sábado, janeiro 31, 2015

Constatações de um Semi-tatuado Vs Amostra da Tatuagem

Ontem fui tipo flecha para acabar a tatuagem, se no inicio tive uma pequena conversa com o Danilo (o meu tatuador) por causa da cor, a tarde foi passada deitado numa maca (com um formigueiro do caraças nas costas), e muito azul na perna. Terei que voltar no dia 20 para a acabar e mesmo assim não há garantias, o que me vale é que o dinheiro a pagar será muito menos e ainda tenho a benesse de poder não vir pagar nada. Mas o dia de ontem teve as suas particularidades:

1 - Devo de ter cara de viciado em cafeína, pois estão sempre a mandar-me ir beber café.   


2 - Não entendo porque razão a tatuagem tinha que ser em preto, o lumbersexual que depois foi cuscar o trabalho do colega, ficou admirado por ver tons de azul e não de preto. E sim, vi um verdadeiro lumberseuxal ao vivo. Admirei a camisa vermelha e preta, a barba bem grande e comprida e ainda fiz um esforço para ver como estava tratada. Bom trabalho da parte dele, e só tive pena de não lhe ver as tatuagens, pois ele as tem. Vi uma amostra nos pulsos. Tinha cara de mau, mas a mim não me meteu medo.


3 - É incrível como a casa de banho estava impecável. Tive que ir 2 vezes.
De calças arregaças e de perna ao léu lá fui eu e além de limpa, vi o stock de rolos de limpeza e de tintas. Até nisso sou bom observador.


4 - A minha perna é uma espécie de projeto, pois num dos intervalos fui com ela até à sala ao lado para mostrar ao outro tatuador o trabalho já feito pelo Danilo. E uma sugestão serviu como contra-argumento do meu tatuador, pois ele diz que ficava bem o vermelho nas pontas das ondas para fazer realce, o outro diz que o melhor seria um rosa para fazer o efeito da espuma. Fiquei confuso, não sei como o rosa faz esse efeito, e quanto ao vermelho gostei da ideia, e até tive direito a ver as ondas e o tubarão que o meu tatuador tem no ombro.

5 - Dizem que doi, doi um pouco mas não é nada do outro mundo. Só não dormi por causa das dores de costas, pois aquele tipo de dor eu a suporto e bem. O tatuador ficou admirado quando lhe disse que não são dores assim tão fortes. Está mais que visto, eu suporto bem a dor física. Até diria que consegue ser uma terapia...


6 - E não é que já começo a ter ideias para a 4ª tatuagem. Não estava nos planos, e só será em 2016. Nesse caso não será para contar uma história, será uma personificação da minha pessoa e estou em ebulição com estas minhas ideias parvas. Onde faço a tatuagem está lá um desenho brutal de um leão, e até estava a pensar fazê-lo nas costas, de forma a conjugar com a 3ª tatuagem, mas hoje tive uma ideia genial. Já tenho o rascunho mental (isso existe?!) e quero propor ao meu tatuador um desenho. É um projeto muito original, que já me está a causar um certo tipo de ansiedade, é porque quem me conhece eu fico rendido à originalidade. E agora confesso-me: não sei o que se passa comigo.

 
Não?! Vou seguir em frente com esta minha ideia. O que fica mal aos olhos dos outros já não me afeta. Depois é que vão ser elas.

 
Acho que ainda não estou mentalizado sair de casa de calções e as pessoas ficarem a olhar para as minhas pernas. Mas faço isso por uma boa razão. Não tem a ver com show off.
 
E já agora deixo aqui uma pequena amostra das ondas...falta um pouco, e o tatuador vai usar um azul mais escuro para o contraste. Esta pele que me veste vai-me dar uma confiança que não tinha e que precisava. As razões? Essas guardo comigo! E mais uma coisinha, a tatuagem fica melhor vista ao vivo!
 
 


sexta-feira, janeiro 30, 2015

Julien Doré (Le Petit Gateau) Vs Blue Waves Vs Sexy on The Beach



Para celebrar o dia de hoje, que não correu como o esperado (as ondas não ficaram totalmente tatuadas na minha pele...mas estão um autêntico eye candy, pelo menos para mim e isso é o que é mesmo importante...depois aqui deixarei algumas palavras sobre isso) deixo um petit gateau - Julien Dóren, que concorreu à versão francesa do American Idol (não vi) mas lembro-me que na altura cruzei-me com algumas imagens dele a cantar e desde então o petit gateau de vez em quando me vêm á memória. Ele é peculiar, tem talento, é estranho, tem uma voz de fazer descer o céu e não só.

Tenho a perna em chamas, e mesmo assim sinto-me bem.

