Começo a chegar à conclusão que o pouco exercício físico que faço, normalmente faço 30/40 minutos de bicicleta elíptica por dia que não chega, até porque começo a sentir que preciso de mais, pois num dia cheguei a estar 80 minutos nela, e senti-me como se estivesse a testar o meu limite. E eu gosto disso.
Eu sei bem o que consigo e sei que facilmente conseguiria moldar o meu corpo, queimar e exterminar as gorduras que estão a mais, e insuflar os músculos que estão adormecidos. Acho que se eu quisesse, poderia com algum esforço físico e auto-disciplina ficar assim:
Acontece que eu sou de ideias fixas, passo muitas horas no trabalho, mais de 8 horas por dia, e como já disse a um colega, sair do trabalho para me enfiar noutras 4 paredes só para exercitar os músculos, não obrigado. Claro que é a minha forma de ver a coisa. Sei que há sempre a parte do contato com outras pessoas que eu não tenho fazendo exercício em casa, mas por outro lado poupo sempre uns trocos.
Mas quero enganar quem, eu sou preguiçoso qb, e neste momento seria dinheiro mal gasto numa inscrição num ginásio, depois para ficar como na foto teria que fazer um transplante capilar. A questão que se coloca nem é transformar o meu corpo para os outros verem, mas sim sentir-me bem, e como estou, sinto-me como um peixe na água.
O problema é que a ideia de ir para um ginásio ganhou raízes no meu pensamento, e começo seriamente a pensar em contratar um lumbersexual para cortar o mal pela raiz, é que se assim não for, vou ter que repensar em muita coisa.
Ontem pela última vez (julgo eu...) pintei a barba mas isso já não é novidade de eu ter ideias um pouco ao lado do que é considerado normal, mas já faz parte de mim querer fugir do que é considerado normal, pelo menos em relação à minha pessoa. Bem sei que há pessoas com cada ideia...eu agora estou a deixar crescer o bigode, não é por uma questão de moda, eu até acho certos bigodes muito interessantes.
Tenho andado de pente, e não só para o tornar perfeito, escusado é dizer que está a ser uma missão mais que impossível, mas é de certa forma um passatempo. As pontas já dão para enrolar, mas infelizmente o "efeito" fica desfeito logo que consigo o que quero.
Eu pessoalmente gosto do que vejo ao espelho, e basta dizer que pareço que estou a sorrir sem o fazer.
Smiling Without a Smile...é o que vou levar para a semana estampado na minha cara. E eu gosto tanto!
(a imagem nada tem a ver com o resultado que estou a conseguir, basta olhar e ver que há muito cabelo na foto...não sou eu)
Sendo hoje o dia que é, e porque gosto de ser do contra, estou a celebrar o dia dos não namorados.
Ironias à parte, e porque acho que o dia dos namorados é apenas uma excelente "exit" para quem se esquece da sua cara metade durante o resto do ano, aproveitando o dia de hoje para a mimar com uma infinidade de coisas, rosas, ursinhos de peluche, jantares românticos e já agora uma ida ao cinema ver "As 50 Sombras de Grey" mas neste caso certamente há segundas intenções, para logo colocarem em prática algumas acrobacias sexuais.
Estou eu aqui a falar do que não sei, mas o cupido daqui da zona está a trabalhar muito mal, para mim não passa de um shitty cupid.
Há já alguns dias que soube que os Lamb tinham tido um novo álbum em 2014, é que tenho andado distraído com outras coisas que não estão relacionadas com música. Sei que podem estar a pensar que estou a misturar alhos com bugalhos mas não, já vão entender. Quando ouvi "As Satellites Go By" pela primeira vez, na parte do refrão senti a pele a ganhar vida, tipo pele de galinha e ultimamente nada me faz sentir isso, acontece que essa música conseguiu essa proeza.
A letra diz tudo, aliás diz o que para mim é ser romântico e nunca tive oportunidade de o demonstrar, mas acho que no fundo não passo de um romântico sonhador. Basta ouvir o refrão, e ter em conta o que a letra diz.
Aquelas palavras são a minha cara. Eu e a minha alma gémea não passamos dum reflexo das estrelas, pequenas faiscas de amor perdidas num infinito aveludado céu, perfeitas na sua imperfeição enquanto vimos e sentimos a vida a passar.
Se pudesse daria de mim o que melhor tenho, com a minha língua na lua tocar e olhos nos olhos no sol te encontrar.
Feliz dia dos não namorados!
