sábado, julho 18, 2015

Mostra A Tua Traseira Que Eu Mostro a Minha


Já dura há algum tempo a minha "paixão avassaladora" por árvores, não tenho explicação para isso, umas passam-me ao lado, outras têm uma beleza que me faz perder algum tempo a admirá-las, como se o tronco fosse as curvas de um corpo, os galhos, mil e um caminhos para chegar ao topo dela e a folhagem como se fosse o que mais precioso elas têm, com o passar das estações, o verde passa ao castanho, para tombarem que nem moscas mortas, talvez seja a forma como vejo o amor, mas adiante... 

Talvez seja pura coincidência, mas nas traseiras da minha casa tenho uma árvore, que apesar de agora já estar um pouco tombada (é o peso da idade...elas também sofrem disso) não deixa de ser bonita, e acaba por ser o centro dum "cenário"...


Lanço um desafio a quem tiver interessado, mostra a tua traseira que eu já mostrei a minha!

Um dia quando tiver aborrecido, e tiver paciência, pegarei numa das seguintes ideias, ou noutras (o que não faltam são ideias) e tornar a árvore tombada em algo muito mais colorido!






domingo, julho 12, 2015

O Príncipe Das Minhas Marés

No passado dia 8 o meu sobrinho fez 3 aninhos. Tirei um dia de férias para passar o dia com ele, fiz planos, e pedi aos Deuses que me dessem um pouco de sol. Logo pela manhã foi uma correria, ir às compras para ter tempo para ir com o Tiago até à praia. 

Por vezes o melhor é nem fazer planos, pois quantas vezes eles nos saem furados? Não foi o caso :-) os Deuses estavam atentos, ouviram-me!


Tivemos sorte, o tempo estava bom, e lá fomos até à praia ao som da SIA. Foi o nosso primeiro dia de praia, e o mais estranho é que apesar de chegarmos ao mesmo tempo que um casal (que tinham um selfie stick...very romantic) eles deveriam de querer privacidade, nem chegaram a estar lá 15 minutos. Acabamos por ter a praia só para nós, e se a felicidade é feita de pequenos momentos, o tempo que lá estivemos foi do melhor...o cantar das ondas por entre os grãos de areia, as cocegas dos raios de sol e o suave toque da brisa...nem parece que o vivi.

O melhor desta vida é ver o sorriso de uma criança e a inocência espelhada nos seus olhos. Senti que o meu sobrinho adorou aquela ida à praia. Por mim prolongaria aquele momento por dias, semanas, meses...desliguei-me de tudo e de todos, precisava disso, e continuo a precisar. 

E sei que serão raras as vezes que terei outro dia como o do dia 8, com uma praia deserta, e tendo como companhia o príncipe das minhas marés. 

Este ano não escolhi o bolo de aniversário, mas gostei do resultado final e do sabor do bolo, mas quase caí de cu quando soube o preço. O meu sobrinho estava nas suas 7 quintas, não quis saber do bolo, quis foi andar a saracotear pela casa a gastar as pilhas que por vezes julgo que ele tem dentro dele.


Não posso deixar de partilhar uma foto que calhou tirar ao meu filho canino. O Prozac porque é matreiro e sabe quando é dia de festa, andou também a saracotear por tudo o que era canto, com esperança de que algo caísse do "céu". Do meu não caiu nada, mas alguém deve de lhe ter dado alguma coisa...ele já tem muita prática em olhar para nós com olhinhos de cão que está a morrer à fome...


Pista De Aterragem


Quando à partida posso contar com um belo sorriso (sem esquecer o resto...), e porque por vezes procuro pequenos detalhes em tudo e mais alguma coisa, ontem à noite não pude deixar de pensar quando vi o rapaz do bigode e camisa vermelha com o padrão xadrez, é que ele tem um dentes perfeitos, branquinhos e todos alinhados. 

Hoje quando acordei, o que me veio à cabeça foi "que bela pista de aterragem". 

A pessoa que aterra bem pertinho deles o seu toque de lábios (e não só) é uma sortuda. 


sábado, julho 11, 2015

O Rapaz Dos Olhos De Desenho Animado Vs Barba Cor de Mel


Tem nome o rapaz dos olhos de desenho animado.

João. 

