domingo, agosto 09, 2015

Visita Guiada às Dunas Vs Elevador Bocal Vs Mola Elástica!


Mais um dia de praia, e apesar da brisa fresca e de ter ficado com o guarda-sol virado do avesso, a tarde foi cheia. 

Já sabemos que o mundo é pequeno, um pequeno berlinde à espera dum empurrão, e um blogger/amigo encontrou-me e fez-me companhia. Falamos um pouco, ouvimos música, e tanto eu como ele fomos grandes observadores do meio ambiente. Pareceu-nos que um dos veraneantes estava de olho em mim, mas quando viu que tinha companhia, virou costas e voltou para a toalha. Deu nas vistas e a "coisa" não se ficou por aqui. Já lá irei. BBC Vida Selvagem?

Ao final da tarde acabei por ter uma visita guiada às dunas. Sou tímido e apesar de saber que grande parte das atividades se passam fora do areal, lá fomos os dois, e eu cheio de curiosidade. 

Andamos um pouco, e acabamos por passar pelo tal rapaz, que era giro, muito giro, com óculos de sol e com tolha verde (os pormenores dizem me muito...acho que agora sinto-me daltónico, fiquei de certa forma ofuscado não pelo brilho mas pela a intensidade da "coisa"). Porque não sou parvo, olhei, e sei que ele olhou para nós, passamos por ele e olhei para trás, e ele como ave bem atenta, tirou os óculos, talvez à espera que me fizesse mudar de ideias e eu fosse logo a correr para me sentar ao pé dele. A vontade era essa...mas não trazia milho para lhe matar a fome nem água para ele molhar o bico. 

Andamos um pouco pelo areal, subimos as dunas e voilá o espectáculo começou. Sei que sou ingénuo, sei que tenho um grande I de ingénuo, mas quando vejo um rapaz em pleno ato de sexo oral o que me veio à cabeça foi "ele é um autêntico elevador bocal". Fiquei abismado com a cena que vi, mas como bom observador, fiz questão de esperar até que a cena acabasse, e não é que quem recebia o serviço estava cheio de sede? Aquilo era beber água como se estivesse no deserto. A cena continuou, depois foi um exercício de senta, levanta, senta, levanta e lá via a cabeça do moço num movimento que me dizia o que estavam a fazer, a mola elástica pois claro. Curioso é não ter visto com olhos de ver, acho que o preservativo seria o mais indicado, seja no lambe lambe como no upa upa. Promiscuidade?!. 

No final o rapaz levantou-se e olhou para nós. Pensei "É melhor irmos embora" e lá fomos os dois. Gosto de ser um bom observador, apesar de não ter visto quase nada. Chamem-me nomes, em sítios públicos as pessoas sujeitam-se.  

Pelas dunas passamos pelo rapaz da toalha, ao longe, perdido no meio do areal, e ele viu-nos, e acabou por mudar de poiso. Cheguei a comentar "acho que estamos o a incomodar". E fomos embora mas não é que quando olho para trás o vejo a subir as dunas a uma velocidade estonteante? "Fogo no cú" pensei mas na verdade não sei o que ele sentiria.

Num abrir e fechar de olhos lá estava ele bem pertinho de nós. Confesso, fiquei com vontade de o conhecer, pois era muito giro! Querem pormenores? Ele não tinha as pernas depiladas e fico-me por aqui. Quando o vejo a estender a toalha na duna e a olhar para nós pensei "olha, outro, quer festa" mas como sou mau, mas mesmo mau, achei que o melhor era ir embora. Sexo fácil, é como tudo na vida, tem quem quer, quem procura tem, eu não preciso disso, nunca precisei e não será agora. 

E uma duna não é o local mais romântico para conhecer seja quem for.  

A piada desta história toda é que o rapaz quando ainda estava no areal pensou que eu tinha enviado um avião de papel com o meu nr. de telemóvel. Não vi, mas o meu amigo viu ele pegar num papel, mas deve de ter visto que era lixo.

Gosto de fazer filmes, e tenho uma imaginação bem fértil, sempre grávida, prestes a dar à luz. 

