é alguém que tem um belo frasco de vidros, grande parte deles são verdes, com várias tonalidades. E não é nenhuma personagem de contos de fadas. É real, de carne e osso, com sonhos, virtudes e defeitos. E não sendo eu um vidro, espero que não me deixe perdido algures num areal...porque também eu tenho sonhos, virtudes e muitos, infinitos defeitos. Ahhh é verdade, por falar em contos, a história da "Cinderela" lésbica está lida e gostei mesmo muito. Original! Depois farei no final a minha critica :-)
E como diz uma certa música, em que alguém está perdido num arco-íris, que desaparece, que é confrontado com a nossa sombra e que depois nos abandona...mas a mim ninguém me abandonou...talvez festas a transbordar de gente não é bem a minha praia, mas porque o tempo assim convida, porque não?!
E até porque despi-me e nem T-Shirt tinha...(a inspiração é deste video (https://www.youtube.com/watch?v=XRMa2K_U2yY) que por alguma razão não consigo aqui partilhar).
Na sexta-feira passada quando cheguei a casa a minha mãe perguntou "mas tu tens um amigo no Brasil?". Fiquei um pouco desligado da realidade e quando olhei para a mesa da sala disse "não acredito!". Um envelope castanho estava lá à minha espera.
Por causa de um post que aqui deixei sobre o livro de contos do escritor Michael Cunningham, surgiu uma conversa sobre esse tipo de livros, e um amigo blogger brasileiro teve a amabilidade de me oferecer o livro "Over The Rainbow" onde nele são reescritos alguns contos de fadas (Cinderela, Branca de Neve, entre outros). No livro essas histórias têm a componente LGBT cravada, como se fosse uma marca para todos terem noção que nós todos nós sofremos do mesmo, dos sentimentos que nos ferem, dos que nos fazem amar, e dos que nos fazem dar com a cabeça nas paredes por causa da nossa casmurrice...
A acompanhar o livro estava uma carta, escrita à mão. E eu adoro, simplesmente adoro, a componente pessoal que as nossas mãos conseguem fazer com a dupla papel e caneta. Um sorriso transfigurou-se na minha face e disse à minha mãe "é um livro!".
Peguei nele, folheei-o e devorei-o como se fosse um mil folhas e debiquei cada página de "massa folhada", e o pouco que li fez-me rir, de uma forma que me deixou com aquela disposição de querer começar a ler agora e já o que tinha em mãos.
As palavras são escassas para o OBRIGADO que sinto por alguém me ter feito esta surpresa e para mais "Over The Rainbow" será o meu livro de verão das minhas férias e como em todos os anos, os livros que leio nesta altura ficam-me na memória. Este ganhou o 1º lugar ainda sem o ter lido, porque é especial, porque veio pelo oceano, não pelo seu limite mas dentro de uma latinha.
Quando nos dizem que temos a sensibilidade de uma parede pensamos mil e uma coisas...
...e se por um momento queria enfiar a cabeça na areia e de lá nunca mais sair, sei que agora não sou a mesma pessoa que já sentiu isso. Tirei a cabeça do buraco e...
...se pensar bem, uma parede tem muito que se lhe diga. Se for branca, é sinal que está despida, de rachas, de infiltrações e de decorações. Não é o meu caso.
...se for uma parede de uma ruína, é talvez um indicio de algo belo que no passado existiu, com 4 paredes ou não, é certamente a sombra que deu abrigo a quem precisou. Mas não é o meu caso.
...Talvez uma parede forrada a papel de parede, dos que estão na berra ou apenas os que mais se vendem. Mas coisa que eu não sou, é me vender ao que mais é concorrido no mercado. Podem apreciar, mas escusam de passar a mão. Papel de parede não se cola à minha pessoa.
...Também pensei em ser uma parede com os sinais do tempo, com os buracos, fruto da sua erosão, ou apenas uma parede camuflada com as infiltrações de água. Mas não choro assim tanto...
