domingo, novembro 29, 2015

E Se Os Aliados Tivessem Perdido a 2ª Guerra Mundial Vs The Man In The High Castle


E se a 2ª Guerra Mundial tivesse tido um desfecho diferente do que conhecemos? É o que a nova série da Amazon nos presenteia, baseada no livro de Philip L. Dick "The Man In The High Castle".

Os EUA seriam um território dividido pelos alemães e japoneses.


A primeira temporada é de 10 episódios e posso já vos dizer, estou viciado nela! 

O elenco é excelente, a história pelo menos a mim me agarrou, e todo o ambiente que serpenteia à volta das personagens é deveras envolvente. Curioso em relação ao livro e porque já vi 5 dos 10 episódios, nunca estive tão empolgado em relação a uma série. Talvez porque seja diferente! Talvez porque seja imaginativa! Talvez porque já esteja farto dalgumas que sigo!

A história passa-se em 1962 nos EUA...basta espreitarem o trailer, para terem uma ideia do que "The Man In The High Castle" tem para oferecer...




sábado, novembro 28, 2015

No Corredor Das Águas Vs A Seta & o Alvo


Esta manhã voltei a ver-te, no teu pólo vermelho, com o cabelo impecavelmente penteado e uma barba semeada na tua face de poucos amigos. Mesmo assim, o incomodo voltou-me a assolar. A tua presença marca-me sempre que nos cruzamos. 

Por mais que tente, o meu olhar sai disparado para a zona onde estás, como se uma seta fosse à procura do alvo. Finjo que ando a imaginar filmes, a alucinar enquanto sei que estás bem pertinho de mim. 
 

E os minutos metamorfoseiam-se numa constante arritmia do tempo e a cadência das palavras que nunca te disse assombram-me. Um dia levarei na cara algumas palavras tuas, serão como um murro, e por mais que tente, a tal seta continua a sair disparada ao teu encontro...

Entendo pouco da vida, e ela (a vida) cada vez mais se parece com o que escrevo, alguns lêem e poucos entendem. 

Porque razão no corredor das águas, enquanto trabalhavas olhaste para mim, como se o teu olhar fosse a seta e eu o alvo?

I just said nothing, 
said nothing, 
said nothing

Nunca Pensei Que Um Desconhecido Me... Vs Um Vértice - Triângulos!


Nunca pensei que um desconhecido me despertasse apetites que um prato de comida não mata a fome...e tive um mesmo à minha frente, aliás, vários...fingi que não o tinha, tapei os olhos, mesmo estando abertos...
 

Nunca pensei que um desconhecido numa relação, fosse para saborear, pecaminoso e proibido, e me deixasse questionar o que não deveria de o ser. E a noite vestiu-se de estrelas e de frio e lá fui eu...fiquei ao relento a sentir tremeliques com olhos no alheio. 

Nunca pensei que um desconhecido me fizesse pensar até que ponto uma relação vale o que vale e lá estava eu a ver, a admirar e a observar, e eu que sou bom nisso, vi e degustei, o sorriso e as rugas de expressão, e acabei a noite a pensar "vai mais é te redimir, 2 é bom, 3 é demais" o problema que é que agora me questiono, até onde o limite vai para o podermos cortar, picotar e separar os pedaços grandes dos pequenos. 
 

A vida já é feita de puzzles, e não querendo eu ser uma peça dum, fico-me pelo charme que vi e senti. 

Queria era ser uma hélice, que me levasse para outra realidade que esta, sinto-me sugado por uma panóplia de coisas, que desconheço e não me revejo, mas mesmo assim deixam-me assolado pela intempestividade do desejo. 
 
Arfei em silêncio.
 
Enquanto outros conversavam, eu observava...

Bora lá esquartejá-lo? (o desejo), como se fosse uma maçã e tudo o resto fosse fácil de digerir

Mas não é...2 é bom, 3 talvez seja demais, como se isso fosse uma equação para a minha matemática, cheia de erratas. Fico-me pela maçã, o resto é só fazerem as contas sabendo que há as que são doces, as amargas, as farinhentas e as que têm brinde surpresa, a minhoca! 

Sabendo eu o que a casa gasta, por cá o que há são maçãs...e já agora vértices só mesmo na geometria, dificilmente farei parte de um.