Já tinha falado dele aqui, apenas porque tem uns olhos que dizem alguma coisa, que sorriem e que são muito bonitos, se bem que provavelmente ter olhos de desenho animado para algumas pessoas poderá não ser nada de especial. E sabem como descobri o nome? Não sou nenhum stalker mas há informações que chegam a nós sem contarmos com elas. Na verdade não me faz nenhuma diferença saber o seu nome, apenas agora o rapaz dos olhos de desenho animado tem um!

E porque há dias que nos dão umas palpitações bem no centro do coração, esta manhã tive um daqueles choques bem interessantes. Jamais pensei que cruzar-me com alguém de barba grande e com um belo bigode (bem farfalhudo) me fosse deixar um pouco atordoado. Pensei que tinha sido uma miragem, mas não, tive sorte, entre corredores e pessoas, voltou a passar por mim e o efeito foi o mesmo. WOW

Barba cor de mel e bigode que parecia trigo bem espetado numa seara em pleno Alentejo. Tive que virar costas, apenas porque se pudesse sentava-me a admirar o que o destino colocou à minha frente. 

terça-feira, julho 07, 2015

Ben & Jerry's Vs Um Gelado Moderno


Desde que tenho encontrado os gelados "Ben & Jerry's" em promoção num hipermercado, não tenho resistido, praticamente todas as semanas os como, é pena que a variedade não seja grande. Acabo por repetir os sabores, talvez sejam assim as relações dos namorados, mais do mesmo mas com o mesmo prazer.

O curioso foi o que descobri, afinal de contas a marca "Ben & Jerry's" é moderna, sabe ver com olhos de ver a realidade, até porque quem os come, não olha ao sexo, à raça e muito menos à opção sexual. Será que a comida vai passar a ter "rótulos"?! 

Hoje acabo com o meu "balde". E porque amanhã é dia de festa (o meu sobrinho faz 3 anos) não podia deixar de vir aqui adoçar um pouco este Oceano...

domingo, julho 05, 2015

O Meu Casamento #1 Vs A Capela Arco-Iris

Vou fingir que sou uma pita de 15 anos com um scrapbook imaginário e irei começar a idealizar o meu casamento, até porque a realidade está um pouco para o cinzento e preciso de me iludir com ideias parvas, sem nexo mas que ao mesmo tempo me façam brincar, com se numa numa realidade alternativa estivesse a viver, em que estou rodeado de gente, em que acredito no amor e tendo já o coração "apanhado", estava na altura de começar a preparar o casório. Convém dizer que nessa realidade eu também acredito nele (no casamento). Bora lá brincar ao faz de conta...um pito de 15 anos cresceu e agora tem que começar a planear o seu casamento. Ideias tenho...

A Capela...há umas semanas dei de caras com um local magnifico...aposto que a acústica seria um mimo, qualquer som que estivesse por lá provavelmente seria como o cantar dos anjos. Só há um problema, a capela fica em Shangai. De qualquer forma está registado. Acredito que o ambiente seja de sonho, e já imagino os raios de sol a serem roubados, ao estilo do Ali Babá e os 40 ladrões, e sem luz, a escuridão ficaria com mais glamour. Não seriam precisas as luzes das velas, o romantismo falaria mais alto, com megafone até ensurdecer os convidados. Atenção que para os mais sensíveis teria tampões multicolores. 

Sem unicórnios, e sem o pote de ouro, aposto que teria um começo de vida a dois da melhor forma, sob o efeito de um arco-íris. Sublime! 







Fonte: The Rainbow Chapel

Será Que São As Loiras Que Mais Se Divertem ?! Vs Ruivos...Gwilym Pugh


Há uns tempos deparei-me com esta imagem, e gostei logo dela, não pelas tatuagens, nem pelo bigode, mas tudo por causa do olhar. Como já referi um olhar (para além de um sorriso) pode fazer maravilhas, nem que seja derreter o gelo que surja numa conversa. E hoje por acaso descobri o nome do senhor: Gwilym Pugh e não foi só isso que descobri...oram vejam e depois não me venham conversas de que são as loiras que mais se divertem, acho que os ruivos não lhes ficam atrás. Pelos menos acho que são bem divertidos, mesmo com cara de mau.







sábado, julho 04, 2015

69 Vs Not a Blind Date Vs Fiona Apple

Pelo o titulo podem ter ideias erradas do teor do que aqui irei escrever. Será que vou falar da posição 69, dum encontro que de cego pouco ou nada teve? E o que é que faz aqui a Fiona Apple? 

