domingo, agosto 30, 2015

Até Breve (espero eu)


De
Tanto 
As 
Procurar
Sinto 
Cada 
Vez 
Mais
As
Palavras
A
Secarem...

Até Breve...

(mas estarei por aqui de uma outra forma)

sábado, agosto 29, 2015

20 Euros & D'Artagnan Vs Meu Fantasma Onde Te Foste Meter?

Ontem o blogger Horatius desafiou-me para tomarmos um copo, e apesar de ter tido um dia esgotante e a vontade era mesmo de ter ficado em casa, resolvi combater o meu estado de espírito habitual, que é fechar-me na concha em que vivo e deixar o tempo passar. 

E voilá mais um happy day na minha vida

Mas fui, e foi muito bom, acabei por convidar um amigo para ir lá ter connosco. O que é que a noite teve além de boa disposição? Além de ter feito figura de parvo a pedir um gin ao "D'Artagnan" (o bigode dele estava um pouco mal cuidado...mas simpático como sempre!) a noite deu-me 20 euros, nem mais, encontrei uma bela de uma nota perdida no asfalto da noite. E já a coloquei de parte no "pote" do dinheiro para as tatuagens.


Sempre que vou ao local dos nossos convívios, perco um pouco de tempo a observar as pessoas. Gosto de ver com olhos de ver, talvez um defeito meu, mas se Deus criou o Homem e lhe deu olhos, foi por alguma razão! Desde o grupo de rapazes com ar de que uma ganza lhes faria bem à rapariga de cabelo vermelho e vestidinho curto azul bebé, se tivesse sido corajoso teria ido até ao castelo de Leiria e viver uma verdadeira noite gótica. Era a noite de castelo ser transformado num cenário gótico para o pessoal que gosta desse estilo e forma de vida. Escusado dizer que cheguei a ver algumas pessoas vestidas a rigor...


Hoje apesar de ter ido à praia e os problemas continuarem num barco a remos que nunca chega ao seu destino, começo a questionar-me porque razão acabo por me deixar levar por sentimentos um tanto estranhos, ou seja, se não vivo a vida, perco, se a vivo, pressinto que vou ficar a perder de qualquer maneira. Poderia ter colocado a barba de molho, mas essa em parte já foi à vida.

Tenho perfeita noção que não há um caminho certo que deva de ser percorrido. 

Evito os atalhos, e as encruzilhadas. Quero me sentir bem no caminho no qual ando. Não importa se o faço descalço, de sapatilhas, sapatos ou botas, e muito menos se há areia que se cola à sola dos pés ou pequenas pedrinhas que se armam em intrometidas e acabam entre os dedos dos pés. Na verdade não me quero sentir preso a elásticos, ou voltar a sentir que não sou mais que uma marioneta, pois quando menos esperar alguém cortará os fios e lá vou eu desta para melhor. Talvez encafuado numa caixa a ganhar pó. E um dia, de lá nunca mais sairei.

Queria ter escrito um post mais positivo, mas o que sinto é fazer a seguinte pergunta: Meu fantasma onde te foste meter? 


My Ghost
Where'd you go?
What happened to the soul you used to be?



domingo, agosto 23, 2015

Um Video Super Sexy Vs Harmonia Total

Andava eu à procura de "ajuda" pois amanhã regresso ao trabalho, e não querendo parecer um desleixado, queria saber uma forma simples de cortar a barba, mas sem perder o que ao longo das semanas tenho vindo a "criar".

Eu sei que o que não falta são vídeos sexys, e sem querer vi um (que à partida não será sexy para mais ninguém!), gostei tanto que resolvi partilhar aqui...até pode dar ideias a mais alguém, mas não creio, por aqui com "pancada" por barbas apenas existo eu!


E hoje foi dia de estar com a..., sentir a..., viver a..,e acabo no final do dia farto dela: da neura fim de férias. Custa tanto...é como estar a desperdiçar um dia pois não consigo deixar de pensar que a rotina vai voltar a colar-se às horas, e eu feito robot irei depender dos horários. Do dia até à noite, uma epopeia laboral!


Preciso de uma espécie de harmonia total, doce, que me faça resgatar todo o tipo de bons sentimentos que vivi nas férias. Os dias serão curtos, em que o stress será um acompanhante, que não sendo de luxo, irá me fazer gastar rios de paciência. E porque não sabemos o dia de amanhã, quero que ele se apresente o mais depressa possível, e quando der por isso, está na altura de jantar, pois com o passar das horas, tudo voltará ao mesmo de sempre.


sábado, agosto 22, 2015

Vamos Falar de Sexo ?! Vs Ohhh Fuck it


O título pode enganar, ou pode nem ser bem o caso. 


