sexta-feira, outubro 16, 2015

Cinderela & Capuchinho Vermelho & Rapunzel & Branca de Neve Vs Cinder & Scarlet & Cress & Winter

Imaginem uma história em que a vida da Cinderela, do Capuchinho Vermelho, da Rapunzel e da Branca de Neve se cruzavam.

Imaginem uma história que a Cinderela era um cyborg, que o Capuchinho Vermelho vivia numa quinta com a avó em França, que a Rapunzel vivia presa num satélite no espaço, e que a Branca de Neve vivia na Lua…

Existe algo assim, e estou a referir-me à saga excelentemente criada pela Marissa Meyer. 



A escritora pegou nessas 4 personagens e criou a Cinder, a Scarlet, a Cress e a Winter. O resultado final é futurista, cheio de aventuras, paixões e de uma imaginação gigantesca. Se existem livros que ajudam a desligar a “tomada” são estes! 

Ao lê-los fez-me lembrar os contos de fadas, a guerra das estrelas e as histórias da Disney.  Há princesas e príncipes, robots, naves e andróides, vírus mortais e taumaturgos.    

Será que há um sapatinho de cristal? Sim, de certa forma há um…Há um lobo mau? Sim, mas se é mau isso já não sei…Uma maça envenenada? Não sei pois me falta ler o último livro “Winter” e o que posso dizer é que estou a gostar tanto que me dei ao trabalho de andar a ler algumas coisas, pois o que não faltam são pessoas que vivem e muito o mundo criado por Marissa Meyer, até diria, que os fanáticos pela Sailor Moon devem de ter passado essa “febre” para outras pessoas. Quanto a mim, gosto muito, mas tudo tem um limite!


E porque o que dá lucro, mais vale fazer render a “coisa” também há um livro sobre a Rainha Levana, a vilã desta saga, pois à partida um vilão apesar de ser mau tem sempre um passado e tudo na vida tem uma explicação. Será?

Quanto a mim, faltam 24 dias para… e se eu pudesse ia até à Lua ver se existe lá algum povo, ou até França, não à quinta da avó da Scarlet mas ver e ouvir a Janet Jackson. Ou então dava cabo do “satélite” em que vivo e matava esta minha fome com uma maça, que não estivesse envenenada, pois não creio que alguém me deseja algum mal. 

Será?

(E porque os livros para mim são passagens secretas para outros mundos, mudei radicalmente de tema, e neste momento leio mais um livro sobre o universo de The Walking Dead!)

Aguardo que alguém com criatividade crie livros diferentes, baseados por exemplo na Pequena Sereia (Ariel) mas na versão de um Merman, bem sexy com tudo o que eu mais gosto, ou então num nerd em versão masculina da Bela, ou então um Rapunzel com dotes musicais ou então um Branca de Neve cheio de coolness...mas com uma vertente que até hoje a Disney não teve o atrevimento de o fazer...é preciso escrever? E corre um boato que a ruiva do Brave é lésbica...





segunda-feira, outubro 12, 2015

Anjo De Asas Negras Vs Correntes de Areia Vs Júbilo Oceanico


Se hoje pudesse, dava o braço a torcer e aceitaria o meu anjo de asas negras que paira sobre mim. Com um olhar aguçado me espia, desfaz todo e qualquer tipo de esquema que eu possa ter para alcançar a felicidade. Eu bem que tento congeminar arquitecturas que são autênticas lufadas de ar fresco para a minha alma, mas pressinto que ao longe, o vento que está para chegar não é uma mera coincidência meteorológica, mas é o tal anjo, de asas negras...com penas lustrosas, dignas de um deleite suave de se passar as mãos. Mas sentiria tudo menos isso... 