Isto tudo para dizer, que uma duna poderá ser um inicio de uma bela história de amor, mas não será da minha. Valeu-nos um final de tarde bem recheado, ao estilo de um peru em vésperas de Natal! O recheio não foi para nós vermos, mas tive um vislumbre do que a "fome" poderá dizer a um ser humano ser. Não tinha fome mas uma dentadinha nunca fez mal ninguém.

Sabem o que me faz pensar? Porra ele era giro, mas muito giro, se ao menos ele não tivesse poisado a toalha e me tivesse alcançado, quem sabe se não seria um cavaleiro...


(Ooh oh oh oh, oh oh oh ooh)

I was biting my tongue

I was trying to hide

(Ooh oh oh oh, oh oh oh ooh)

I'll forget what I've done




 

domingo, agosto 02, 2015

O Rapaz da Sunga Branca Vs Canção do Engate Vs António Variações



Mais um dia de praia e mais umas lições aprendidas. 

É que o rapaz de sunga branca com a risquinha preta rondou o meu poleiro como se eu tivesse milho pertinho de mim, mas apenas tinha a barba, o meu novo guarda-sol e o "parafuso" para o prender à areia. Mesmo assim rondou, saltou a duna (grande acrobata), olhou-me e mexia sempre no cabelo quando vinha da água (imaginei os salpicos de água salgada a saltarem no seu couro cabeludo), como se isso fosse um ato sexy, mas passou-me ao lado (really?!), e apesar de já saber que não sou nenhum um pavão, há quem o seja, ou julga ser. 


Não entendi, até porque passadas algumas horas, o meu poleiro deve de ter deixado de ter milho, pois mal pareceu o "amigo" deixei de existir. E isso quer dizer o quê?! O que já sabia, quem tem fome, a mata com o que está à mão, mas quando chega o prato principal, o melhor é esquecer os aperitivos.

E sinceramente dispenso passagens de modelos à minha frente, eu já sei que sou uma simples "ave" mas se há quem seja um pavão, que o seja, dispenso é bicadas no meu terreno...xou xou aves com sede que não a posso matar, e confesso, não a mataria! Eu já o disse, sou mau, mas não quero ser é feio, porco e mau.

Meus caros, como sou de ideias fixas, há muito que a Robyn é a minha companhia "solar". Desta vez não resisti, fui até beira-mar abanar o esqueleto, não me importei que pensassem que tinha um parafuso a menos, fiz, abanei, gostei e quero mais. Isso sim é desfrutar a vida na sua forma plena e duma forma realística.



Porque umas horas na praia acabam por ser uma viagem, sem partida nem regresso, sem destino nem horários, acabei por me agarrarei ao leitor de mp3, sentei-me à beira-mar, e na companhia das ondas e da sua espuma gorgolejante, fixei o olhar no limite do oceano e pensei "é isto que se resume a minha vida". Ao som de Hiatus chorei, com os pés entalados na areia e a mente esventrada pelos pensamentos. Um casal passou por mim, ela sorridente, ele de barriga prestes a dar à luz, olharam para mim, e sei que não devem de ter visto as lágrimas, pingos de verão, com sabor a sal, e textura de tristeza. Se por acaso as tivessem visto, certamente pensariam "o sol está mesmo forte, olha só para o barbudo à beira-mar". O sol estava bom. não tão forte...



Quando estava para me ir embora, não estranhei sentir-me violado pelo sentimento de que um engate, por mais que seja apenas feito de carne, eu acabo por me sucumbir aos desígnios de que julgo que a vida é feita de contos de fadas. 

"Eu sou melhor que nada" dizia o António Variações. Não quero isso para mim, mas começo a fazer o rascunho que no final me mostrará isso, eu não sou melhor que nada.

"Canção do Engate" do António Variações é uma espécie de luva que me assenta, mas quando meto a mão nela, me magoa, me esventra, me fere, me faz sangrar, me faz chorar e ter dores que nem a alma consegue decifrar. 

E Agora?!

onio

sábado, agosto 01, 2015

"Estou farto deles"



Quando ouvimos o nosso pai a dizer "estou farto deles" e quando se refere a "eles" está se a referir aos gays, e estando eu mesmo ao lado dele, é um sinal, um RED WARNING ... fico a pensar até que ponto está farto de mim. 

