Quando me dizem que estou amarelo, que a cor que me refugia do ambiente está amarela, é um sinal que ou estou daltónico ou então estou a ver mal.
Disseram que a cor dos meus braços está diferente da que mergulha na minha barriga como se uma piscina fosse. Desde esse dia continuo a mergulhar na dúvida sobre a cor que me faz companhia. E o amarelo nunca foi das cores que mais gosto.
"Yellow" dos Coldplay diz para olharmos para as estrelas, para vermos como brilham para nós, mas eu cá não me dou ao trabalho.
Os vómitos constantes das últimas semanas são estranhos, e não há brilho de certas estrelas que me façam esquecer o quanto custa controlá-los, ou sentir que o que tenho é mesmo deitar para fora o que não há, nada de nada, é o que vos digo. E quando me olho ao espelho, por vezes os meus olhos são inundados por cataratas, não das fisiológicas, mas que das ocupam o nosso campo de visão.
Sarcasticamente falando, ignorando a sensibilidade alheia, até porque ela existe porque acreditamos nela como um Deus num altar, nascemos para morrer. E apesar de uns irem na corrida mais depressa que os outros, e todos nascerem para morrer, eu cá tenho dito para os meus botões "façam as malas, de uma forma ou de outra vamos viajar".
A questão não é morrer, mas para onde vamos. E eu não sei para onde irei, apesar de já saber que vou morrer. Too bad, vou ali chorar um pouco, até porque o amor não chega para ocupar o espaço vazio que reina dentro de mim. E eu cá trono não tenho, por isso, reis e rainhas podem já guardar os cavalos, pois por aqui o melhor é tirarem os cavalinhos da chuva...
(Atenção às palavras...morrer todos nós vamos, não julguem que escapam, eu apenas não sei quando o meu deadline surge no código de barras!)
