Se pudesse deixava-me afogar num oceano, não interessa qual, fosse o Atlântico ou o Pacifico, o resultado seria o mesmo, estaria livre das correntes que o meu pensamento me prende, e que não me deixa mergulhar nas águas que os outros se banham. Faço mal? Talvez, mas porque todos os Oceanos são distintos, com continentes preenchidos de montanhas e colinas, não sei até que ponto, se o que mais me seduz são as marés de areias, douradas e quentes, isoladas e distantes. Talvez uma estrela do mar me diga um dia "deixa-te de merdas, estás correto e os outros é que estão a pensar que nem almas desgovernadas". E logo eu que gosto de contos de fadas! Não há reinos sem um rei e rainha, mas duvido que o castelo deles seja feito apenas e unicamente de areia.


Se pudessem, obrigariam-me a viver com um sorriso tatuado na face, com cores garridas e efeitos de uma realidade que não é bem a minha praia. Sem toalha nem para-vento, sem ondas e sem água, talvez o desígnio do Adamastor não tivesse sido contornar o Cabo das Tormentas, mas deixar-se levar pela correnteza que as marés insistiram que seguisse. Farei eu o mesmo?  

Não sejam preguiçosos, atirem-me s.f.f. umas braçadeiras e uma bóia, pois não estou num barco e estas águas são revoltas, e uma âncora de pouco ou nada serviria. 

O meu destino?! 

Evitar morrer afogado! 


(Hoje faz 10 anos que perdi a minha avó materna, o meu anjo de olho azul. No domingo fui ao cemitério, e quando lá cheguei pela primeira vez esqueci-me de dar um beijo na palma da minha mão esquerda e levar essa mesma mão à fotografia que o tempo eternizou. Faço sempre isso, mas desta vez fi-lo mais tarde, mas esse esquecimento deixou-me a pensar...e a razão de escolher "Gabriel" dos Lamb é porque quando vi o videoclip dessa música pela primeira vez foi na pequena televisão que a minha avó tinha no seu quarto. Sentado à beira da cama o vi, e desde então essa música é uma ligação musical que terei sempre com o meu anjo de olho azul, sem asas negras, sem correntes de areia e que viveu comigo num júbilo familiar e sempre, mas sempre oceânico.) 

sábado, outubro 10, 2015

American Horror Story vs Lady Gaga & Matt Bomer


Nesta quinta temporada de American Horror Story, temos um Hotel...cheio de personagens estranhas, com um ambiente que a mim me fez lembrar um pouco o filme "Shining" com um "ar" claustrofóbico e decadente, que só falta o cheiro a alcatifas velhas, gastas pelo tempo.

Nesta temporada Jessica Lange saiu, alguns atores de outras temporadas voltaram e novas "aquisições" chamaram a atenção, que é o caso da monstruosa Lady Gaga ou do eye candy Matt Bomer. Depois de ter visto o primeiro episódio, posso dizer que a coisa promete, mas espero que não desiluda, como algumas das anteriores temporadas.

Sempre gostei de histórias macabras, onde a ficção tem toda a liberdade de pegar no impensável e dar vida a algo que nesta nossa vida seria um ato hediondo, pois bem, deixo algumas imagens que marcam o primeiro episódio (spoiler free...acho eu), além de sexo, sangue e pessoas bem estranhas, uma coisa sei, a mim é que não me apanhariam naquele hotel...


















Paixão de Adolescente Vs Janet Jackson's back

Tinha cerca de 10 anos quando descobri que a Janet Jackson era espectacular, era um puto! 1989...Não sei quantas vezes ouvi o seu álbum “Rhythm Nation” numa cassete, que ainda tenho, mas que já deu o berro!
 

Apesar de nos anos 80 gostar do Michael Jackson era ela a minha eleita e apesar de na altura gostar também da Madonna, Tina Tuner, Bryan Adams ou da Cindy Lauper, entre outros, a minha paixão de adolescente foi e será sempre a Miss Janet Jackson. Nem imaginam...


Tinha eu 15 anos quando ela lançou, para mim, um dos seus melhores álbuns “Janet” e escusado é dizer, é um dos cd’s que guardo com mais carinho. A música “That’s the way love goes” (quantas vezes a cantei sem ninguém a ouvir, e quantas vezes me senti apaixonado sem ter ninguém a quem amar) é das minhas favoritas, sensual até dizer chega, e eu nunca o disse! Até aos meus 21/22 anos sempre a “segui” mas após a edição do álbum “Velvet Rope” comecei a ouvir outro tipo de música e deixei de acompanhar a sua carreia, e passei a ouvir música menos comercial.