Fiquei pensativo...

De dia para dia sinto o meu lugar nesta família esfumar-se como um cigarro, que acaba numa beata para ser esfregada num cinzeiro. 


domingo, julho 26, 2015

Florence + The Machine vs O Rapaz dos Calções Vermelhos e Azuis Vs Dinâmicas de Praia


Posso dizer que matei a barriga de misérias, dois dias seguidos em idas à praia, para compensar os anos que não me abeirava ao pé de uma. Ambos os dias tiveram algumas considerações...


...geralmente no leitor de MP3 está sempre a tocar a Robyn, para mim é a banda sonora ideal para estar a apanhar sol, mas porque achei o último álbum da Florence + The Machine "How Big How Blue How Beautiful" um autêntico arraso, pois não contava o álbum tão "cheio", levei as músicas comigo e dei por mim à beira-mar a dançar, de forma sorrateira e tímida a música "Mother" para mim uma das melhores, e porque é que estava a dançar? Porque a parte final é como um orgasmo, aguenta-se até mais não se poder, daí que tive que balançar o corpo. Acho que até hoje nunca vi ninguém à beira mar a ouvir música, talvez porque quem vai para a praia é para ouvir o barulho das ondas. Será?


A praia em que vou é dividida em partes, há a familiar, há a dos nudistas e a dos gays. Eu não gosto de ajuntamentos, e muito menos na praia, gosto de sossego e espaço à minha volta, daí ter ido para a parte dos nudistas e dos gays, tem muito mais espaço, o único senão é não ser vigiada. Acabo por ser um penetra, pois não dispo os calções e vejo as outras pessoas nuas e também não vou com a minha cara metade para o areal, para bem longe dos olhares alheios. Senti-me a mais, senti os olhares de quem está como veio ao mundo e eu ali bem tapadinho. Quem está mal que se mude...e eu estava como queria, e estava muito bem. 

Sou bom observador, e também há quem o seja, eu não entendo muito como funcionam as coisas em termos de conhecer alguém numa praia, talvez seja como as aves, basta agitar uma asinha, como se isso fosse um sinal de "olha olha, eu também te estou a ver". O problema é que reparei que no sábado o rapaz dos calções vermelhos e azuis que estava a uns bons metros de mim, sempre que eu ia à água, ele também ia, até que numa dessas alturas, ele resolveu caminhar para ao pé de mim. 

Eu vi-o, ele viu-me, e mantive-me a molhar os pés, mais que isso é que não, tinha os ossos a gelarem, prestes a partirem-se. Não sei o que ele queria, e porque sou mau, virei-lhe as costas e fui para a toalha. E não é que hoje ele aparece e volta a fazer o mesmo? As dinâmicas de praia por vezes fazem-me confusão, e hoje quando estava para me ir embora, achei piada à cena, eu levanto-me, ele que nem uma ave bem atenta, fica a olhar para mim, a aguardar qual seria o meu próximo passo. Quando me viu a vestir a T-shirt, deitou-se na toalha, imagino a cara de amuo. Claro que estou a imaginar a cena...é o que me vale.

Eu sei que sou mau, mas quando vou para a praia é para espairecer e confesso, gosto de jogar com a atenção alheia. Um jogo em que todos serão derrotados, começando por mim. Não é uma guerra de tronos, e muito menos quem salta para a espinha de quem, apenas gosto de olhares, e o rapaz dos calções vermelhos e azuis se tivesse língua, e falasse, claro que não iria ficar mudo, ao menos poderia dizer "a água está gelada!".

E hoje se o céu estava azul, aos poucos e poucos passou a cinzento e o mar deixou de estar interessante sem a cor que tanto gosto e o meu estado de espírito também se alterou...acabei por estar tempo a mais a pensar na puta da vida. Senti-me um estranho, e fiz uma simples pergunta a mim mesmo: Será que o sol quando nasce é para todos? Creio que não, naquela tarde senti que só nasce para alguns, e o mesmo se passa para quem nasce com o cu virado para a lua. Devo de ter nascido com o cu virado para o sol e ele agora não nasce para mim.