Andava eu ontem a ouvir música quando me lembrei de "Les Bords de Mer" do Julian Doré (je ne parle pas francais...não entendo nada, mas enfim...é uma língua trés amoureux) e porque pensava eu em encontrar uma música que me enchesse as medidas, foi essa que veio ter comigo, carregada de sensualidade.

Dei-me conta que o que não faltam são videoclips na praia a preto e branco. Parece-me que as cores nem sempre ajudam a tornar a sensualidade em algo mais. Felizmente a minha escolha recaiu na francesa. Uma escolha bem interessante. Se pudesse metia-o no bolso para mais tarde ouvir o barulho das ondas.

Os outros candidatos foram...Lana Del Rey com "West Coast", Madonna com "Cherish", Chris Isaak com "Wicked Game" e Beyoncé com "Drunk on Love".

 
 

A sensualidade na praia é assim, com o amor nas palavras...


quinta-feira, janeiro 29, 2015

Namorado Procura-se?! Vs Tinker bell



Há uma coisa que poucos sabem, mas ontem em conversa com um blogger aqui da “zona” disse-lhe que nunca tinha namorado, foi um impulso, mas disse-o porque tinha toda a lógica (por mais ilógica que ela fosse) e achei uma certa piada ao "espanto" dele.

Foi e é um vazio que tenho cá dentro, foi e é uma opção de vida que tive que tomar. Há dias que não me faz diferença nenhuma, noutros, sinto que aos poucos e poucos estou a morrer por dentro e não sei bem o que fazer. 


Este texto não é um escrito por uma drama queen (ora aqui está ela outra vez…seja bem vinda mais uma vez) longe disso, mas em alguns blogues leio os sentimentos dos outros e se me coloco na pele deles, dificilmente alguém se coloca na minha, nem é a minha intenção. Daí o que leio ser sempre uma cábula para um futuro teste. Se irei passar, não sei. Nem sei se algum dia alguém me vai pôr à prova.

Não ando à procura de uma relação, mas porque sei como são as pessoas (julgo eu...), estando eu a dizer que nunca namorei, imagino uma fila indiana de perguntas ou até de comentários menos positivos em relação à minha pessoa. Who cares! Mas há dias que me faz toda a diferença. Se sou um zero à esquerda, também sou invisível, ou até um potencial falso caso amoroso para alguém.


Não pensem que sou uma versão moderna da Tinker Bell com as asinhas a tremelicar por tudo o que é recanto na terra do nunca, ou que sou virgem à procura de... ou que sou um padre que de vez em quando vai pregar para as freguesias alheias.

Já tive candidatas para ocuparem o lugar vago no meu coração, e já tive um ou outro candidato que à força gostaria de o ocupar. Mas as relações para mim têm que ser honestas, há sempre um princípio e um meio, com segundas intenções ou não. Agora meto tudo no mesmo saco, chocalho e volto a chocalhar, pois a desconfiança é muita quando as provas que já tive são mais amostras bem elucidativas. Mas são amostras, e luto para mudar esta minha maneira de ser, pois se me cruzei com A, B ou C não quer dizer que os outros sejam todos iguais. 

Tenho que mudar a formatação deste meu disco rígido que é chamado de “pensamento”.

Nunca ter namorado faz-me ser o que?! O Google nada me diz em relação a isso…

Ain't it fun living in the real world
Ain't it good being all alone

Não, e não e claro que não...hoje estou com aquele espírito de que nada me afeta, daí ter tido coragem para escrever "Nunca namorei" e agora sinto-me um autêntico weirdo. Amanhã é um outro dia, e espero daqui a 24 horas ter as minhas ondas bem cheias na pele. É nestas pequenas coisas que me vão preenchendo o coração. 

Mas a vida sem amor é o quê?!


quarta-feira, janeiro 28, 2015

At The Edge Of The Ocean


Depois de não sei quantas horas a matutar neste assunto, ontem depois do jantar fez-se luz. 

Recuei a 2006 na altura em que estava para criar um blog e lembrei-me da música que me deu a ideia de criar "No Limite Do Oceano". A música em causa era "Edge of the Ocean" dos Ivy (aqui já deixo um videoclip com a ela) e a letra, a sonoridade tinha tudo o que precisava para arranjar um nome. Depois de ouvir em loop a música, a ideia de "internacionalizar" (just kidding) este oceano ganhou força. Depois de algumas sugestões que me deram (obrigado...vocês sabem que são!), hoje cheguei a casa, e fiz a mudança.

