sábado, março 28, 2015

Acredito no Amor?!


Na sequência de um comentário a um post que aqui deixei, em que digo que há uma parte de mim que não acredita no amor, eu posso explicar de uma forma simples, a razão porque o disse...

Eu vejo o amor como um conto de fadas, com um final feliz...

...vejo-o como a versão amorosa da alma gémea... 

...vejo-o como o fruto pecaminoso que o Adão e a Eva tiveram o desplante de o comerem e nos fizeram ter uma vida "negra"...

...vejo-o da forma abstracta como se vê um quadro, cada um vê o que quer, mas no fundo é um conjunto de cores e formas que juntas dão um belo quadro. Os nossos corpos são as formas, as cores os sentimentos...

...vejo-o como uma partilha sem fim, sem segundas intenções, uma fusão cósmica de orgamos partilhados nas mais diversas posições, seja através de beijo, dum abraço, de sexo, de um olhar, de um toque, de uma palavra, de um sorriso...

...vejo-o como mais pessoas o vêem e não o vejo como fast food e muito menos como cimento para solidificar o caos de cacos que por vezes todos nós somos...

...vejo-o a cores mas nem as sempre as distingo, acabo por apenas ver preto no branco...

...vejo-o nos outros, e pouco em mim...tenho dias que o sinto, tenho dias que não, tenho dias que sei que ele existe, tenho outros que me esqueço que ele está onde menos espero. E eu nunca espero por ele, nunca esperei...daí este espaço chamar-se "No Limite do Oceano", pois nesse limite está a linha do horizonte, e é lá que o vou encontrar.


Eu acredito no amor, mas mais vale ter um plano B quando sei que parte de mim refuta qualquer ideia concebível de aceitar a sua existência. 

If I asked you now
Will you be my prince
Will you lay down your armour
When you open me

All the power in me moves 
How you want to see 
All the depths of me real 
When you open me 
All the power in me moves 
feel real 
How I love you 
When I look into your eyes 
There's a danger inside 
When I see the edge 
can never hide 
See my runningrunningto you from you to you 
There's a strange love inside 
It's getting louder 
And louder and louder and louder and louder 
There's a danger I can't hide 
Who I amit's who I amit's who I am 
I'm in love! 


Casa Procura-se...

Já são 2 bloggers (que eu tenha conhecimento) que colocaram posts em que mostram a sua casa de sonho. E não querendo ser macaco de imitação, e até porque já tinha dito ao Namorado que estava para mostrar a minha, aqui estão as ideias, não passam disso, pois poderão ver, só mesmo em sonhos é que eu terei uma assim.

Gosto de casas tipo "puzzle", há quem diga que são caixotes, que sejam, não me importava de viver num.


Na sala de estar, para me sentir bem, teria que ter a fusão das seguintes 3 imagens, um local bem iluminado, com espaço para enfiar uma catrefada de livros, algo com o estilo anos 70, uma lareira que fumasse bem, pois não quereria morrer asfixiado com dióxido de carbono na sala dos meus sonhos e um jogo de pedras que formasse uma imagem, um vórtice.




A cozinha não seria grande, não precisaria de muito espaço para andar dum lado para o outro, a sujar tudo e mais alguma coisa, nas tentativas falhadas em criar o mais saboroso prato. 


O acesso ao piso superior teria que ser original...


A casa de banho talvez fosse um osso difícil de roer...Em termos de sanita, o ideal era mesmo que ela fosse sob um vidro à prova de bala, sob um "canal" fechado ao piso inferior. A banheira preta...



O meu quarto teria que ser o mais simples possível, com teto com cobertura, para sempre que estivesse a chover pudesse ver os pingos de chuva colidirem com outro vidro à prova de bala. 


Teria um quarto para arrumar as pilhas de livros, um cantinho para ler e claro para escrever.



Nesse mesmo quarto teria um acesso ao sótão (por mais caixotes encavalitados uns em cima dos outros que a casa fosse, teria que ter com um "pico").


E porque é preciso se ser original no que toca ao exercício físico, o sótão teria essa finalidade:


E para finalizar, esta minha pequena "concha" teria um jardim...



sexta-feira, março 27, 2015

Relações Abertas?! Não Obrigado!


Vou falar do que nunca vivi mas não é por isso que não deixo de ter opinião. 

Ontem vi a season finale da série Looking e um dos temas abordados foram as relações abertas que podem existir entre 2 pessoas. Eu pessoalmente acho que a partir do momento que a relação é aberta, chamar-lhe de relação é mais uma ralação do que outra coisa. 

Cada um é livre de fazer o que quer, mas não creio que ter a liberdade de passar a mão pelo pêlo de outras pessoas, faz dela um motivo para apimentar o que à partida deveria de já ter pimenta suficiente para levar avante um futuro a dois. 


