sábado, agosto 22, 2015

Vamos Falar de Sexo ?! Vs Ohhh Fuck it


O título pode enganar, ou pode nem ser bem o caso. 


Falar de sexo é como falar de algo intimo para alguns, para outros, é o prato do dia, com direito a uma entrada, a um prato principal e a uma sobremesa, se bem que o que aparece no final é o culminar da fome que se tem, e quando há espaço para ela (a sobremesa) é porque a vontade é grande, acabando por pedir mais, deixando-nos extasiados pelo prazer, famintos por mais, perdidos num mar que desconhecemos.

Se neste Oceano nunca falei dele (do sexo) é por uma boa razão. Sempre o vi como algo que transcende a alma, que fere a moral, que desfaz a inibição e que desgasta as defesas que os anos fazem uma pessoa ter. Estou cheio de defesas, um samurai sem lâmina, um sniper sem mira.

Vamos falar de sexo? Por mim tudo bem, sei o que tenho entre as pernas. Reconheço a voz com que ele me fala, que por vezes chora, e mesmo assim, há dias em que finjo nada ouvir e nada sentir. 

Quando a voz perde o som, e o batimento do meu coração transcende a razão, corroí o prazer que possa ter sentido, é como se fosse um simples almofariz e acabo por sentir tudo a ser esmigalhado, triturado, até acabar por ser pó e nada mais que isso.

Ohhh Fuck it...é por essas e por outras que já me imaginei a morrer afogado em águas que desconheço, a alcançarem o meu limite..um jogo duro, um espirro no silêncio, uma vertigem sem sair de onde estou. Mesmo assim o meu limite é esticado, o espirro é ouvido, e a vertigem mais que vizualizada. Deixo-me cair.

Fodo-me e deixo-me ser fodido.

(Peço desculpa pelo palavreado....mas se cada macaco no seu galho, que cada palavra esteja no lugar certo!)

(Adoro esta música)

sexta-feira, agosto 21, 2015

Para As Divas Que vão Para o Ginásio Vs Free Your Mind


A imagem é para as divas que vão para o ginásio...

...a música é para quem precisar de libertar a mente seja do que for. Eu de mim sei do que falo, e cada um sabe de si...

(as fantásticas En Vogue...saudades!)

quinta-feira, agosto 20, 2015

24 Horas na Companhia de... Vs Um Oceano No Olimpo à Porta da Casa Da...


Nesta terça-feira que passou vivi 24 horas alucinantes e bem preenchidas na companhia de 1 blogger, ao vivo e a cores. (aviso já o post é longo...)

Fui até Lisboa, com a minha "cromice" atrelada ao meu corpo e pensamento. Sabia que das duas uma, ou fingia ser um Oceano que nada tinha a ver com o que ao longo dos anos tenho vindo a partilhar por aqui, ou baixava a barragem e deixaria as águas circularem por tudo o que eu sou. Fiz isso, nos gestos, nas palavras, nas confidências, nas inseguranças, nas dúvidas e nas parvoíces. Fui uma cascata de pedaços meus.

24 horas na companhia de Um Deus Caído Do Olimpo resultou numa série de coisas. Não me chega uma mão para dizer na sua plenitude o que foi passar aquelas horas em Lisboa, a troca de palavras, o conhecimento de um e a ignorância do outro (minha pois claro!!!). Andar de metro, sentir que sou mesmo um peixe fora de água mesmo que sinta dentro de mim aquela vontade de estar onde todos são diferentes, em que todos se misturam e ninguém liga para quem está ao seu lado. E eu vi, observei, vivi um dia barrado de sol, e eu mais tostado que uma fatia de pão de forma. 

O que posso dizer...Lisboa, um palco de luz, de cor, de pessoas com as mais variadas "tintas" e entre conversas, deixei-me levar, fui a alguns sítios...ao jardim da Gulbenkian por exemplo, que não sabia que existia (shame on me!!! Querem o quê?! Aviso já quem atirar uma pedra, leva logo com ela na tola!). Um jardim banhado de verde, com sombras de frescura e trilhos guarnecidos de paz...Um pedaço de paraíso perdido na selva urbana que é a capital deste país.


