No passado sábado lá fui eu para uma nova experiência, como se fosse um navegador à procura de novas descobertas, e além de sentir na pele o frio de uma sala de cinema, e de ter sido vitima de um fotografo que tira fotos sem pedir autorização, estive pela primeira vez no Queer Lisboa, um festival Nacional onde são exibidos filmes/documentários com a temática LGBT (whatever).
A escolha recaiu no documentário "Misfits", que retrata a vida e experiência de jovens que sofreram na pele terem a opção que não é digna de uma sociedade que deveria de acolher e abraçar a diferença, mas não o faz.
Não querendo colar rótulos nas "personagens" mas é o que esta vida mais pede, simplificando temos:
Se quiserem saber mais vejam "Misfits"...gostei muito, não apenas pelas imagens, mas porque sempre gostei do "deslocamento" do IN e gosto do OUT e é mesmo isso que é retratado no documentário, que se fodam as vidas fantásticas, cheias de tudo e mais alguma coisa, que mostram a luz enquanto uma minoria viva na escuridão, até porque são as que menos têm e que mostram as que mais me tocam e foi mesmo isso que o Queer Lisboa de 2015 me disse com uma voz bem baixa.
O tempo que por lá passei foi bom, a companhia foi excelente, conheci um blogger que nunca tinha tido oportunidade de o conhecer pessoalmente e 2 pessoas que me acompanharam na visualização do documentário. Quando saí do Teatro São Jorge sentia-me bem, envolvido num ambiente de pessoas diferentes, estranhas e que me disseram alguma coisa sem terem dito nada pela boca fora. E essa é a diferença saudável que notei e senti.
Se pudesse agarraria a mão de alguém dentro de mim e mesmo olhando e não vendo nada, que ao menos soubesse que a verdade estaria lá, num olhar, numa palavra ou apenas na escuridão que circunda tudo o que vive e ganha raízes no que se forma e se disforma à nossa volta.
Todos diferentes, e todos iguais, mas sempre pensei que se uns são mais iguais que outros, agora sinto que uns se julgam mais diferentes que outros, e mais especiais sem o serem como os cavalos de corrida, bem que correm, mas a meta é sempre a mesma. Os que não chegam lá e os que a cortam, ao olharem para trás vêem o mesmo, a meta cortada...(e faltam menos de 45 dias...)
