Curioso é que aqui, no ano passado, falei desta minha paixão pela Janet Jackson e sabia lá que hoje estaria cá a falar do seu fantástico, sedoso, translúcido e magnificente álbum “Unbreakable”. 


Pensava eu que ela iria tentar seguir as tendências dos dias de hoje, e apesar de numa ou outra música ter pigmentos musicais de sons atuais, a essência de todo o álbum é deveras gratificante para os seus fans. Melhor é impossível, único com o som bem R&B, com batidas originais, e uma languidez que a Miss Janet já habituou a quem gosta mesmo dela. E eu hoje sinto-me com 15 anos. Aiiii sabe tão bem!!!! Madonna aprende, Mariah Carey emagrace o ego de Diva!

Posso não a ter seguido a partir de 1999/2000 mas com este álbum a minha paixão de adolescente está de volta, com uma idade bem madura, com um som envolvente (que não é para todos…) e com algo que admiro: a passagem do tempo não a estragou! 
É impossível não ficar rendido a algumas das músicas, uma espécie de algemas que nos prendem a elas, com o receio que a música acabe. Ela acaba, mas felizmente se há coisas que podemos fazer é ouvir em loop certas músicas e é o que tenho feito com…se em "Unbreakable" é uma mensagem para os fans, e se em " BURNITUP! " Janet começa logo com um som do passado com a Missy Elliott a tratar do resto, com "Dammn Baby" dá-nos um som bem guloso, queremos mais e é isso mesmo que temos...se "The Great Forever" a música arranqua com um som orgânico e ouvimos o Michael Jackson a "assombrar" a música, em "Shoulda Known Better" tudo muda, talvez a música que mais gosto deste álbum, o piano arrota tons sofucantes de prazer acompanhado com um ambiente que é logo invadido com a batida mais eloquente...o resto é mesmo para ouvir.

Senti-me um puto de 15 anos. 

Fui buscar o meu cd de "Janet" e ouvi em loop e passados tantos anos, 1993 parece tão perto de mim e eu vivi tão pouco. Foda-se esta vida tão pobre, mas tão rica. E Miss Janet faz parte dela. 



segunda-feira, outubro 05, 2015

Porque Há Músicas Que Me "Esventram" Vs Os Meus "Mundos" Vs Foals


São raras as vezes que uma música me "esventra" de dentro para fora e que surge nos momentos certos. "Mountain At My Gates" dos Foals é o caso.


Por vezes é a letra que me toca ao de leve, como se uma pessoa fosse, que chega ao complexo que é o meu coração, arranja um quarto como se ele fosse um hostel para uma noite. Depois vai-se embora, e deixa-me sozinho, com uma série de outros quartos por serem ocupados. Nesses momentos sinto-me negro, e por mais que pense, este meu mundo deveria de ser de luz e não de escuridão.



Por vezes é a melodia, um pequeno, humilde e singular chilrear de uma avezinha que tem asas e não voa, que teima em não o fazer. 
Paira neste mundo à espera duma aberta, num dia de chuva encoberto de retalhos gasosos. Momentos desses temos que os procurar e sem elas (as asas) não se vai a lado nenhum. 


Por vezes a música é uma espécie de gatilho, que dispara uma bala, e esta acertou-me em cheio, e é quando espero pelo anoitecer, que arrumo as ideias, desligo os neurónios e espero que este meu mundo se acalme, apesar da ferida aberta gritar por socorro, por um mimo com o toque que preciso ...um oceano calmo e tranquilo, de águas límpidas e cristalinas...