...o mais certo é ser uma parede pigmentada de grafite, daquelas que algumas pessoas notam a sua presença e questionam o que lá está. Sempre gostei do abstracto, daí que se a minha sensibilidade é de uma parede, então que seja uma parede "grafitada" que deixe alguns de olhos em bico, outros perdidos no asfalto e outros bem perto de mim, pois insensível não sou, mas devido à minha má formatação, engano quem não me conhece, mas quem sabe quem eu sou, espero que me veja como uma parede com vislumbres do beijo do Gustav Klimt, porque não é uma pintura perfeita, mas tem história, e eu tenho a minha. Não é abstracta mas para mim é, porque o que lá está não é o que todos vêem.
Quem é que já foi equiparado a uma parede? Lucky me! E escrevo isto de uma forma bem positiva, porque gosto que me falem a verdade e não o que é bonito de se ouvir.
Não venho dizer que este espaço faz 4 anos, irá brevemente é fazer 10.
Nem venho dizer que já fez 4 horas que me pediram em namoro.
E muito menos dizer que o 4 é o meu número favorito.
Venho desabafar porque o meu sobrinho fez 4 anos no dia 8 e os meus planos de certa fora saíram furados como um balão a sofrer o impacto de uma agulha...puffff...
Tinha planeado irmos à praia, o dia tinha acordado vestido de cinzento, agasalhado por causa dum vento agreste, com um sol mais entretido com as nuvens do que outra coisa. Logo após o almoço, o sol apareceu, mas não era mais que um oásis perdido num deserto, um vislumbre que não saberia que a praia estava mais encoberta que as trafulhices que os políticos fazem e escondem. E fomos os dois à espera que a praia estivesse inundada de raios de sol, mas que nada. Tanto eu como o meu sobrinho gritamos "sol aparece", ou "nuvens vão se embora!" e quando digo que gritamos, gritamos mesmo, pois a praia estava deserta.
E porque os meus planos saíram furados, a outra parte foi que apesar de ter a máquina fotográfica meia quebrada, digamos que ela ficou sem flash e acabou por nem ligar. Tentei fazer tudo por tudo para que funcionasse. A alternativa foi tirar as fotografias com o telemóvel, o meu estimado e querido telemóvel. Não sou pessoa tecnológica, e o meu bloqueia, irrita-me ao ponto de querer tocar menos vezes nele do que em certas coisas que para aqui não são chamadas. O resultado foi ter fotografias que só me fazem querer arrancar os poucos cabelos que tenho. Talvez deva começar seriamente a pensar em arrancar os da barba.
Resumindo e concluindo, neste ano, as fotos mostram claramente o sufoco que passei, e mais valia terem-me enfiado um saco plástico pela cabeça abaixo e ver quanto tempo aguentava com ele. O meu sobrinho merecia umas belas fotos. Foda-se!!!!!
Tenho que acabar este meu desabafo com 2 momentos que as fotos dificilmente iriam conseguir captar. O meu sobrinho quando viu o bolo de aniversário, sorriu, sorriu muito, e fez-nos sorrir a dobrar e disse-nos colocando a mão no peito "é o meu preferido". E o bolo era tão simples, com uma impressão da patrulha pata. E são estes momentos espontâneos que compensam a merda que a vida nos faz querer puxar o autoclismo para a vermos bem longe de nós.
O outro momento, foi que na praia apesar do tempo cinzento, e porque o meu sobrinho estava encantado com a sua tolha de praia do Mickey (oferecida pela mãe), fiz-lhe uma capa de super-herói com ela, e fui promovido a super-tio, mas nem é isso que queria partilhar, mas sim o momento do lanche. Estava eu sentado na minha toalha a ver o mar, e ele senta-se ao meu lado com a sua capa, e foi assim que lanchamos os dois, cheios de frio, um ao lado do outro, a olharmos para um oceano que também gritava pelo sol e tentou afugentar as nuvens malditas, sem o conseguir. Ninguém foi um super-herói nesse campo, mas no que grava boas recordações, fomos os dois. E dentro de mim fiquei com uma fotografia, nós a comermos e um flash imaginário nas nossas costas.
