domingo, fevereiro 08, 2015

Esfoliação no Duche Vs A Minha Estupidez

No inicio da semana passada levei com laser na pele durante uns longos minutos, aguentei até ao fim, sem pausas e sem queixumes. A senhora que tinha a maquineta na mão até disse que assim até dá gosto em trabalhar, era como se estivesse a fazer-me uma massagem.


Está mais que provado, eu aguento bem as dores físicas.


Um dos cuidados a ter era esfoliar a pele passados alguns dias, e assim o fiz hoje, ou melhor, tentei, além de comprar uma coisa (não sei que nome lhe dão) para o efeito e descobri que não tenho jeito para isso. 


Na tal coisa tinha um fio branco e na minha estupidez ambulante julguei que teria de o tirar para poder meter a mão lá dentro e proceder à esfoliação. 

Grande burro, nem todos os nós são para serem desatados. Resultado: nas mãos fiquei com uma tira não sei com quanto metros no duche.  


Princesas da Disney - Versão Pin-ups (entre outras)

Isto de andar a ver coisas no Pinterest só me tem dado ideias estranhas mas elas são sempre bem vindas. 

Encontrei uns desenhos das princesas da Disney em versão pin-ups para tatuagens, além de originais, dei-me conta que não estou atualizado no tema de princesas, fica-me a faltar identificar uma, não faço a mínima ideia qual é o filme. Gostei acima de tudo ver que a imaginação de quem as fez deu-lhes um ar mais sexy, mais adulto. 

 



 
Aproveito e deixo aqui mais umas quantas...







sábado, fevereiro 07, 2015

Galinha dos Ovos de Ouro Vs Destino: 2016

Ainda nem estamos a 1/3 de 2015 e já estou a magicar algumas coisas para o próximo ano. 2015 é o ano em que estou a investir em mim, preciso de me sentir bem comigo mesmo, ser uma espécie de cobra (sem veneno) que muda de pele, e quebrar algumas barreiras que criei à minha volta. 

Talvez em Junho é que serei posto à prova e de que maneira em algumas coisas.

 
Já prescindi de muita coisa por não ter companhia, mas a partir do momento em que se começa a aceitar o que a vida nos dá e o que retiramos dela, só há uma coisa a fazer, remar contra a maré e ir avante com o que queremos e fazer o possível para se ter o que se quer.


Porque não tenho uma árvore das patacas plantada na banheira, nem uma galinha de ovos de ouro que sofra de diarreia, tenho que estudar o melhor possível o que posso e o que não posso. Se em 2015 comecei a tatuar a pele e a torná-la mais minha, 2016 quero fazer algo que será muito difícil, ser corajoso, fazer as malas e partir para a aventura Me, Myself & I

Destinos são tantos, desde os que me perseguem há muitos anos (Nova Iorque ou Islândia) ou ir até onde as águas são azuis e o que se pode fazer é: dormir, comer, beber, apanhar sol e repetir isso não sei por quantos mais dias. Há já algum tempo tive um sonho num sitio paradisíaco em que acordei com um sorriso bem rasgado na face, fiquei com uma imagem minha a sair do hotel, um grupo de pessoas à beira de uma piscina, muito azul por todo o lado e claro um gelado numa casca de abacate. Essa imagem ainda me persegue.
  
Destino: 2016...mas sem árvore das patacas, nem com a galinha dos ovos de ouro, resta-me estar atento e quando encontrar um arco-íris ir à procura do pote de ouro cheio de moedinhas.

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Acho que a culpa é do Kizomba...já me imagino a abanar a anca ao ritmo de sons calientes...


Os Outsiders Onde Se Encaixam? Vs Beijo de Pérolas

Sempre me considerei um outsider, coloquei-me nessa posição a jeito e a vida aproveitou-se e me fez o favor de cravar bem fundo um espeto no meu coração e foi-me apunhalando sempre que pôde. Passei a fase da adolescência sem saber quem era, e a frase "onde os outsiders se encaixam?" surgiu, um mantra que era como uma sombra, acompanhou-me sempre que eu deixava, e eu sempre deixei. O simples ato de me despir era como se estivesse a fazer um esforço desnecessário. Para quê?!