Senti-me um patinho feio, com areia na barba, e com as asas negras a abanar por tudo o que era sitio. Estava na altura para ir embora, fui e quero voltar, se há lugar em que me sinto bem, é ao pé do mar.



quinta-feira, julho 23, 2015

50 Pedaços Meus

O Blogger Super Funky propôs um desafio e este tinha mesmo que o fazer, porque se há parte da minha vida que me faz sorrir (apesar de algumas coisas más...não foi perfeita, longe disso) é a minha infância. Talvez não percebam, mas quem sou eu hoje está muito vincado em coisas que aqui irei partilhar. Não é à toa que fui me lembrar delas...e demorei alguns dias, não porque não tivesse 50 momentos para partilhar, mas porque praticamente todos eles me deixam com um nó na garganta, a minha vida poderia ser tão diferente, e cada vez mais farto-me desta que tenho. O virar da página em 1992 foi um corte nos dedos, uma feriada aberta, que até hoje ainda não consegui que cicatrizasse. O Limite do Oceano deve de ter começado a ganhar as águas nesse período triste da minha vida. Sei que o que é do passado deve ficar por lá, mas não consigo, há dias que me esqueço dele...e a música que fecha deste post diz-me muito. E finalmente a consegui mergulhar aqui neste Oceano graças a este desafio.

Querem 50 momentos, então aqui estão eles...

1- Em criança comecei a fumar aos 12 anos e passado uns meses deixei-me dessas coisas;


2- Em criança tinha um vício: livros de colorir, não os acabava, e queria sempre mais, talvez o que me ficou na memória foi o dos Smurfs;


3- Em criança adorava andar de bicicleta à volta do cinema e cheguei a ter um skate, mas não me saí lá muito bem;


4 - Em criança chorei no cinema a ver “Never Ending Story”…a cena do cavalo;


5 - Em criança cheguei a acampar algumas vezes ao lado da minha casa, um cromo, mas era tão divertido;


6 - Em criança diverti-me muito quando estive nos escuteiros e um dia tive um convívio com as escuteiras americanas, com direito a um jogo de bowling e a fogueira e marshmallows esturricados à beira-mar;


7 – Em criança sempre tive muitos bebés à minha volta, ainda hoje me lembro dos nomes de muitos deles, a casa cheia deles;


8 - Em criança adorava ir de férias à terra do meu pai: Barcelos, e onde ficávamos (a casa da familia) agora é uma mansão abandonada, a família deixou o tempo  ficar com ela;


9 - Em criança tive um dia passado no jardim zoológico que ficou na memória;


10 – Em criança por causa de bullying ia quase tendo um traumatismo craniano;


11 – Em criança detestava calças de tecido…picavam, hoje ainda as evito;


12 – Em criança tive um cão chamado Doguie, uma cadela chamada Laika, uma gata chamada Isis e a sua filha chamada Patareca;


13 – Em criança ouvia muita música nos discos vinyl, adorava estar a mexer na aparelhagem e tive um da Samantha Fox; 


14 – Em criança adorava ver o videoclip “Thriller” do Michael Jackson, mas no final tapava sempre os olhos com as mãos, o riso do homem metia-me medo;


15 – Em criança ficava horas a fio a brincar com os meus bonecos, os Smurfs, com o He-Man & Companhia e o William Fog e respectiva trupe;


16 – Em criança por vezes brincava com o tambor da máquina de lavar roupa, era o interior de uma nave espacial, metia toda bonecada lá para dentro e rodava o tambor até me fartar;


17 – Em criança sempre que um eletrodoméstico entrava em casa, eu com a esferovite ganhava uma nave espacial nova para os meus bonecos;


18 – Em criança os boiões de fruta vazios serviam como combustível para as naves espaciais, enchia-os de água, molhava as canetas de filtro e tinha sempre combustível às cores, de vez em quando os aliens apareciam (culpa dos filmes);


19 – Em criança não tinha medo de ondas, em pleno Agosto na Ilha Terceira era um delírio ir para o mar e sentir-me chegar ao céu sempre que uma onda me elevava…um perigo e não era o único a fazer isso;


20 – Em criança tive uma paixão por alguém com esse nome, por ironia dos destino, ela mora na cidade mesmo ao lado, somos "amigos" no facebook mas não nos falamos, uma estupidez;


21 – Em criança adorava (e adoro) filmes de terror, desde o Freddy Kruger (Pesadelo em Elm Street), o Jason (Sexta-feira 13) ao Michael (Halloween). Um dia peguei numa cana, e fiz 5 “navalhas” para os meus dedos, queria brincar ao Freddy Krugger!