Could it be we're stars' reflections
Tiny sparks in one great velvet sky
Perfect in our imperfection
As satellites go by
Já são uns longos anos a acompanhar Grey's Anatomy, e em 11 temporadas e mais de não sei quantos episódios eu apenas chorei num, o da tal cena clássica do elevador em que a Izzie encontra o George no final de uma das temporadas. Tenho que acrescentar um 2ª episódio, da temporada que está a dar, o episódio 11. No final chorei, chorei que nem uma Maria Madalena arrependida.
O episódio é quase todo centrado na história da April e do Jackson. No final senti-me como não tinha outra solução que não fosse chorar, E para mais a forma como ligaram a história da April com a da Amelia (personagem da já extinta série Private Practice) foi brilhante. Todo o episódio foi excelente, um dos que mais gostei.
“some little bit of support.
some bit of peace.
some bit of closure.
something good.
some little piece of beauty in the midst of some place dark.
Nestes dias que passaram senti que o universo deu-me algumas respostas a algumas questões que estavam entaladas no tempo que insistia ficar preso ao passado. Não sei porque razão sinto isso, mas acho que faz parte da aura do desconhecido que fala com uma pessoa nas formas mais estranhas que possam existir.
Há cerca de algumas semanas, uma colega da primária encontrou-me, ou eu a encontrei (não interessa) pelo facebook, e é sempre uma animação encontrar alguém do nosso passado que nunca mais tivemos noticias. "Falamos" de uma forma como se o passado fosse uma página gasta pelo tempo, ora está escrita, ora me esqueço dela. Acontece que essa pessoa foi a que começou a "onda" de bullying que senti na pele. Claro que na altura esse termo não existia, claro que a vivência numa escola fazia parte da formação de uma criança, mas se soubesse o que sei hoje, jamais guardaria o que guardei dentro de mim enquanto criança e adolescente.
Não é um termo pomposo dos dias de hoje que muda alguma coisa, é que não muda nada. Se digo que o universo deu-me algumas respostas é porque deu-me mesmo. Há alguns dias um blogger sem o saber, na brincadeira tratou-me por um nome que não me sai da memória, e não é "Carlinhos", não é esse. De qualquer forma, por vezes não são precisos muitos fósforos para se fazer uma fogueira, basta um, e nem foi bem esse.
Depois da fase dos 11/12 anos em que uma "mean girl" resolveu fazer da minha pessoa o seu alvo, por mais invisível e pacato que eu fosse e mesmo que não chamasse à atenção, não entendia porque razão olhavam para mim como se eu fosse uma criança que tinha todo o direito de ser importunado. Não é de admirar que nessa altura tinha alturas em que a vontade de ir para as aulas era pouca.
Tive uma fase que não queria ficar atrás dos outros, e nos meus 12/13 anos numa situação fora da escola em que um colega me tinha chamado de "maricas" porque eu não queria saltar com a minha bicicleta a rampa em formato de meio "U" para os stakes. Arranjei coragem, e quando ele se foi embora, com os meus vizinhos mais novos eu resolvi fazer essa brincadeira. Acontece que a sorte não estava do meu lado, eu bem que lancei-me na rampa, em cima da bicicleta, como se estivesse num cavalo alado, mas a roda traseira ficou presa no cimo da rampa, fui projetado contra a relva, e a bicicleta caiu em cima de mim. Desmaiei, e fui arrastado pelos meus vizinhos, até casa. Lembro de me olhar ao espelho atarantado, com um enorme golpe dentro do lábio cheio de relva (levei uns quantos pontos). Ainda hoje sinto o sabor de sangue e relva, que magnifico cocktail para se beber na memória do passado. O pânico aconteceu quando pensaram que eu tinha sofrido um traumatismo craniano. Hoje ainda me lembro das perguntas que me fizeram quanto ia na ambulância, para verem até que ponto estava bem. Hoje quando me recordo disso, não entendo porque razão queria fazer o que os outros faziam e conseguiam. Saiu-me caro, ao menos tive muito mimos. Não sei se foi nessa altura que não era pessoa de mergulhar na mesma "ondas" que os outros.
Já nos meus 16/17 anos sofri na pele o bullying mais triste, mais físico e mais revoltante, é que eu nunca fiz mal a uma mosca, muito menos fazer frente a ninguém. Cresci durante alguns anos sem saber que anos mais tarde o termo "Bullying" seria o motivo para que eu hoje em adulto veja a vida num outro prisma que muita gente não vê, não entende.
Nunca apontei o dedo a ninguém, e aceito todos como são, e ainda hoje não entendo porque a "mean girl" e os outros viram em mim uma ameaça para a sua existência. Fuck them all.
