sábado, abril 02, 2016

#26 Vs Henry Cavill & Gal Gadot


É raro ir ao cinema e ver o mesmo filme passado uma semana, quanto mais um filme de personagens de banda desenhada. "Batman Vs Superman: Dawn of Justice". Fi-lo porque convenci o meu pai a ir ver e digamos que se na primeira vez o tinha visto em 2D, desta vez por causa de um problema técnico, todos que estavam na sala para ver o filme acabaram na sessão em 3D, que dispenso mas que valeu para "apanhar" pequenas coisas que me tinham escapado da primeira vez. E não paguei mais por isso.

Em miúdo deram-me uma série de BD's da Marvel, do X-Men em inglês e não entendia patavina do que lá estava, cresci sem ter aquele fascínio pelos super-heróis, mas este filme para mim é dos bons e os críticos que só falam mal, que falem, cada um tem a sua opinião...como tudo na vida. O problema é que vi-me a vasculhar na net sobre o universo da DC Comics. Senti-me um puto de 10 anos. Também só por isso valeu bem a pena! O universo dos super heróis é vasto, e entre a DC Comics e a Marvel, que venha o diabo e escolha.

Não vou falar do filme, apenas que o Henry Cavill como Superman é mesmo carismático, e a Gal Gagot como Wonder Woman deixa-me a pensar que uma mulher quando é bela, rouba a atenção de qualquer um. Não entendo porque criticam tanto o Ben Affleck, que esteve muito bem no papel de Batman e os que não gostaram do Jesse Eisenberg no papel do Lex Luthor, queriam o quê?! 

Henry Cavill & Gal Gadot nhum nhum nhum nhum nhum nhum nhum 





sexta-feira, abril 01, 2016

#25 Vs A Arte De Bem Olhar

Hoje não há imagem a acompanhar estas palavras e muito menos música para as ajudar a serem lidas (isto para quem lê o que escrevo com olhos de ler...hoje jurei que não diria mentiras, apenas verdades!) o que irei escrever, mas será tão pouco, que nem um pombo viria ter à minha mão comer as migalhas que porventura poderia ter.

Há cerca de um ano uma ideia tive, e hoje comecei a concretizar, mas digamos que a "coisa" tem ramificações, uma espécie de árvore que envolve tinta, prazer, palavras e imaginação. Acontece que caí em mim e forcei-me a dar o braço a torcer às ideias dos outros e o resultado é um enigma. Estou para ver.

E porque hoje é o dia das mentiras, a verdade é que a arte de bem olhar deu-me a certeza do que faz o meu coração saltar que nem um cavalo com cio. E o que realmente é importante é a certeza que a incerteza já não mora aqui, porque a arte que os olhos nos dá e retribui tem muito que se lhe diga.


sábado, março 26, 2016

#24 O Homem Mais Só do Mundo Vs Anomalisa

Uma coisa à qual acho uma certa piada é quando 2 peças se juntam, como se um puzzle se tratasse, um enigma que nos é apresentado, ou apenas uma coincidência que junta energias e o acaso, e agrega as vontades com a falta de desejo.  

Estava a ler o livro que dura e dura e dura (a repetição de "dura" não é erro meu, o livro é tão longo que há 3 meses que me sinto estrangulado pelas suas páginas) "Cidade em Chamas" quando me deparo com a seguinte passagem:

Ela bocejou, arqueou as costas como um gato e imobilizou-se.
Ele pensou que ela tinha adormecido, mas depois ela voltou a falar. O Homem Mais Só do Mundo, disse, só tem espaço no coração para uma pessoa e, se não puder ter essa pessoa, fecha-se. Diz para si próprio que é impossível alguém amá-lo, mas na realidade ele é que se recusa a amar seja quem for. Como os lábios mal se moviam, era como se estivesse a falar a dormir.


E não é que depois vejo o filme "Anomalisa" que não é perfeito, mas é diferente, que fala de dores mas que não físicas, mas fazem por ser sentidas e que acabam por deixar em nós um poço com um balde, o tal, que com água, nos dá a esperança. E no final...

"O que é ser humano? O que é sentir dor? O que é sentirmo-nos vivos" Diz no trailer, e por mais ficção que vivamos rodeados, é a realidade que nos faz companhia. 

Ser humano? É o dia-a-dia e as suas sequelas. 

Sentir dor, é sentir o amor e a falta dele. 

