sexta-feira, abril 03, 2015

Rebel Heart de Madonna - My Album Review


 

Dia ideal para este post! Sexta-feira Santa! Porque ela, a Madonna, devota da controvérsia, em que anda descalça sobre as brasas da religião e peca sempre que faz alguma coisa, aqui deixo o que acho do seu último álbum...

No passado Domingo fui até à Fnac e comprei a edição mais “completa” do álbum “Rebel Heart” e fiquei a pensar que estaria a gastar dinheiro em músicas que provavelmente seriam más, mas que dificilmente seriam tão más como as do álbum anterior álbum “MDNA” (para mim o pior da carreira dela).

O álbum não é comparável por exemplo a “Ray of Light” (para mim um dos melhores álbuns da Madonna) mas não é mau de todo, mas longe de ser perfeito. Acho que a Madonna tendo a idade que tem não precisa de provar nada a ninguém, e com “Rebel Heart” tenta à força estar atualizada em termos musicais quando ela deveria era de inovar e não de seguir as tendências.


Rebel Heart” tem músicas a mais, uma grande mixórdia de sons (até há uma com uma pitada de reggae...adorei!!!) e a há músicas que são horripilantes de se ouvir, e algumas até contêm partes que até são interessantes (por exemplo em Holy Water, há um mini excerto com letra de Vogue, e em Veni Vidi Vici, o refrão é o melhor, e há referências a outras músicas dela na pior parte da música). 

Começo a pensar que a marca “Madonna” para algumas pessoas é sinónimo de boa música, mas não é, nem deveria de ser. Ela está a perder a ”qualidade” que sempre vi nela desde miúdo.

Entre as que eu gosto (Hold Tight, Devil Pray, Unapologetic Bitch, HeartBreakCity, Ghosttown e Illuminati) a que mais me pede ser ouvida é Inside Out, talvez porque é das mais simples, gosto da letra, e não há uma tentativa de criar uma sonoridade que tenha tudo e mais alguma coisa. 


Se é este o “Rebel Heart” que ela pretendia passar, ela de rebelde já tem pouco, as suas músicas não são vanguardistas, são apenas seguidoras de sons criados por outros. Entre a mais de 19 músicas, as que gosto, no seu conjunto fariam um álbum quase perfeito! 

Hold me closer, full disclosure
Let it out, let me in
On your knees, confess to me
Every doubt, every sin
That’s how love’s supposed to be

I wanna know what you’re all about
You’re beautiful when you’re broken down
Let your walls crumble to the ground
Let me love you from the inside out

Every scar that you try to hide
All the dark corners of your mind
Show me yours, and I’ll show you mine
Let me love you from the inside out

quinta-feira, abril 02, 2015

Quando Cai "Neve" das Ondas...




Quando pensei no meu projeto das 3 tatuagens sabia que teria que desembolsar uma determinada maquia, mas depois de alguns meses, além de não sei quantos rolos de cozinha gastos para o penso, de pelo menos 3 rolos de fita para ajudar na criação dos pensos mais arcaicos que possam existir à face da terra e não sei quantas bisnagas de bepanthene, não é que me dei conta que estava a cair “neve” das minhas ondas?

Não sou destas coisas mas tive que comprar um creme hidratante para pôr na perna. É que a neve na versão de pele seca a cair das ondas é sinal que a esta nova pele que me veste pede proteção, e porque sou um pouco esquisito para cremes e afins, a escolha recaiu num com cheiro a coco. Yummy!

Já que preciso de um creme, que seja com um cheiro que gosto. Tenho é que ser bastante comedido na porção que ponho, não quero que no meu trabalho alguém se vire e pergunte “alguém aqui cheira a coco…” 

Amanhã espero eu acabar duma vez por todas a 1ª tatuagem.


I'm a flame
You're a fire
I'm the dark in need of light
When we touch, you inspire
Feel the change in me tonight
So take me up, take me higher
There's a world not far from here
We can dance in desire
Or we can burn in love tonight

domingo, março 29, 2015

Yummy Eyes Vs Guerra Fria


Não sei como é com os outros, por vezes sei que há determinadas pessoas em certas horas do dia que poderão estar num especifico lugar (I'm not a stalker). Hoje estava eu com o sorriso sem causa aparente espelhado na minha cara quando me viro e vejo "a pessoa" a olhar para mim. Há momentos que penso que tenho o "T" de tolo" na testa, não sei se foi o caso, mas uma coisa posso dizer, é tem uns yummy eyes, olhos que são um autêntico doce que facilmente os descrevo, se por um lado fazem-me lembrar os olhos dóceis dos desenhos animados, por outro, contêm a profundidade que tanto me diz num olhar. 


É ele (o olhar) que faz o meu coração ressaltar dentro da jaula em que permanece, é o órgão que se excita, que vomita golpadas de sangue para as veias que percorre todo o meu corpo. Foi o que senti, e sentirei sempre que olho sem ser notado. Talvez também me olhem sem eu notar, talvez...