Vi Lisboa como nunca a tinha visto. Se em criança já lá tinha ido algumas vezes, e tendo já a visitado algumas vezes com outra idade, desta vez tudo foi diferente. Foi como se a menina e moça tivesse crescido, e afinal fosse um homem de barba e bigode, com algumas tatuagens perdidas num corpo bem longo. Não fiquei com água na boca, mas o calor estava bem "aquecido" e as pessoas, uiiii estavam no ponto B, de boas!

Se passei pelo Rossio e vi algumas pessoas estátuas, e fui a uma exposição (grátis!!!! com direito a ar fresco!) havia tanto para partilhar...e se dizem que a Avenida da Liberdade tem esse nome por alguma razão, fiquei a pensar, se o homem que tentou vender-nos haxixe/marihuana à frente de todos foi porque a liberdade é bem grande ou então devo de ter cara de drogado...next!


E doces...doces...doces...a escolha recaiu nos com sabor a maracujá! Um mimo de loja! Recomendo e eu nem sou assim tão guloso, são deliciosos!


Quando a fome despertou acabamos por ir parar até Alfama, um dos bairros típicos de Lisboa. Se já lá tinha ido não me recordo. Com olhos de ver, pude admirar as ruas apertadas, o chão feito de pedra, as sombras reconfortantes e refrescantes, as casas de Fados, os turistas que são uma espécie do prato do dia e...WTF nem pensar...


Ainda pensei na brincadeira, cortar a barba...adiante...

Almoçamos em Alfama, e apesar de outros locais ficarem de fora, as 24 horas passaram num abrir e fechar de olhos. Se por um lado deixou-me de rastos pelo cansaço, por outro, fez-me ver outra realidade...


Entre conversas dei-me conta que sem querer também eu tornei-me numa personagem, se o Oceano que dá a cara, é exibicionista; o Oceano que nunca namorou, portanto deve de ser ou virgem, ou uma putinha ao virar da esquina; o Oceano que fala de relações e nunca viveu uma, o hipócrita; o Oceano que se queixa da vida, então é um manico-depressivo; o Oceano que..., isto tudo para dizer que a mente de todos nós é um poço, uns têm água e balde para a retirar de lá, outros, apenas água sem balde, ficando a água estagnada cheia de bichos e não posso deixar de referir os poços sem água e sem balde...pensem o que quiserem, let's roll the dice...até porque toda a água dum poço deve de ser filtrada.

Quando deixo de lado o que escrevo, as metáforas que tanto me vestem e eu que tanto quero me despir delas, tive oportunidade de o fazer na companhia do Francisco. Mostrei-lhe algumas das cores com que me pinto, as que não partilho aqui, as que justificam certas palavras, que traduzem alguns comentários e acima de tudo desafiei-me a dar mais de mim, não como forma de justificação ao que aqui eu sou, mas porque teimo dizer que não sou uma personagem de um blogue, que vomita palavras, arrota pensamentos e caga postas de pescada. E isso quando acontece, quando damos a oportunidade de nos conhecerem é um motivo para sorrirmos. Afinal de contas, quem se esconde atrás de um blogue é porque tem medo, e eu tenho medo do quê? De algumas coisas...E cada blogue é um Oceano, com as águas que cada um pode, quer e faz tudo por tudo para as manter agitadas. Um dia não haverá água por aqui, e nos vossos o mesmo acontecerá.

Partilho esta foto, tirada sem querer, pois pareço um muçulmano a ler o corão... (tinha que partilhar esta - outro momento de exibicionismo!...já que vou arder no inferno, que seja por tentar ser engraçado!... e ficam a saber, renovei hoje o meu cartão de cidadão e a foto ficou bem ao estilo como se eu fosse um muçulmano, pois a barba continua a crescer e eu sem vontade de a fazer desaparecer.) 


Brincadeiras à parte, em Lisboa, senti que tinha tudo para conseguir misturar-me entre a multidão. Ninguém tem tempo para olhar seja para quem for, mas mesmo assim olham, é mais um olhar de "gula" e não um de apontar o dedo, em que a diferença deva de ser notada...e eu ando há muito tempo a viver como fizesse parte do cenário, e quem é que gosta disso? 


E a razão das 24 horas terem passado tão depressa facilmente é explicada, da minha parte foi porque quando começo a falar, mil e uma ideias me passam pela cabeça, chegando ao ponto de começar a falar de um tema para ter logo outro à espreita. Talvez por isso seja um fala barato, mas na realidade não sou bem assim, um pouco timido! E falando do blogger Francisco...não me atrevo, mais depressa sou enviado num envelope selado até um país muçulmano, do que dizer que ele é...e teima em ser como um...e que é bastante...e que por vezes...e que tem...mas posso dizer foi uma excelente companhia e um óptimo guia turístico, e que teve paciência para as minhas "cromices"...

