domingo, abril 12, 2015

Relações à Distância Vs Ralações Bem de Perto

Ter alguém que está longe, deve de ser um trabalho bem árduo. Não deverá de ser fácil. Dará dores de cabeça? Será que a desconfiança acabará por ser um agente secreto quando ela (a confiança) anda numa rave até altas horas? Será como ter pregos cravados na carne que pede algo que não se pode ter quando se quer? É que a saudade dói (seja de que tipo for)...


Acho que não quereria isso para mim, era como ter o mais belo papel numa parede cheia de mofo com direito a infiltrações de água. Mais tarde ou mais cedo, o papel começaria a criar bolhas, a descolar e a ficar com cor podre.

Será que as relações à distância funcionam assim? Serão engrenagens que por mais óleo que levem, acabam por ganhar ferrugem e por mais preservativos que se use, não há vírus que escape: o da desconfiança, da traição, da "fome"com dentes aguçados e olhos esbugalhados.


Relações à distância ou ralações bem de perto? Não é bem o fruto que queira trincar, acho que morreria engasgado com uma das pevides da maçã, ou escorregaria numa casca de banana...

I feel so untouched right now...e mesmo assim, pegar e trincar, só mesmo bolachas, e aperitivos...



I go ooh ooh, you go ah ah
lalalalalalalala

I can't lie lie lie lie lie lie
I wanna wanna wanna get get get what I want
Don't stop
Give me give me give me what you got got
Cause I can't wait wait wait any more more more more
Don't even talk about the consequence
Cause right now you're the only thing that's making any sense to me
And I don't give a damn what they say, what they think think
Cause you're the only one who's on my mind
I'll never ever let you leave me
I'll try to stop time for ever, never wanna hear you say goodbye (bye bye bye)





sábado, abril 11, 2015

Ter Um Blog é Bom Porque...

Ontem tive um final de noite que me deixou com a cabeça num grande caco, ideias esmifradas por tudo o que era recanto, e quando estava para desligar o tablet, tinha um e-mail de alguém que não conhecia.

Li as palavras e fizeram-me pensar...

Não fiquei indiferente ao que me contaram, nem sei bem como descrever o que senti quando acabei o e-mail. O que tem de gratificante os blogs, são as partilhas e quando se toca em certos temas, nada me passa ao lado, nunca serei indiferente. 


Por vezes sou uma esponja, absorvo tudo o que me dão.

Sempre que alguém me diz que vem a este oceano, que lê o que escrevo, é um elogio, é gratificante! Escrevo para mim, mas quando sinto que há algo mais que palavras é...

Não sou nenhum cubo de gelo, eu derreto-me com facilidade. Ainda hoje, depois de algumas horas, as palavras que li fazem eco. Não há som mais revigorante que esse. E o gelo continua a derreter!


Estas palavras são para ti, porque ter um blog é bom porque...

I'm giving you a nightcall to tell you how I feel
I’m gonna drive you through the night down the hills
I’m gonna tell you something you don’t want to hear
I’m gonna show you where it’s dumped but have no fear

There’s something inside you
It's hard to explain
There’s something inside you, boy
And you’re still the same


Eu, em Versão Drag Queen?!

Mais uma da minha irmã, até me disse para não levar a mal, pelos vistos eu e ela nascemos trocados. Quando falo de roupa, falo como se fosse uma ELA e não um ELE. Até parece, não tenho a mínima apetência para estar nas compras...

Eu, em versão Drag Queen? Só pode ser essa a alternativa. 

Não obrigado!


Clean my sparkling teeth
Brush down my sparkling sides
Thy nervous blood will become undone
From impedious, pounding ideas

(adoro este duo!!!)

2015/2016 (O Fim?!) Vs Barril de Tinta

Eu sabia que este dia iria chegar, demorou mas felizmente chegou.