...hoje fui-me pesar...70,10 kg, e confesso que apesar de tudo, do stress e de tudo o resto, do exercício todos os dias, dos abusos habituais aos fins-de-semana, pelo andar da carruagem vou chegar aos 69 kg. Não queria chegar a eles, mas pressinto que está para breve (2016 vai ser certamente um ano fantástico em termos de tretas. O destino quer-me f*der...desculpem os supostos palavrões, dificilmente os ouvem da minha boca...não sou santo mas também não sou "porco" de língua) e irei ter um hot date - not a blind date!. Já há algum tempo que não falo dele (do meu vazio) nem o vou fazer, mas já que não o consigo preencher, ao menos (provavelmente) irei fechar o buraco que tenho dentro de mim. É ele o culpado, um filho da p*ta que já me deu dores e fez-me comprar calças porque as que tinha ficaram largas, e mesmo as que comprei acabei por ter que as apertar. 

Acabei por ficar preocupado com os meus calções de praia (ohhhh poor me...), até tenho medo de os vestir, é que se está tudo largo, aposto que terão que ficar bem apertados, senão corro o risco de me caírem pelas pernas abaixo. Não faço nudismo, pelo menos nunca o fiz, mas nunca sabemos o dia de amanhã. Sei que há opções à vista...


Já que sou um candidato a ser esventrado por um bisturi e afogado em soro para me taparem o meu buraco interior, vou fingir que sou a manteiga que facilmente se derrete, apenas para que a "faca" entre, corte e faça o que tem que ser feito...e aqui aparece a Fiona Apple, irreverente como sempre, mas é um doce para os meus ouvidos. 

If I'm butter, if I'm butter,
If I'm butter, then he's a hot knife,
He makes my heart a cinemascope screen
Showing the dancing bird of paradise.

sábado, junho 27, 2015

O Meu Último Adeus ao Shape


Não tive oportunidade de me despedir do meu Shape, queria o ter feito, tinha algumas palavras para lhe dizer ao pé do ouvido, como fiz com a Chantal. Nunca pensei que não iria ter oportunidade de o fazer. Não sei o que lhe diria, e agora tenho as palavras entaladas na garganta. Ele partiu no passado dia 22, talvez tenha sido o destino a ditar o desfecho da nossa relação. É isso o que mais me está a custar ultrapassar.

Mas este post é sobre o Shape…por ironia do destino, o Shape e a Chantal foram nos entregues no dia dos meus anos, em Agosto de 2000, no colo de uma mulher e de um homem, saídos de uma carrinha e o Shape foi levado lá de casa nos braços de alguém, na carrinha do veterinário. Ohhh vida por vezes és…

A 10 de Agosto de 2000, fomos jantar fora, o Shape e a Chantal tiveram presença no meu jantar de anos no restaurante, estivemos sempre a olhar por eles, estavam debaixo da mesa, com as trelas enroladas nos pés das cadeiras, como se fossem cobras a treparem em troncos de árvores. Tenho boas recordações desse dia, de estar com a minha irmã à janela e de os ver a serem entregues aos meus pais, de ver serradura espalhada no pêlo (custa-me não falar no plural, o Shape estará sempre ligado à Chantal), mas uma das que mais me marcou foi chegarmos ao restaurante, sair do carro, sentir nos pés o chão feito de pedrinhas, ouvir o som que delas sussurrava, e olhar para além da cerca que estava mesmo ao lado do restaurante, um prado verdejante, um dia a ficar sem luz, com o sol pintado no horizonte com tons a serem tingidos de laranja e a noite prestes a surgir. Se a felicidade é feita de pequenos momentos, eu naquele era muito feliz. Quando estávamos para ir embora sentei-me num dos degraus do restaurante, peguei no Shape pelas patinhas da frente, olhei-o olhos nos olhos, vi o focinho castiço que tinha e disse-lhe umas palavras. Sei que a memória é tramada, queria tanto me lembrar do que lhe disse, mas não consigo, apenas tenho a vaga memória dos gestos, cadências sentimentais que me ferem e me deixam com a dor feita em águas salgadas, pequenos pingos de lágrimas.

Nessa altura (2000) quando fomos até Bruxelas, o Shape e a Chantal não passaram despercebidos, quando estávamos a almoçar numa esplanada 2 raparigas chinesas (talvez fossem coreanas ou japonesas…) quando os viram pediram para tirar fotografias, aproveitei para tirar uma fotografia com uma delas.
  