Caso faço parte de uma circunferência, ai da pessoa que a parta, a estique e a faça ficar como um triângulo.
 

quinta-feira, novembro 26, 2015

Bába Vs Ego

Quando dizem algo que nos faz ganhar bába nos cantos da boca, inundando o nosso ego ao ponto de um momento para o outro sentirmos que uma luz intensa paira sob nós, o resultado só poderia ser inofensivo, mas ao mesmo tempo a mim deixou-me pensativo...num dia tempestuoso como o de hoje, há palavras que fazem toda a diferença, um percurso que não está nas nossas mãos decidir por onde ir, e muito menos com quem contar. 

Até diria que se a vida é um tesouro, porque não começar a cortar os tentáculos que nos prendem, como se os outros fossem polvos e nós umas simples barbas de molho?

(este texto é uma desculpa para partilhar uma imagem que adoro, no entanto a metáfora é tão simples quanto um elogio consegue ser e eu não estou habituado a eles!)



sábado, novembro 21, 2015

O Beijo De Um Desconhecido Vs Vamos Saber Quem Tu És


Na luz adormecida, entre as sombras dos nossos corpos, nas tuas mãos pegaste no meu rosto, olhaste para mim, olhos nos olhos, como que se as minhas pupilas fosse um alvo a abater, e disparaste...

A quatro paredes fomos ter, eu e tu, num compasso em que o tempo acompanhou e nos deixou a sós. Senti-me nu e tu estavas bem vestido. Senti que algo estava para a acontecer e tu fizeste por isso. Deste-me a resposta para uma pergunta para a qual não tive tempo de a fazer, mal comecei a soletrar as palavras, tu...

Nas tuas mãos senti o fogo que um desejo consegue ter...não nos queimamos, e muito menos ficamos em cinzas, prontas a serem levadas pelo ribombar dos nossos corações. E...


Sob aquela luz olhaste para mim, e subtilmente levaste as tuas mãos a mim, senti-as no meu rosto e sabia o que queria, ohhh se queria, o meu coração desesperava por mais que um toque. 

Nos teus olhos quase conseguia ver o meu reflexo, um medo escondido atrás dum desejo e tu me disseste "Vamos saber quem tu és" e não foi preciso muito, senti o teu beijo nos meus lábios e num impasse de um milésimo de segundo, retribui, e acabamos numa dança de línguas, atrevidas, sedentas de prazer e o que é que posso mais dizer...elas tocaram-se, humedeceram-se uma à outra, ficaram esgotadas de tanto chocarem uma contra a outra, e quando dei por isso... 

Estava em fuga... 

Para onde? 

Talvez onde a esperança esteja a viver...

(Num sonho, tive um beijo de um desconhecido, que ao querer mo dar antes me disse "Vamos saber quem tu és" como se isso fosse uma resposta para algo que eu tivesse receio de responder. O problema é que o sonho tem pequenos pormenores que aqui não irei partilhar, no entanto, o beijo que recebi e retribui, talvez tenha sido um dos melhores da minha vida. Louco, apaixonado e isento de qualquer tipo de merda que esta vida possa ter. O que veio depois talvez tenha sido uma resposta para outra pergunta que nunca ousei colocar-me a mim mesmo...e a tive de uma forma como um sonho pode dar...o problema é que falo dum sonho. Onde é que pára a realidade?!)

domingo, novembro 15, 2015

Pegadas Do Destino Vs Meu Prozac e a Avezinha

Não estava a contar escrever este post, mas sinceramente estes últimos dias têm sido como pegadas que o destino largou à minha frente, pequeninos sacos de areia, e dia após dia, apanhei-os e agora estou aqui. 

Já sentiram que há momentos na nossa vida em que tudo se encaixa, se alinha, como se planetas fossem, e nem a previsão astrológica consegue prever o que até para acontecer?

Há uns dias uma amiga contou-me que teria que abater o seu cão, e eu bem sei o que custa, deixa dentro de nós um vazio, e falamos um pouco sobre isso, e sabia que sendo um tema que infelizmente a mim me diz muito, que iria ficar um pouco nostálgico e foi mesmo isso que aconteceu.


