Coisa que nunca desejei foi mal ao próximo, e pouco católico que sou, e ausente na prática na adoração de um Deus que dorme com o estilo de uma bela adormecida, remeto-me ao silêncio, o que come algumas palavras, chupa as figuras de estilo e rumina as letras que estão em excesso em tudo o que escrevo tipo, vaca a pastar num pasto bem verdejante.
Ira? Vermelha, ou incandescente, faço-me de parvo e deixo-me foder pela intempestividade que a raiva dum pecado exige.
Ira?!
Vou-te pintar de uma outra cor.
Agora é a tua vez de te foderes a ti própria. Até porque o meu espírito de adolescente fodeu-se com o tempo, e agora tem uma década de ausências de momentos, remetida no baú das memórias perdidas sem direito a um livro de reclamações.
O meu coração está vestido de negro, e pouca vontade tenho de mudar de roupa. Longe de me preocupar com o que os outros vêem em mim, a vontade de recomeçar já se foi. Vou tentar viver a continuação, duma ira que se pinta de preto mas a vejo maravilhada em outros tons.
O meu coração está vestido de negro, e pouca vontade tenho de mudar de roupa. Longe de me preocupar com o que os outros vêem em mim, a vontade de recomeçar já se foi. Vou tentar viver a continuação, duma ira que se pinta de preto mas a vejo maravilhada em outros tons.





