Hoje depois de acabar a tatuagem da avezinha (acabar como quem diz, quero uns retoques), e de ter falado com o meu tatuador (acho que estava com a corda toda) muita coisa ficou decidida. Disse-lhe que queria ir de férias das tatuagens e que depois voltaria, até porque com a conversa que tivemos, apesar do meu projeto inicial de 3 tatuagens, outras surgiram e hoje fechei a temporada 2015/2016 de tatuagens. Acho que não me fico por aqui. 2017 será um grande ano!

Se as 3 tatuagens iniciais contam uma história (as ondas, a avezinha e a árvore da vida) as outras 3 são fruto da minha imaginação e persistência em dar vida às minhas ideias.

As próximas são:

- A Sereia, que será um desenho original e complexo (palavras do D.) feito pelo meu tatuador, será na perna esquerda à frente, só que ele quer algo em grande, irá descer da zona acima do joelho e irá percorrer a perna até ao tornozelo. Acho que sou um louco que para aqui anda. Arrependerei-me? Só se não a fizer.

- A dualidade do meu EU (um sol dividido em 2...), será nas costas. Outro desenho original, também lhe pedi que o fizesse, mas será só para 2016. 

- O Abstrato. Ganhei coragem e mostrei-lhe o desenho que fiz há mais de 10 anos. Não me disse se gostou pois é abstrato e disse que o faria numa tatuagem. Porque quero cores ele irá escolher as quentes. E o melhor é que irá fazer uma ligação à tatuagem da avezinha, Ainda lhe mostrei um outro, não para tatuar. Teve graça o que ele viu nele, enquanto numa parte vejo um papagaio em cima de um skate, ele viu o skate mas em vez de uma ave, viu um monstro. Olhei, mas não o vi.

O desenho a tatuar é este, será outra tatuagem com história.


Tenho dias que o que mais quero é mergulhar num barril de tinta, e desaparecer...sair de lá diferente. E hoje sinto-me assim. Diferente. Um verdadeiro weirdo. Preciso de sentir a vida em mim, se tiver que ser pelas tatuagens, que seja. É uma fase, mas nunca mais a esquecerei. Sinto-me tão próximo como gostaria de me ver ao espelho. E a opinião dos outros, deixou de ter importância.

And I'm craving, craving, craving something I can feel
Where do I go, what do I need, is it ecstasy or is it fear?
Am I on my own, am I even close
'Coz I'm craving, craving, craving something I can feel


sexta-feira, abril 10, 2015

Zona de Conforto Vs GAME OVER



Numa conversa de bloggers disseram-me que se tivesse que escolher entre arriscar ou ficar na zona de conforto, iria escolher ficar na zona de conforto. Entendo o porquê e tenho perfeita noção disso, uma parte do que aqui escrevo é sobre os meus anseios, sonhos, uns esquecidos outros bem vivos e palpitantes nos meus ideais amorosos e não posso ignorar o que vive dentro de mim. 

No campo amoroso estou sempre de pé atrás, ou melhor, nunca o pisei.  Quero-o tanto que nem sei como o ter. Mas nem sempre temos o que queremos, e eu há já algum tempo me mentalizei, não nasci para ser amado, mas também não nasci para me f*d*r*m a cabeça. 

Que quem ama e é amado, por vezes anda f*d*d* da cabeça.

Zona de conforto ou arriscar, eis a questão!

Fora deste blog sou ligeiramente diferente, pois há coisas que não consigo partilhar por palavras escritas. 

Este manual de sobrevivência que tenho escrito (que é uma espécie de âncora para não me perder nos mares dos outros), caso naufrague, não me irá valer de nada. 


Se me dessem a escolher ser um cisne branco com penas translucidas ou uma ave grotesca de penas pretas, a escolha seria o politicamente errado...se pudesse seria um abutre. 

O preto no branco nunca fez mal a ninguém e até nas cores quero uma mudança.


Irei arriscar sempre que puder e conseguir. Se o amor estiver numa slot machine, colocarei a moeda, se estiver numa roleta, pagarei para ver, e se estiver num jogo de setas, lançarei o dardo, e mesmo que falhe o alvo, ao menos terei tentado. Mas a minha realidade é outra, o meu universo é uma distopia que inventei, portanto a moeda, a roleta e a seta fazem parte da maléfica sorte. Não a consigo controlar. Maldita sejas!