Se tivesse numa relação e me viessem com esse tipo de cantilena era meio caminho para pôr em causa tudo o que a outra pessoa poderia estar a sentir em relação a mim. Mais valia afogar as esperanças que tinha em relação à pessoa e guardar certos sonhos para quem os merecesse.

Quando alguém precisa de “ter” outras pessoas é um sinal de que a relação está tremida? Será um escape, uma forma de tirar o travão do desejo e tentar acelerar para a vontade que se tem entre as pernas? 

Certamente o que não faltam são amigos e amigas coloridos neste mundo, daí pensar se vale a pena uma relação quando o que há mais à nossa volta são pessoas que mais parecem autênticos doces de lamber e trincar e em alguns casos de chorar por mais. 

O doce quando é viciante e os sentimentos brotam como botões de rosa e ficam logos queimados, começa a saber a azedo…(atenção não estou de falar de nada que tenha vivido…).



E por falar em relações…acho que se algum dia entrar de cabeça numa não vou querer que a pessoa saiba este oceano, a relação será fechada, e com barragem em relação a este espaço. Vou querer dividir-me em dois: o que potencialmente poderá amar alguém, e aquele que não acredita no amor...


Another conversation with no destination
Another battle, never won
And each side is a loser
So who cares if I fire the gun

And I'm learning, so I'm leaving
And even thought I'm grieving
I'm trying to find the meaning
Let loss reveal it
Let loss reveal it

(A Florence + The Machine está de regresso e sem os gunichos estridentes em St Jude fazem desta música uma autêntica canção de embalar)

quarta-feira, março 25, 2015

Uma Imagem para um Blogger


Cruzei-me com esta imagem, e apesar de já ter dedicado textos a algumas pessoas, desta vez fico-me por uma imagem. O blogger a quem a dedico, certamente não vai achar piada nenhuma, mas tendo em conta que eu gosto de ser do contra, e gosto da vampiradas, achei genial a fusão do Mickey com um vampiro. É pena que nesta não se vejam os dentes. 

segunda-feira, março 23, 2015

Triplicidades Vs Nervos


Se pudesse eu hoje me teria repartido em 3, o que vai para o trabalho, o que tem família e no meu outro Eu, do qual tantas vezes me esqueço que existe.

Julguei que o dia seria um lançar de dados, ver até onde a sorte os faria parar e esperar pelos resultados. Não foi bem isso que aconteceu, os dados foram lançados, e ainda não pararam de rodar…

Queria ter um cérebro para cada tipo de problema, queria ser um bom ator e ter disfarçado no trabalho que era apenas mais uma segunda-feira, mas não foi. Sou péssimo ator, teria deixado o cérebro que acaba de acordar e teria levado comigo o que quer é trabalhar.


O que é estranho é que não tive os nervos à flor da pele, nem ela foi esventrada por eles…abracei a apatia com quem abraça a alma gémea, deixei-me ir ao longo das horas e por mais cego que eu quisesse ter estado, eu vejo e vejo muito bem. 

Queria ter tido a nudez de espírito e a carne que se gruda aos ossos.

Os Nervos

Começaram-se-lhe os nervos, um dia, a reproduzir com uma violência inusitada, abrindo-lhe por fim a pele, por fora da qual, como a hera nas paredes, rapidamente se espalharam, sobrepondo-se aqui e acolá à própria roupa, com que deixou de poder dissimular o acontecido. 


Não havia, além disso, peça de vestuário que, depois de a ter vestido há algumas horas, o seu espírito já quase não houvesse totalmente devorado. 


O mesmo sucedia com os óculos. À nudez que o espírito lhe impunha, vinha-se juntar assim uma espécie de cegueira, entre as quais não tardou a haver quem encontrasse afinidades.

(Texto de Luís Miguel Nava, partilhado pelo 1º leitor ao vivo e a cores)

(Se alguém souber o que esta aqui em baixo tomou, é dizerem-me...)

domingo, março 22, 2015

Estacas Vs Chris Millington No Limite Do Oceano


Estacas

"Os meus ossos estão espetados no deserto, não há um só no meu corpo que lhe escape. Cravados todos eles na areia do deserto, uns a seguir aos outros, alinhados. 

Seria absurdo falar-se de esqueleto.

A pele foi entretanto soterrada, há quem já tenha caminhado em cima dela. Quem diria? 
A pele, outrora hasteada, uma bandeira, quase uma coroa. 

O vento apoderou-se-me das vértebras. 
O próprio sol que entre elas brilha é descarnado, um sol deserto, onde o deserto penetrou. 

Talvez pudéssemos lavá-lo, este deserto, quem sabe, ou amarrá-lo, amordaçá-lo. 
A pele garante o espaço, o resto logo se veria." 