Depois nesta quinta-feira a Margarida publicou o meu conto "Meu Prozac e a Avezinha" (já o irei partilhar também aqui) e quem não sabe o Prozac é o meu filho canino que veio cá para casa quando tinha o Shape e a Chantal, e fiquei comovido com as palavras que a Margarida escreveu. O conto para mim também é um filtro, em que as palavras escritas servem como um amortecedor para a mágoa de quem já perdeu um animal de estimação. Também eles (os amigos de 4 patas) com o passar dos anos são como raízes que se entranham em nós, por vezes são como sombras dos nossos passos, ouvintes dos nossos silêncios...
 

Ontem soube que o pai do meu sobrinho vai ter que abater o Thor, um cão que já lhe faz companhia há muitos anos e sei o quanto ele está abalado...e estava eu hoje sentado com o meu sobrinho e a pensar que quando ele for para a casa do pai vai perguntar pelo Thor. Eu não queria estar na pele de quem vai ter que dizer que o Thor já não mora lá. Sempre que penso nisso o meu coração fica mais apertado, não por o meu sobrinho estar comigo, mas porque não irá ver mais o seu outro amiguinho preto & peludo.

Quando falava nas pegadas do destino, é de juntar momentos, conversas e sentimentos que temos, que por obra do acaso, acabam por ter um significado inesperado. Estes últimos dias fizeram-me construir um castelo, não de areia mas de saudade, nostalgia e tristeza, e porque sei que os tais pequeninos sacos têm importância e a sua razão de ser, partilho agora o conto da Margarida "Meu Prozac e a Avezinha"...
 
...e não é que tudo se encaixa?! 
Estranhas estas pegadas do destino.

Como um objecto que acaba por ser esquecido, guardado no fundo de uma gaveta, o tempo encarregara-se de enterrar a dor. Muitos anos se passariam até voltar a senti-la. 
   Um dia, estava a caminhar num campo e reparei, ao longe, em três crianças ajoelhadas em frente a uma árvore. Curioso, aproximei-me e, de súbito, ela emergiu como uma erupção vulcânica. 
   Dois rapazes enterravam uma pequena caixa de cartão, um féretro níveo manchado por dedadas castanho-escuras; com as mãos, tinham escavado um buraco. Reparei que nos dedos magros e sujos de uma menina, que soluçava, uma pequena coleira cinzenta oscilava, o seu movimento como que a marcar o ritmo dos soluços.
   Num episódio semelhante, um jovem, um pouco mais velho do que aqueles rapazes, soluçava ajoelhado junto a um monte coroado de folhas verdes e galhos entrançados. De um ramo mais resistente, espetado em cima, uma coleira e uma trela azuis assinalaram aquele sofrimento, balançando com uma súbita rajada de vento.
   Fechei os olhos, triste; ao abri-los, encontrei as crianças abraçadas e a chorar em silêncio. 
   Depois, afastaram-se de mãos dadas e, à frente delas, o sol brilhou, num magnífico céu azul sem nuvens.
   Aos poucos, as três figuras douradas esbateram-se. Uma imagem solar irrompeu, afastando a dor e aquecendo-me naquela tarde outonal: um jovem Prozac contemplava, com a cabeça um pouco inclinada e as patas empoleiradas no parapeito da sala, um pequenino melro suspenso num abeto do jardim, no longínquo Verão dos meus treze anos.


(Para a Margarida escrever este conto, apenas precisei de lhe dar 5 palavras para o titulo, e em 250 palavras ela o escreveu. Este desafio faz parte da 4ª iniciativa do Bette Davis)

Como Vestirias O Teu Coração Se Fosse Um Corpo? Vs Como O Sentes?



Se o teu coração fosse um corpo, como o vestirias? 
 


Seria um corpo magro, sem apetite, ou gordo com excesso de gula?
    
Agasalhado com um casacão para ninguém o ver e sentir? Ou apenas de roupa interior para chamar a atenção dos mais distraídos?


Se o teu coração fosse um corpo, como o pintarias? De mil e uma cores, indefinindo-o e sem texturas? Ou a preto e branco, com uma rugosidade expectante, tornando a palidez do que possas sentir num contraste de duas cores?

Se conseguisses sentir o peso do teu coração, precisarias de uma grua ou dum guindaste? Ou facilmente pegarias nele, e na palma da tua mão conseguirias sentir o músculo que de dá vida?
 

Se um dia ficares sem ele, e por ventura alguém to quebrar, achas que as lágrimas juntarão os cacos que deixarás espalhados por tudo o que é sítio? Ou no lago da ausência de solicitude deixas-te afundar como uma âncora sem barco?