Se fosse criar um novo blog seria "Pôr As Barbas De Molho" mas para quê mudar de casa quando a que temos só precisa de uma remodelação. Não foi preciso chamar o querido para a mudar, apenas algumas horas para pensar no assunto, mandar embora a Drama Queen que me visitou ontem e agora posso respirar um pouco melhor. Sei que é uma tontice, mas eu não fico a pensar uma eternidade em algumas coisas, por vezes é preciso apenas agir. Assim o fiz.

terça-feira, janeiro 27, 2015

Fim do Blog "No Limite do Oceano"?!


Estou entre a espada e a parede, com a lâmina bem encostada ao coração.

Ao longo destes anos, este espaço tem-me acompanhado desde 2006, nas diversas fases da minha vida, em bons e maus momentos, e em todas as estações do ano.


Não foi ao acaso o nome que escolhi para ele, e por vezes é aqui que deixo a âncora e partilho o que vai dentro de mim, mas desde há alguns dias senti na pele que poderei estar a arranjar lenha para me queimar…das duas uma, ou me queimo, fico em cinzas e renasço, ou então levo com a lâmina bem no fundo do meu ego e fico desfalecido entre os inúmeros textos que ao longo dos anos tenho escrito.

Sempre gostei de jogar com as palavras, com imagens, inspirado em mil e uma coisas, mas ao longo destes anos cometi um erro GIGANTESCO, fui partilhando o link do meu oceano com algumas pessoas, e cheguei a colocá-lo no facebook (shame on me…I know). 

Não estava preocupado com isso, mas quando a nossa mãe diz que a nossa irmã foi-lhe dizer que eu tinha escrito sobre ela (WTF…really?!), e entre outras coisas e que até lhe tentou ensinar como ir até ao meu blog comecei a pensar até que ponto o que eu escrevo tem algum valor para os outros, talvez não tenha, mas tem muito para mim. Não quero que este oceano seja palco para chacotas alheias. Eu aqui não sou nenhum anónimo, talvez foi um erro, agora irreparável.

Os meus pais sabem do blog, já lhes mostrei alguns textos, só não entendo porque me sinto perseguido. Serei eu a reencarnação de uma bruxa queimada numa fogueira e não sei disso? (Já que dificilmente serei a da Maria Antonieta).


Mas sinto isso, e começo a ficar triste com esta situação toda, é que não consigo ficar atrás de um outro blog que não este, não seria a mesma coisa. Iria-me sentir uma autêntica fraude, com código de barras, embalagem e um rótulo.  

O que aqui escrevo não tem mal nenhum, nunca ofendi ninguém e basicamente é sobre o que sinto, o que gosto e o que faço questão de partilhar. Sinto-me angustiado e sinceramente não sei mesmo o que fazer, e logo eu que me esforço para que nada vindo dos outros abale o meu pequenino mundo que aqui criei e o outro fora daqui. 

Dizem que há mais marés que marinheiros, espero que seja o caso, até porque se decidir ficar sem este oceano, fico sem forma de desbravar terrenos verdes e férteis. E preciso deste oceano pois de que serve um barco com uma âncora?

Fim do “No Limite do Oceano” à vista? Não sei...





domingo, janeiro 25, 2015

Depilação Definitiva Vs Sadomasoquismo



Uma das resoluções para 2015 era fazer depilação definitiva, e não é em todo o corpo e não é que eu tenha uma relação de ódio com os pelos, é que não tem nada a ver. Eu até gosto deles (dos pelos) mas neste ano de 2015 quero fazer deste ano o meu ano, talvez não seja o ano de encontrar a minha alma gémea (nunca se sabe...e eu gosto de sonhar acordado) mas quero começar a gostar mais de mim, daí as tatuagens e agora outra fase. 

Nesta sexta-feira vou ver até onde aguento a dor ao sentir o Danilo (o meu tatuador) a preencher as minhas ondas e no inicio de Fevereiro vou sentir outro tipo de dor, dos pelos a irem à vida. E está mais que provado, a clínica onde irei tem a agenda cheia, quer dizer que há uma guerra contra os pelos. Já me disseram que também doi...será que afinal sou sadomasoquista com tanta dor que irei sentir? Espero que sejam apenas balelas essas conversas. Eu aguento todo o tipo de dor (acho eu...) e já agora posso dizer que a depilação é algo que tenho que fazer para a 3ª tatuagem, é que eu não brinco com certas coisas, mais vale investir em algo que vai ficar comigo para o resto da minha vida.

E hoje sinto-me assim...


E espero que na sexta estar assim...


Tenho sonhos, e sinto que tenho que dar vida a eles, mas para isso tenho que perder os medos e a vergonha, arrumar os anseios e camuflar as angústias. O resto são peanuts...

Serei um Bad Boy?!