Já quase as 24 horas estavam a acabar, estava eu com o Francisco quando aguardávamos que a blogger Margarida aparecesse quando pensei "será que quando a vir a vou reconhecer" não foi preciso muito, quando a vi, soube logo que era ela, toda sorridente, e após uma troca de palavras foi impossível não sentir o mesmo que senti quando comecei a ler o seu blogue "aqui está uma mulher com uma grande personalidade". Pensava eu que a timidez iria fazer mossa no meu palavreado mas não, se as 24 horas na companhia do Francisco foram das melhores, os 5 minutos com a Margarida encerraram da melhor forma o meu dia em Lisboa. 

Uma coisa que não sabem é que não gosto de despedidas. Apesar de ainda imaginar ouvir o barulho do arrastar das cadeiras quando estava para ir embora, e de me despedir com toda a pompa de circunstância do Francisco e da Margarida, a frase " Um Oceano No Olimpo à Porta da casa da..." agora diz-me alguma coisa, é porque apesar deste meu Oceano ser uma metáfora, sinto-me bem por ter tido a coragem de mostrar com quantos litros de água um limite no oceano é formado. E custou-me muito dizer que eu sou..., que eu gosto de...e que não tenho...que nunca...que já pensei que...e isso foi mostrar que "eu" aqui sou feito de tanta coisa e sempre que alguém me abra a porta da sua "casa" eu abrirei o meu coração. Fui igual a mim próprio, e raramente o faço seja com quem for.

Obrigado a ti Francisco por me aturares durante 24 horas e Margarida, espero que dos 5 minutos tenhamos oportunidade de os triplicar por uns quantos mais!

Porque por aqui na blogoesfera fala-se tanto, de tanta coisa e se também eu sou uma personagem, e porque a vida não é um conto de fadas, bora lá fazer disto a continua metáfora para que o mais ignorante possa entender e o mais inteligente ignorar. E eu entendo tanta coisa e sempre que posso ignoro tantas outras. 

E agora vem a musiquinha...que encaixa aqui perfeitamente!


quarta-feira, agosto 19, 2015

Liberdade Vs Fuck The Others Vs A Sereia

Na semana passada resolvi ir até à praia, logo pela manhãzinha e nem as pessoas tinham os olhos bem abertos. Levei o meu filho canino, o Prozac, e música para intercalar com a das ondas.

Um par de pescadores deambulava pelo areal, com as canas a postos, anzóis mergulhados na água salgada com a atitude de eu quero, eu posso, e eu mando..."que venha de lá o peixinho!" é o que deviam de estar a pensar!

O tempo estava como eu precisava, a brisa fresca da manhã acompanhada pelo aroma dum mar semi adormecido e um bando de gaivotas prestes a abrirem as asas e a rumarem até outro local. 

Fiz algo que nunca tinha feito, larguei o Prozac na areia, e corri feito um louco, perdido de amor sem ter ninguém a quem amar, um louco pelo melhor da vida tendo apenas saboreado o aperitivo que ela até hoje me deu.


Quando fiquei sem fôlego, e após ver que o Prozac vinha a correr atrás de mim (tadinho, não estão mesmo a ver a cena...fiquei de coração apertado, custa-lhe muito andar na areia, estava sempre a ganir, a pedir colo), comecei a dançar, a rodopiar na areia, de braços abertos, a ver um céu, azul, picotado de pequenos flocos brancos e mesmo ao lado, o mar, revolto, como se fosse um lençol para me cobrir. 
Sabem o que senti? 

Liberdade!


Quem já o fez, saberá do que falo!

...a praia estava deserta, peguei no Prozac ao colo, e numa odisseia de verão, continuei a caminhada, mais de uma hora...e pensei "Fuck The Others" porque quando fazemos o que queremos há algo que cresce dentro de nós, cria frestas na nossa zona de conforto, e depois surge uma corrente de ar, que não nos constipa, mas que nos "abre" por todos os lados.