22 – Em criança apesar de não entender nada gostava de ver Shaolin, uma série cheia de “ninjas”;


23 – Em criança fiz criação de bichos da seda numa caixa de sapatos. Subia às árvore para arranjar folhas para eles comerem, via os casulos mas achava as borboletas horríveis;


24 – Em criança ia à missa, se soubessem o que eu digo e penso sobre ela (a igreja) nos dias de hoje não me teriam deixado lá entrar;


25 – Em criança tive um frasco de shampoo com o formato do ET. Ainda hoje o tenho e está no meu quarto;




26 – Em criança ficava sempre entusiasmado com a chegada do dia 31 de Outubro, ia de porta em porta ao bairro americano pedir guloseimas, e eram todas tão boas. Nunca tive uma overdose de açúcar.


27 – Em criança por vezes ia ter com o meu pai à torre de controlo dos aviões, ficava lá a vê-los descolar e a aterrarem por uns binóculos e ainda hoje por vezes sinto o cheiro daquela torre, que hoje já não existe;


28 – Em criança gostava de peanut butter & jam, de cherry coke, Dr. Pepper, os cereais Luck Charms e uma infinidade de coisas que tornaram a minha infância bem especial;


29 – Em criança adorava a música da Madonna, Michael Jackson, Tina Tuner, Janet Jackson…fora os disco de vinyl que ainda hoje os temos mas já não os podemos tocar;


30 – Em criança gravava o eurofestival da canção nas já extintas cassetes VHS e ficava dias a rever, e ainda hoje gosto desse festival de música;


31 – Em criança cheguei a mascarar-me de morto-vivo, não é por acaso que eu hoje goste tanto desses monstrinhos;


32 – Em criança por vezes ia ao bingo, era sempre engraçado quando me calhava algum brinquedo;


33 – Em criança ia muito à praia, e tenho saudades desses dias, e tenho pena de não ter ido tantas vezes com os meus pais;


34 – Em criança podia sempre ver o mar duma ponta à outra nos extremos da minha ilha, por vezes num dos extremos via a ilha Graciosa;


35 – Em criança não gostava de caracóis, nem entendia porque é que as pessoas os comiam, agora entendo, são muito bons;


36 – Em criança vi o filme “The Shinning” e nunca mais me esqueci da frase “Here’s Johnie” ou “redrum redrum” um filme bem creepy.


37 – Em criança parti uma mesa de vidro, fiquei sentado no meio dela, com os vidros todos virados para baixo, apenas abri o sobrolho. A minha irmã quando viu desatou a gritar pois em vez do sangue julgava estar a ver um bicho.;


38 – Em criança vi um filme da Cicciolina com uma amiga, e se a memória não me falha era "O telefone do amor", um telefone vermelho com o formato de um pénis, por sinal um filme bem porco, até porque ela…;


39 – Em criança cheguei a fumar numa casa de banho pública com 2 amigas, o dono não gostou mesmo nada, fugimos a sete pés do café;


40 – Em criança aprendi a detestar os termos “bicha”, “maricas” e “paneleiro”. Hoje gosto ainda menos, e não acho piada a quem os diz e mesmo na brincadeira, quem o diz perde logo a piada;


41 – Em criança dizem que eu dava cabo das barbies da minha irmã, a culpa era eu gostar de cabelos compridos;


42 – Em criança era muito tímido, e ainda sou;


43 – Em criança tinha umas jardineiras de bombazine vermelhas, gostava muito delas, e a minha irmã tinha umas iguais, e temos uma foto que comprova isso;


44 – Em criança jurei ter visto o Pai-Natal a subir pela chaminé, é pena que ele não exista...o Natal...;


45 – Em criança jogava muito no Spectrum;


46 – Em criança participei num espetáculo dos Beatles num clube, não me lembro qual era, mas eu tinha uma viola de esferovite. Fiquei a conhecer muita música deles bem novo;


47 – Em criança num concurso de misses que estávamos a ver na TV, os meus pais ficaram admirados que logo que elas foram apresentadas, eu disse que a da China (talvez fosse de um outro país) iria ganhar, e ainda não tínhamos visto todas e foi mesmo essa que ganhou. Na altura tinha olho para essas coisas.


