domingo, novembro 15, 2015

Como Vestirias O Teu Coração Se Fosse Um Corpo? Vs Como O Sentes?



Se o teu coração fosse um corpo, como o vestirias? 
 


Seria um corpo magro, sem apetite, ou gordo com excesso de gula?
    
Agasalhado com um casacão para ninguém o ver e sentir? Ou apenas de roupa interior para chamar a atenção dos mais distraídos?


Se o teu coração fosse um corpo, como o pintarias? De mil e uma cores, indefinindo-o e sem texturas? Ou a preto e branco, com uma rugosidade expectante, tornando a palidez do que possas sentir num contraste de duas cores?

Se conseguisses sentir o peso do teu coração, precisarias de uma grua ou dum guindaste? Ou facilmente pegarias nele, e na palma da tua mão conseguirias sentir o músculo que de dá vida?
 

Se um dia ficares sem ele, e por ventura alguém to quebrar, achas que as lágrimas juntarão os cacos que deixarás espalhados por tudo o que é sítio? Ou no lago da ausência de solicitude deixas-te afundar como uma âncora sem barco?

Mas afinal como é o teu coração?

Por vezes sinto que o “meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de néon”.
 

(num post do blogger Innersmile encontrei algumas frases retiradas de “Pequenas Epifanias Crónicas” de Caio Fernando Abreu e achei-as muito interessantes e resolvi pegar numa que adorei, porque um traço seco facilmente deixa de o ser, molha-se. Porque gostaria de ser mais pós-moderno e porque nada melhor que imaginar que o meu coração é cheio de cor e ainda por cima de néon…deixem-me sonhar, mesmo que o meu coração não me deixe).

(como música deixo a Jewel, uma presença neste Oceano, de outros tempos, mas como tudo nesta vida sofre o poder da reciclagem, ela está de volta e diria eu, melhor que nunca...espero depois falar disso, mas não hoje..."Love Used To Be" encaixa que nem uma luva...)


sábado, novembro 14, 2015

Desconstrução De Uma Violeta Vs Barril de Tinta


Violeta, amarelo, verde & preto

Imaginem uma violeta, com as suas cores: violeta das pétalas, amarelo do "núcleo" e o verde das folhas. Foi essa a imagem que me passou peça cabeça quando o meu tatuador sugeriu essas cores para a minha 4ª tatuagem, e sendo um desenho meu, que deverá ter uns longos anos, fiquei na dúvida, serão as cores certas? O desenho só por si só tem muito significado, e porque sempre foi um desenho sem cores, nunca o tinha imaginado com elas.
 

Acabei por aceitar as cores como uma ideia que não me tinha convencido a 100%. Estava sentado a vê-lo a preparar as coisas e porque gosto de dar nomes ao abstracto surgiu o termo "Desconstrução de uma violeta" e por mais incrível que possa parecer, tem tudo a ver com o resultado que neste momento tenho na perna. Adorei a combinação das cores, e acho que dificilmente outras fariam sentido num desenho que sempre foi uma ligação entre algo indefinido, uma união, em que o abstracto não diz nada a quem não quer ver, mas sempre que olho para o desenho, eu vejo, um momento do meu passado tatuado numa tarde de verão.

Dia 8 de Dezembro volto lá para a terminar, fazer contornos mais grossos à volta do desenho e contraste nas cores. Sei que a sereia está para breve e como bom cliente que sou, o meu tatuador ofereceu-me uma tatuagem...falta saber o que fazer e em que pedaço de pele. 

Vou pensar nisso nas próximas semanas, mas se eu pudesse mergulhava num barril de tintas e de lá nunca mais sairia.



segunda-feira, novembro 09, 2015

Parabéns: 9 Anos de Textos Vs Poeira Dourada


...e finalmente a contagem decrescente acabou.

Há uns largos meses resolvi que a 09/11/15 fazia todo o sentido agradecer a vossa companhia ao longo destes 9 anos que por cá ando. Este Oceano faz anos!

Grande parte dos blogues que seguia no inicio desapareceram. Talvez a culpa é dos efeitos do tempo, que o deixou com uma venda nos olhos, uma mordaça na boca e umas algemas nos dedos.  

Verdade seja dita e escrita...todos os meus posts da contagem decrescente que ao longo destes dias partilhei, é o meu obrigado por me terem feito companhia. Em parte se não fossem vocês eu cá já não estaria. Todos os blogues que segui e sigo estão representados, ou pelas imagens ou pelas palavras. Não era um enigma, apenas uma homenagem à minha maneira, pois eu tento não seguir tendências, nem modas e muito menos sigo rebanhos, sempre fui e serei um lobo solitário. 


Dei-me conta que alguns dos posts da contagem decrescente davam para criar rubricas neste Oceano, mas não o farei, não abandonarei a ideia que originou este espaço.