Mas afinal como é o teu coração?

Por vezes sinto que o “meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de néon”.
 

(num post do blogger Innersmile encontrei algumas frases retiradas de “Pequenas Epifanias Crónicas” de Caio Fernando Abreu e achei-as muito interessantes e resolvi pegar numa que adorei, porque um traço seco facilmente deixa de o ser, molha-se. Porque gostaria de ser mais pós-moderno e porque nada melhor que imaginar que o meu coração é cheio de cor e ainda por cima de néon…deixem-me sonhar, mesmo que o meu coração não me deixe).

(como música deixo a Jewel, uma presença neste Oceano, de outros tempos, mas como tudo nesta vida sofre o poder da reciclagem, ela está de volta e diria eu, melhor que nunca...espero depois falar disso, mas não hoje..."Love Used To Be" encaixa que nem uma luva...)


sábado, novembro 14, 2015

Desconstrução De Uma Violeta Vs Barril de Tinta


Violeta, amarelo, verde & preto

Imaginem uma violeta, com as suas cores: violeta das pétalas, amarelo do "núcleo" e o verde das folhas. Foi essa a imagem que me passou peça cabeça quando o meu tatuador sugeriu essas cores para a minha 4ª tatuagem, e sendo um desenho meu, que deverá ter uns longos anos, fiquei na dúvida, serão as cores certas? O desenho só por si só tem muito significado, e porque sempre foi um desenho sem cores, nunca o tinha imaginado com elas.
 

Acabei por aceitar as cores como uma ideia que não me tinha convencido a 100%. Estava sentado a vê-lo a preparar as coisas e porque gosto de dar nomes ao abstracto surgiu o termo "Desconstrução de uma violeta" e por mais incrível que possa parecer, tem tudo a ver com o resultado que neste momento tenho na perna. Adorei a combinação das cores, e acho que dificilmente outras fariam sentido num desenho que sempre foi uma ligação entre algo indefinido, uma união, em que o abstracto não diz nada a quem não quer ver, mas sempre que olho para o desenho, eu vejo, um momento do meu passado tatuado numa tarde de verão.

Dia 8 de Dezembro volto lá para a terminar, fazer contornos mais grossos à volta do desenho e contraste nas cores. Sei que a sereia está para breve e como bom cliente que sou, o meu tatuador ofereceu-me uma tatuagem...falta saber o que fazer e em que pedaço de pele. 

Vou pensar nisso nas próximas semanas, mas se eu pudesse mergulhava num barril de tintas e de lá nunca mais sairia.



segunda-feira, novembro 09, 2015

Parabéns: 9 Anos de Textos Vs Poeira Dourada


...e finalmente a contagem decrescente acabou.

Há uns largos meses resolvi que a 09/11/15 fazia todo o sentido agradecer a vossa companhia ao longo destes 9 anos que por cá ando. Este Oceano faz anos!

Grande parte dos blogues que seguia no inicio desapareceram. Talvez a culpa é dos efeitos do tempo, que o deixou com uma venda nos olhos, uma mordaça na boca e umas algemas nos dedos.  

Verdade seja dita e escrita...todos os meus posts da contagem decrescente que ao longo destes dias partilhei, é o meu obrigado por me terem feito companhia. Em parte se não fossem vocês eu cá já não estaria. Todos os blogues que segui e sigo estão representados, ou pelas imagens ou pelas palavras. Não era um enigma, apenas uma homenagem à minha maneira, pois eu tento não seguir tendências, nem modas e muito menos sigo rebanhos, sempre fui e serei um lobo solitário. 


Dei-me conta que alguns dos posts da contagem decrescente davam para criar rubricas neste Oceano, mas não o farei, não abandonarei a ideia que originou este espaço.


A minha intenção era de fechar hoje o meu blogue, desse por onde desse, hoje era a data, não queria que este Oceano fizesse 10 anos. Seria uma década, e eu sei que grande parte das pessoas não sabem, não entendem e nem imaginam o que está por detrás dos meus primeiros anos por cá. As metáforas existiam e existem por alguma razão, tão claras como a água. Abusei delas, como se um espelho fossem, no qual olhava-me, mas tapava os olhos, pois o receio que tinha era uma máscara que não me deixava ver o reflexo, daí que são poucos os textos que escrevi e reli.