Sentirmo-nos vivos, é sentir tudo e nada. 

E é isso o que sinto, e cada vez mais sinto tudo e sinto nada.

Se me dessem um outro nome não seria "Anomalisa" seria outro, mas para entenderem a codificação inerente a esse outro nome, teriam que ver o filme para perceber que cada um de nós tem um nome alternativo, que nos fode sem sabermos, e sem termos noção disso. 



A anormalidade é tão comum como a hóstia na boca do mais santo pecador.


Feliz Páscoa!

domingo, março 20, 2016

#23 Vs I'm In Love Vs Bruno Santin


Estas ruas virtuais, nem sempre são becos sem saída, sem passadeiras para nós, meros peões para atravessarmos até ao outro lado, seja lá que lado ele seja. Fiz isso, deparei-me com algo que me seduziu, deixou dentro de mim pólvora à espera que alguém a fizesse explodir. E explodiu!

Estas ruas que nem sempre são virtuais deram-me ideias, e são tantas que resolvi filtrar, como se fossem pequenos grãos e o resultado foi um café cheio de cafeína. 

Bruno Santin para mim é alguém tem a capacidade de criar algo único. 
Quando vi alguns dos seus trabalhos senti logo aquela vontade de ter um retrato meu "pincelado" pelas suas mãos.

Enviei-lhe uma mensagem a pedir informações, que teve retorno, e agora não sei bem o que fazer, I'm in love pelo seu trabalho e só de me imaginar num "reflexo desenho" em A3 fez-me novamente acreditar que somos como somos, mas que há fases na vida que tudo o que nos toca, é porque está na altura de as aceitarmos e não de as camuflar com crises de identidade. Eu sei bem quem sou, e quem gostaria de ser.

E pouco ou nada sou quem mostro a quem me "vive".

Desenhem-me porque estou apaixonado! Até porque começo a estar farto de "viver" os outros.

Para além do que já aqui partilhei, estes são outros que me fizeram apaixonar...





sábado, março 19, 2016

#22 Vs Vou-me Assumir! Vs Troye Sivan


A dúvida é uma maré que vai e que pode voltar, e o desejo de a receber fala por si. Deixa em nós, pigmentos de uma juventude que já foi, mas que deixa em nós resquícios que falam sem voz, que nos apalpam como se fossemos feitos de barro, e no meu caso, sou um pedaço, não sei bem para o quê...

Há já algum tempo que sinto essa vontade, de mostrar o meu outro lado, o que a lua não mostra, que o dia a dia não permite, e o que o meu EU não deixa. Estou de certa forma entusiasmado em o fazer, não apenas porque é algo que só me irá fazer bem, mas aos olhos dos outros não sei bem o que contar. 

Serei eu olhado de lado? Um freak? Alguém que desconhecem? Sim e sim, mas talvez seja mesmo por isso que assumir quem sou, é algo que tem as suas vantagens, não sei se as que terei, e na verdade, não terei nenhumas. 

Não irei participar num jogo de poker, e muito menos esperar que a sorte me dê uma vantagem que eu não mereço. Vou tentar correr com os meus colegas de trabalho, assumir que as minhas pernas são como as deles, e eles não fazem ideia que nas minhas tenho um mapa de histórias que não lhes contarei. E porque se trata de correr e porque é de calções que vou o fazer, uma página desta minha vida irá ver virada. E só agora é que caí em mim, as tatuagens vão contar o que não quero, sem eu as poder interpretar aos outros. 

Eles apenas irão olhar e comentar, e esfaqueado serei. 

As minhas costas servirão de tela para o que eles não sabem. E mesmo assim quero o fazer, ser esfaqueado por teorias quando bem sei o que a prática da vontade já me deu. Umas pernas como se fossem um conto.

Não sei se vou me rir, ou apenas desistir, mas irei tentar os acompanhar, apesar que já sinto a minha juventude num beco sem saída. Ela que se foda. Vou tentar! Se ficar para trás, que fique, terei as minhas ondas, a avezinha, o meu desenho, as hortências, o meu bigode...talvez seja mesmo isso que preciso agora mesmo. Testar os limites, e não deste oceano mas dos meus pulmões, e sinto que os vou fazer explodir!


domingo, março 13, 2016

#21 Vs o Rapaz (sem) o Pólo Vermelho Vs Cranberries


Santo dia este, vi o rapaz do pólo vermelho sem ele. E gostei do que vi!