A minha intenção era de fechar hoje o meu blogue, desse por onde desse, hoje era a data, não queria que este Oceano fizesse 10 anos. Seria uma década, e eu sei que grande parte das pessoas não sabem, não entendem e nem imaginam o que está por detrás dos meus primeiros anos por cá. As metáforas existiam e existem por alguma razão, tão claras como a água. Abusei delas, como se um espelho fossem, no qual olhava-me, mas tapava os olhos, pois o receio que tinha era uma máscara que não me deixava ver o reflexo, daí que são poucos os textos que escrevi e reli.

Sinto que alguns leitores se afastaram daqui, como se este meu último ano fosse um despir de roupa e me tivessem imaginado ser feito com outro tipo de carne e de ossos. Mas somos todos humanos, e eu bem sei que a mudança poderá ser radical aos olhos de uns, até diria gotejante, ao ponto de não me reconhecerem, comparando o que agora partilho e o que partilhava em 2006/2007. Algumas coisas mudaram, mas a alma deste espaço continua a mesma. 

Se pudesse lambia os 9 anos, folheando as páginas deste meu caderno invisível e saboreava cada letra como se fosse a degustação duma refeição gourmet e bebericava-as como se estivesse encurralado numa prova de vinhos. E continuo com fome & sede.


Não é desta que irei edificar uma barragem, canalizar as águas, e criar um túmulo virtual neste espaço. 

A data do encerramento já está escolhida, será a 09 de Novembro, falta é saber o ano. Será em 2016 quando faz 10 anos? Veremos. Foram 9 anos e não me arrependo de nada. Fui fiel à voz que sussurra dentro de mim e me dá alento nos momentos negros. Alguns textos escritos nunca foram publicados, outros sofreram os efeitos da revisão, pois quando as águas são negras, o melhor é deixar que fiquem límpidas e sem impurezas...
 

Só espero que Deus não me pregue uma rasteira e não mo deixe encerrar com todo o amor que ao longo dos 9 anos aqui tenho deixado, e quando falo nele (do amor) é mais da falta dele, e de tudo o resto. 

E sabem o que é tudo o resto? Não queiram saber, prefiro fingir que me passa ao lado, a verdade escondida atrás das metáforas...este Oceano faz 9 anos de vida mas parte do que o alimentou não é motivo para celebrar. A minha fome de viver tem sido alimentada pela vontade de morrer.
 
E mais um ciclo se fechou.


Parabéns a este Oceano pelos 9 anos, tem-se aguentado não sei como...e porque hoje é suposto ter prendas, já tive uma que me encheu a alma. O meu primeiro leitor a cores e ao vivo deste espaço virtual deu-me há uns dias uma das mais belas imagens escritas e com elas encerro o post ao som de outra música da minha vida (Ben Howard "I Forget Where We Were"). E tudo faz sentido, acreditem!

"lembro-me de que os teus calções eram azuis e de que o teu protetor solar tinha uma espécie de poeira dourada"


...e eu digo  "que eu continue a pensar que brilho no escuro na escuridão me fez criar "No Limite Do Oceano"."  


domingo, novembro 08, 2015

Conselho de Mãe Vs Sam Hunt - Country Love

 

Ontem a minha barba foi tema de conversa ao jantar, mais uma vez estou a deixá-la crescer, como se fosse um cavalo selvagem num prado verdejante e quero ver até onde a deixo ir. 

A minha mãe do nada diz-me que deveria de a cortar um pouco, pois está grande e que elas provavelmente iriam gostar mais de me ver com ela cortada, e...uns segundos depois acrescenta "ou eles" e um silêncio gritante surgiu, baixei a cara para o prato como se um espelho fosse e eu tentasse ver a minha cara de encavacado. "Oh mãe" disse, e não tive coragem de a olhar olhos nos olhos. O curioso é não sei bem a expressão que foi usada, se incluía "gostar" ou "atrair". Deu-me uma branca, mas neste caso a culpa é apenas do conselho de mãe.

Your eyes are so intimidating
My heart is pounding but
It's just a conversation
(letra "Take Your Time" de Sam Hunt)

Ontem foi um dia curioso em termos de inspiração, além de encavacadela que já referi, estava eu no youtube e tropeço em Sam Hunt, não que eu estivesse na caça de novos sons, mas aconteceu, e agora estou "apaixonado". É um cantor country de sucesso nos EUA, que desconhecia e eu sempre tive uma queda para algumas músicas com sonoridades country/folk. Tem uma particularidade, além de uma voz interessante, há partes em que fala e isso é um mimo musical para mim. Querem entender o que acabei de escrever? Ora vejam e/ou ouçam. (Uma curiosidade, Sam Hunt é daqueles cantores que algumas pessoas se questionam se será gay. Mas isso é realmente importante? Nahhh nada, mas mesmo nada.)







Contagem Decrescente IX - This Is The End?


This Is The End?