Depois veio a fase dos 20 anos, que deveria ter sido a fase em que descobria um mundo novo, e esse sentimento de que não fazia parte da realidade já não teria sentido nenhum. Como um florescer de uma rosa fui vivendo as "novidades" como se estive a renascer, mas a rosa foi perdendo as pétalas, e por mais bela que ela fosse, o que mais me recordo são os espinhos, o que fez com que voltasse costas à realidade e mergulhasse na neblina que acolhia o meu mantra - "onde os outsiders se encaixam?". 


Entrei nos 30 e já não queria saber de nada, não me importava de ser um outsider sem que ninguém soubesse quem eu era, é que perante os olhos dos outros o que vêem não é bem o que sou. Porque já estava na fase "fuck off" o mantra morreu, já não me faria diferença tê-lo comigo. Os anos foram passando como um folhear de um diário, este que aqui tenho, e aqui nunca me escondi atrás das palavras, sempre escrevi o que sentia, e sempre lambi bem as pontas dos dedos para que cada virar de página significasse algo para mim. É estranho, não consigo ler o que escrevi ao longo destes anos todos.


Não sou cego, o que vejo no dia-a-dia dá-me aquele calor que o ego depois reclama por atenção, em que a fome de um olhar dá-me umas valentes sacudidelas, ao ponto de todos os ossos do meu corpo estremecerem de tanto ardor, paixão ilusória e fantasia erótica. Shame on me.


Se há algo que me faz perder o controlo é o simples ato de beijar. Pode ser um tímido beijo, ou um brusco rombo de lábios, porque é esse toque que é a chave para abrir o que não consigo dar. 

Procuro pérolas, para fazer o mais belo colar.



Eu sei que por vezes vejo a vida como se fosse um conto de fadas, mas não vivo um, longe disso, talvez por isso quero o que não tenho. 

Questiono-me, a que sabem os meus beijos? Nunca perguntei, pois se por um lado fico...


Por outro não quero parecer que estou a morrer por um, cheio de fome...não estou!


Se a vida assim o permitir, o beijo do meu conto de fadas, irá meter água, pois a minha vida tem muita água...


Este longo texto tem a sua razão de ser. Há alguns anos descobri a música "In This Shirt" dos Irrepressibles e desde então nunca mais a larguei. O sentimento com que ficava sempre que a ouvia era de negativismo, agora é diferente. Eu estou diferente. Sendo uma música brutal com um videoclip cheio de imagens que falam por si, achei que tinha todo o sentido dar forma ao que já senti e ao que sinto na companhia de um dos videoclips mais expressivos que vi até hoje. Este dia é apenas um virar de mais uma página.

domingo, fevereiro 01, 2015

G.R.I.N.D.R Vs Me, Myself & I

Vou-me despir (metaforicamente, pois claro). O Grande Risco Inerente No Desvio Racional (G.R.I.N.D.R) esfumou-se que nem um bafo de fumo. Cada um é livre de fazer o que quer, mas eu não consigo seguir os mesmos caminhos que os outros. Tentei, fiz um esforço mas não consigo. 

Não é fácil viver quando não se tem ninguém com que nos identificamos. Se ao longo de muitos anos vivi assim, pensei que se mergulhasse na mesma onda que muitos, eu potencialmente iria encontrar pessoas que até tinham alguma coisa a ver comigo. O que posso dizer é que o meu discurso é politicamente correto, pois não poderia ser outro, mas se eu gosto de pôr as pintas nos iiiii e ver tudo no preto e no branco, o resultado continua a ser péssimo. Resolvi seguir em frente, ou seja, Me, Myself & I.


Já chorei muito por me sentir só, já chorei porque não consigo compreender como é que as pessoas se conhecem sem ser através de grandes riscos inerentes em desvios racionais, mas eu porque sou "limitado" em muita coisa, julguei que há sempre pequenos oásis em grandes desertos. Estou redondamente enganado. Eu posso tanto ser um oásis como um deserto. Sou um osso duro de roer, e ninguém quer perder tempo seja com quem for. O meu timing é bem diferente do dos outros. Santa paciência.


Hoje resolvi mudar de página, voltar ao meu EU de sempre, mas ele já não existe, e estou a começar a não me reconhecer em algumas coisas, mas sinto-me bem ao mesmo tempo. 


Talvez eu seja uma pessoa fria, em que não me deixo levar por soluções que só se podem encontrar debaixo dos lençóis. Quem o faz, ainda bem que o consegue. Tenho o coração atrelado à razão, e ando há anos a tentar mudar esta minha mentalidade. Faço mal? Acho que não, pois se já tenho problemas que dão para destruir uma colónia de neurónios, não quero mais. 


