segunda-feira, janeiro 11, 2016

#11 Vs A Escrita de Deus Vs Beautiful Goodbye


Deixo-me escorrer por águas bem temperadas, que por vezes adornam-me como se eu fosse a escuridão em carne viva.   


Preciso mais do que tenho, e do que tenho conseguido ter. O que não choro, forma um oceano, no qual me tenho deixado boiar. Não preciso que me salvem, mas preciso dessa intenção.

A penumbra das cores destas águas é esgotante, e sem ela, vou-me deixando ir...


Tudo tem um fim, braços a nadarem para um lado, pensamentos a naufragarem noutro, mas o que importa, eu bem sei, é saber para onde ir. 

Pressinto que a escrita de Deus está corrompida. Se dizem que Ele escreve direito por linhas direitas, as que vejo e que consigo ler, estão bastante distorcidas.

A partir de hoje, deixarei que as letras que poderia aqui libertar, me falem na singularidade que são capazes de o fazer. Espero que me contem histórias, e as que vocês escreverem, que me contem outras. 

Vou desligar-me por uns tempos. Espero em Fevereiro estar de volta. Preciso de tempo para mim. E como um deus, estarei por aqui, lerei o que escreverem, estarei em todo o lado e estarei em lado algum. Não comentarei, não estranhem a minha ausência. 

Darei às letras umas semanas de luxo. 
Serão donas do seu próprio significado, e eu mais que ninguém as entenderei. Ou julgavam que a enxurrada de posts foi ao calhas? Esgotei todos os cartuchos que tinha, e agora não tenho mais nenhum.

E porque o mundo é pequeno, sabem onde estarei, até porque nos dias de hoje, um simples clique faz-nos chegar a todo o lado.

Eu continuarei a estar por cá, no Limite Do Oceano.


Fed up with my destiny 
And this place of no return
Think I'll take another day
And slowly watch it burn
It doesn't really matter how the time goes by (...)


domingo, janeiro 10, 2016

#10 Vs 1 Ano!

Faz hoje um ano que tive um dia em cheio, comecei-o a fazer a 1º primeira tatuagem e acabei à noite a tentar dançar kizomba. 

Após um ano, em vez de 3 tenho 5 tatuagens e continuo sem saber dançar a dança do roça roça... 

E porque enquanto há pele, há espaço para elas, alguns dos meus novos projectos (talvez sejam mesmo projectos e nada mais que isso):




E porque faz hoje um ano em que ela foi a banda sonora das ondas que tenho tatuadas na perna, faz todos o sentido inclui-la neste post, até porque a vida também é um carrossel...



#9 Vs Feel In Love Vs Doesn't Give a Fuck


Do not fall in love with people like me.

I will take you to museums, 

and parks, 


and monuments, 


and kiss you in every beautiful place, 


so that you can never look back to them 


without tasting me like blood in your mouth.

I will destroy you in the most beautiful way possible. 

And when I leave you will 

finally understand, 

why storms are named after people.

(curiosamente este texto com que me cruzei, diz-me tanto, talvez porque um amor não deve de ter barreiras, nem roupa. Deve de estar nu. À mercê da gentileza humana, mas enquanto uns recebem roupa, outros recebem algo mais.

E esse algo mais, tem tanta "roupa" a ser despida!..e estou a ser irónico!)

If Tim doesn't give a fuck, why should I?!



sábado, janeiro 09, 2016

#8 Vs Somos Todos Uns Artistas!


"...um artista é um individuo que alia uma necessidade desesperada de ser compreendido a uma paixão feroz pela privacidade. O facto de os seus segredos serem óbvios para as outras pessoas não quer dizer que esteja pronto para os partilhar..."