Este post não se trata de reviver o passado, nem de recalcamentos do passado. Apesar de não me esquecer do que vivi, não faço dele (do passado) um motivo para lamurias, apenas começo a perceber o motivo de sentir uma certa fobia social. As crianças conseguem ser cruéis sem o saberem e os adultos são poças secas de ignorância quando o que mais há é agua a entrar por tudo o que é sitio.
Não sendo pai, e sei que seria um excelente pai, sou tio e espero ser um extraordinário tio para o meu raio de sol, e porque sei o que a casa gasta, acho que a lição que a vida meu deu durante aqueles anos todos é educar o meu sobrinho a não apontar o dedo e a aceitar todos com as suas perfeições por mais imperfeitas que elas sejam. Acho que é este o meu papel.
O termo "sair do armário" está mais que gasto, e eu como gosto de ser original, esse termo é como se fosse uma peça de uma mobília que temos numa sala, e queremos ela vazia para a decorar com o que realmente é importante. Hoje já saí do armário, duas vezes, uma aqui, agora, outra fora aqui que está arrumada fora da sala.
O motivo deste post é simples, as pessoas são como são por alguma razão, e se eu digo que sou um corvo branco no meio dos pretos, é porque sei do que falo.
Sinto-me livre, e hoje vou bater as asas, e voar para onde me sinto bem.
Foi com surpresa que fiquei a saber que a sigla LGBT possivelmente irá mudar, terá uma letra a mais o “A”.
Não gosto de “catalogar” as pessoas, seja por raça, por religião, por orientação sexual ou por outra coisa,mas isso tem sido feito por todos nós, de uma forma ou de outra.
“A” porque…(fica a explicação em inglês…do wikipedia...em inglês pois não gostei da portuguesa)
Asexualityis the lack of sexual attraction to anyone, or low or absent interest in sexual activity.It may be considered the lack of a sexual orientation, or one of the four variations thereof, alongside heterosexuality, homosexuality, and bisexuality.
Apesar de conhecer o termo “Asexuality” não fazia a mínima ideia do ”movimento” que anda por detrás dele, acontece que muita gente se identifica com essa terminologia de cariz sexual.Verdade ou mentira não sei. Há quem sofra por isso, e vendo bem as coisas, a vida de uma pessoa pode ser bem complicada com essa agravante.
Se é cada macaco no seu galho, faz todo o sentido acrescentar o “A” a LGBT, até porque as pessoas assexuadas pelos vistos sentem-se descriminadas, e eu até entendo, é como se os seus problemas e as suas inseguranças não tivessem importância neste mundo, e afinal de contas tem, e muito. Acredito que estamos em mudança em muita coisa, e esta é apenas mais uma.
Não faço a mínima ideia onde irá caber o “A” e não sei até que ponto, as “L”, os “G”, os “B” e os “T” irão aceitar os “A” pois a descriminação existirá sempre mesmo que não se queira ver o óbvio.
É como muitos dizem, o branco não é uma cor, é a ausência dela. Será? (Em que a cor é o sexo)
No inicio da semana passada levei com laser na pele durante uns longos minutos, aguentei até ao fim, sem pausas e sem queixumes. A senhora que tinha a maquineta na mão até disse que assim até dá gosto em trabalhar, era como se estivesse a fazer-me uma massagem.
Está mais que provado, eu aguento bem as dores físicas.
Um dos cuidados a ter era esfoliar a pele passados alguns dias, e assim o fiz hoje, ou melhor, tentei, além de comprar uma coisa (não sei que nome lhe dão) para o efeito e descobri que não tenho jeito para isso.
Na tal coisa tinha um fio branco e na minha estupidez ambulante julguei que teria de o tirar para poder meter a mão lá dentro e proceder à esfoliação.
Grande burro, nem todos os nós são para serem desatados. Resultado: nas mãos fiquei com uma tira não sei com quanto metros no duche.
Isto de andar a ver coisas no Pinterest só me tem dado ideias estranhas mas elas são sempre bem vindas.
Encontrei uns desenhos
das princesas da Disney em versão pin-ups para tatuagens, além de
originais, dei-me conta que não estou atualizado no tema de princesas,
fica-me a faltar identificar uma, não faço a mínima ideia qual é o
filme. Gostei acima de tudo ver que a imaginação de quem as fez deu-lhes
um ar mais sexy, mais adulto.
Ainda nem estamos a 1/3 de 2015 e já estou a magicar algumas coisas para o próximo ano. 2015 é o ano em que estou a investir em mim, preciso de me sentir bem comigo mesmo, ser uma espécie de cobra (sem veneno) que muda de pele, e quebrar algumas barreiras que criei à minha volta.
Talvez em Junho é que serei posto à prova e de que maneira em algumas coisas.