Quem me fez companhia a nível musical foi a Ryn Weaver e Florence + The Machine, mas no momento da fuga, da dança, do extravasamento, a música era "Stay Low" da Ryn Weaver, e por mais incrível que pareça, faz um ano em que resolvi começar tatuar o corpo e a voz da Ryn Weaver faz-me imaginar uma sereia a cantar, a gorgolejar, perdida no alto mar...a piada é que hoje fui até ao estúdio das tatuagens ver se o desenho da sereia que quero tatuar estava bem encaminhado. NÃO!!! Não estava...dia 6 de Outubro é o dia "T". E porquê uma sereia? Porque gosto delas, envolve um oceano, uma impossível história de amor e se chegar a velho, quando olhar para ela saberei o quanto aos 37 anos continuava perdido na vida, à beira de me afogar, à procura de uma história de amor que me fizesse ver a vida como uma âncora que me prendesse por cá e não me deixasse ainda mais perdido do que já estava.

Liberdade Vs Fuck The Other ...sim, sem dúvida, o problema é que apesar de ter a liberdade, eu preciso dos outros e não o queria.


sábado, agosto 15, 2015

Ai Se Eu Fosse um... Vs 100% Pure Love

Depois de ler no Facebook que a minha professora da pré-primária publicou no seu mural "No Limite Do Oceano, Quem Tu És?" entrei em pânico, não entendi e não entendo, um sinal de que devo afogar as águas que neste Oceano vivem, estagnar as que estão bem vivas e canalizar uns quantos litros para outra barragem? Não tenho cabeça para pensar em soluções, e muito menos em alternativas. 

Mas tenho vontade de pegar em algumas palavras e fazer delas minhas submissas, dar-lhes com o chicote e fazê-las suspirar de prazer...aqui vamos nós...

Se eu fosse um gelado gostaria de ser lambido de cima a baixo, até fazer derreter o que é passível de, e na parte crocante, sentir tudo a ser esmigalhado com dentadas de gula...


Se eu fosse um capuz gostaria de viver nos pensamentos de alguém, fazer deles o meu abrigo, sentir-me aconchegado, abraçado e mimado. Se pudesse minaria o campo sensorial com a minha presença e com ou sem artilharia pesada, faria do meu campo, o campo de alguém...


Se eu fosse um par de óculos queria estar sempre à frente deles, ofuscar o campo de visão, e escangalhar todo o tipo de paisagem, e com as mãos mexer e remexer no que não estaria simétrico (o bigode, pois claro!). E para mais, se eu fosse um par de óculos pendurado bem perto do coração, seria um sinal que meio caminho estaria já desbravado. A conquista estaria prestes a ser orgásmica!


Hoje sinto que tenho 100% Pure Love...desculpas para isto:


quarta-feira, agosto 12, 2015

Conto de Fadas - A Sunga?! Vs Queques Vs A Voz

Para o meu dia de anos não tinha grande planos, apenas mais um dia, mesmo assim tinha 2 coisas em mente, praia pela manhã com o meu sobrinho, e à tarde, mais praia. Apesar de me ter custado acordar o meu príncipe das marés e de o ter feito chorar, ele lá se convenceu que era por uma boa razão. Na praia acabei por levar com um pau no olho esquerdo. "desculpa tio" disse-me ele, e só não vi estrelas porque era de dia e o céu estava coberto com um manto cinza, mas o calor espreitou por entre as frestas da neblina matinal. 


Soube bem!

Quando estávamos para ir embora encontrei uma sunga abandonada no areal. 


Curioso como sou, peguei nela, e levei-a comigo. Em casa experimentei-a (ohh shame on me!). Se serve?! Só se andar com as nádegas de fora, nem sei como conseguem usar uma peça tão pequena. Se não tenho rabo, o que seria se tivesse! Acho que o destino me pregou uma partida. Gosto de contos de fadas, e apesar de não ser nenhum sapato de cristal da Cinderela, mas uma sunga, se fosse descarado, andaria nos próximos dias pela praia a tentar descobrir a quem pertenceria. Filmes! Adiante mas é...

E por falar neles (nos filmes), um amigo está incumbido de descobrir quem é o rapaz da toalha verde. Se o mundo é pequeno, e todos se conhecem, e eu não conheço meio mundo, quem sabe se ainda me vou rir no final deste filme. E porque fazia anos tive uma surpresa, ele levou queques de maça para a praia. Estavam bons, diferentes e saudáveis! 3 tipos de farinha (de linhaça, centeio e integral) sem uma pitada de açúcar.