Se o amor estiver numa bala de uma roleta russa, não dispararei tentando, a bala surgirá e a morte será certa. GAME OVER!



I feel so extraordinary
Something's got a hold on me
I get this feeling I'm in motion
A sudden sense of liberty
I don't care 'cause I'm not there
And I don't care if I'm here tomorrow
Again and again I've taken too much
Of the things that cost you too much

I used to think that the day would never come
I'd see delight in the shade of the morning sun
My morning sun is the drug that brings me near
To the childhood I lost, replaced by fear
I used to think that the day would never come
That my life would depend on the morning sun...



segunda-feira, abril 06, 2015

Despedidas Vs Engolir a Vergonha

Após alguns dias com o meu sobrinho, deveria de estar a regozijar-me, mas não, hoje logo pela manhã resolvi não sair da cama. Cada vez mais é complicado de me despedir dele.

Acordei com um peso na consciência por não lhe ter ido dar um beijinho, mas ver aqueles olhos de satisfação logo pela manhã e sabendo o quanto me custa as despedidas,  preferi não o fazer. Chorei na mesma. O problema foi não ter ido trabalhar,  acredito que ocupar a mente com outro tipo de problemas, ajuda a pôr em pause o que realmente mexe connosco e destrói um pouco a tranquilidade dos bons momentos que passamos junto de quem amamos.

Nestes dias que passaram vi o meu sobrinho, que nem tem 3 anos, de lápis de cor nos dedos. O que fez foi rabiscar o livro de colorir que os avós e o tio lhe ofereceram. Ele ainda não tem capacidade para pintar como um artista (espero sinceramente que ele seja um pouco de tudo). Tentei ajudá-lo num dos desenhos mas ele não estava muito interessado em aprender, queria era apenas rabiscar. 

O que realmente me deixou satisfeito, foi ter passado aqueles momentos com ele, pois em miúdo sempre tive uma pancada por livros de colorir. Mas soube a pouco...



E porque ando a ter ideias parvas (ou talvez não), no próximo sábado vou fazer um teste à minha capacidade de engolir a vergonha e perguntar ao meu tatuador o que acha de um dos desenhos que fiz há mais de 10 anos. Longe de ser um bom desenho, é algo que eu criei, no abstracto que sempre me disse alguma coisa. Estou para ver a reacção dele...se ele disser que o consegue tatuar, que até é original e daria uma boa tatuagem, já tem destino, perna direita, à frente e abaixo do joelho. É que o desenho por mais abstrato que seja, marcou uma fase em que tentei desenhar, lápis nos dedos sem rumo no papel. Não é isso que o torna especial, é porque no verão em que o criei, andava a minha avó a cirandar no pátio, e ela não estando fisicamente viva, está ligada à memória que tenho ao fazer o desenho.


Posso ter chorado hoje, posso ter ideias parvas por querer continuar a ganhar cor ou tons de preto na minha pele, e apesar de me sentir numa montanha-russa, quero continuar a sentir-me parvo com sentimentos honestos e ideias que me dizem alguma coisa, só assim tudo o resto faz sentido.

domingo, abril 05, 2015

Orgasmo Bjorkiano


Björk está de volta com "Vulnicura". Apesar de ainda ter ouvido apenas 5 das 9 músicas, não contava que logo na primeira, "Stonemilker", ganhasse aquela sensação na pele, uma espécie de formigueiro a passar pelos braços e em caminhada lenta até alcançar o meu pescoço. 

O álbum abre da melhor forma possível, uma obra de arte feita de sons com uma melodia feita de violinos, um pecado que deve de ser repetido. Tenho o feito, e não preciso de me confessar...

