"Wild" filme que valeu uma nomeação do Oscar de melhor atriz a Reese Witherspoon, baseado no livro "Wild: From Lost to Found On The Pacific Crest Trail" de Cheryl Strayed, retrata a jornada que Cheryl fez depois de uma série de tristes acontecimentos na sua vida.
Não contava gostar tanto do filme, e porque a Reese Witherspoon não é das minhas atrizes favoritas, foi uma grande surpresa. Adorei o filme, não só pela história, nem pela estrutura escolhida para passar pequenos lampejos de um passado doloroso, que levou uma pessoa a percorrer caminhos errados.
A essência do filme é muito simples, tão clara como a água ou tão escura como a dor que se sente porque a vida não é um mar de rosas. Mais parece ser feita de ramos de rosas, e para podermos cheirá-las e apreciar a sua beleza, há um senão, temos que agarrar os caules, sentir os espinhos a serem cravados nas nossas mãos. Só com sangue é que a dor é compensada pelo prazer que supostamente e aparentemente a vida tem.
Quando o filme terminou, queria mais, e eu sei porquê...acho que me faria bem pegar numa mochila, em garrafas de água, tenda e todas as outras coisas e desaparecer por um tempo. Divagar por tudo o que é sitio, caminhar sem rumo mas com um objectivo e regressar. Não para dizer que queria ir e fui mas para poder dizer que naquele período de tempo senti-me livre de tudo e de todos.
Frases retiradas do livro "Wild: From Lost to Found On The Pacific Crest Trail" que me dizem alguma coisa:
“I’m a free spirit who never had the balls to be free.”
“I was a terrible believer in things, but I was also a terrible nonbeliever in things. I was as searching as I was skeptical. I didn’t know where to put my faith, or if there was such a place, or even precisely what the word faith meant, in all of its complexity. Everything seemed to be possibly potent and possibly fake.”
“I’d only wanted to be alone. Alone had always felt like an actual place to me, as if it weren’t a state of being, but rather a room where I could retreat to be who I really was.”
“I’d only wanted to be alone. Alone had always felt like an actual place to me, as if it weren’t a state of being, but rather a room where I could retreat to be who I really was.”


