48 – Em criança mostrei a pilinha a um grupo de meninas e num ginásio puxei a camisa de uma amiga e voilá vi-lhe as maminhas.


49 – Em criança adorava ir brincar para o ginásio americano com os meus amigos e chegamos a ir até à sauna mas saímos de lá quando os militares americanos começaram a entrar de toalha na cintura. 


50 – Em criança uma vez com 2 amigos fomos beber limonada numa cantina americana, era suposto não pagarmos nada mas quando o empregado nos diz que era 25 cents por cada uma ficamos sem pinga de sangue. Fomos embora sem pagar, e depois fiquei a saber que era verdade, podíamos lá ir (crianças) e não pagar mas não na hora em que os militares estavam a almoçar. Nunca mais lá metemos os pés.

E porque um post tão especial merece um fecho em grande, só podia ser com uma música à altura, e escolha diz tudo, ou pelo menos a quem me conhece de uma forma mais "pessoal":


domingo, julho 19, 2015

Desafio Até Dia 10/08/15 Vs Hot Hot Hot Vs Josh Mario John


Meti na cabeça que até ao dia 10 de Agosto não irei fazer a barba. É um desafio, não pretendo nada com isso, e bem sei que a minha barba mais parece um conjunto de cores (castanho, ruivo, uns loiros e uns malditos brancos) mas mesmo assim quero ver até onde consigo ir. 

Se até ao dia 10 não a tiver cortado, rapo o cabelo (e desta vez vou mais longe, com a ajuda preciosa de uma lâmina de barbear e espuma...yeahhhh) será o meu look de aniversário! Quem não gostar, que vire a cara. Continuo a precisar de mudança, e quando estamos limitados, muda-se o que se pode. 

E porque continuo a achar que as aparências iludem, porque não começar a "jogar" com elas?!...uma ilusão de óptica nunca fez mal a ninguém!



(o video que se segue é bem Hot Hot Hot...talvez a culpa seja do maçarico, apesar dum cigarro aparecer em cena, mas sem ele nada seria igual...)


Como tinha dito não pretendo nada com este tipo de desafios, mas se vivesse numa outra realidade, fosse jovem e ainda tivesse cabelo, gostaria de tentar algo diferente, como o estilo do Josh Mario John...bem sei que pouca gente gosta, mas felizmente o que não falta são estilos, e eu não sou dessas coisas, não tenho um. 

E se é que me entendem, os gostos não se discutem :-p (sempre tive um lado rebelde, mas esteve e tem estado adormecido, que nem a bela adormecida, mas sem príncipe e nem dragão, dou asas à imaginação, à espera de uma roca onde picar o dedo, e fazer bombar o meu coração)

















Pink Cake

Há uns dias uma colega levou para o trabalho um delicioso bolo de e com cobertura de chocolate. Pedi-lhe a receita e resolvi fazer uma versão rosa do bolo, em vez do nesquick de chocolate, fiz com nesquick de morango e em vez da cobertura de chocolate "normal" fiz com chocolate branco (quando digo fiz, tenho que dizer que a minha mãe deu uma ajudinha...a cozinha é um espaço da casa no qual pouco usufruo).

O bolo ficou bem saboroso, um pouco doce demais mas muito fofo. O único problema é que deveria de ter comprado mais chocolate branco, é que com as natas o resultado foi este:  


Cobertura líquida...

Tinha em mente um resultado bem diferente, e apesar de ser uma autêntica bomba calórica e com um aspeto pouco convidativo a uma fatia, posso dizer que quando se diz "quem vê caras não vê corações" nos bolos algo parecido se aplica, é a provar que se sabe se está bom ou não. E está!

