Ontem fui tipo flecha para acabar a tatuagem, se no inicio tive uma pequena conversa com o Danilo (o meu tatuador) por causa da cor, a tarde foi passada deitado numa maca (com um formigueiro do caraças nas costas), e muito azul na perna. Terei que voltar no dia 20 para a acabar e mesmo assim não há garantias, o que me vale é que o dinheiro a pagar será muito menos e ainda tenho a benesse de poder não vir pagar nada. Mas o dia de ontem teve as suas particularidades:
1 - Devo de ter cara de viciado em cafeína, pois estão sempre a mandar-me ir beber café.
2 - Não entendo porque razão a tatuagem tinha que ser em preto, o lumbersexual que depois foi cuscar o trabalho do colega, ficou admirado por ver tons de azul e não de preto. E sim, vi um verdadeiro lumberseuxal ao vivo. Admirei a camisa vermelha e preta, a barba bem grande e comprida e ainda fiz um esforço para ver como estava tratada. Bom trabalho da parte dele, e só tive pena de não lhe ver as tatuagens, pois ele as tem. Vi uma amostra nos pulsos. Tinha cara de mau, mas a mim não me meteu medo.
3 - É incrível como a casa de banho estava impecável. Tive que ir 2 vezes.
De calças arregaças e de perna ao léu lá fui eu e além de limpa, vi o stock de rolos de limpeza e de tintas. Até nisso sou bom observador.
4 - A minha perna é uma espécie de projeto, pois num dos intervalos fui com ela até à sala ao lado para mostrar ao outro tatuador o trabalho já feito pelo Danilo. E uma sugestão serviu como contra-argumento do meu tatuador, pois ele diz que ficava bem o vermelho nas pontas das ondas para fazer realce, o outro diz que o melhor seria um rosa para fazer o efeito da espuma. Fiquei confuso, não sei como o rosa faz esse efeito, e quanto ao vermelho gostei da ideia, e até tive direito a ver as ondas e o tubarão que o meu tatuador tem no ombro.
5 - Dizem que doi, doi um pouco mas não é nada do outro mundo. Só não dormi por causa das dores de costas, pois aquele tipo de dor eu a suporto e bem. O tatuador ficou admirado quando lhe disse que não são dores assim tão fortes. Está mais que visto, eu suporto bem a dor física. Até diria que consegue ser uma terapia...
6 - E não é que já começo a ter ideias para a 4ª tatuagem. Não estava nos planos, e só será em 2016. Nesse caso não será para contar uma história, será uma personificação da minha pessoa e estou em ebulição com estas minhas ideias parvas. Onde faço a tatuagem está lá um desenho brutal de um leão, e até estava a pensar fazê-lo nas costas, de forma a conjugar com a 3ª tatuagem, mas hoje tive uma ideia genial. Já tenho o rascunho mental (isso existe?!) e quero propor ao meu tatuador um desenho. É um projeto muito original, que já me está a causar um certo tipo de ansiedade, é porque quem me conhece eu fico rendido à originalidade. E agora confesso-me: não sei o que se passa comigo.
Não?! Vou seguir em frente com esta minha ideia. O que fica mal aos olhos dos outros já não me afeta. Depois é que vão ser elas.
Acho que ainda não estou mentalizado sair de casa de calções e as pessoas ficarem a olhar para as minhas pernas. Mas faço isso por uma boa razão. Não tem a ver com show off.






