 

O Shape sempre teve um porte de leão, com um ar de gingão, todo pimpão com o péssimo defeito de andar a roçar o focinho em tudo o que era pernas. Quantas vezes reclamávamos por estar sempre a rondar as nossas como se fossem um “coça focinhos”…calças brancas ou com cores claras era sinónimo de ficaram manchadas, na altura até pensei que do pêlo deles saía tinta…

O Shape detestava que fizessem dele “o meu pequeno pónei”, era uma espécie de jogo, tentava me sentar nele e por sua vez ele tentava esquivar-se ao meu peso. Perdi a conta às vezes que lhe disse “Hey cavalinho” mas com o passar dos anos deixei de fazer isso. Brincava muito com ele, o Shape era a minha "vitima"...



 
Sempre que levávamos ração nova para eles era uma euforia canina, enquanto não colocássemos a paparoca nas tigelas, o Shape e a Chantal não descansavam, e foram inúmeras as vezes em que uma briga despoletava entre a fome e a gula que a dupla canina tinha. 

O Shape sempre teve muito pelo, escovar dava uma trabalheira, e reconheço que deixei de o fazer nos últimos tempos, apenas porque o toque da escova o fazia ladrar, mas no passado domingo peguei nela e suavemente escovei-lhe a parte da cabeça, ainda o vi abanar timidamente a cauda, senti que ele estava a gostar do meu mimo, e fui mais longe, peguei numa tesoura e cortei o pêlo que consegui numa das patas, tinha o pêlo todo empastado de água e xixi.  Esse foi o meu derradeiro mimo. Uma das coisas que ele fazia quando era escovado era esticar-se, como tivesse receio que eu não o escovasse todo, era uma espécie de aviso “ei ei tens mais pelo para escovar”. Sei que não devo de pensar assim mas outra coisa que ficou por fazer era dar-lhe um banho, estava mais que prometido mas não fomos a tempo.

O Shape tinha uma particularidade, sempre que o meu pai lhe dava batatas fritas (eu sei que não se deve dar esse tipo de coisas aos animais, falem com o meu pai!) ele andava pela casa a passear, e vinha sempre pedir mais umas quantas, e até as comer, mais parecia que estava numa peregrinação a pé até Fátima. O Shape acabava por ter um grupo de batatas fritas na boca, mais para desafiar a Chantal do que outra coisa, e tinha sempre aquele porte majestoso que dizia “estou aqui, ora vejam”. Ele nunca passou despercebido, mesmo já nos seus últimos dias, aposto que os vizinhos ouviram o constante ladrar, não sei se era apenas a pedir água e comida, ou também por sentir dores, ou porque queria companhia, mas já nem em pé consegui estar.

O Shape e a Chantal morreram virgens, ele trapalhão como era bem que tentou, mas a Chantal sempre foi muito recatada, tipo donzela dos tempos antigos. Espero que no céu tenham agora tudo do bom e do melhor, mas brincadeiras à parte, acredito que os animais têm alma, preciso de acreditar nisso…

Com a vinda do Prozac lá para casa a dinâmica se alterou, primeiro o Shape rejeitou o Prozac mas com o passar do tempo ficaram muito amigos, chegando ao ponto do Shape dar pequenas mordidelas ao Prozac que este gostava muito. Por vezes num gesto de sedução o Prozac ficava à espera que ele o fosse morder. 


Depois com partida da Chantal e com a vinda da gargamela Zoe, a dinâmica voltou a se alterar, mas o Shape já estava muito debilitado, já não correspondia às brincadeiras dos outros. Mesmo assim as brigas entre o Shape e a Zoe foram algumas, ela era uma ciumenta, e ainda é. Com o passar dos meses chegou ao ponto de ter que ser arrastado pelo meu pai por causa do sol, ou ter que o levantar para poder comer e beber. Dei por mim depois da sua partida numa das janelas a imaginar que ele estava no pátio. Há imagens difíceis de se esquecer, sons que por mais incomodativos que fossem, por vezes parece que ouço o eco deles.

Agora já não temos o constante ladrar, a casa está mais silenciosa, sei que os momentos se vivem, que as memórias ficam, que a dor suaviza e que devemos relembrar sempre os bons momentos, sei que ele os teve, mas não teve o que lhe tinha para lhe dar, as minhas últimas palavras, o meu último passar das mãos pelo pêlo. Teve na passada segunda-feira um “Xau Shape”  quando fui para o trabalho, virou a cabeça e olhou para mim, sei que me viu, só que eu na altura não sabia que seria essa última vez que o iria ver. Quando soube que já tinha sido levado para ser abatido, foi como me tivessem cortado o meu para-quedas, fiquei estatelado no chão e não aguentei a dor, chorei ao telefone, chorei a caminho da casa de banho e esqueci-me que tinha colegas ao pé de mim. O que ninguém sabe é que minutos antes de ligar para casa, senti o cheiro do Shape. Foi o click. Ele já tinha partido.

