Deixo-me escorrer por águas bem temperadas, que por vezes adornam-me como se eu fosse a escuridão em carne viva.
Preciso mais do que tenho, e do que tenho conseguido ter. O que não choro, forma um oceano, no qual me tenho deixado boiar. Não preciso que me salvem, mas preciso dessa intenção.
A penumbra das cores destas águas é esgotante, e sem ela, vou-me deixando ir...
Tudo tem um fim, braços a nadarem para um lado, pensamentos a naufragarem noutro, mas o que importa, eu bem sei, é saber para onde ir.
Pressinto que a escrita de Deus está corrompida. Se dizem que Ele escreve direito por linhas direitas, as que vejo e que consigo ler, estão bastante distorcidas.
A partir de hoje, deixarei que as letras que poderia aqui libertar, me falem na singularidade que são capazes de o fazer. Espero que me contem histórias, e as que vocês escreverem, que me contem outras.
Vou desligar-me por uns tempos. Espero em Fevereiro estar de volta. Preciso de tempo para mim. E como um deus, estarei por aqui, lerei o que escreverem, estarei em todo o lado e estarei em lado algum. Não comentarei, não estranhem a minha ausência.
Darei às letras umas semanas de luxo.
Serão donas do seu próprio significado, e eu mais que ninguém as entenderei. Ou julgavam que a enxurrada de posts foi ao calhas? Esgotei todos os cartuchos que tinha, e agora não tenho mais nenhum.
E porque o mundo é pequeno, sabem onde estarei, até porque nos dias de hoje, um simples clique faz-nos chegar a todo o lado.
Eu continuarei a estar por cá, no Limite Do Oceano.
Fed up with my destiny
And this place of no return
Think I'll take another day
And slowly watch it burn
It doesn't really matter how the time goes by (...)

