Já me disseram que tinha um sorriso bonito. Não sei se é mesmo verdade. Ao espelho o que vejo é uma fraude, e nos dias que não vejo esse meu reflexo, sou um poço de ideias. É nelas que me agarro, e são nelas que retiro a vitalidade que preciso para dar os outros o que precisam. Fico para um 2º plano, e não me importo, deve de ser o meu papel neste filme, que tantas vezes peço que me retirem dele. 


Nem tudo é mau nesta vida, ando muito entusiasmado com alguns virar de páginas que tenho em mente, poderão ser mais do mesmo, outros, a descoberta de um admirável novo mundo. E com um simples delete espero receber de volta o beijo da vida.

sábado, janeiro 31, 2015

Constatações de um Semi-tatuado Vs Amostra da Tatuagem

Ontem fui tipo flecha para acabar a tatuagem, se no inicio tive uma pequena conversa com o Danilo (o meu tatuador) por causa da cor, a tarde foi passada deitado numa maca (com um formigueiro do caraças nas costas), e muito azul na perna. Terei que voltar no dia 20 para a acabar e mesmo assim não há garantias, o que me vale é que o dinheiro a pagar será muito menos e ainda tenho a benesse de poder não vir pagar nada. Mas o dia de ontem teve as suas particularidades:

1 - Devo de ter cara de viciado em cafeína, pois estão sempre a mandar-me ir beber café.   


2 - Não entendo porque razão a tatuagem tinha que ser em preto, o lumbersexual que depois foi cuscar o trabalho do colega, ficou admirado por ver tons de azul e não de preto. E sim, vi um verdadeiro lumberseuxal ao vivo. Admirei a camisa vermelha e preta, a barba bem grande e comprida e ainda fiz um esforço para ver como estava tratada. Bom trabalho da parte dele, e só tive pena de não lhe ver as tatuagens, pois ele as tem. Vi uma amostra nos pulsos. Tinha cara de mau, mas a mim não me meteu medo.


3 - É incrível como a casa de banho estava impecável. Tive que ir 2 vezes.
De calças arregaças e de perna ao léu lá fui eu e além de limpa, vi o stock de rolos de limpeza e de tintas. Até nisso sou bom observador.


4 - A minha perna é uma espécie de projeto, pois num dos intervalos fui com ela até à sala ao lado para mostrar ao outro tatuador o trabalho já feito pelo Danilo. E uma sugestão serviu como contra-argumento do meu tatuador, pois ele diz que ficava bem o vermelho nas pontas das ondas para fazer realce, o outro diz que o melhor seria um rosa para fazer o efeito da espuma. Fiquei confuso, não sei como o rosa faz esse efeito, e quanto ao vermelho gostei da ideia, e até tive direito a ver as ondas e o tubarão que o meu tatuador tem no ombro.

5 - Dizem que doi, doi um pouco mas não é nada do outro mundo. Só não dormi por causa das dores de costas, pois aquele tipo de dor eu a suporto e bem. O tatuador ficou admirado quando lhe disse que não são dores assim tão fortes. Está mais que visto, eu suporto bem a dor física. Até diria que consegue ser uma terapia...


6 - E não é que já começo a ter ideias para a 4ª tatuagem. Não estava nos planos, e só será em 2016. Nesse caso não será para contar uma história, será uma personificação da minha pessoa e estou em ebulição com estas minhas ideias parvas. Onde faço a tatuagem está lá um desenho brutal de um leão, e até estava a pensar fazê-lo nas costas, de forma a conjugar com a 3ª tatuagem, mas hoje tive uma ideia genial. Já tenho o rascunho mental (isso existe?!) e quero propor ao meu tatuador um desenho. É um projeto muito original, que já me está a causar um certo tipo de ansiedade, é porque quem me conhece eu fico rendido à originalidade. E agora confesso-me: não sei o que se passa comigo.

 
Não?! Vou seguir em frente com esta minha ideia. O que fica mal aos olhos dos outros já não me afeta. Depois é que vão ser elas.

 
Acho que ainda não estou mentalizado sair de casa de calções e as pessoas ficarem a olhar para as minhas pernas. Mas faço isso por uma boa razão. Não tem a ver com show off.
 