Sinto que alguns leitores se afastaram daqui, como se este meu último ano fosse um despir de roupa e me tivessem imaginado ser feito com outro tipo de carne e de ossos. Mas somos todos humanos, e eu bem sei que a mudança poderá ser radical aos olhos de uns, até diria gotejante, ao ponto de não me reconhecerem, comparando o que agora partilho e o que partilhava em 2006/2007. Algumas coisas mudaram, mas a alma deste espaço continua a mesma. 

Se pudesse lambia os 9 anos, folheando as páginas deste meu caderno invisível e saboreava cada letra como se fosse a degustação duma refeição gourmet e bebericava-as como se estivesse encurralado numa prova de vinhos. E continuo com fome & sede.


Não é desta que irei edificar uma barragem, canalizar as águas, e criar um túmulo virtual neste espaço. 

A data do encerramento já está escolhida, será a 09 de Novembro, falta é saber o ano. Será em 2016 quando faz 10 anos? Veremos. Foram 9 anos e não me arrependo de nada. Fui fiel à voz que sussurra dentro de mim e me dá alento nos momentos negros. Alguns textos escritos nunca foram publicados, outros sofreram os efeitos da revisão, pois quando as águas são negras, o melhor é deixar que fiquem límpidas e sem impurezas...
 

Só espero que Deus não me pregue uma rasteira e não mo deixe encerrar com todo o amor que ao longo dos 9 anos aqui tenho deixado, e quando falo nele (do amor) é mais da falta dele, e de tudo o resto. 

E sabem o que é tudo o resto? Não queiram saber, prefiro fingir que me passa ao lado, a verdade escondida atrás das metáforas...este Oceano faz 9 anos de vida mas parte do que o alimentou não é motivo para celebrar. A minha fome de viver tem sido alimentada pela vontade de morrer.
 
E mais um ciclo se fechou.


Parabéns a este Oceano pelos 9 anos, tem-se aguentado não sei como...e porque hoje é suposto ter prendas, já tive uma que me encheu a alma. O meu primeiro leitor a cores e ao vivo deste espaço virtual deu-me há uns dias uma das mais belas imagens escritas e com elas encerro o post ao som de outra música da minha vida (Ben Howard "I Forget Where We Were"). E tudo faz sentido, acreditem!

"lembro-me de que os teus calções eram azuis e de que o teu protetor solar tinha uma espécie de poeira dourada"


...e eu digo  "que eu continue a pensar que brilho no escuro na escuridão me fez criar "No Limite Do Oceano"."  


domingo, novembro 08, 2015

Conselho de Mãe Vs Sam Hunt - Country Love

 

Ontem a minha barba foi tema de conversa ao jantar, mais uma vez estou a deixá-la crescer, como se fosse um cavalo selvagem num prado verdejante e quero ver até onde a deixo ir. 

A minha mãe do nada diz-me que deveria de a cortar um pouco, pois está grande e que elas provavelmente iriam gostar mais de me ver com ela cortada, e...uns segundos depois acrescenta "ou eles" e um silêncio gritante surgiu, baixei a cara para o prato como se um espelho fosse e eu tentasse ver a minha cara de encavacado. "Oh mãe" disse, e não tive coragem de a olhar olhos nos olhos. O curioso é não sei bem a expressão que foi usada, se incluía "gostar" ou "atrair". Deu-me uma branca, mas neste caso a culpa é apenas do conselho de mãe.

Your eyes are so intimidating
My heart is pounding but
It's just a conversation
(letra "Take Your Time" de Sam Hunt)

Ontem foi um dia curioso em termos de inspiração, além de encavacadela que já referi, estava eu no youtube e tropeço em Sam Hunt, não que eu estivesse na caça de novos sons, mas aconteceu, e agora estou "apaixonado". É um cantor country de sucesso nos EUA, que desconhecia e eu sempre tive uma queda para algumas músicas com sonoridades country/folk. Tem uma particularidade, além de uma voz interessante, há partes em que fala e isso é um mimo musical para mim. Querem entender o que acabei de escrever? Ora vejam e/ou ouçam. (Uma curiosidade, Sam Hunt é daqueles cantores que algumas pessoas se questionam se será gay. Mas isso é realmente importante? Nahhh nada, mas mesmo nada.)