Falar de sexo é como falar de algo intimo para alguns, para outros, é o prato do dia, com direito a uma entrada, a um prato principal e a uma sobremesa, se bem que o que aparece no final é o culminar da fome que se tem, e quando há espaço para ela (a sobremesa) é porque a vontade é grande, acabando por pedir mais, deixando-nos extasiados pelo prazer, famintos por mais, perdidos num mar que desconhecemos.

Se neste Oceano nunca falei dele (do sexo) é por uma boa razão. Sempre o vi como algo que transcende a alma, que fere a moral, que desfaz a inibição e que desgasta as defesas que os anos fazem uma pessoa ter. Estou cheio de defesas, um samurai sem lâmina, um sniper sem mira.

Vamos falar de sexo? Por mim tudo bem, sei o que tenho entre as pernas. Reconheço a voz com que ele me fala, que por vezes chora, e mesmo assim, há dias em que finjo nada ouvir e nada sentir. 

Quando a voz perde o som, e o batimento do meu coração transcende a razão, corroí o prazer que possa ter sentido, é como se fosse um simples almofariz e acabo por sentir tudo a ser esmigalhado, triturado, até acabar por ser pó e nada mais que isso.

Ohhh Fuck it...é por essas e por outras que já me imaginei a morrer afogado em águas que desconheço, a alcançarem o meu limite..um jogo duro, um espirro no silêncio, uma vertigem sem sair de onde estou. Mesmo assim o meu limite é esticado, o espirro é ouvido, e a vertigem mais que vizualizada. Deixo-me cair.

Fodo-me e deixo-me ser fodido.

(Peço desculpa pelo palavreado....mas se cada macaco no seu galho, que cada palavra esteja no lugar certo!)

(Adoro esta música)

sexta-feira, agosto 21, 2015

Para As Divas Que vão Para o Ginásio Vs Free Your Mind


A imagem é para as divas que vão para o ginásio...

...a música é para quem precisar de libertar a mente seja do que for. Eu de mim sei do que falo, e cada um sabe de si...

(as fantásticas En Vogue...saudades!)

quinta-feira, agosto 20, 2015

24 Horas na Companhia de... Vs Um Oceano No Olimpo à Porta da Casa Da...


Nesta terça-feira que passou vivi 24 horas alucinantes e bem preenchidas na companhia de 1 blogger, ao vivo e a cores. (aviso já o post é longo...)

Fui até Lisboa, com a minha "cromice" atrelada ao meu corpo e pensamento. Sabia que das duas uma, ou fingia ser um Oceano que nada tinha a ver com o que ao longo dos anos tenho vindo a partilhar por aqui, ou baixava a barragem e deixaria as águas circularem por tudo o que eu sou. Fiz isso, nos gestos, nas palavras, nas confidências, nas inseguranças, nas dúvidas e nas parvoíces. Fui uma cascata de pedaços meus.

24 horas na companhia de Um Deus Caído Do Olimpo resultou numa série de coisas. Não me chega uma mão para dizer na sua plenitude o que foi passar aquelas horas em Lisboa, a troca de palavras, o conhecimento de um e a ignorância do outro (minha pois claro!!!). Andar de metro, sentir que sou mesmo um peixe fora de água mesmo que sinta dentro de mim aquela vontade de estar onde todos são diferentes, em que todos se misturam e ninguém liga para quem está ao seu lado. E eu vi, observei, vivi um dia barrado de sol, e eu mais tostado que uma fatia de pão de forma. 

O que posso dizer...Lisboa, um palco de luz, de cor, de pessoas com as mais variadas "tintas" e entre conversas, deixei-me levar, fui a alguns sítios...ao jardim da Gulbenkian por exemplo, que não sabia que existia (shame on me!!! Querem o quê?! Aviso já quem atirar uma pedra, leva logo com ela na tola!). Um jardim banhado de verde, com sombras de frescura e trilhos guarnecidos de paz...Um pedaço de paraíso perdido na selva urbana que é a capital deste país.