Já prescindi de muita coisa por não ter companhia, mas a partir do momento em que se começa a aceitar o que a vida nos dá e o que retiramos dela, só há uma coisa a fazer, remar contra a maré e ir avante com o que queremos e fazer o possível para se ter o que se quer.
Porque não tenho uma árvore das patacas plantada na banheira, nem uma galinha de ovos de ouro que sofra de diarreia, tenho que estudar o melhor possível o que posso e o que não posso. Se em 2015 comecei a tatuar a pele e a torná-la mais minha, 2016 quero fazer algo que será muito difícil, ser corajoso, fazer as malas e partir para a aventura Me, Myself & I.
Destinos são tantos, desde os que me perseguem há muitos anos (Nova Iorque ou Islândia) ou ir até onde as águas são azuis e o que se pode fazer é: dormir, comer, beber, apanhar sol e repetir isso não sei por quantos mais dias. Há já algum tempo tive um sonho num sitio paradisíaco em que acordei com um sorriso bem rasgado na face, fiquei com uma imagem minha a sair do hotel, um grupo de pessoas à beira de uma piscina, muito azul por todo o lado e claro um gelado numa casca de abacate. Essa imagem ainda me persegue.
Destino: 2016...mas sem árvore das patacas, nem com a galinha dos ovos de ouro, resta-me estar atento e quando encontrar um arco-íris ir à procura do pote de ouro cheio de moedinhas.
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Acho que a culpa é do Kizomba...já me imagino a abanar a anca ao ritmo de sons calientes...
Sempre me considerei um outsider, coloquei-me nessa posição a jeito e a vida aproveitou-se e me fez o favor de cravar bem fundo um espeto no meu coração e foi-me apunhalando sempre que pôde. Passei a fase da adolescência sem saber quem era, e a frase "onde os outsiders se encaixam?" surgiu, um mantra que era como uma sombra, acompanhou-me sempre que eu deixava, e eu sempre deixei. O simples ato de me despir era como se estivesse a fazer um esforço desnecessário. Para quê?!
Depois veio a fase dos 20 anos, que deveria ter sido a fase em que descobria um mundo novo, e esse sentimento de que não fazia parte da realidade já não teria sentido nenhum. Como um florescer de uma rosa fui vivendo as "novidades" como se estive a renascer, mas a rosa foi perdendo as pétalas, e por mais bela que ela fosse, o que mais me recordo são os espinhos, o que fez com que voltasse costas à realidade e mergulhasse na neblina que acolhia o meu mantra - "onde os outsiders se encaixam?".
Entrei nos 30 e já não queria saber de nada, não me importava de ser um outsider sem que ninguém soubesse quem eu era, é que perante os olhos dos outros o que vêem não é bem o que sou. Porque já estava na fase "fuck off" o mantra morreu, já não me faria diferença tê-lo comigo. Os anos foram passando como um folhear de um diário, este que aqui tenho, e aqui nunca me escondi atrás das palavras, sempre escrevi o que sentia, e sempre lambi bem as pontas dos dedos para que cada virar de página significasse algo para mim. É estranho, não consigo ler o que escrevi ao longo destes anos todos.
Não sou cego, o que vejo no dia-a-dia dá-me aquele calor que o ego depois reclama por atenção, em que a fome de um olhar dá-me umas valentes sacudidelas, ao ponto de todos os ossos do meu corpo estremecerem de tanto ardor, paixão ilusória e fantasia erótica.Shame on me.
Se há algo que me faz perder o controlo é o simples ato de beijar. Pode ser um tímido beijo, ou um brusco rombo de lábios, porque é esse toque que é a chave para abrir o que não consigo dar.
Procuro pérolas, para fazer o mais belo colar.
Eu sei que por vezes vejo a vida como se fosse um conto de fadas, mas não vivo um, longe disso, talvez por isso quero o que não tenho.
Questiono-me, a que sabem os meus beijos? Nunca perguntei, pois se por um lado fico...
Por outro não quero parecer que estou a morrer por um, cheio de fome...não estou!
Se a vida assim o permitir, o beijo do meu conto de fadas, irá meter água, pois a minha vida tem muita água...
Este longo texto tem a sua razão de ser. Há alguns anos descobri a música "In This Shirt" dos Irrepressibles e desde então nunca mais a larguei. O sentimento com que ficava sempre que a ouvia era de negativismo, agora é diferente. Eu estou diferente. Sendo uma música brutal com um videoclip cheio de imagens que falam por si, achei que tinha todo o sentido dar forma ao que já senti e ao que sinto na companhia de um dos videoclips mais expressivos que vi até hoje. Este dia é apenas um virar de mais uma página.