Estava eu a ver o American Idol quando a Jennifer Lopez aparece para cantar "Feel The Light", música que faz parte da banda sonora do filme "Home". Mal ela começou a soltar as cordas vocais que sabemos que tem, fiquei vidrado na música (não é habitual). O gelo colou-se à métrica, e as palavras à melodia.
Hoje, Domingo, dia dos pecadores que vão à igreja, e eu fico-me por um pensamento. Se Deus escreve por linhas tortas, alguém que lhe dê uns óculos como devem de ser, ele precisa de ver o que a realidade escreve nos parágrafos das entrelinhas moribundas. E não vale a pela ele transbordar o recinto dos fieis, pois o silêncio preenche o eco.
São precisas atitudes, em prole de quem é inocente.
Não me vou esticar como um elástico que estica e que arrebenta. Já arrebentei, e porque já tenho a avezinha que me fez companhia durante o dia de ontem, chorei numa rua da Leiria, no meio da multidão...amanhã é dia D e hoje é um shitty day!
Quando falo com uma pessoa, olhos nos olhos, por vezes deixo o meu fugir. Consigo ser tímido quando não estou à vontade com quem estou a falar, desvio o olhar para não sentir que estou sob o holofote dos outros.
Nunca gostei de ser o centro das atenções, mas como por vezes me contradigo, esta história das tatuagens e bigode não surgiu do nada, quero que olhem para mim (não tem nada a ser com show off), quero sentir-me invadido por olhares alheios, quero forçar a timidez fazer as malas, e vê-la partir para bem longe…
Agora faço um esforço para enfrentá-la, acaba por ser uma forma de desinibição, um pouco atípica, despida de formalismos e clichés.
Ultimamente o que me tem acontecido é ver o olhar dos outros a descer até ao bigode, ficando eu a ver os olhos a mirarem algo que é suposto também ser mais um teste à minha paciência. Se uns remetem-se ao silêncio, há quem já me tenha pedido para o tirar. Só o farei quando o teste chegar ao fim.
Não vou fazer nele tranças e muito menos guardar pedacinhos de comida. Sei que até pode parecer um esfregão para arear panelas, mas uma coisa é certa, não entendo porque razão algo tão pessoal é capaz de fazer surtir alguns comentários…chama à atenção? Who cares…até parece que vou andar aos beijos com essas pessoas… e porque já me elogiaram por causa dele, fico sem jeito, como já referi inúmeras vezes neste oceano, não lido bem com eles.
Amanhã é um grande dia para mim, e bigodes à parte, sinto-me como estivesse apaixonado pois li algures que é como se sentíssemos borboletas no estomago, e é isso mesmo que sinto. Sinto-as dentro de mim, à minha volta, ao pé da almofada, no meu pescoço, e por vezes até imagino o Prozac e a Zoe à bulha por causa delas.
Começar a 2ª tatuagem sem ter acabado a 1ª pode parecer estranho, mas dizem que “Time is Money” e eu não tenho muito para gastar, portanto é agarrar no que tenho e avançar com este meu projecto.
Sabem porque me sinto “apaixonado”? Porque esta 2ª tatuagem é a mais especial e está a deixar-me com os nervos à flor da pele…se correr mal, corto a perna!
Sentes te velho quando estás no teu local de trabalho, e colocas as músicas da Sade e perguntas às tuas colegas se conhecem as músicas.
Uma diz que não conhece e a outra diz o mesmo, pois nasceram em 1990, e lá ficas tu a ouvir as músicas, a tentar criar um ambiente calmo e tranquilo, mas na realidade ficas é a pensar "estou velho, sinto-me velho...". Oh Fuck it
No meu caso porque por vezes gosto de escarafunchar no que não devo, viro-me para uma e pergunto-lhe "Que idade me dás" e não é que o dia deu-me uma prenda! Posso ter a idade que tenho mas deram-me 27! Em tom de brincadeira, disse-lhe que se tirasse o bigode ficaria ainda mais novo. E rimo-nos.
Estava eu a meio da 2ª sessão de depilação definitiva, quando a rapariga que estava na sua labuta vira-se para mim e diz-me que deveria de lá ir dar um workshop "Como Gerir a Dor". É a segunda que me "tortura", e parece que é raro alguém suportar a dor como eu, e esta ainda disse-me mais, e pela conversa os homens não a aguentam (a dor). Eu apenas concentro-me nada mais que isso.