No dia a seguir acabei por ir à praia, sozinho, porque o meu sobrinho já tinha ido ter com o pai. Cheguei ao areal, olhei e o meu coração ficou apertadinho, e fui para o "nosso" local onde um tronco de uma árvore continuava adormecido, e sem super-heróis, e sem lágrimas, o aniversário de 4 anos do meu sobrinho ficou também marcado não pelas fotografias mas pela ausência delas, e por momentos que nunca na vida elas iriam conseguir captar.
E eu amo o meu sobrinho!
(E porque a música faz parte de todos os momentos da minha vida, ultimamente ando mesmo apanhado por esta música...texto escrito ao som dela. Queria ter escrito algo bem diferente. Mesmo assim, mesmo com vontade de verter umas quantas lágrimas não só por o que não consegui captar com um flash, mas porque tanto amo o que consigo ter, como odeio o que não consigo.)
Será que para conhecer alguém temos que ser um cão e a outra pessoa um osso?
Ser um cão esfaimado, com um osso bem suculento? Lamber até ficarmos sem fôlego e trincar até a carne se tornar invisível?
Será que uns são presas difíceis de trincar, e outros ossos de galinha criadas num matadouro com morte à vista?
Não gosto de andar atrás seja de quem for, e muito menos fazer com que A, B ou C pensem que são especiais de corrida, como se um cavalo fossem e eu apenas tivesse que apostar no cavalo certo. Não gosto de apostas...
Fodam-me a cabeça, mas as ideias, essas são virgens até ao momento em que eu sinta que estou errado e os outros certos. Então não há hímen que aguente, e o orgasmo pseudo-intelectual surge como se fosse a rifa da feira do mês passado, um livro em branco escrito a sangue.
Não sou nenhum cão e muito menos gosto de ossos, e virgem, só em algumas coisas...isto tudo para dizer que para conhecer alguém pode ser uma missão quase impossível, até porque dificilmente me dou aos outros e muito menos gosto de andar atrás seja de quem for. Se os outros gostam que os façam sentir especiais, eu também gosto que me façam sentir o mesmo...também há a historieta do gato e do rato mas fico-me da do cão & o osso.
No jantar de sexta-feira estive numa "bulha" com os meus pais e tudo porque ultimamente (dizem eles) nas séries que vemos parece que "obrigatoriamente" tem que ter personagens gays ou lésbicas. Bem que tentaram me passar a ideia que é um exagero. Dizem eles que dum momento para o outro nestes últimos anos tem sido uma enxurrada de histórias entre pessoas do mesmo sexo. O meu pai até disse que estava na moda ser gay, e eu rematei como se tivesse uma bola nos pés "talvez o pai diga isso porque se sente incomodado" e curiosamente a resposta não foi um "sim".
Tentei passar-lhes a ideia que neste momento habita em mim, de armas e bagagens, e quando eu escrevo "armas" não estou a falar das que ferem, magoam e matam, mas de que abrem os olhos para a realidade. Essa ideia é tão simples como coser um ovo, queremos nos rever nas histórias de ficção que nos oferecem, e a realidade dos dias de hoje é uma mistura de raças, preferências sexuais, estilos de vida e critérios bem alternativos. É com isso que a vida me seduz.
Se por um lado o meu pai por exemplo não entende a 100% o motivo que me leva a pintar a pele, a minha mãe já vê essa opção como algo que me dá felicidade e que só é conseguida quando nos sentimos bem. E eu sinto isso, mas sinto-me só. Talvez o próximo passo é convencer-me de que se me sentir menos só a 2, talvez as conversas tenham um teor diferente, mas não tão diferente das que tenho agora.