"Os quadros  do próprio William nunca eram expostos; ao contrário da música, eles eram uma coisa e não um evento e, sem ele saber porquê, pareciam nunca estar terminados

Como é que uma pessoa podia saber se tinha terminado, quando trabalhava como ele estava a aprender a trabalhar, salpicando telas com grandes pingos sangrentos de tinta? Como é que uma pessoa podia saber se já tinha sangrado todos os sentimentos?"
Excertos do livro "Cidade em Chamas" de Garth Risk Hallberg

Não somos todos nós uns artistas? 
Uns nas artes, 
outros na sociedade, 
e aqueles que vivem 
e sobrevivem 
nas relações, 
sejam elas quais forem?!

#7 Vs Flesh And Bone


Em criança cresci vendo a minha irmã no Ballet. Lembro-me dos espectáculos que participava, e das fotos em que nem idade eu tinha para me recordar de tais momentos. Não é das danças que mais gosto. 

Vejo e admiro a elegância dos gestos e movimentos, mas por vezes a sumptuosidade que eles implicam, caiem num exagero, dando asas a sacrifícios que nem sempre compensam. Talvez seja mesmo isso a arte do Ballet.

Quando soube da mini-série de 8 episódios "Flesh and Bone" não podia deixar de a ver, e estando nomeada para 2 Globos de Ouro (se não estou em erro) mais razões me levaram a vê-la. Sou curioso e sempre que posso, e tenho tempo e vontade, não resisto. Ainda não a acabei, falta ver 3 episódios, mas longe do ambiente do filme "Black Swan" a história prendeu-me, as personagens, episódio após episódio deixam no ar pistas narrativas que nos indicam um caminho, como se fossem pontas soltas que aguardam que alguém pegue nelas, e faça um nó e nunca um laço, pois em "Flesh and Bone" a podridão do ser humano aparece, e tem presença assídua quer nos atos, gestos ou intenções. Basta puxar uma das pontas do laço para tudo ficar desfeito.

Certamente que a ficção tenta espelhar da melhor forma uma realidade na qual muitos jovens procuram um sonho, mas como já todos sabem, a vida não é um sonho...

Logo a seguir ao trailer que aqui deixo, partilho o genérico da série, com música da Karen O (vocalista dos Yeah Yeah Yeahs) que é soberbo cheio de imagens que a mim me enchem o olho.   



#6 Vs Hide & Seek


Há uns dias voltei a ser criança, e brinquei às escondidas.

Há uns dias, o meu sobrinho contou até 10, de trás para à frente e disse "aqui vou eu!" e apenas tem 3 anos.

Há uns dias, estar escondido nunca me soube tão bem, para depois ouvir as gargalhadas doces, de um petiz capaz de derrubar barreiras - as que eu tenho construído à minha volta.

Há uns dias também eu contei até 10, e imaginei que os problemas eram meros berlindes à espera que alguém os jogasse com os dedos. Contei até 10, brinquei às escondidas, recebi gargalhadas, e abracei sorrisos. 

Continuo a brincar a um outro tipo de escondidas, o que sinto não digo, o que vejo não conto, o que me magoa não partilho. O que me vale é que são essas gargalhadas que me adoçam o meu mundo, mas esses sorrisos assustam-me, pois até quando é que ele irão durar?! 

A vida não é uma pêra doce, há umas bem azedas. Vou é continuar a brincar às escondidas, aquelas em que o petiz e eu nos encontramos, e às outras, que ninguém sabe que as jogo. E jogo e muito bem!


sexta-feira, janeiro 08, 2016

#5 Vs Orgasmos Literários


Confesso que estava com um certo receio de começar a ler o livro "Cidade em Chamas" do Garth Risk Hallberg, mas depois de já ter ultrapassado as 150 páginas das quase mil, posso dizer que este será um dos poucos livros que o prazer que me dá provavelmente iguala a de um orgasmo, pois cada virar de página é um roçar de peles, e cada capítulo, uma contracção de músculos acompanhada de suspiros de prazer. E quando sentimos aquela vontade de reler uma determinada passagem, é como se fosse o acompanhar de um movimento de penetração, ou não, que aconchega o vácuo deixado por um corpo, um ruído que intensifica sempre que se sente que não dá mais para aguentar, e acabamos por fechar o livro.