Já à noite, tinha eu acabado de apagar as velas e o meu sobrinho perdido o medo, pois não gosta ouvir cantar os parabéns, recebo uma chamada. Se o inicio do dia, e falo da meia-noite e pouco do dia 10, recebo uma mensagem que me deixou um pouco derretido, ao final do dia recebo uma chamada de outra pessoa para o telemóvel. Não contava mesmo, e apesar de não o conhecer pessoalmente, é de alguém que tenho uma imagem bem definida, construída e alinhavada. Nem sei bem o que a minha voz transpareceu (surpresa?! Atrapalhação?!) e a voz do outro lado agora é uma espécie de roupa com a qual já vesti a imagem que já tinha. Confirmo o que já pensava, uma carismática voz e muito, mas mesmo muito simpática, e doce! E questiono-me, como soará quando está virado do avesso como por vezes certos posts o dão a entender (sim é um blogger, talvez o conheçam, ou talvez não, para mim é mais que isso, um amigo) (sim tu! Deste-me uma prenda de anos que não contava. Voltei para ao pé do bolo de mão dada com o meu sobrinho que dizia "vem tio" e eu com um sorriso sem limites. Eu sempre digo que as melhores prendas são as imateriais, obrigado! Espero que um dia compreendas porque razão escrevo certas coisas e comento alguns posts da forma como o faço. Acho que conheces e entendes um pouco as raízes que me agarram a este Oceano. O resto fica para uma conversa futura!)



E para encerrar este post pós-aniversário, como ando sempre a ouvir música a que me fez companhia nas viagens de ida e vinda da praia no dia dos meus anos foi a da Ryn Weaver, e sendo já a 2ª vez que partilho "OctaHate" desta vez é em versão remix (muito boa...para quem gosta do estilo) acho que entretanto irá surgir uma 3ª partilha. É para se ouvir bem alto. E hoje tenho 37 anos e 2 dias e um par de horas, muitos minutos e uma fila indiana de segundos. Atenção: a contagem do peso da idade termina aqui mas continua outra...


...Faltam 89 dias! Mais parece que o tempo tem fogo no cu e o virar de cada página do livro desta minha vida é feito ao sabor do vento.

segunda-feira, agosto 10, 2015

Rei Por 1 Dia Vs Parabéns Vs 37


Se pudesse gostaria no dia de hoje ser um Rei. Não teria preocupações, não viveria dramas e muito menos teria que me importar seja com o que for.


Se pudesse esconderia a vida entre as palmas das mãos, uma forma de não ver o que está mesmo à minha frente e que me faz duvidar de tanta coisa, e quando isso é parte integrante de quem nós somos, muitas das vezes questiono-me "quem eu sou?!". Apesar de saber a resposta, de ano para ano ela (a resposta) sofre mutações, como se o tempo fosse um moldador de pessoas e eu fosse nada mais que barro.

Hoje faço 37 anos. Há já muito tempo que dispenso celebrar o dia. Querem as razões?! Se este espaço se chama "No Limite do Oceano" é porque em certas coisas fecho-me em copas, tudo na vida há um limite e eu também tenho um.


Prendas...não ligo muito a elas, prefiro um sorriso a algo material. Se pudesse pedir uma prenda (e não estou a falar do rapaz que nestes 2 últimos dias povoou a minha humilde vida) queria sentir nos meus dedos, os dedos de alguém, já que andar de mãos dadas para mim é uma missão impossível, não gosto, não consigo. E se estou a dizer que queria essa prenda, é apenas porque agora sou capaz de dar o braço a torcer para momentos que poderão significar tanto...sentir o aconchego de uma mão na minha e saber que o toque de cada dedo me diria sem voz "tudo se resolve, tudo irá acabar bem". 

Hoje faço 37 anos. 

Estou de parabéns?! 

Não sinto isso, é apenas mais um ano de vida, que apesar de vivido, perdi tanto, e continuo a perder. 


No boy don't speak, now you just drive
Drive
Drive,
Take me Through
Make me feel alive,
Alive,
When I'm ride with you.

(o que não escrevi, o que não partilho e o que não digo está nas nas entrelinhas. Teria mais para escrever, e espero que alguém me diga um dia "deixa-te de coisas, dá-me a mão" para depois engatar a primeira e lá íamos nós, de partida para o desconhecido.)