Conclusão: não tenho muito jeito nenhum para a cozinha, e foi-se quase todo o nesquick de morango que tinha. Mas morrer à fome não morro, e posso sempre arranjar mais desse pó rosa.

sábado, julho 18, 2015

Mostra A Tua Traseira Que Eu Mostro a Minha


Já dura há algum tempo a minha "paixão avassaladora" por árvores, não tenho explicação para isso, umas passam-me ao lado, outras têm uma beleza que me faz perder algum tempo a admirá-las, como se o tronco fosse as curvas de um corpo, os galhos, mil e um caminhos para chegar ao topo dela e a folhagem como se fosse o que mais precioso elas têm, com o passar das estações, o verde passa ao castanho, para tombarem que nem moscas mortas, talvez seja a forma como vejo o amor, mas adiante... 

Talvez seja pura coincidência, mas nas traseiras da minha casa tenho uma árvore, que apesar de agora já estar um pouco tombada (é o peso da idade...elas também sofrem disso) não deixa de ser bonita, e acaba por ser o centro dum "cenário"...


Lanço um desafio a quem tiver interessado, mostra a tua traseira que eu já mostrei a minha!

Um dia quando tiver aborrecido, e tiver paciência, pegarei numa das seguintes ideias, ou noutras (o que não faltam são ideias) e tornar a árvore tombada em algo muito mais colorido!






domingo, julho 12, 2015

O Príncipe Das Minhas Marés

No passado dia 8 o meu sobrinho fez 3 aninhos. Tirei um dia de férias para passar o dia com ele, fiz planos, e pedi aos Deuses que me dessem um pouco de sol. Logo pela manhã foi uma correria, ir às compras para ter tempo para ir com o Tiago até à praia. 

Por vezes o melhor é nem fazer planos, pois quantas vezes eles nos saem furados? Não foi o caso :-) os Deuses estavam atentos, ouviram-me!


Tivemos sorte, o tempo estava bom, e lá fomos até à praia ao som da SIA. Foi o nosso primeiro dia de praia, e o mais estranho é que apesar de chegarmos ao mesmo tempo que um casal (que tinham um selfie stick...very romantic) eles deveriam de querer privacidade, nem chegaram a estar lá 15 minutos. Acabamos por ter a praia só para nós, e se a felicidade é feita de pequenos momentos, o tempo que lá estivemos foi do melhor...o cantar das ondas por entre os grãos de areia, as cocegas dos raios de sol e o suave toque da brisa...nem parece que o vivi.

O melhor desta vida é ver o sorriso de uma criança e a inocência espelhada nos seus olhos. Senti que o meu sobrinho adorou aquela ida à praia. Por mim prolongaria aquele momento por dias, semanas, meses...desliguei-me de tudo e de todos, precisava disso, e continuo a precisar. 

E sei que serão raras as vezes que terei outro dia como o do dia 8, com uma praia deserta, e tendo como companhia o príncipe das minhas marés. 

Este ano não escolhi o bolo de aniversário, mas gostei do resultado final e do sabor do bolo, mas quase caí de cu quando soube o preço. O meu sobrinho estava nas suas 7 quintas, não quis saber do bolo, quis foi andar a saracotear pela casa a gastar as pilhas que por vezes julgo que ele tem dentro dele.


Não posso deixar de partilhar uma foto que calhou tirar ao meu filho canino. O Prozac porque é matreiro e sabe quando é dia de festa, andou também a saracotear por tudo o que era canto, com esperança de que algo caísse do "céu". Do meu não caiu nada, mas alguém deve de lhe ter dado alguma coisa...ele já tem muita prática em olhar para nós com olhinhos de cão que está a morrer à fome...


Pista De Aterragem


Quando à partida posso contar com um belo sorriso (sem esquecer o resto...), e porque por vezes procuro pequenos detalhes em tudo e mais alguma coisa, ontem à noite não pude deixar de pensar quando vi o rapaz do bigode e camisa vermelha com o padrão xadrez, é que ele tem um dentes perfeitos, branquinhos e todos alinhados. 

Hoje quando acordei, o que me veio à cabeça foi "que bela pista de aterragem". 

A pessoa que aterra bem pertinho deles o seu toque de lábios (e não só) é uma sortuda.