E já agora deixo aqui uma pequena amostra das ondas...falta um pouco, e o tatuador vai usar um azul mais escuro para o contraste. Esta pele que me veste vai-me dar uma confiança que não tinha e que precisava. As razões? Essas guardo comigo! E mais uma coisinha, a tatuagem fica melhor vista ao vivo!
 
 


sexta-feira, janeiro 30, 2015

Julien Doré (Le Petit Gateau) Vs Blue Waves Vs Sexy on The Beach



Para celebrar o dia de hoje, que não correu como o esperado (as ondas não ficaram totalmente tatuadas na minha pele...mas estão um autêntico eye candy, pelo menos para mim e isso é o que é mesmo importante...depois aqui deixarei algumas palavras sobre isso) deixo um petit gateau - Julien Dóren, que concorreu à versão francesa do American Idol (não vi) mas lembro-me que na altura cruzei-me com algumas imagens dele a cantar e desde então o petit gateau de vez em quando me vêm á memória. Ele é peculiar, tem talento, é estranho, tem uma voz de fazer descer o céu e não só.

Tenho a perna em chamas, e mesmo assim sinto-me bem.

Andava eu ontem a ouvir música quando me lembrei de "Les Bords de Mer" do Julian Doré (je ne parle pas francais...não entendo nada, mas enfim...é uma língua trés amoureux) e porque pensava eu em encontrar uma música que me enchesse as medidas, foi essa que veio ter comigo, carregada de sensualidade.

Dei-me conta que o que não faltam são videoclips na praia a preto e branco. Parece-me que as cores nem sempre ajudam a tornar a sensualidade em algo mais. Felizmente a minha escolha recaiu na francesa. Uma escolha bem interessante. Se pudesse metia-o no bolso para mais tarde ouvir o barulho das ondas.

Os outros candidatos foram...Lana Del Rey com "West Coast", Madonna com "Cherish", Chris Isaak com "Wicked Game" e Beyoncé com "Drunk on Love".

 
 

A sensualidade na praia é assim, com o amor nas palavras...


quinta-feira, janeiro 29, 2015

Namorado Procura-se?! Vs Tinker bell



Há uma coisa que poucos sabem, mas ontem em conversa com um blogger aqui da “zona” disse-lhe que nunca tinha namorado, foi um impulso, mas disse-o porque tinha toda a lógica (por mais ilógica que ela fosse) e achei uma certa piada ao "espanto" dele.

Foi e é um vazio que tenho cá dentro, foi e é uma opção de vida que tive que tomar. Há dias que não me faz diferença nenhuma, noutros, sinto que aos poucos e poucos estou a morrer por dentro e não sei bem o que fazer. 


Este texto não é um escrito por uma drama queen (ora aqui está ela outra vez…seja bem vinda mais uma vez) longe disso, mas em alguns blogues leio os sentimentos dos outros e se me coloco na pele deles, dificilmente alguém se coloca na minha, nem é a minha intenção. Daí o que leio ser sempre uma cábula para um futuro teste. Se irei passar, não sei. Nem sei se algum dia alguém me vai pôr à prova.

Não ando à procura de uma relação, mas porque sei como são as pessoas (julgo eu...), estando eu a dizer que nunca namorei, imagino uma fila indiana de perguntas ou até de comentários menos positivos em relação à minha pessoa. Who cares! Mas há dias que me faz toda a diferença. Se sou um zero à esquerda, também sou invisível, ou até um potencial falso caso amoroso para alguém.


Não pensem que sou uma versão moderna da Tinker Bell com as asinhas a tremelicar por tudo o que é recanto na terra do nunca, ou que sou virgem à procura de... ou que sou um padre que de vez em quando vai pregar para as freguesias alheias.

Já tive candidatas para ocuparem o lugar vago no meu coração, e já tive um ou outro candidato que à força gostaria de o ocupar. Mas as relações para mim têm que ser honestas, há sempre um princípio e um meio, com segundas intenções ou não. Agora meto tudo no mesmo saco, chocalho e volto a chocalhar, pois a desconfiança é muita quando as provas que já tive são mais amostras bem elucidativas. Mas são amostras, e luto para mudar esta minha maneira de ser, pois se me cruzei com A, B ou C não quer dizer que os outros sejam todos iguais. 

Tenho que mudar a formatação deste meu disco rígido que é chamado de “pensamento”.