E esta é a prenda para mim, uma luz ao fundo do túnel, para ver se acredito em finais felizes.

Queria um céu pintado de chuva.

domingo, agosto 09, 2015

Visita Guiada às Dunas Vs Elevador Bocal Vs Mola Elástica!


Mais um dia de praia, e apesar da brisa fresca e de ter ficado com o guarda-sol virado do avesso, a tarde foi cheia. 

Já sabemos que o mundo é pequeno, um pequeno berlinde à espera dum empurrão, e um blogger/amigo encontrou-me e fez-me companhia. Falamos um pouco, ouvimos música, e tanto eu como ele fomos grandes observadores do meio ambiente. Pareceu-nos que um dos veraneantes estava de olho em mim, mas quando viu que tinha companhia, virou costas e voltou para a toalha. Deu nas vistas e a "coisa" não se ficou por aqui. Já lá irei. BBC Vida Selvagem?

Ao final da tarde acabei por ter uma visita guiada às dunas. Sou tímido e apesar de saber que grande parte das atividades se passam fora do areal, lá fomos os dois, e eu cheio de curiosidade. 

Andamos um pouco, e acabamos por passar pelo tal rapaz, que era giro, muito giro, com óculos de sol e com tolha verde (os pormenores dizem me muito...acho que agora sinto-me daltónico, fiquei de certa forma ofuscado não pelo brilho mas pela a intensidade da "coisa"). Porque não sou parvo, olhei, e sei que ele olhou para nós, passamos por ele e olhei para trás, e ele como ave bem atenta, tirou os óculos, talvez à espera que me fizesse mudar de ideias e eu fosse logo a correr para me sentar ao pé dele. A vontade era essa...mas não trazia milho para lhe matar a fome nem água para ele molhar o bico. 

Andamos um pouco pelo areal, subimos as dunas e voilá o espectáculo começou. Sei que sou ingénuo, sei que tenho um grande I de ingénuo, mas quando vejo um rapaz em pleno ato de sexo oral o que me veio à cabeça foi "ele é um autêntico elevador bocal". Fiquei abismado com a cena que vi, mas como bom observador, fiz questão de esperar até que a cena acabasse, e não é que quem recebia o serviço estava cheio de sede? Aquilo era beber água como se estivesse no deserto. A cena continuou, depois foi um exercício de senta, levanta, senta, levanta e lá via a cabeça do moço num movimento que me dizia o que estavam a fazer, a mola elástica pois claro. Curioso é não ter visto com olhos de ver, acho que o preservativo seria o mais indicado, seja no lambe lambe como no upa upa. Promiscuidade?!. 

No final o rapaz levantou-se e olhou para nós. Pensei "É melhor irmos embora" e lá fomos os dois. Gosto de ser um bom observador, apesar de não ter visto quase nada. Chamem-me nomes, em sítios públicos as pessoas sujeitam-se.  

Pelas dunas passamos pelo rapaz da toalha, ao longe, perdido no meio do areal, e ele viu-nos, e acabou por mudar de poiso. Cheguei a comentar "acho que estamos o a incomodar". E fomos embora mas não é que quando olho para trás o vejo a subir as dunas a uma velocidade estonteante? "Fogo no cú" pensei mas na verdade não sei o que ele sentiria.

Num abrir e fechar de olhos lá estava ele bem pertinho de nós. Confesso, fiquei com vontade de o conhecer, pois era muito giro! Querem pormenores? Ele não tinha as pernas depiladas e fico-me por aqui. Quando o vejo a estender a toalha na duna e a olhar para nós pensei "olha, outro, quer festa" mas como sou mau, mas mesmo mau, achei que o melhor era ir embora. Sexo fácil, é como tudo na vida, tem quem quer, quem procura tem, eu não preciso disso, nunca precisei e não será agora. 

E uma duna não é o local mais romântico para conhecer seja quem for.  

A piada desta história toda é que o rapaz quando ainda estava no areal pensou que eu tinha enviado um avião de papel com o meu nr. de telemóvel. Não vi, mas o meu amigo viu ele pegar num papel, mas deve de ter visto que era lixo.

Gosto de fazer filmes, e tenho uma imaginação bem fértil, sempre grávida, prestes a dar à luz. 