Vi Lisboa como nunca a tinha visto. Se em criança já lá tinha ido algumas vezes, e tendo já a visitado algumas vezes com outra idade, desta vez tudo foi diferente. Foi como se a menina e moça tivesse crescido, e afinal fosse um homem de barba e bigode, com algumas tatuagens perdidas num corpo bem longo. Não fiquei com água na boca, mas o calor estava bem "aquecido" e as pessoas, uiiii estavam no ponto B, de boas!

Se passei pelo Rossio e vi algumas pessoas estátuas, e fui a uma exposição (grátis!!!! com direito a ar fresco!) havia tanto para partilhar...e se dizem que a Avenida da Liberdade tem esse nome por alguma razão, fiquei a pensar, se o homem que tentou vender-nos haxixe/marihuana à frente de todos foi porque a liberdade é bem grande ou então devo de ter cara de drogado...next!


E doces...doces...doces...a escolha recaiu nos com sabor a maracujá! Um mimo de loja! Recomendo e eu nem sou assim tão guloso, são deliciosos!


Quando a fome despertou acabamos por ir parar até Alfama, um dos bairros típicos de Lisboa. Se já lá tinha ido não me recordo. Com olhos de ver, pude admirar as ruas apertadas, o chão feito de pedra, as sombras reconfortantes e refrescantes, as casas de Fados, os turistas que são uma espécie do prato do dia e...WTF nem pensar...


Ainda pensei na brincadeira, cortar a barba...adiante...

Almoçamos em Alfama, e apesar de outros locais ficarem de fora, as 24 horas passaram num abrir e fechar de olhos. Se por um lado deixou-me de rastos pelo cansaço, por outro, fez-me ver outra realidade...


Entre conversas dei-me conta que sem querer também eu tornei-me numa personagem, se o Oceano que dá a cara, é exibicionista; o Oceano que nunca namorou, portanto deve de ser ou virgem, ou uma putinha ao virar da esquina; o Oceano que fala de relações e nunca viveu uma, o hipócrita; o Oceano que se queixa da vida, então é um manico-depressivo; o Oceano que..., isto tudo para dizer que a mente de todos nós é um poço, uns têm água e balde para a retirar de lá, outros, apenas água sem balde, ficando a água estagnada cheia de bichos e não posso deixar de referir os poços sem água e sem balde...pensem o que quiserem, let's roll the dice...até porque toda a água dum poço deve de ser filtrada.

Quando deixo de lado o que escrevo, as metáforas que tanto me vestem e eu que tanto quero me despir delas, tive oportunidade de o fazer na companhia do Francisco. Mostrei-lhe algumas das cores com que me pinto, as que não partilho aqui, as que justificam certas palavras, que traduzem alguns comentários e acima de tudo desafiei-me a dar mais de mim, não como forma de justificação ao que aqui eu sou, mas porque teimo dizer que não sou uma personagem de um blogue, que vomita palavras, arrota pensamentos e caga postas de pescada. E isso quando acontece, quando damos a oportunidade de nos conhecerem é um motivo para sorrirmos. Afinal de contas, quem se esconde atrás de um blogue é porque tem medo, e eu tenho medo do quê? De algumas coisas...E cada blogue é um Oceano, com as águas que cada um pode, quer e faz tudo por tudo para as manter agitadas. Um dia não haverá água por aqui, e nos vossos o mesmo acontecerá.

Partilho esta foto, tirada sem querer, pois pareço um muçulmano a ler o corão... (tinha que partilhar esta - outro momento de exibicionismo!...já que vou arder no inferno, que seja por tentar ser engraçado!... e ficam a saber, renovei hoje o meu cartão de cidadão e a foto ficou bem ao estilo como se eu fosse um muçulmano, pois a barba continua a crescer e eu sem vontade de a fazer desaparecer.) 


Brincadeiras à parte, em Lisboa, senti que tinha tudo para conseguir misturar-me entre a multidão. Ninguém tem tempo para olhar seja para quem for, mas mesmo assim olham, é mais um olhar de "gula" e não um de apontar o dedo, em que a diferença deva de ser notada...e eu ando há muito tempo a viver como fizesse parte do cenário, e quem é que gosta disso? 


E a razão das 24 horas terem passado tão depressa facilmente é explicada, da minha parte foi porque quando começo a falar, mil e uma ideias me passam pela cabeça, chegando ao ponto de começar a falar de um tema para ter logo outro à espreita. Talvez por isso seja um fala barato, mas na realidade não sou bem assim, um pouco timido! E falando do blogger Francisco...não me atrevo, mais depressa sou enviado num envelope selado até um país muçulmano, do que dizer que ele é...e teima em ser como um...e que é bastante...e que por vezes...e que tem...mas posso dizer foi uma excelente companhia e um óptimo guia turístico, e que teve paciência para as minhas "cromices"...

