Aposto que há pessoas que devem de pensar que me julgo um príncipe, que sou vaidoso, arrogante, nariz empinado, com ego grávido de trigémeos, que sou mais que os outros, que sou de poucas palavras (ao contrário das que escrevo), convencido, que o mundo está contra mim, entre outras coisas. Não me aflige saber disso ou pelo menos ter essa noção, bem sei que não sou uma pessoa fácil, raramente mostro os dentes (rosno mas nunca mordi ninguém), preciso de uma boa razão para isso e nem falo de piadas, falo de me sentir bem com quem está perto de mim, facilmente me desligo dos outros, e raramente sinto aquela vontade de estar ao pé de alguém que me diga alguma coisa. São raras as pessoas que têm em mim o efeito dos cogumelos alucinogénos (nunca meti um na boca), e são algumas as que me deixam com vontade de arranhar as paredes.
Sou exigente, mas porra não sou de ferro, não tenho um coração feito de pedra e por mais que queira, não consigo mudar o meu (mau) feitio, mas me custa ver certas coisas e acho que me dava um ataque de pânico ou seria o único participante de uma maratona de "saltar a tampa" se soubesse o que falam de mim pelas costas. Ou talvez nem falam, devo de ser uma daquelas moscas que estão prestes a levar com o mata-moscas mas que fogem a tempo. E mais, se ser hipócrita está "in" eu estou cada vez mais "out". Fuck it!
Bem que gostaria de me sentir um príncipe, mas quantos de nós usamos uma máscara ou uma armadura por causa dos outros? Continuo cansado de tanta coisa, e é natural que o elástico da máscara me comece a incomodar, que a língua ganhe vontade de ser solta e de ditar umas "bocas" ou apenas pulverizar os outros com um pouco do mesmo "veneno" que por vezes sinto no ar.
Tenho que me esforçar um pouco mais, fingir e imaginar que sou um príncipe de coração de pedra, com o mundo a meus pés, que não precisa de ninguém. O problema é esse, também estou cansado de fingir, e preciso tanto dos outros que quando paro e penso nos meus problemas e não dos outros, nem sei para onde me virar, ou melhor, posso o fazer mas...
Tenho que me esforçar um pouco mais, fingir e imaginar que sou um príncipe de coração de pedra, com o mundo a meus pés, que não precisa de ninguém. O problema é esse, também estou cansado de fingir, e preciso tanto dos outros que quando paro e penso nos meus problemas e não dos outros, nem sei para onde me virar, ou melhor, posso o fazer mas...
I better let you go
To find the prince you thought you found in me
I better set you free, and give you up
Just wave and say goodbye and let you live
Without a monster like me
(Depois de uma semana do festival da Eurovisão, ouvi com atenção a música da Noruega e é de uma sensibilidade extrema que na altura não me dei conta. Tenho a ouvido em loop, e há uma versão acústica que é também excelente! Faz todo sentido fazer parte deste post. O videoclip é muito bonito e a dupla encantadora...)