Isto tudo para dizer, que uma duna poderá ser um inicio de uma bela história de amor, mas não será da minha. Valeu-nos um final de tarde bem recheado, ao estilo de um peru em vésperas de Natal! O recheio não foi para nós vermos, mas tive um vislumbre do que a "fome" poderá dizer a um ser humano ser. Não tinha fome mas uma dentadinha nunca fez mal ninguém.

Sabem o que me faz pensar? Porra ele era giro, mas muito giro, se ao menos ele não tivesse poisado a toalha e me tivesse alcançado, quem sabe se não seria um cavaleiro...


(Ooh oh oh oh, oh oh oh ooh)

I was biting my tongue

I was trying to hide

(Ooh oh oh oh, oh oh oh ooh)

I'll forget what I've done




 

domingo, agosto 02, 2015

O Rapaz da Sunga Branca Vs Canção do Engate Vs António Variações



Mais um dia de praia e mais umas lições aprendidas. 

É que o rapaz de sunga branca com a risquinha preta rondou o meu poleiro como se eu tivesse milho pertinho de mim, mas apenas tinha a barba, o meu novo guarda-sol e o "parafuso" para o prender à areia. Mesmo assim rondou, saltou a duna (grande acrobata), olhou-me e mexia sempre no cabelo quando vinha da água (imaginei os salpicos de água salgada a saltarem no seu couro cabeludo), como se isso fosse um ato sexy, mas passou-me ao lado (really?!), e apesar de já saber que não sou nenhum um pavão, há quem o seja, ou julga ser. 


Não entendi, até porque passadas algumas horas, o meu poleiro deve de ter deixado de ter milho, pois mal pareceu o "amigo" deixei de existir. E isso quer dizer o quê?! O que já sabia, quem tem fome, a mata com o que está à mão, mas quando chega o prato principal, o melhor é esquecer os aperitivos.

E sinceramente dispenso passagens de modelos à minha frente, eu já sei que sou uma simples "ave" mas se há quem seja um pavão, que o seja, dispenso é bicadas no meu terreno...xou xou aves com sede que não a posso matar, e confesso, não a mataria! Eu já o disse, sou mau, mas não quero ser é feio, porco e mau.

Meus caros, como sou de ideias fixas, há muito que a Robyn é a minha companhia "solar". Desta vez não resisti, fui até beira-mar abanar o esqueleto, não me importei que pensassem que tinha um parafuso a menos, fiz, abanei, gostei e quero mais. Isso sim é desfrutar a vida na sua forma plena e duma forma realística.



Porque umas horas na praia acabam por ser uma viagem, sem partida nem regresso, sem destino nem horários, acabei por me agarrarei ao leitor de mp3, sentei-me à beira-mar, e na companhia das ondas e da sua espuma gorgolejante, fixei o olhar no limite do oceano e pensei "é isto que se resume a minha vida". Ao som de Hiatus chorei, com os pés entalados na areia e a mente esventrada pelos pensamentos. Um casal passou por mim, ela sorridente, ele de barriga prestes a dar à luz, olharam para mim, e sei que não devem de ter visto as lágrimas, pingos de verão, com sabor a sal, e textura de tristeza. Se por acaso as tivessem visto, certamente pensariam "o sol está mesmo forte, olha só para o barbudo à beira-mar". O sol estava bom. não tão forte...



Quando estava para me ir embora, não estranhei sentir-me violado pelo sentimento de que um engate, por mais que seja apenas feito de carne, eu acabo por me sucumbir aos desígnios de que julgo que a vida é feita de contos de fadas. 

"Eu sou melhor que nada" dizia o António Variações. Não quero isso para mim, mas começo a fazer o rascunho que no final me mostrará isso, eu não sou melhor que nada.

"Canção do Engate" do António Variações é uma espécie de luva que me assenta, mas quando meto a mão nela, me magoa, me esventra, me fere, me faz sangrar, me faz chorar e ter dores que nem a alma consegue decifrar. 

E Agora?!

onio

sábado, agosto 01, 2015

"Estou farto deles"



Quando ouvimos o nosso pai a dizer "estou farto deles" e quando se refere a "eles" está se a referir aos gays, e estando eu mesmo ao lado dele, é um sinal, um RED WARNING ... fico a pensar até que ponto está farto de mim. 

Fiquei pensativo...

De dia para dia sinto o meu lugar nesta família esfumar-se como um cigarro, que acaba numa beata para ser esfregada num cinzeiro.