Também li que sair do armário está na moda, e eu nunca fui disso, de modas, e porque armários só tenho o que está no meu quarto com roupa e livros "caducos", dispo-me sem precisar dele (do armário). Não entendo a 100% o motivo que leva alguém a justificar-se seja a quem for no que toca às suas preferências sexuais, mas podemos falar, dialogar, e partilhar. O que é verdade, mas mesmo muito verdade, daquelas que engolem toda a certeza que temos, é que já ouviram alguém dizer que é heterossexual? Creio que não, talvez seja isso que está a faltar, a naturalidade que reside no ser humano, a escolha de amar seja quem for, ser seduzido por quem lhe faz vibrar o que tem na cabeça e entre as pernas, e sentir uma avalanche de formigas na pele e um vendaval de borboletas dentro de si.
Ninguém deveria sentir a necessidade de dizer a A, B ou C que é seja o que for no que diz respeito às suas preferências sexuais. A questão é mesmo essa, as pessoas sentem isso, eu também o sinto, mas ao mesmo tempo deixo a minha pele ser um habitat para as formigas, e um jardim para as borboletas. E ao final do dia, fico farto. Mas...
Dizem que há luz ao fundo do túnel, pois bem, eu acredito mais num bem verdejante. (Escrevi o texto ao som dos Múm "Green Grass Of Tunnel"...um dos clássico deste Oceano)
Quando comecei a ler "Um Cisne Selvagem e outros contos" do Michael Cunningham, e sendo o escritor dum dos livros que mais gostei de ler, estava com algumas expectativas, até porque na capa do livro a editora escreveu "Contos de fadas para o nosso tempo" e eu gosto de contos de fadas, mas não acredito é nos finais.
O livro é verdadeiramente um mimo, escrito de forma elegante, de fato e gravata ou vestido de gala, com floreados e algumas reviravoltas nas histórias, narrado com algumas alusões ao que já conhecemos delas. Desde a Branca de Neve, a Hansel e Gretel até ao Soldadinho de Chumbo, entre outras, as histórias acabam no final por nos fazer pensar.
Dificilmente conseguiria escolher a que melhor resulta, mas a da "Velha Louca" fez-me soltar um "WOW" porque à medida que estava a ler não sabia a qual conto se referia, mas ao virar de uma página, zás, e fiquei bastante satisfeito como o escritor deu vida a um conto que é de uma certa forma maquiavélico, mas nesta roupagem longe disso o é...ao reinventar, trocou o principal, quem era mau, afinal não era nada disso e brilhantemente deu vida ao passado de uma das personagens que penso que nunca ninguém questionou a origem do seu passado. Claro que nesta versão dos nossos tempos não tem nada a ver com o conto original, e isso é que tem a sua piada.
"Envenenada" é um dos mais curtos e enigmáticos. Começamos a ler e logo sabemos a que conto se refere, mas o diálogo que o compõe acaba por ser um enigma e só no final é que descobrimos o que está por detrás da conversa. Diria que é a história que encaixa na plenitude numa kinky one.
"Soldadinho Real" para mim é o conto épico do livro, não por ser um dos mais longos, mas porque tem tanto de belo como o conto a que diz respeito. O escritor consegue criar uma família em torno de um soldadinho de chumbo e de uma bailarina. Sublime, sem dúvida.
Poderia ficar aqui a escrever sobre todos os contos e apontar os que menos gostei, mas não farei isso. Este pequeno livro foi uma agradável surpresa, porque a vida de adulto não pode ser igual a de uma criança, que sejam reinventados mais contos para adultos, porque é neles que a verdadeira essência do ser humano transparece, os bons e os maus sentimentos, as intenções honestas ou a crueldade que reside no âmago que habita no coração de cada um de nós.
Precisamos de um final feliz ou de momentos felizes?
Um amor com elasticidade? Ou resta-nos a dor por nunca conseguirmos um?
Os contos de fadas fazem-nos acreditar no bom da vida, mas os contos deste livro, a mim fizeram-me a ver tal e qual como ela é, histórias com finais, uns felizes outros nem por isso.