 Preciso de amor;
Preciso que as minhas escolhas sejam as mais acertadas;
Preciso que este destino não seja mais um dos caminhos distorcidos;
Preciso de ar, preciso de respirar, sem medo do que está para vir, preciso amar..e não consigo, acho que não nasci para isso;

(Preciso do que esta música me dá a partir dos 2:56...vejam o video e ouçam a música, é brutal, e não é por acaso que partilho estas imagens de "mundos" neste post, nunca pensei que um videoclip me fizesse publicar quase todas!...ficaram de fora 4)

Yeah, gimme my way
Gimme my love
Gimme my choice
You keep me coming around
Gimme my fate
Gimme my lungs
Gimme my voice
You keep me coming around
Gimme my lungs
Gimme my, gimme my, gimme my, gimme my
Gimme my, gimme my, gimme my, gimme my, gimme my way
Gimme my fate
Gimme my lungs
Gimme my choice
You keep me coming round


domingo, outubro 04, 2015

Insulto no Facebook Vs Descabimento Virtual


Estava eu a ver o degradante e apetitoso reality show "A Quinta" quando li um comentário à minha foto de perfil no facebook de alguém que supostamente estava na minha lista de "amigos". Para além de me ter chamado de taliban, escreveu barbaridades que nem a Nossa Senhora de Fátima seria capaz de as apagar, tive que ser eu a eliminar o comentário...

...se bem me recordo fui eu que recebi o convite da senhora em causa, e por regra só aceito pedidos de amizade de alguém que conheço ou que poderão fazer parte do meu passado, mas devo de o ter aceite (não me recordo) e com tanto veneno e estupidez, mostrei aos meus pais o comentário, gritei aos sete ventos a irritação de ter recebido pela primeira vez um comentário parvo, ignóbil de alguém que diz uma coisa que não é verdade.


Aceitei o pedido por aceitar e tive o troco, mais caro que uma mala Louis Vuitton, a resposta foi dada e depois a denunciei como se fosse uma serial killer virtual. Tive pena dela, pois vi a sua foto...eu taliban e ela uma carmelita dum convento prestes a ficar sem padre...uiiii....vou é fechar a barragem destas água impróprias para consumo... 

Não entendi o comentário, mas uma resposta foi dada, delicadamente respondi à minha maneira, se por um lado disse que a boa educação deveria fazer parte do ser humano, e que fui eu a receber o pedido de amizade, por outro lado disse-lhe que deveria de comprar uns óculos para ler, ou aumentar a graduação que poderia já ter, pois ver a minha foto e me chamar de taliban só poderia demonstrar que estava cega. 

Se alguém já sofreu na pele impropérios virtuais sabe do que falo, mas quem é que já foi chamado de taliban?! Quem? Não ouço ninguém e não leio nada...

A vida não é mais que um jogo parvo, por vezes de palavras ditas, outras escritas. Santa paciência e eu já não a tenho.

sábado, outubro 03, 2015

3ª Vs Requinte De Malvadez Vs Drama Queen Mood


Hoje fui apetrechado de ideias para o estúdio das tatuagens, era a 3ª, sem saber bem qual seria a escolhida. Levei as pernas e parte da coxa direita depiladas, não fosse o diabo tecê-las por não saber qual que iria fazer e acabasse por ir para casa sem direito a uma sessão de relaxamento, ou melhor, uma massagem na pele com uma banda sonora que nem as baleias mais moribundas iriam resistir...zzzzz o som da maquineta a cravar na pele faz maravilhas (e soube que elas "cantam"), é como se a dor para mim fosse um requinte de malvadez que sabe tão bem. E quero mais! Fechei os olhos 2 duas vezes, só não adormeci pois seria uma falta de respeito.

O problema foi ter feito a tatuagem para a qual não ia preparado, não levei calções e acabei deitado na "maca", com a perna direita despida e os boxers à mostra. Qual o problema? Na verdade não foi nenhum, mas as pessoas que por lá apareceram na sala eu não as conhecia, e no final acabei por ter a companhia da namorada do tatuador. AWKARD!!!!

O resultado final foi excelente, e mais uma vez senti que não sei quem eu sou na verdade, pois se a nossa imagem fala por nós, o que será que a minha diz? 