Os homens são fracos e piegas e as mulheres julgam-se donas da dor e da razão, Será?!
Ontem pela primeira vez conheci um blogger, ao vivo e a cores, e também conheci um leitor deste oceano (non-blogger, para já...foi o 2ª). A noite poderia ter sido estranha, mas não foi. Além de especial, foi a confirmação de que a pessoa que está por detrás de um blog é mais do que palavras, mas também nunca ninguém disse que não era. E porque há vida no que se escreve, foi interessante juntar uma imagem a cores, que se mexe, uma voz, e outras pequenas coisas que fazem toda a diferença. Tenho que agradecer a excelente companhia de ambos, fizeram com que me desligasse da realidade, e sem receios, disse o que me vinha à cabeça. Provavelmente mostrei um pouco o meu lado awkard.
O que posso escrever, sem escrever o que já guardei apenas para mim...o blogger em questão teve que levar com uma expressão "és muito alto", mas não me senti nenhum anão, é daquelas coisas que fazem quebrar o gelo, mas falando por mim, o gelo no primeiro instante foi quebrado. Espero que tenha passado quem eu sou neste oceano, é que ao vivo e a cores, o ambiente que me rodeia não tem as sombras das palavras e muito menos as metáforas que vestem o chão do que não digo diretamente.
Qual é o blogger que se segue?! Não faço questão de conhecer os bloggers com que me cruzo por aqui, mas se a vida por algum motivo o permitir, será igualmente gratificante. Sem dúvida que a noite de ontem foi!
Nem todas as exceções passam a ser a regra e porque há bloggers que conheço a cara e outros a voz, há os que não faço a mínima ideia como são. É relevante? Não! Como gosto de imaginar, crio eu uma, com as cores que acho que são a vossa cara consoante o que escrevem, e o que não falta são cores para as pintar!
Ontem como não podia deixar de ser, estava atento ao que se passava à minha volta, e do nada vi alguém de olhos "colados" em mim (no mini mini-bar dos gins tónicos), e porque sou teimoso e gosto de pisar o risco, devolvi o olhar. Resultado: passou a ter o olhar "colado" no telemóvel (tretas)! Acho que a culpa foi do meu medíocre bigode. Ontem tive a confirmação, ando a tentar criar uma ilusão, rebuscando um bigode que nunca será o que quero. Mas tentar não custa!
Evitei parecer uma barata tonta, vi uma série deles, e para todos os gostos e feitios, pareciam moscas, mas belas moscas...Os meus olhos bem que tentaram apanhá-los a todos, para tirar ideias, pois claro! Fui para casa a enrolar o meu enquanto conduzia. Até me fartar, vou continuar a viver a ilusão que vive num bigode.
E para finalizar deixo a banda sonora ideal (viciante!) para um toque de lábios, com um roçar de línguas, perdidas no meio do nada, entre o asfalto do céu da boca e a languidez do desejo. Estes bigodes inspiram-me! São gostos...gostava de os sentir...em letras minúsculas para ninguém conseguir lêr...
Não vou falar de lamentos nem de lamurias. Não tenho a mínima vontade de afogar a face com lágrimas, nem motivos que me levem a chegar a esse ponto, em que a rebeldia delas faz da minha cara um pano para ficar encharcado, para mais tarde ser torcido.
Há quem chore por amor, por causa do arrebatamento nuclear, que faz transbordar dum copo bem cheio, o que se chama de paixão, que ganha pernas para algo mais sólido, impenetrável e gratificante. Não é de admirar que depois o bem estar seja uma invasão de pequenos grupos de borboletas, dentro e fora de nós. Não sabe bem amar? Certamente que sim, julgo eu...
Há quem chore por ficar ferido por causa dele (do amor). Mais vale culpar a maldita seta com a sua ponta bem afiada, que perfura o âmago que protege o coração, dilacera as ilusões cheias de sonhos e magoa a alma. A seta não tem culpa. O maldito anjinho de asas a tremelicar é o culpado, mas no fundo ele segue os apelos secretos de cada um de nós. Não sabe bem amar? Certamente que sim, julgo eu...