Nunca ter namorado faz-me ser o que?! O Google nada me diz em relação a isso…

Ain't it fun living in the real world
Ain't it good being all alone

Não, e não e claro que não...hoje estou com aquele espírito de que nada me afeta, daí ter tido coragem para escrever "Nunca namorei" e agora sinto-me um autêntico weirdo. Amanhã é um outro dia, e espero daqui a 24 horas ter as minhas ondas bem cheias na pele. É nestas pequenas coisas que me vão preenchendo o coração. 

Mas a vida sem amor é o quê?!


quarta-feira, janeiro 28, 2015

At The Edge Of The Ocean


Depois de não sei quantas horas a matutar neste assunto, ontem depois do jantar fez-se luz. 

Recuei a 2006 na altura em que estava para criar um blog e lembrei-me da música que me deu a ideia de criar "No Limite Do Oceano". A música em causa era "Edge of the Ocean" dos Ivy (aqui já deixo um videoclip com a ela) e a letra, a sonoridade tinha tudo o que precisava para arranjar um nome. Depois de ouvir em loop a música, a ideia de "internacionalizar" (just kidding) este oceano ganhou força. Depois de algumas sugestões que me deram (obrigado...vocês sabem que são!), hoje cheguei a casa, e fiz a mudança.

Se fosse criar um novo blog seria "Pôr As Barbas De Molho" mas para quê mudar de casa quando a que temos só precisa de uma remodelação. Não foi preciso chamar o querido para a mudar, apenas algumas horas para pensar no assunto, mandar embora a Drama Queen que me visitou ontem e agora posso respirar um pouco melhor. Sei que é uma tontice, mas eu não fico a pensar uma eternidade em algumas coisas, por vezes é preciso apenas agir. Assim o fiz.

terça-feira, janeiro 27, 2015

Fim do Blog "No Limite do Oceano"?!


Estou entre a espada e a parede, com a lâmina bem encostada ao coração.

Ao longo destes anos, este espaço tem-me acompanhado desde 2006, nas diversas fases da minha vida, em bons e maus momentos, e em todas as estações do ano.


Não foi ao acaso o nome que escolhi para ele, e por vezes é aqui que deixo a âncora e partilho o que vai dentro de mim, mas desde há alguns dias senti na pele que poderei estar a arranjar lenha para me queimar…das duas uma, ou me queimo, fico em cinzas e renasço, ou então levo com a lâmina bem no fundo do meu ego e fico desfalecido entre os inúmeros textos que ao longo dos anos tenho escrito.

Sempre gostei de jogar com as palavras, com imagens, inspirado em mil e uma coisas, mas ao longo destes anos cometi um erro GIGANTESCO, fui partilhando o link do meu oceano com algumas pessoas, e cheguei a colocá-lo no facebook (shame on me…I know). 

Não estava preocupado com isso, mas quando a nossa mãe diz que a nossa irmã foi-lhe dizer que eu tinha escrito sobre ela (WTF…really?!), e entre outras coisas e que até lhe tentou ensinar como ir até ao meu blog comecei a pensar até que ponto o que eu escrevo tem algum valor para os outros, talvez não tenha, mas tem muito para mim. Não quero que este oceano seja palco para chacotas alheias. Eu aqui não sou nenhum anónimo, talvez foi um erro, agora irreparável.

Os meus pais sabem do blog, já lhes mostrei alguns textos, só não entendo porque me sinto perseguido. Serei eu a reencarnação de uma bruxa queimada numa fogueira e não sei disso? (Já que dificilmente serei a da Maria Antonieta).


Mas sinto isso, e começo a ficar triste com esta situação toda, é que não consigo ficar atrás de um outro blog que não este, não seria a mesma coisa. Iria-me sentir uma autêntica fraude, com código de barras, embalagem e um rótulo.  

O que aqui escrevo não tem mal nenhum, nunca ofendi ninguém e basicamente é sobre o que sinto, o que gosto e o que faço questão de partilhar. Sinto-me angustiado e sinceramente não sei mesmo o que fazer, e logo eu que me esforço para que nada vindo dos outros abale o meu pequenino mundo que aqui criei e o outro fora daqui. 

Dizem que há mais marés que marinheiros, espero que seja o caso, até porque se decidir ficar sem este oceano, fico sem forma de desbravar terrenos verdes e férteis. E preciso deste oceano pois de que serve um barco com uma âncora?

Fim do “No Limite do Oceano” à vista? Não sei...