Já quase as 24 horas estavam a acabar, estava eu com o Francisco quando aguardávamos que a blogger Margarida aparecesse quando pensei "será que quando a vir a vou reconhecer" não foi preciso muito, quando a vi, soube logo que era ela, toda sorridente, e após uma troca de palavras foi impossível não sentir o mesmo que senti quando comecei a ler o seu blogue "aqui está uma mulher com uma grande personalidade". Pensava eu que a timidez iria fazer mossa no meu palavreado mas não, se as 24 horas na companhia do Francisco foram das melhores, os 5 minutos com a Margarida encerraram da melhor forma o meu dia em Lisboa. 

Uma coisa que não sabem é que não gosto de despedidas. Apesar de ainda imaginar ouvir o barulho do arrastar das cadeiras quando estava para ir embora, e de me despedir com toda a pompa de circunstância do Francisco e da Margarida, a frase " Um Oceano No Olimpo à Porta da casa da..." agora diz-me alguma coisa, é porque apesar deste meu Oceano ser uma metáfora, sinto-me bem por ter tido a coragem de mostrar com quantos litros de água um limite no oceano é formado. E custou-me muito dizer que eu sou..., que eu gosto de...e que não tenho...que nunca...que já pensei que...e isso foi mostrar que "eu" aqui sou feito de tanta coisa e sempre que alguém me abra a porta da sua "casa" eu abrirei o meu coração. Fui igual a mim próprio, e raramente o faço seja com quem for.

Obrigado a ti Francisco por me aturares durante 24 horas e Margarida, espero que dos 5 minutos tenhamos oportunidade de os triplicar por uns quantos mais!

Porque por aqui na blogoesfera fala-se tanto, de tanta coisa e se também eu sou uma personagem, e porque a vida não é um conto de fadas, bora lá fazer disto a continua metáfora para que o mais ignorante possa entender e o mais inteligente ignorar. E eu entendo tanta coisa e sempre que posso ignoro tantas outras. 

E agora vem a musiquinha...que encaixa aqui perfeitamente!


quarta-feira, agosto 19, 2015

Liberdade Vs Fuck The Others Vs A Sereia

Na semana passada resolvi ir até à praia, logo pela manhãzinha e nem as pessoas tinham os olhos bem abertos. Levei o meu filho canino, o Prozac, e música para intercalar com a das ondas.

Um par de pescadores deambulava pelo areal, com as canas a postos, anzóis mergulhados na água salgada com a atitude de eu quero, eu posso, e eu mando..."que venha de lá o peixinho!" é o que deviam de estar a pensar!

O tempo estava como eu precisava, a brisa fresca da manhã acompanhada pelo aroma dum mar semi adormecido e um bando de gaivotas prestes a abrirem as asas e a rumarem até outro local. 

Fiz algo que nunca tinha feito, larguei o Prozac na areia, e corri feito um louco, perdido de amor sem ter ninguém a quem amar, um louco pelo melhor da vida tendo apenas saboreado o aperitivo que ela até hoje me deu.


Quando fiquei sem fôlego, e após ver que o Prozac vinha a correr atrás de mim (tadinho, não estão mesmo a ver a cena...fiquei de coração apertado, custa-lhe muito andar na areia, estava sempre a ganir, a pedir colo), comecei a dançar, a rodopiar na areia, de braços abertos, a ver um céu, azul, picotado de pequenos flocos brancos e mesmo ao lado, o mar, revolto, como se fosse um lençol para me cobrir. 
Sabem o que senti? 

Liberdade!


Quem já o fez, saberá do que falo!

...a praia estava deserta, peguei no Prozac ao colo, e numa odisseia de verão, continuei a caminhada, mais de uma hora...e pensei "Fuck The Others" porque quando fazemos o que queremos há algo que cresce dentro de nós, cria frestas na nossa zona de conforto, e depois surge uma corrente de ar, que não nos constipa, mas que nos "abre" por todos os lados.