Há quem chore por não o ter (o amor). Não serão as lágrimas que vão resolver a ausência do que alguns têm e mantêm, outros que a muito custo insistem em o suportar, e outros que o têm com um prazo de validade bem pequeno, basta passar uma noite e o prazo findou e mais parece que o fim do mundo lhes bateu à porta.
Se as lágrimas tivessem cores, de que cores seriam as tuas?
Simples gotas de água são monótonas,seria muito mais interessantese tivessem cores, todos nós seriamos autênticas obras de arte...
Há uns dias recebi uma notícia (péssima). Apesar de já contar
com ela, nunca me tinha passado pela cabeça que seria já. Não sei bem com
descrever o meu estado de espírito.
Hoje ele está comigo e já não
é bem a mesma coisa, é como se o meu subconsciente me esteja a preparar para o
pior. Não estou preparado para o que vem aí.
Não sendo eu o ator principal da novela mexicana que é a
minha vida, e porque não me posso despedir, e porque o contrato é vitalício,
resta-me esperar para ver (mais uma vez).Cansa-me esta montanha russa, onde não comprei bilhete e mesmo assim tenho
que entrar na merda do carrinho.
A vida é como uma daquelas cordas por onde se trepa. Sou
péssimo nisso, nunca o consegui fazer, os braços não agarram a corda e as
pernas nunca se fixam à volta dela. É uma constante ida até ao chão. Vá lá que não bato com a cabeça.
Se a vida é uma corda, eu queria
chegar até ao topo. Estou farto de me contentar com os pulinhos que dou para
tentar sempre ir mais além. Se dizem que o céu o limite, eu não passo é do chão.
Hoje perdi algum tempo e lambi certas feridas que tenho, umas deixaram de existir, outras ficaram em cicatrizes, e há aquelas que estão vivas bem junto do meu coração. Mas não foi uma perda de tempo!
Não sei se vou a tempo, tenho momentos em que sinto que a idade já pesa, que faz toda a diferença, que o meu corpo já não é tão maleável, deixou de ser barro, e já não consigo o moldar.
Agora só me resta esperar que o tempo com as suas picaretas, faça da minha juventude (perdida) um dramédia que só os loucos a irão compreender.
Ao longe verei os meus atos a serem coscuvilhados por mentes drenadas sem qualquer tipo de compreensão, em que a emoção que sinto é o meu diamante em bruto. Tenho que o lapidar e na sua luz não ter receio de dizer o que sai de dentro de mim. Aí as palavras varridas para fora da minha boca serão um feixe de luz, e até os cegos a poderão ver...
Não quero apenas ter ideias, pois tornam-se em pó dentro do pequeno mundo que é chamado de cérebro. Se me foi dado o poder de sonhar, de dar vida, forma e cores às ideias que me dilaceram por dentro, preciso ser astuto e arrojado para conseguir ver além de...e no horizonte ter um arrebatamento...
Preciso chocalhar os badalos que travam a porta da minha entrada, perder os medos, e querer sempre a perfeição, sabendo que isso não será conquistado. Não será uma luta perdida, será um objectivo galopante, mudará de dia para dia, cada vez mais intenso, de dor e de prazer. Preciso de ação, afugentar o pó que já tenho dentro de mim, e travar a sua entrada...
Só assim me sentirei bem, preciso de mimos, preciso de um abraço, preciso de tanta coisa que dinheiro não me dá. Se pudesse voltaria para o ventre da minha mãe e voltaria a nascer. Utopia para não dizer outra coisa...
O resto das palavras ficam-se pelo excerto da letra "Youth" da Foxes...e este será o álbum que me fará companhia no carro na semana que se segue...
We live in circles
And it's so hard to breathe
Maybe the same old fears
What have we here?
Don't bring me down
With you
Now I'm just chasing time
With a thousand dreams I'm holding heavy
And as we cross the line these fading beats have all been severed
Don't tell me our youth is running out
It's only just begun
(...)
There are many among us
And we're changing all the time
Maybe the same old fears
What have we here?
Don't bring me down
With you
Há uns anos tive a pretensão absurda de querer escrever uma história intitulada "As Pessoas". Escrevi cerca de cento e tal páginas, estando eu desfragmentado nas diversas personagens que habitavam aquele universo, de histórias que se interligavam umas nas outras.