Se o que escrevo faz transparecer alguém que na verdade está a mil anos luz de o ser, o que fisicamente mostro aos outros é outra faceta. Erradamente tiram ilações erradas; eu não tenho estilo, sou neutro, a minha neutralidade abafa todo o tipo de ideias (pouco iluminadas) que possam ter em relação à minha pessoa. 

Em vez de pegar na caneta da vida e escrever a minha história, acabo por deixar que os outros peguem nela e escrevam-na por mim.


Há dias que sinto que não passo de uma torneira, e cada pingo que caia é mais doloroso que o anterior. 

O caminho da predição está prestes a surgir e por lá morrerei soterrado nas ruínas do que julgo ser o caminho certo. Não há bilhete que me leve de regresso ao passado. Essas ruínas serão o meu fim.

Dead and gone...talvez seja mesmo isso, e porque o Outono chegou, não foi só ele que apareceu, as noticias quando chegam, nem sempre são boas. Veremos, espero que sejam apenas mais um virar de página...falta é saber de que livro, de que vida e ainda dizem que tudo de transforma, será mesmo? 


...faltam não sei quantos dias, e porque hoje não estou para fazer contas, quem quiser desvendar o mistério dos dias, que o faça, estou farto, cansado, esgotado e sem paciência e acho que hoje foi e está a ser um dia excelente para incorporar ThE bItCh Of ThE DrAmA QuEeN mOoD...FuCk It!

Vou é ouvir a música ideal para este meu estado de espírito (Lana Del Rey), que não assombra ninguém mas que deixa marcas...que é deprimente (para alguns) mas que não implica o cortar de pulsos ou uma corda à volta do pescoço.


quarta-feira, setembro 30, 2015

Porto Vs Galerias de Paris & Munchie – The Burger Kitchen Vs Os Pequenos Pormenores - Os Bloggers


Teria muito para escrever sobre a minha ida ao Porto e ao jantar de bloggers no passado fim-de-semana, sobre a forma como vi a névoa cinzenta abocanhar todos os locais, o frio que deslizou sobre a minha pele como se seda fosse transformada em vapor, e a magnitude que senti quando comecei a ver com outros olhos uma cidade que já conhecia, mas não da forma como a me fizeram ver.  Mais de 24 horas cheias de bons momentos…E se tenho que agradecer a alguém é ao Goody e ao V., foram 5 estrelas, daquelas que brilham, mesmo que no Porto o céu esteja com uma birra e não deixe o sol aparecer.

Muito já foi escrito sobre o jantar por outros bloggers, vou tentar não me repetir nas palavras, mas posso dizer que todos nós somos diferentes uns dos outros, com pequenos pormenores, ora as sardas de um ou os olhos de outro. Querem detalhes? Tivessem ido, teriam rido com algumas conversas, e desfrutado de um jantar bem delicioso nas Galerias de Paris!

Se para alguns poderá ser um local cheio de tralha exposta em vitrinas, para mim foi como estar num espaço cheio de preciosidades, desde o candeeiro feito de instrumentos de sopro, até ao carro branco “colado” a uma parede. O ambiente se foi estranho deixou de o ser, e até uma simples ida à casa de banho foi diferente, percorria-se umas escadas em madeira dando a todo o espaço um cheiro a nostalgia, pois é isso que sinto agora em relação a essa noite. Ficou a faltar alguém atrás do piano que lá estava, solitário, no seu canto, com teclas a serem tocadas, e eu queria tanto, mas tanto ouvir o seu som…




E porque a noite era para ser mais que um simples jantar, fomos beber um gin (fomos como quem diz…alguns não quiserem beber), e nunca tinha visto prepararem um da forma como o fizeram, mas eu sei que nada sei, daí que quase tudo para mim é uma espécie de maravilha sem o ser para os outros. Bebi um gin tónico e para o partilhar, tive uma conversa que adorei com um dos bloggers, ou melhor com a única blogger que lá estava – Só Eu e Os Outros. Se pudesse multiplicaria a conversa por infinitos outros momentos pois se há um que não irei esquecer foi quando o nosso olhar se cruzou numa rua do Porto; eu e os restantes bloggers a caminhar e ela parada a olhar, e mal a vi, soube quem era. Fui logo ter com ela como se ambos fossemos um íman. Não sei se estava a sorrir, mas sei que por dentro a vergonha estava enrolada como um caracol dentro da sua casca. 