                                                  É amanhã...

sexta-feira, novembro 06, 2015

Músicas Da Minha Vida Vs Natalie Merchant » Carnival


Natalie Merchant (ex-vocalista dos 10.000 Maniacs) reeditou o seu fantástico álbum "Tigerlily" de 1995. Nesse álbum está uma das músicas que mais gosto, considero-a como uma das músicas da minha vida (outras por exemplo são "Chasing Cars" dos Snow Patrol ou "Breath Me" da Sia)... "Carnival" é a musica

Neste ano Natalie Merchant fez novas versões das 11 músicas que fazem parte de "Tigerlily", e tendo já ouvido a de "Carnival" estou muito curioso em ouvir o resto. O novo álbum é "Paradise Is There - The New Tigerlily Recordings"
 

Em 1995 eu tinha 17 anos, o meu gosto musical andava na corda bamba, entre o comercial e o alternativo. Vivia uma fase que já durava algum tempo e mais algum tempo durou, e esticou-se até chegar a este limite do oceano, que não vive de água, mas de palavras. 

Aqui já a tinha partilhei, e a razão porque esta música me acompanha é simples, a voz, a sonoridade, mas acima de tudo, a letra diz-me tanto. Ontem quando ouvi a versão de 2015, senti que há marcas que não me largam, não sendo preciso alguém me magoar para ficar com cicatrizes. 

O tempo é um cabrão, e quando deixamos, ficamos à mercê duma ilusão que não sendo catastrófica acaba por ser uma na mesma. A soma de anos e anos é ingrata, e a ilusão se torna numa espécie de avalanche sem neve, num tsunami sem ondas...

Quantas vezes estava cego & perdido, paralisado por causa dos medos, porque não gostavam de mim ou porque este palco virtual que nos acompanha ao longo da nossa vida só nos mostra que afinal somos todos uns desconhecidos? 


Infinitas foram as vezes...

Agora quem estiver interessado, é ouvir e descobrir as diferenças musicais...e já agora, qual a melhor, a original ou a de 2015? 

Eu que nada sei, apenas digo que a deste ano é mais "adulta" mas será há músicas que também crescem com o passar dos anos? Não sei! Mas sinto que esta é uma delas, até porque continuo a achar que vivo num carnival e mesmo passados 20 anos, a feira é a mesma, mas a vaidade é outra...
 

quinta-feira, novembro 05, 2015

Pessoas Secas Vs Carapau Seco


Há pessoas que são secas, tão secas, mas mesmo muito secas, que deveriam de ter nascido em carapau e deixarem-se secar ao sol.

quarta-feira, novembro 04, 2015

Contagem Decrescente VIII - Cultura Semi-"Autopsiada"

CULTURA SEMI-"AUTOPSIADA" » FALTAM 4 DIAS!

SONS & MELODIAS

SÉRIES & ENREDOS 

PASSEIO DA FAMA + EGOS INSUFLADOS

PÁGINAS & PÁGINAS...









domingo, novembro 01, 2015

A Culpa é da Ariel Vs The Art Of Alfredo Roagui


Neste fim-de-semana tentei com que o meu sobrinho visse o filme "The Little Mermaid" e apesar de algumas imagens o terem conseguido prender, acabei por ver o praticamente sozinho. Já conhecia a história, já tinha visto grande parte mas só hoje é que posso dizer que o vi. 


Desde o filme "Splash, a Sereia" que eu gosto delas (das sereias) talvez porque o amor para esses seres imaginários acaba por ser uma utopia, ou talvez fique é mesmo fascinado pelo hipotético brilho que as suas caudas conseguem captar quando o sol embate em cada escama que as compõe. Deve de encadear...

Está mais que na altura de partilhar uma imagem que gosto muito, e neste caso a culpa é mesmo da Ariel, a Pequena Sereia e a razão é esta:


Esta imagem faz parte do calendário de 2015 do artista gráfico Alfredo Roagui. Recentemente cruzei-me com algumas imagens que ele criou e achei-as interessantes, e acabei por pesquisar mais sobre ele e mais imagens pareceram. 

(Esta por exemplo faz-me lembrar a tal pessoa que se pudesse colocaria dentro da algibeira...)

Alfredo Roagui é mexicano, e como poderão ver abaixo, tem um gosto que a mim me diz "Hello!!!!" (e nada tem a ver com o novo hit da Adele). 

Quanto à pessoa em si, é alguém que para além de se deixar influenciar pelo universo da Disney nos seus trabalhos, tem colaborado com associações LGBTTTI (e sim não me enganei nas letras). Se tiverem curiosidade basta irem a http://alfredoroagui.com/about-us/





E já agora um video :-)


E para encerrar um posto cheio de cor, e porque o verão só mesmo em 2016, não me importava de me vestir com estas 3 peças de roupa...e já sabem que sou apologista do seguinte: gostos não se discutem, partilham-se :-) ...mas são tão caras...






Contagem Decrescente VII - Laços & Deslaces

 LAÇOS & DESLACES...Faltam 7 dias!