Deixei de lado a ideia, era uma fase, um sonho descabido, até porque sou um trapalhão a escrever. Quando comecei a ler a trilogia "50 Sombras de Grey" (li os 3 livros de seguida) achei que se fosse eu a escreve-la daria uma nova roupagem à história, não porque não gostei, eu gosto de histórias de amor, e se forem "estranhas" melhor. Esta poderia ter sido um abismo de sentimentos onde o desejo se cola à paixão para dar lugar ao amor. Não foi e apesar de não ter visto o filme, sei que a intenção está lá, mas o resultado final é um autêntico pôr-de-sol com nuvens a atrapalhar a paisagem.
Se um dos meus filmes favoritos é "Requiem of a Dream" e fala da realidade das drogas, e tem uma história de amor condenada, e porque não sei o que é tocar nelas (nas drogas ilegais) o que vou aqui deixar nada tem a ver com a minha visão do amor nem de desejos escondidos. É um pretexto para deixar algumas imagens de uma excelente sessão fotográfica que vi, e se me pagassem bem daria umas belas ideias para uma nova trilogia das "50 Sombras de Grey". Uma verdadeira Kinky Love Story.
O nome mudava, e porque por vezes o feitiço se vira contra o feiticeiro, o Christian Grey quando chegasse a casa e dissesse à Anastica " Honey I'm Home" sentiria na pele o outro lado do amor. Vejo-o (o amor) nas mais diversas formas...onde há imaginação, há sempre lugar para a demonstrar, e porque apontar o dedo é feio, é melhor agarrar neles (nos dedos) e usar a imaginação vestida e despida de desejos...
E no final, uma bebida para refrescar...acompanhada com um som sexy...
Estava para criar uma rubrica neste oceano, que tem a ver com o CD que coloco semanalmente a tocar no carro (deixei de ouvir rádio nele), mas resolvi não o fazer, pois acabaria por ser uma obrigação ter que todas as semanas vir aqui e escrever algo. Por vezes não há mesmo nada a escrever e de rotinas já ando cheio.
No passado domingo resolvi ir à procura do álbum de estreia dos Yeah Yeah Yeahs para ouvir durante a semana, e lembrei-me quando meu tatuador na 1ª sessão perguntou-me que tipo de música eu gostava e eu disse-lhe que gostava dum pouco de tudo, menos de Heavy Metal…ele riu-se e disse-me que eu por causa da imagem dele deduzi logo que seria esse o tipo de música que ele iria colocar e resolveu colocar os ACDC, que na minha opinião não é bem heavy metal mas não sou um expert de músicas.
Os Yeah Yeah Yeahstêm um som muito eletrizante, e com guitarradas acompanhadas da voz estridente da Karen O digamos que não é o ideal para começar a semana, e muito menos ao volante de um automóvel. À medida que os dias da semana foram passando, o álbum ganhou outro ritmo, como se atmosfera dentro do carro me desse algo que não conseguia fora dele. Ora tamborilava os dedos no volante, ora acompanhava a Karen O nos seus grunhidos (e ninguém me estava a ouvir!).
Há a expressão “diz-me com quem andas e eu digo-te quem tu és” e pegando nela e fazendo um makeover linguístico(gosto de inventar termos…) temos “Diz-me o que ouves e eu digo-te quem tu és” até porque as nossas escolhas musicais dizem muito de nós, e se os Yeah Yeah Yeahs nada tem a ver com o que eu geralmente ouço, eu gosto muito, é como estar a dar liberdade ao meu lado rebelde, aquele que faz de mim ser do contra, que gosta do que é alternativo (mas não se vê em termos práticos) e tem todo o gosto em admirar o que vai além do que é considerado normal. Gosto do que é abstracto mas também me identifico com o que é chocante. Acontece que ninguém vê isso em mim. Há dias em que me sinto preso, como um rato numa ratoeira constantemente a tentar sair dela…e há sons que ajudam!
Se “Diz-me o que ouves e eu digo-te quem tu és” rotula uma pessoa, então não tenho um. E quando dizem que as aparências iludem, é porque iludem mesmo. Acredito que o nosso reflexo no espelho não é bem o que os outros veem quando olham para nós.