 De Luís Miguel Nava (Excelente texto enviado pelo meu 1º leitor ao vivo e a cores)

Sei que não devemos viver presos ao passado, nem devemos julgar os inúmeros “ses” da vida como encruzilhadas por onde passamos mas por qualquer motivo somos levados para um determinado caminho. Ao longo dele cravamos no chão as estacas do tempo, e são elas que nos regem, que nos orientam, que nos confundem e que nos maltratam. E se há fases na vida que não somos mais que vultos perdidos no deserto da indecisão, há fases que nos fazem questionar os vários anos onde cada estaca é um marco. Esta em que vivo, é a minha pele, a estaca com que cravo este chão que piso. 

Se soubesse o que sei hoje (mais um doce cliché cheio de acidez…) muita coisa seria diferente, não vivo num constante arrependimento, nem numa penitência por um crime que tenha cometido.  Deveria de ter cometido alguns, reconheço isso…como pessoa, tenho muitas falhas, umas guardo para mim, outras já as partilhei aqui. 


Talvez não saibam, eu não ligo muito para o corpo de uma pessoa, não ligo ao pacote que a forma nem dou importância ao rótulo que se cola a ela…crescer e envelhecer sem algumas coisas, deu-me outras em troca. Se pudesse trocaria o que tenho pelo que nunca tive, mas se isso me transformasse numa outra pessoa, pensaria duas vezes. Sei bem que nos olhos dos outros por vezes pareço que me divido em dois (ou até em mais), mas esta minha dualidade tem uma razão de ser, quero tentar chegar a todos os pontos que nos unem, e que nos afastam ao mesmo tempo.


Não vivo num colete-de-forças, mas há dias que me obrigo a vestir um, apenas por precaução, o Homem é louco, e loucos somos todos. Duvidam?


Dou um exemplo do que me faz parar, é ver alguém que me transmite algo com um simples olhar. É através dele que potencialmente a empática brota e faz com que o meu coração salte as rédeas de uma prisão sem grades. É no olhar que se esconde a alma, a verdade e a inocência dos tempos perdidos. Não é por acaso que por vezes desvio o meu! Não quero a vejam, ela está presente nas mais simples e pérfidas coisas da vida.


Deixo aqui mais umas imagens que me fizeram parar (do Chris Millington), e apesar do meu coração não ter saltado do lugar, os gostos não se discutem, partilham-se. É este tipo de olhar que me mata e desperta por dentro. Nunca me cruzei com um que me fizesse ser um louco, longe da minha prisão sem grades…








Almost the end...


Jamais recomeçaria uma vida, estaca atrás de estaca "A pele garante o espaço, o resto logo se veria."

I've been watching your kindness keep
A lonely company
Look at the fire and think of me
I've been watching you creep
Around my wandering feet
Trying for years to flee


Os Nós da Escrita Vs Cignos 2015


Os Nós da Escrita

Escrever é, para mim, tentar desfazer nós, embora o que na realidade acabo sempre por fazer seja embrulhar ainda mais fios.
A própria caligrafia é sufocada.

Há, todavia, um momento em que as palavras são cuspidas, saem em borbotões, e o sangue e saliva impregnam o sentido. É impossível separá-los. Por trás talvez não haja mesmo nada.

São palavras que não estão ginasticadas, que secam e encarquilham como folhas por que a seiva já não passe. Oprimem toda a página, através da qual deixa de ser possível respirar. 
Tapam-lhe os poros.
 A própria chuva que neles não se escoa. 

(de Luís Miguel Nava, prenda do meu 1º leitor ao vivo e a cores)

Estas palavras de Luís Miguel Nava servem como trampolim para ir até 2006 tipo lembrete. O porquê de criar este oceano...as palavras, a música e as imagens sempre tiveram uma ligação muito peculiar e estreita neste espaço. O que as palavras não dizem, a música e as imagens dizem. Praticamente todos os meus textos têm uma banda sonora, ouço-a em loop até clicar no "publicar", enquanto que algumas imagens que ao longo dos anos aqui tenho deixado contêm algo que a sombra metafórica das palavras não consegue esconder. 

Ontem soube-se os nomeados para os Cigno 2015, e porque há um conjunto de blogs que desconheço irei até eles e espreitar. É com satisfação que digo que este oceano deu um ar da sua graça por lá mas já tirei o cavalinho da chuva e guardei-o no estábulo, não espero nenhum prémio, até porque este oceano tem um limite. E um prémio já me foi dado.

Tenho recebido prémios desde que fundei este oceano: amizades que criei, conversas de bastidores que me têm acompanhado e acima de tudo, o melhor prémio são as palavras - a partilha incessante - com ou sem nós, as partilho com vocês, bloggers e leitores. E já agora obrigado :-) Sempre que cá venho...splash...nas pontas dos dedos escrevo...

wake and I miss the sea
What can I miss of the ether?
sleep and I wish for not a thing at all.
But the rest of the rest that will take me
The rest of the rest that will take me,
Breathe air.