Não tenho o hábito de fazer os outros chorarem, mas quando o faço, é porque me importo...é uma espécie de tough love e não é isso que me faz ser um bad boy!

sábado, janeiro 24, 2015

Eu Maria Antonieta?! Vs 1+1 = Homossexual


Os jantares em família por vezes são um palco de inúmeras atrações e quando eu sou a vitima fico sempre constrangido. Hoje não resisto em partilhar o que me vai na alma, até porque no final deste texto irei escrever o motivo da conversa.

A minha irmã disse que eu numa outra vida devo de ter sido mulher e ela homem, é que eu pelos vistos tenho apetências femininas e que devo de ter sido numa outra vida a Maria Antonieta. Será que por algum motivo no futuro próximo vou ficar sem a cabeça? Santa ignorância...não sei com quantos anos ela morreu decapitada na guilhotina, eu certamente não o serei, a não ser que vá numa excursão a um daqueles museus "góticos" e fiquei entusiasmado ao ponto de experimentar a maquineta. 

Disse ela que não tem nada a ver em se ser homossexual...santa boca que está fechada em algumas alturas, é que era hoje que a música iria soar de uma outra forma, mais estridente e bem menos pacifica. 

Eu Maria Antonieta?! Não tem nada a ver...onde estão a guloseimas? Não as vejo...


 Onde estão as camas que pedem dormidas bem acompanhadas?! Não tem nada a ver...


Onde está o meu trono?! Nunca tive um...


 E já agora...nunca ando desnudado...


Talvez aos olhos dos outros possa um dia ser uma Maria Antonieta, mas gosto de ter a cabeça no lugar pois é ela que me leva aos caminhos certos, e não é a uma guilhotina que irei parar.

...e isto tudo porque eu disse que queria comprar uma pulseira de uma loja de Viana do Castelo. Será que neste caso 1+1 = Homossexual? LOL

What a Butt!!!

Hoje foi um dia de cão, ou melhor de cães, tive que levar o meu filho canino e a minha sobrinha canina ao veterinário. O filho para consulta de acompanhamento, a sobrinha para ser esterilizada. Resultado: o filho terá que tirar já na 2ª feira uma cavilha que há algum tempo foi posta na coxa devido a uma deficiência congénita e que está fora do lugar, a sobrinha está bem, calminha...é certo que estas visitas ao veterinário significam uma coisa...euros a voarem pela carteira fora, mas eu bem vi o raio-x do meu Prozac e não há dinheiro que me faça frente para colocar em causa o bem estar dele. Ele é um querido, um fofo, merece todo o meu amor e atenção.

O que este dia teve de diferente foi um daqueles pensamentos que me veio dizer "olá" e só não o disse em voz alta porque ficava mal, tipo uma nódoa numa bela camisa branca..."que rabo" pensei quando o vi. Não sei quem era, mas tirei-lhe as medidas. E não é que passado algumas horas quando estava com o meu "filho" no colo, apesar do vislumbre rápido que tive do mesmo rabo o que completou a miragem foi quando me cruzei com alguém que estava na rua e o sorriso que me lançou. Não foi a minha pessoa que o provocou, mas vou finigir que foi, bem sei que neste caso a culpa foi do Prozac.

What a But!!! Pode sair caro ir ao veterinário, mas há miragens que o dinheiro não paga.


sexta-feira, janeiro 23, 2015

Dogs Days Are Over?!

Ontem tive um de dia da merda, hoje acordei a pensar no dia de ontem, e o dia de merda teve uma sequela. Deixei em casa a carteira, o livro que me faz companhia à hora de almoço e o pacote de lenços de papel (não é que esteja com o pingo no nariz, mas se as mulheres levam sempre consigo os tampões, eu levo comigo os lenços de papel!). 

Os meus neurónios começaram logo a entrar em curto-circuito, e tive um dia m*rda no trabalho. Tive uma luta livre aguerrida com o meu mau feito, fiz tudo por tudo para não transparecer o meu estado de espírito, e apesar de me terem feito rir nem eram 9:00 o dia correu como se fosse uma lesma sem pressa para chegar ao seu destino. 

A minha paciência pode esticar, mas tem pavio curto, e vá-lá não acendeu até porque maus dias todos nós temos, tive um que me valeu por 2. 


A sorte esteve do meu lado, a policia não cruzou o meu caminho, é que sem carteira, a multa seria um brinde de merda.

Cheguei a comentar com uma colega de trabalho, que caso nós os 2 estivéssemos num cubículo a trabalhar, seriamos os velhotes dos marretas...resmungões!


Dogs days are over? Acho que não, mas se não tiver uma sequela do dia de hoje, já me irei sentir um pouco menos animal irracional.