Santo dia este, e vi o rapaz sem o pólo vermelho a ver se me via....a questão que se coloca, é tão simples como água. Terá ele querido a prova que eu andava mesmo fitá-lo? 

Pois, eu estava, e com um sorriso retribui. 




#20 Vs Linguagem do Meu Corpo Vs Foxes II


Bem sei que não tenho estado nos meus melhores dias, fechei-me dentro do possível, e não com o estilo de uma ostra com pérola, mas mais com o de uma ameijoa a bolhão pato sem ninguém pegar nela. Convém dizer que também não quero que ninguém o faça. 

Sinto-me desligado de praticamente tudo, só não contava que em 3 meses de 2016 a missa sacramental ainda durasse. Se houvesse velas espalhadas por esta minha igreja, soprariam como se eu próprio fosse o vento e vocês as beatas à espera da absolvição. Mas calma lá, eu também a quero! 

Sou mau exemplo como um ser social, e por mais tesão que a vida me deixe entre as pernas quando olho para o alheio, o que faz parte da minha realidade é o que me faz dançar, uma linguagem de corpo que aposto que ninguém entende. Ela move-se ao longo dos dias como se o dia de amanhã fosse igual ao de ontem, por vezes é pior, por vezes igual, por vezes nada muda.

Posso  sentir-me perdido, mas não preciso de um mapa, apenas precisa que o tempo me dê o que mais ninguém me consegue dar. E sabem o que é? 

A linguagem corporal é fodida, quanto mais a que ela expressa. E quando me dizem que ando triste, é sinal que este meu corpo tem que aprender a falar islandês. Assim em sonho quando lá for, não teria problemas em nada, apenas em pagar a viagem, a estadia e os mimos. Mas fico-me com estes, os que não partilho e que são doces q.b. mas que não são suficientes.

Ooh, let your body talk
Even when you feel so lost
Spining when the tears
They fall, you gotta just let it go


domingo, março 06, 2016

#19 Vs Soberba Vs Foals


Não sei se é de mim, mas por vezes quando olho para os outros, e quando falo deles, falo apenas de uma minoria, uma espécie de formigas que trabalha arduamente em pleno inverno, e só vejo fachadas com o estuque a dar de si. 

Fazem tudo, têm vidas cheias, com egos grávidos de filhos com futuros ocos, sem pontas que se lhe pegue. O problema é que todos nós queremos que nos peguem pelas pontas...

A soberba quando é manifestada em atos, as omissões fazem toda a diferença.

Talvez um abanar de penas afugente as aves agoirentas. Mas não me venham com a superioridade ambulante. Quando a vejo, deixo-a passar, a ela e à carroça puxada pelo boi, ou pela vaca e até pelo burro.




sexta-feira, março 04, 2016

#18 Vs Preguiça Vs Zayn


Nunca fui na conversa de uma almofada. 

Gosto de acordar cedo, fazer dos raios matutinos do sol alicerces para um dia bem sustentado por impulsos que me fazem acreditar que esse é o meu desígnio de estar por cá. 

Deixo as horas rolarem como pequenos pneus, que sem gordura, queimam os minutos e os segundos e deixam-me faminto por mais. Não é esse o motivo de estarmos todos por cá?

Nunca cedi à preguiça, talvez porque a depressão seja uma prima afastada ou apenas porque ela, enfiada num lençol e cobertor não seja mais que outra capa, que nos esconde da realidade. Talvez uma máscara que não precisa de rosto e mesmo assim, diz algo de nós.

Preguiça? Só se for aquela que se agarra à árvore e tem um ar fofinho.

(Adoro esta música do Zayn, um Ex One-Direction)

It's our paradise and it's our war zone.


domingo, fevereiro 28, 2016

#17 Vs Inveja Vs Purity Ring


Sinto-me mais morto que vivo, e de pouco ou nada tenho de rei.
Não invejo ninguém, mas imagino o que os outros poderão pensar.

Se pudesse recomeçava de novo, isso faria.

Uma folha em branco prestes a ser a fulminada por balas esotéricas. Sei que o futuro não está nas cartas...mas por vezes parece estar.

A escrita de Deus precisa mais que uma oração e dum ajoelhar numa trave de madeira.

Somos invejosos até que o pecado nos diz "o verde está fora de moda!".