Em "Black Lake" que apesar de ter mais de dez minutos, é das músicas mais intensas que já ouvi da Björk. Parece que é feita de pequenos retalhos musicais, e a letra, uma confissão, um desalento em relação a alguém. Quando a ouvi pela primeira vez, foi imaginar encontrar a pessoa que iria mudar a minha forma de ver o amor, e quando a música chega aos 4:28 é como se eu estivesse ao seu alcance, e o ribombar dos nossos corações entrasse no mesmo compasso, a espera deixaria de existir, e o ritmo seria apenas um...um orgasmo Bjorkiano.

Fairy Tale Vs Short Stories

Estava nos meus vinte e um anos quando me cruzei com a música Message Personnel da Dot Allison. Na altura era uma espécie de mantra, sempre que a ouvia era como estivesse hipnotizado e saísse do globo de neve onde vivia (ainda hoje vivo num, mas já não é de neve). 


Apesar de na altura não saber nada da vida e muito menos entender como é que a questão hormonal funcionava, eu sonhava a dormir e acordado, e até tinha momentos que parecia estar a ver um mal-me-quer em 3D e cada minuto que passava, eu depenava a pobre da flor. 


Queria que alguém gostasse de mim, e o tal jogo he loves me he loves me not era sobre a minha pessoa. Até que ponto eu gostava de mim...até onde era capaz de ir...Há cerca de 10 anos atrás não moveria uma palha do palheiro onde vivia, mas porque não sou nenhum burro, hoje ando a fazer um certo tipo de limpeza, que apesar de não ser espiritual, está a dar-me liberdade para me sentir bem com o que tenho.


A razão deste post é muito simples. Ontem à noite, sob o meu olhar, vi uma "peça" que visualmente encaixa na perfeição no que faz o meu coração palpitar de curiosidade (falo em termos físicos...faltou o principal), para não dizer outra coisa. É escusado dizer o porquê, e reconheço, sou demasiado exigente com o que eu acho ou não acho que encaixa em mim...talvez por isso ninguém é a peça que eu queira o encaixe. 
Serei sempre um puzzle incompleto.

Vivo a utopia de um fairy tale ou contento-me com short stories

Porque não vivo num conto de fadas e de pequenas histórias o meu amor não sobreviveria, porque não me quero cortar na desilusão e apesar de continuar a depenar o tal mal-me-quer, já não me faz diferença se alguém me ama, ou se alguém me detesta. 

I've been so fucking wrong...

Talvez seja o sinal do tempo, desde que não seja de um cancro, continuarei por cá, à espera que alguém me faça parar de depenar simples flores. 

Love Is Colorful Vs Arame Farpado

Quando vi a 3 imagens que fazem parte de "Love Is Colorful: Ad Campaing Shows That Love Comes In All Shapes, Colors and Sizes" e porque gosto da originalidade no que é simples, não me importaria de ficar com a boca com colorida.

Realmente o amor não tem formas, nem cor, nem tamanhos, mas quanto ao meu, não o consigo definir...

Acho que não tem cor para além da cor de sangue, resultado do arame farpado que tem à volta dele. 

Só toca nele quem eu quero e quem é astuto ao ponto de o conseguir. 

Resulta? Não! 

Faz-me bem? Não!

Continuo com o arame farpado? Sim, mais vale sangrar pela ausência, do que sangrar por algo que não consigo entender. 

Desde que não ganhe ferrugem, o arame faz-me querer sobreviver, à espera que alguém me pinte os lábios e mude a cor do que sai dentro de mim. 




Apesar de brilhantes na mensagem que passam, se fosse eu o alvo das cores, gostaria que elas fossem mais...tenho que pensar em ir a um daqueles festivais das cores...


sábado, abril 04, 2015

Bunnies

Nesta altura do ano, se as pessoas entrassem no espírito dos bunnies e deixassem de lado as amêndoas, e os ovos de chocolate o Domingo de Páscoa seria muito mais interessante...





A vida já é um pouco amarga, mas com tanto açúcar, ao menos ela poderia tornar-se mais doce o resto do ano...fazer-nos querer um varão só para vermos os outros a girarem...


Ou apenas matar a fome com pequeninas dentadas em chocolate...mas pouco...