Quem me fez companhia a nível musical foi a Ryn Weaver e Florence + The Machine, mas no momento da fuga, da dança, do extravasamento, a música era "Stay Low" da Ryn Weaver, e por mais incrível que pareça, faz um ano em que resolvi começar tatuar o corpo e a voz da Ryn Weaver faz-me imaginar uma sereia a cantar, a gorgolejar, perdida no alto mar...a piada é que hoje fui até ao estúdio das tatuagens ver se o desenho da sereia que quero tatuar estava bem encaminhado. NÃO!!! Não estava...dia 6 de Outubro é o dia "T". E porquê uma sereia? Porque gosto delas, envolve um oceano, uma impossível história de amor e se chegar a velho, quando olhar para ela saberei o quanto aos 37 anos continuava perdido na vida, à beira de me afogar, à procura de uma história de amor que me fizesse ver a vida como uma âncora que me prendesse por cá e não me deixasse ainda mais perdido do que já estava.

Liberdade Vs Fuck The Other ...sim, sem dúvida, o problema é que apesar de ter a liberdade, eu preciso dos outros e não o queria.


sábado, agosto 15, 2015

Ai Se Eu Fosse um... Vs 100% Pure Love

Depois de ler no Facebook que a minha professora da pré-primária publicou no seu mural "No Limite Do Oceano, Quem Tu És?" entrei em pânico, não entendi e não entendo, um sinal de que devo afogar as águas que neste Oceano vivem, estagnar as que estão bem vivas e canalizar uns quantos litros para outra barragem? Não tenho cabeça para pensar em soluções, e muito menos em alternativas. 

Mas tenho vontade de pegar em algumas palavras e fazer delas minhas submissas, dar-lhes com o chicote e fazê-las suspirar de prazer...aqui vamos nós...

Se eu fosse um gelado gostaria de ser lambido de cima a baixo, até fazer derreter o que é passível de, e na parte crocante, sentir tudo a ser esmigalhado com dentadas de gula...


Se eu fosse um capuz gostaria de viver nos pensamentos de alguém, fazer deles o meu abrigo, sentir-me aconchegado, abraçado e mimado. Se pudesse minaria o campo sensorial com a minha presença e com ou sem artilharia pesada, faria do meu campo, o campo de alguém...


Se eu fosse um par de óculos queria estar sempre à frente deles, ofuscar o campo de visão, e escangalhar todo o tipo de paisagem, e com as mãos mexer e remexer no que não estaria simétrico (o bigode, pois claro!). E para mais, se eu fosse um par de óculos pendurado bem perto do coração, seria um sinal que meio caminho estaria já desbravado. A conquista estaria prestes a ser orgásmica!


Hoje sinto que tenho 100% Pure Love...desculpas para isto:


quarta-feira, agosto 12, 2015

Conto de Fadas - A Sunga?! Vs Queques Vs A Voz

Para o meu dia de anos não tinha grande planos, apenas mais um dia, mesmo assim tinha 2 coisas em mente, praia pela manhã com o meu sobrinho, e à tarde, mais praia. Apesar de me ter custado acordar o meu príncipe das marés e de o ter feito chorar, ele lá se convenceu que era por uma boa razão. Na praia acabei por levar com um pau no olho esquerdo. "desculpa tio" disse-me ele, e só não vi estrelas porque era de dia e o céu estava coberto com um manto cinza, mas o calor espreitou por entre as frestas da neblina matinal. 


Soube bem!

Quando estávamos para ir embora encontrei uma sunga abandonada no areal. 


Curioso como sou, peguei nela, e levei-a comigo. Em casa experimentei-a (ohh shame on me!). Se serve?! Só se andar com as nádegas de fora, nem sei como conseguem usar uma peça tão pequena. Se não tenho rabo, o que seria se tivesse! Acho que o destino me pregou uma partida. Gosto de contos de fadas, e apesar de não ser nenhum sapato de cristal da Cinderela, mas uma sunga, se fosse descarado, andaria nos próximos dias pela praia a tentar descobrir a quem pertenceria. Filmes! Adiante mas é...

E por falar neles (nos filmes), um amigo está incumbido de descobrir quem é o rapaz da toalha verde. Se o mundo é pequeno, e todos se conhecem, e eu não conheço meio mundo, quem sabe se ainda me vou rir no final deste filme. E porque fazia anos tive uma surpresa, ele levou queques de maça para a praia. Estavam bons, diferentes e saudáveis! 3 tipos de farinha (de linhaça, centeio e integral) sem uma pitada de açúcar.