A densidade da escrita deste livro é intensa, e os pormenores que para alguns são excessos, para mim são detalhes, e quem me conhece sabe que gosto deles, dos pequenos pormenores, e nos livros eles podem fazer toda a diferença.

Espero que no final fique extasiado de prazer, e que nas próximas semanas tenha inúmeros orgasmos literários.

Há pessoas que anseiam por eles, eu não. Nunca tal me passou pela cabeça entrar em territórios que à partida são autênticas minas deixadas ao relento à espera que alguém as pise. Eu vivo bem sem eles, mas não abdico dos outros, dos orgasmos literários. E quando menos espero, dou de caras com múltiplos...

Dois exemplos de livros que me arrebataram a mente de tal forma que são dos meus preferidos:

"Pôr a casa em ordem" de Matt Ruff:


"Sangue do meu sangue" de Michael Cunningham:


(Este também li na versão traduzia em português mas apesar que não devemos julgar um livro pela capa que tem, gosto muito mais desta da que calhou a que temos por cá)

#4 Vs Calendário 2016 Vs Olhares


O Blogger Namorado estava reticente neste ano em fazer o calendário da blogoesfera (digamos que somos apenas uma amostra!) para este ano de 2016, mas as forças do destino assim ditaram esse feito. 

Ele diz que no ano passado dei-lhe uma nega, e 2015 já lá vai. Não foi uma nega, ele que fique com a sua, que eu fico com a minha e só para lhe picar enviei-lhe uma foto, com o meu olhar, mais naquela de ele não voltar a pensar que andava a descartar-me de participar neste ano, até porque não havia obrigação.

A brincadeira resultou na minha participação. No final tudo se ligou, como se fosse uma peça fosse. Pensei que a foto que já tinha levado uma boa camada de efeitos não teria "capacidades" de figurar no calendário, mas acabou por figurar e a frase que encontrei foi a melhor que se adequa ao mês que me calhou, o mês de Março.

"Não se pode impedir a Primavera de colorir novos olhares"de Heva Freitas

O meu olhar não quer dizer nada, ou melhor, a foto diz-me muito, tirada numa noite que me fez começar este ano novo da melhor forma, bem doce, mas dia após dia, me tem deixado com amargos de boca.

Vou deixar os dados serem lançados e logo se vê, até porque sou de ideias fixas!  

(Uma pequena nota, não sei se era suposto partilhar o calendário todo, de qualquer forma deixo aqui o link para os mais distraídos:  Calendário)

domingo, janeiro 03, 2016

#3 Vs Transparent Season 2 Vs Transparência


"Transparent" 2ª temporada já está disponível...esta série da Amazon conta a história de uma família em que o pai decide abraçar o seu maior desejo : transformar-se numa mulher, com tudo o que tem direito. 

Vi já 2 dos novos episódios e gostei muito!

Bem sei que não é uma série que agrade a todos, mas sempre gostei de histórias alternativas, em que as famílias lutam pela felicidade, mesmo que isso implique uma transparência, que nós, seres humanos muitas vezes não o fazemos. Ou temos medo do que poderemos receber em troca num simples reflexo no espelho, ou então que a opinião de outros nos fulmine e nos deixe chamuscados, e desintegrados porque a sociedade nos olhará de lado.

Até que ponto somos transparentes? Ou somos mais opacos que outra coisa?!

Antes de deixar o trailer desta 2ª temporada, quem tiver curiosidade, vejam o seguinte clip, e digam lá que a música "Chandelier" da Sia nunca teve um cenário tão peculiar?


Trailer:


sábado, janeiro 02, 2016

#2 Vs Fui Promovido! Vs Capitão


Acabei de ser promovido a capitão tio.

O meu sobrinho é um querido, e resolveu promover todos cá em casa, até os cães não escaparam. 

E a culpa é disto:


(A imagem é porque o Jake e os Piratas da Terra do Nunca envolve marujos mas não era necessária esta explicação! A imagem tem a ver com a versão para adultos! E cada um que faça o filme que quiser...)