Uma coisa à qual acho uma certa piada é quando 2 peças se juntam, como se um puzzle se tratasse, um enigma que nos é apresentado, ou apenas uma coincidência que junta energias e o acaso, e agrega as vontades com a falta de desejo.
Estava a ler o livro que dura e dura e dura (a repetição de "dura" não é erro meu, o livro é tão longo que há 3 meses que me sinto estrangulado pelas suas páginas) "Cidade em Chamas" quando me deparo com a seguinte passagem:
Ela bocejou, arqueou as costas como um gato e imobilizou-se.
Ele pensou que ela tinha adormecido, mas depois ela voltou a falar. O Homem Mais Só do Mundo, disse, só tem espaço no coração para uma pessoa e, se não puder ter essa pessoa, fecha-se. Diz para si próprio que é impossível alguém amá-lo, mas na realidade ele é que se recusa a amar seja quem for. Como os lábios mal se moviam, era como se estivesse a falar a dormir.
E não é que depois vejo o filme "Anomalisa" que não é perfeito, mas é diferente, que fala de dores mas que não físicas, mas fazem por ser sentidas e que acabam por deixar em nós um poço com um balde, o tal, que com água, nos dá a esperança. E no final...
"O que é ser humano? O que é sentir dor? O que é sentirmo-nos vivos" Diz no trailer, e por mais ficção que vivamos rodeados, é a realidade que nos faz companhia.
Se me dessem um outro nome não seria "Anomalisa" seria outro, mas para entenderem a codificação inerente a esse outro nome, teriam que ver o filme para perceber que cada um de nós tem um nome alternativo, que nos fode sem sabermos, e sem termos noção disso.
Ser humano? É o dia-a-dia e as suas sequelas.
Sentir dor, é sentir o amor e a falta dele.
Sentirmo-nos vivos, é sentir tudo e nada.
E é isso o que sinto, e cada vez mais sinto tudo e sinto nada.
E é isso o que sinto, e cada vez mais sinto tudo e sinto nada.
Se me dessem um outro nome não seria "Anomalisa" seria outro, mas para entenderem a codificação inerente a esse outro nome, teriam que ver o filme para perceber que cada um de nós tem um nome alternativo, que nos fode sem sabermos, e sem termos noção disso.
A anormalidade é tão comum como a hóstia na boca do mais santo pecador.
Feliz Páscoa!

