Não sou estático ao ponto de fingir que sou feito de ferro com um coração de pedra, nem espero que as coisas aconteçam num estalar de dedos, antes fossem, seria bem fácil, já os estava a estalar...


Posso estar a viver num clima de Guerra Fria, mas sem ogivas nucleares e espiões russos infiltrados na minha vida, vá lá que o dia de hoje começou bem, senti-me bem aconchegado na ilusão de um sonho. Respirei fundo as vezes que foram necessárias para poder amanhã agarrar os cornos do touro e ver se a tourada (não sou a favor delas...) de mais uma manic monday passa de forma ligeira, sem grande estardalhaço.


O ideal era mesmo ter uns patins em linha nos pés (não sei andar neles convém dizer, mas gostava de dar uns valentes trambolhões), o leitor de MP3 enfiado na algibeira e auscultadores enterrados nos ouvidos a ouvir em loop "All Of it But Me"...

sábado, março 28, 2015

Acredito no Amor?!


Na sequência de um comentário a um post que aqui deixei, em que digo que há uma parte de mim que não acredita no amor, eu posso explicar de uma forma simples, a razão porque o disse...

Eu vejo o amor como um conto de fadas, com um final feliz...

...vejo-o como a versão amorosa da alma gémea... 

...vejo-o como o fruto pecaminoso que o Adão e a Eva tiveram o desplante de o comerem e nos fizeram ter uma vida "negra"...

...vejo-o da forma abstracta como se vê um quadro, cada um vê o que quer, mas no fundo é um conjunto de cores e formas que juntas dão um belo quadro. Os nossos corpos são as formas, as cores os sentimentos...

...vejo-o como uma partilha sem fim, sem segundas intenções, uma fusão cósmica de orgamos partilhados nas mais diversas posições, seja através de beijo, dum abraço, de sexo, de um olhar, de um toque, de uma palavra, de um sorriso...

...vejo-o como mais pessoas o vêem e não o vejo como fast food e muito menos como cimento para solidificar o caos de cacos que por vezes todos nós somos...

...vejo-o a cores mas nem as sempre as distingo, acabo por apenas ver preto no branco...

...vejo-o nos outros, e pouco em mim...tenho dias que o sinto, tenho dias que não, tenho dias que sei que ele existe, tenho outros que me esqueço que ele está onde menos espero. E eu nunca espero por ele, nunca esperei...daí este espaço chamar-se "No Limite do Oceano", pois nesse limite está a linha do horizonte, e é lá que o vou encontrar.


Eu acredito no amor, mas mais vale ter um plano B quando sei que parte de mim refuta qualquer ideia concebível de aceitar a sua existência. 

If I asked you now
Will you be my prince
Will you lay down your armour
When you open me

All the power in me moves 
How you want to see 
All the depths of me real 
When you open me 
All the power in me moves 
feel real 
How I love you 
When I look into your eyes 
There's a danger inside 
When I see the edge 
can never hide 
See my runningrunningto you from you to you 
There's a strange love inside 
It's getting louder 
And louder and louder and louder and louder 
There's a danger I can't hide 
Who I amit's who I amit's who I am 
I'm in love! 


Casa Procura-se...

Já são 2 bloggers (que eu tenha conhecimento) que colocaram posts em que mostram a sua casa de sonho. E não querendo ser macaco de imitação, e até porque já tinha dito ao Namorado que estava para mostrar a minha, aqui estão as ideias, não passam disso, pois poderão ver, só mesmo em sonhos é que eu terei uma assim.

Gosto de casas tipo "puzzle", há quem diga que são caixotes, que sejam, não me importava de viver num.


Na sala de estar, para me sentir bem, teria que ter a fusão das seguintes 3 imagens, um local bem iluminado, com espaço para enfiar uma catrefada de livros, algo com o estilo anos 70, uma lareira que fumasse bem, pois não quereria morrer asfixiado com dióxido de carbono na sala dos meus sonhos e um jogo de pedras que formasse uma imagem, um vórtice.




A cozinha não seria grande, não precisaria de muito espaço para andar dum lado para o outro, a sujar tudo e mais alguma coisa, nas tentativas falhadas em criar o mais saboroso prato. 


O acesso ao piso superior teria que ser original...


A casa de banho talvez fosse um osso difícil de roer...Em termos de sanita, o ideal era mesmo que ela fosse sob um vidro à prova de bala, sob um "canal" fechado ao piso inferior. A banheira preta...



O meu quarto teria que ser o mais simples possível, com teto com cobertura, para sempre que estivesse a chover pudesse ver os pingos de chuva colidirem com outro vidro à prova de bala. 


Teria um quarto para arrumar as pilhas de livros, um cantinho para ler e claro para escrever.