Shape, Shapão, Lambão…cognomes para ele se fosse um Rei, que agora faz companhia à Princesa Chantal, e ao meu anjo de olho azul, deixando-nos todos lá em casa nostálgicos e tristes. Ele foi um amigo, mas acima de tudo foi parte integrante da minha família, nunca será esquecido e a minha família está mais pobre. 15 anos passaram-se tão depressa que não tenho mais palavras para traduzir o que a dor me tem dito ao longo deste dias. Sei que ele gostou de fazer parte da árvore da minha vida, perdi outro galho. E já tenho tantas saudades do meu Shape.

O Shape nasceu a 01/06/00 e partiu a 22/06/15.

To see a world in a grain of sand
and a heaven in a wild flower;
hold infinity in the palm of your hand
and eternity in an hour 
(de William Blake)
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Um ciclo fechou-se, 14 anos de convivência com a dupla canina (Shape & Chantal) e 15 com o Shape, e porque dificilmente irei voltar a falar deles aqui, presto uma homenagem à dupla que todos os dias deixa em mim um sentimento muito doce e muito amargo: a saudade por os ter tido comigo durante muito tempo e o vazio por já não os ter. 


E esta é uma das fotos que guardo com muito carinho.

domingo, junho 21, 2015

Sense8 - A Cena Final Vs Preciso de Mimos


Eu sei que não paro de falar de Sense8, mas faz todo o sentido escrever mais um pouco, pois tendo já visto o final, e porque os dias que tenho vivido não têm sido nada fáceis, a cena que encerra a 1ª temporada é brutal, deixou-me com um sorriso desenhado nos lábios, escondendo a tristeza que na verdade está escondida neles. 

Os motivos que me fizeram sorrir: mal ouvi os acordes da música que aparece na cena final (pele de galinha surgiu e a vontade de chorar apareceu ao de cima) é das que mais gosto, de uma banda que me diz muito. Depois gosto de histórias sobre pessoas, das ligações que temos uns com os outros, fascina-me a teia que nos liga, e no caso daquelas personagens acho que não há teia mais sublime que aquela. Gosto de olhares, em Sense8 episódio após episódio comecei a dar mais atenção às expressões de cada ator, e até nisso acho que a série é excelente, e no fim o olhar da Riley (a Dj Islandesa) é tão doce que arrepia, e por mais ficção que veja e leia, não é esta a realidade que gostaria de viver, se pudesse viveria nas páginas dos livros que leio ou entre as personagens das séries que vejo, queria também ter uma ligação com outras pessoas, com a mesma intensidade que os 8 de Sense8 têm. E mais, a cena final tem tanto, mas tanto a ver com este meu oceano que quando acabou lembrei-me dele.  

Já deixarei um dos motivos que me faz ter a tristeza desenhada nos lábios, no olhar, na alma...mas antes tenho que encerrar Sense8 com "brilho" e farei da melhor forma possível. Vejam a apresentação das personagens se tiveram curiosidade, mas na verdade escrevo este post para mim :-)









E para encerrar o post, irei deixar um dos motivos que faz com que tenha a tristeza esteja colada em mim. 

Preparo-me para a despedida do Shape. 

Quando posso, fujo da realidade, e quando consigo através da ficção, desligo-me da vida, e apesar de não ter sido nada fácil fazê-lo nestes últimos dias, Sense8 ajudou-me a desligar a tomada enquanto estava ligado a outro tipo de corrente. Foi a minha companhia.

Só voltarei quando conseguir escrever uma homenagem digna do meu Shape, são 15 anos e dói tanto, e amanhã tenho que ir trabalhar, e ter um sorriso, tenho as ideias a atropelarem-se umas às outras, e sentimentos turvos em águas que queria que fossem cristalinas. Que passe depressa, e por ironia do destino, quando a Chantal se foi, o meu sobrinho passou essa semana cá em casa, soube ontem que continuará por cá, talvez seja um sinal, pois se da outra vez agarrei-me a ele a chorar quando a Chantal foi abatida, sei que o vou fazer novamente.

Preciso de mimos.