Enviaram para o meu e-mail um link muito interessante, só o nome já me diz alguma coisa "little things" e resolvi o partilhar por algumas razões. A história da bandeira arco-íris teve a sua evolução, e com as pequenas particularidades, faz dela uma bandeira com a sua história.
Uma das razões porque estou a fazer este post foi porque quem enviou o link, há uns tempos perguntou-me se eu era gay, claro que não respondi, já que sou contra rótulos não me iria rotular a mim mesmo. Passado um dia respondi-lhe (por vezes sou fraco), e levei com um valente autocolante no meio da testa, até porque quando me dizem que sou "ambíguo" é tipo BINGO, o que mais gosto é deixar a confusão nas mentes dos outros, é um sick pleasure. Na realidade ninguém me conhece a 100%.
Acho que este oceano é um blog que não se encaixa muito nos temas LGBT por inúmeras razões. Não é o que se escreve que faz da pessoa uma lutadora por uma causa, mas sim uma causa que move uma pessoa. Estarei errado? Sou a favor de tanta coisa, desde o casamento entre pessoas do mesmo sexo até podermos colocar as despesas do veterinário na declaração do IRS.
Fazendo uma ponte da bandeira até à seríe Looking (a culpa é S. Francisco) uma série da HBO que já vai na segunda temporada.
Looking retrata a vida de 3 amigos gays, que vivem em São Francisco. Poderia ser apenas mais uma série mas não é bem o caso. Além de ser bem atual, o elenco é muito bom, com cenas memoráveis e a crueza dos sentimentos é tanta que por vezes a vontade de voltar atrás e ver é grande.
Looking retrata o sexo fácil, as traições, a paranoia do HIV/SIDA, um novo medicamento polémico, entre outras coisas, mas acima de tudo é a vida deles e os sentimentos que me faz ver...por vezes quando acabo de ver um episódio fico na minha, a realidade é tão ambígua e tão distorcida do que aparentemente ela é.
Se por um lado há cenas queriduxas...
...Por outro há cenas em jacuzzi...
...e cenas com línguas atrevidas...
E claro uma das cenas que poderia dizer uma coisa, mas na série acaba por ser outra...
Na verdade um dos episódios que mais gostei, foi da 1ª temporada, centrado apenas na relação do Patrick e do Richie, um dos mais simples. A imagem abaixo diz porque razão eu gostei tanto. Há mar, um horizonte e apenas diálogos. As coisas simples da vida têm sempre outro saber quando são cobertas de honestidade e de uma boa conversa.
Não consigo tirar da ideia que muitos querem apenas uma coisa, e não é viver com amor, mas sim tapar buracos sentimentais com noites bem passadas e saltar de corpo em corpo, tipo rã a saltitar de nenúfar em nenúfar no meio do charco, e encher uma enciclopédia de pequenas historias sem amor.
A realidade é dura para quem a vê sem filtros, ou quando não os consegue colocar nos olhos. De nada vale atirar pedras uns aos outros, há telhados de vidros em tudo o que é teto, e quem não se cortou num estilhaço, esse sim que atire uma pedra. E não serei eu a atirar uma.
A realidade é dura para quem a vê sem filtros, ou quando não os consegue colocar nos olhos. De nada vale atirar pedras uns aos outros, há telhados de vidros em tudo o que é teto, e quem não se cortou num estilhaço, esse sim que atire uma pedra. E não serei eu a atirar uma.
(Dedico este post a quem me enviou o link, que me fez a pergunta e que levou com a resposta e que também vê e gosta muito de Looking. Como vejo a série sozinho, se tivesse que escolher alguém para me fazer companhia seria essa pessoa.)






