 

A noite acabou com alguns passos de dança, contrariei a minha teimosia mais teimosa que um burro vendado e juntei-me ao Goody, e à Só Eu E Os Outros , mais tarde o V. juntou-se a nós. O espaço começava a ficar apertado e não foi de admirar que eu acabasse a dançar contra a porta, e que bela maçaneta que ela tinha.

O único senão neste jantar foi não ter conseguido falar com todos na mesma “dose” como se as palavras que tivesse para lhes dizer fossem uma ementa, e senti que me fiquei pela entrada com alguns. 

No Domingo a visita continuou, eramos 5 e o almoço foi delicioso, e quando acabei pensei “ufffa estava mesmo com fome” mas era mais a gula do que outra coisa. Almoçamos no Munchie – The Burger Kitchen, um espaço muito acolhedor, com deliciosos hambúrgueres, e porque eu há pouco falei da gula, na verdade, a minha escolha recaiu na “Ganância”. Yum yum quero mais!!!!


E porque este post merece ser finalizado com alguns dos pequenos pormenores deste fim-de-semana (a ordem não quer dizer nada...):

Goody:
  Majestoso no seu porte de Anfitrião e ficou-lhe a matar!  

V:
O seu riso é contagiante! E se a simpatia pudesse ser representada por alguém, a minha escolha seria ele, não que os outros também não o fossem;

Francisco:
Conseguiu se controlar, e pouco ou nada se falou dos refugiados! Mas é um fala-barato, divertido e com um carisma muito peculiar;

Só Eu E Os Outros:
Nos seus olhos notei uma particularidade que me foi confirmada. Um mimo de mulher, adorei-a !

Um (Im)Perfeito (Des)Conhecido:
Um rapaz muito intrigante no inicio, mas quando se solta, é difícil de não lhe acharmos piada e as sardas ficam-lhe muito bem!

Horatius:
Cheio de vida, cómico mesmo sem o querer ser. Um cromo para uma única caderneta.

Mikel Shiraha:
A atenção com que nos ouvia disse-me alguma coisa, pois também sou assim. E fiquei sem perceber muito bem que cartas foram aquelas na mesa ao jantar…também quero uma, fica aqui o recado!

No Limite do Oceano:
Enquanto passeávamos no sábado cruzamo-nos por um casal com um Chow Chow , deixei-me ficar para trás, pois mal reparei no bichinho lembrei-me do meu Shape, e as lágrimas automaticamente me vieram parar os olhos. Ninguém notou e ainda bem. E porque acredito no destino, passadas umas horas cruzei-me com o mesmo casal. Será um sinal que está na altura para os meus pais lerem o post ao qual dediquei ao Shape?!

A Rapariga de cabelo cor de laranja bem Hot Hot Hot na discoteca (que não é blogger, não a conheço e estava à porta para receber o pessoal):
Cheguei a comentar que a tinha achado muito gira e fui apanhado a olhar por ela. Ai ai ai se ouvisse a voz dela, ai ai ai se ela tivesse sotaque do norte! E com isso acho que já tenho os ingredientes para uma história: O Rapaz da Toalha Verde, O Rapaz que Deixou Um Bilhete Num Pára-brisas de um Estranho e a Rapariga de cabelo cor de laranja bem Hot Hot Hot

(As fotos que aqui deixo não foram tiradas por mim, a net foi a fonte!)

E faltam 40 dias!

 Como banda sonora para este post temos... (sorry Goody mas vou-te roubar a música, até porque foste tu que ao dançarmos perguntaste se já tinha visto o filme "Les Amours Imaginaires", e eu adoro a cena em que esta música aparece, mas nunca pensei que um dia iria poder a dançar, numa noite bem especial)