Nesse mesmo quarto teria um acesso ao sótão (por mais caixotes encavalitados uns em cima dos outros que a casa fosse, teria que ter com um "pico").


E porque é preciso se ser original no que toca ao exercício físico, o sótão teria essa finalidade:


E para finalizar, esta minha pequena "concha" teria um jardim...



sexta-feira, março 27, 2015

Relações Abertas?! Não Obrigado!


Vou falar do que nunca vivi mas não é por isso que não deixo de ter opinião. 

Ontem vi a season finale da série Looking e um dos temas abordados foram as relações abertas que podem existir entre 2 pessoas. Eu pessoalmente acho que a partir do momento que a relação é aberta, chamar-lhe de relação é mais uma ralação do que outra coisa. 

Cada um é livre de fazer o que quer, mas não creio que ter a liberdade de passar a mão pelo pêlo de outras pessoas, faz dela um motivo para apimentar o que à partida deveria de já ter pimenta suficiente para levar avante um futuro a dois. 


Se tivesse numa relação e me viessem com esse tipo de cantilena era meio caminho para pôr em causa tudo o que a outra pessoa poderia estar a sentir em relação a mim. Mais valia afogar as esperanças que tinha em relação à pessoa e guardar certos sonhos para quem os merecesse.

Quando alguém precisa de “ter” outras pessoas é um sinal de que a relação está tremida? Será um escape, uma forma de tirar o travão do desejo e tentar acelerar para a vontade que se tem entre as pernas? 

Certamente o que não faltam são amigos e amigas coloridos neste mundo, daí pensar se vale a pena uma relação quando o que há mais à nossa volta são pessoas que mais parecem autênticos doces de lamber e trincar e em alguns casos de chorar por mais. 

O doce quando é viciante e os sentimentos brotam como botões de rosa e ficam logos queimados, começa a saber a azedo…(atenção não estou de falar de nada que tenha vivido…).



E por falar em relações…acho que se algum dia entrar de cabeça numa não vou querer que a pessoa saiba este oceano, a relação será fechada, e com barragem em relação a este espaço. Vou querer dividir-me em dois: o que potencialmente poderá amar alguém, e aquele que não acredita no amor...


Another conversation with no destination
Another battle, never won
And each side is a loser
So who cares if I fire the gun

And I'm learning, so I'm leaving
And even thought I'm grieving
I'm trying to find the meaning
Let loss reveal it
Let loss reveal it

(A Florence + The Machine está de regresso e sem os gunichos estridentes em St Jude fazem desta música uma autêntica canção de embalar)

quarta-feira, março 25, 2015

Uma Imagem para um Blogger


Cruzei-me com esta imagem, e apesar de já ter dedicado textos a algumas pessoas, desta vez fico-me por uma imagem. O blogger a quem a dedico, certamente não vai achar piada nenhuma, mas tendo em conta que eu gosto de ser do contra, e gosto da vampiradas, achei genial a fusão do Mickey com um vampiro. É pena que nesta não se vejam os dentes. 

segunda-feira, março 23, 2015

Triplicidades Vs Nervos


Se pudesse eu hoje me teria repartido em 3, o que vai para o trabalho, o que tem família e no meu outro Eu, do qual tantas vezes me esqueço que existe.

Julguei que o dia seria um lançar de dados, ver até onde a sorte os faria parar e esperar pelos resultados. Não foi bem isso que aconteceu, os dados foram lançados, e ainda não pararam de rodar…

Queria ter um cérebro para cada tipo de problema, queria ser um bom ator e ter disfarçado no trabalho que era apenas mais uma segunda-feira, mas não foi. Sou péssimo ator, teria deixado o cérebro que acaba de acordar e teria levado comigo o que quer é trabalhar.


O que é estranho é que não tive os nervos à flor da pele, nem ela foi esventrada por eles…abracei a apatia com quem abraça a alma gémea, deixei-me ir ao longo das horas e por mais cego que eu quisesse ter estado, eu vejo e vejo muito bem. 

Queria ter tido a nudez de espírito e a carne que se gruda aos ossos.

Os Nervos

Começaram-se-lhe os nervos, um dia, a reproduzir com uma violência inusitada, abrindo-lhe por fim a pele, por fora da qual, como a hera nas paredes, rapidamente se espalharam, sobrepondo-se aqui e acolá à própria roupa, com que deixou de poder dissimular o acontecido. 


Não havia, além disso, peça de vestuário que, depois de a ter vestido há algumas horas, o seu espírito já quase não houvesse totalmente devorado. 


O mesmo sucedia com os óculos. À nudez que o espírito lhe impunha, vinha-se juntar assim uma espécie de cegueira, entre as quais não tardou a haver quem encontrasse afinidades.

(Texto de Luís Miguel Nava, partilhado pelo 1º leitor ao vivo e a cores)

(Se alguém souber o que esta aqui em baixo tomou, é dizerem-me...)