Já à noite, tinha eu acabado de apagar as velas e o meu sobrinho perdido o medo, pois não gosta ouvir cantar os parabéns, recebo uma chamada. Se o inicio do dia, e falo da meia-noite e pouco do dia 10, recebo uma mensagem que me deixou um pouco derretido, ao final do dia recebo uma chamada de outra pessoa para o telemóvel. Não contava mesmo, e apesar de não o conhecer pessoalmente, é de alguém que tenho uma imagem bem definida, construída e alinhavada. Nem sei bem o que a minha voz transpareceu (surpresa?! Atrapalhação?!) e a voz do outro lado agora é uma espécie de roupa com a qual já vesti a imagem que já tinha. Confirmo o que já pensava, uma carismática voz e muito, mas mesmo muito simpática, e doce! E questiono-me, como soará quando está virado do avesso como por vezes certos posts o dão a entender (sim é um blogger, talvez o conheçam, ou talvez não, para mim é mais que isso, um amigo) (sim tu! Deste-me uma prenda de anos que não contava. Voltei para ao pé do bolo de mão dada com o meu sobrinho que dizia "vem tio" e eu com um sorriso sem limites. Eu sempre digo que as melhores prendas são as imateriais, obrigado! Espero que um dia compreendas porque razão escrevo certas coisas e comento alguns posts da forma como o faço. Acho que conheces e entendes um pouco as raízes que me agarram a este Oceano. O resto fica para uma conversa futura!)



E para encerrar este post pós-aniversário, como ando sempre a ouvir música a que me fez companhia nas viagens de ida e vinda da praia no dia dos meus anos foi a da Ryn Weaver, e sendo já a 2ª vez que partilho "OctaHate" desta vez é em versão remix (muito boa...para quem gosta do estilo) acho que entretanto irá surgir uma 3ª partilha. É para se ouvir bem alto. E hoje tenho 37 anos e 2 dias e um par de horas, muitos minutos e uma fila indiana de segundos. Atenção: a contagem do peso da idade termina aqui mas continua outra...


...Faltam 89 dias! Mais parece que o tempo tem fogo no cu e o virar de cada página do livro desta minha vida é feito ao sabor do vento.

segunda-feira, agosto 10, 2015

Rei Por 1 Dia Vs Parabéns Vs 37


Se pudesse gostaria no dia de hoje ser um Rei. Não teria preocupações, não viveria dramas e muito menos teria que me importar seja com o que for.


Se pudesse esconderia a vida entre as palmas das mãos, uma forma de não ver o que está mesmo à minha frente e que me faz duvidar de tanta coisa, e quando isso é parte integrante de quem nós somos, muitas das vezes questiono-me "quem eu sou?!". Apesar de saber a resposta, de ano para ano ela (a resposta) sofre mutações, como se o tempo fosse um moldador de pessoas e eu fosse nada mais que barro.

Hoje faço 37 anos. Há já muito tempo que dispenso celebrar o dia. Querem as razões?! Se este espaço se chama "No Limite do Oceano" é porque em certas coisas fecho-me em copas, tudo na vida há um limite e eu também tenho um.


Prendas...não ligo muito a elas, prefiro um sorriso a algo material. Se pudesse pedir uma prenda (e não estou a falar do rapaz que nestes 2 últimos dias povoou a minha humilde vida) queria sentir nos meus dedos, os dedos de alguém, já que andar de mãos dadas para mim é uma missão impossível, não gosto, não consigo. E se estou a dizer que queria essa prenda, é apenas porque agora sou capaz de dar o braço a torcer para momentos que poderão significar tanto...sentir o aconchego de uma mão na minha e saber que o toque de cada dedo me diria sem voz "tudo se resolve, tudo irá acabar bem". 

Hoje faço 37 anos. 

Estou de parabéns?! 

Não sinto isso, é apenas mais um ano de vida, que apesar de vivido, perdi tanto, e continuo a perder. 


No boy don't speak, now you just drive
Drive
Drive,
Take me Through
Make me feel alive,
Alive,
When I'm ride with you.

(o que não escrevi, o que não partilho e o que não digo está nas nas entrelinhas. Teria mais para escrever, e espero que alguém me diga um dia "deixa-te de coisas, dá-me a mão" para depois engatar a primeira e lá íamos nós, de partida para o desconhecido.)

E esta é a prenda para mim, uma luz ao fundo do túnel, para ver se acredito em finais felizes.

Queria um céu pintado de chuva.