O tema da adoção por pessoas do mesmo sexo veio novamente à
baila, com um desfecho previsível, até porque cada vez mais penso que há temas
que são como uma espécie de murro no estômago, quem dá não se magoa, mas quem o
sente, sabe o quanto dói.
Eu já algum tempo que tenho uma opinião formada. Vejo o amor
como os anjos, não têm sexo. O ser humano não deveria de catalogar qualquer
tipo de sentimento, não deveria de condenar o amor que A, B ou C sente por D, E
ou F. Nós como pessoas deveríamos de ver o próximo não como alguém que se
define pelos órgãos sexuais. Tudo seria muito mais fácil, e as descriminações
certamente seriam limpas e não varridas para um tapete sociologicamente mal
construído. Mas é o que temos, um tapete deformado.
Acho que uma criança precisa de amor, de afeto, de atenção,
de ter alguém que lhes guie no seu crescimento, que lhe ajude a edificar uma
personalidade sem o risco de ser influenciada nem que no futuro o seu ego seja
tão frágil que ao mais leve toque o mundo delas pareça que está prestes a ruir.
Uma criança não irá ver em 2 homens ou em 2 mulheres, dois
pais ou duas mães, até porque sou da opinião que um pai e uma mãe não se
“apresentam” aos filhos como alguém que tem um pénis e uma vagina, mas sim
alguém que é mais carinhoso e outro que é autoritário. As crianças
não veem o sexo, como nós adultos vimos uns nos outros, pois não sabem o que é.Ser pai e ser mãe é apenas uma forma de
transmissão de algo aos filhos. Se eu estiver errado, mais estarão, e a minha
opinião vale o que vale.
Uma coisa é certa, supondo que no futuro os casais gays
poderiam adotar crianças a nossa sociedade seria abalada, tipo chocalho, e
infelizmente quem mais iria sofrer seriam as crianças e quem as adotasse, pois
o que mais há na nossa sociedade são pessoas com línguas venenosas e não se iriam dar ao trabalho de se colocar na pele de
quem sente ser descriminado e que vive no palco das más-línguas.
Um passo tem que ser dado de qualquer forma. E não querendo ser pessimista não será agora, infelizmente.
Neste passado fim-de-semana descobri uma nova realidade, pois não fazia a minima ideia que haviam livros de colorir para adultos com o fim de ajudar a aliviar o stress. E há uma dezena de artigos sobre o tema.
Jackpot!!! Eu em miúdo era doido por livros de pintar, queria mais e mais, e agora em adulto e após descobrir essa coisa chamada de "Art Therapy - An Anti-Stress Colouring Book" acho que vou voltar a ser um puto e estar com os lápis de cor a rabiscar não sei quantas folhas.
Infelizmente o livro que aqui deixo está esgotado. Percorri as amazons de quase todo o planeta e népia, mas em Março sai um novo, e espero eu que apareça uma nova edição, é que por estar esgotado fico com a sensação que há muitos adultos stressados neste planeta, no meu caso por vezes estou, mas a razão de ter escrito Jackpot!! é porque preciso de coisas que puxem pela minha criatividade.
Art Therapy poderá ser uma mina de ouro em termos de aliviar o stress!
Foram precisos apenas 17 dias de 2015 para faltar à minha palavra. Neste ano tinha prometido a mim mesmo que iria controlar o meu vicio na compra de livros. Se num mês leria um livro, eu já tinha pelo menos 12 para o ano de 2015 e ainda sobravam alguns...sou um book junkie.
Ando para ver "The Theory of Everything" um filme que tem uma história de amor, tem interpretações que só pelo trailer deixam-me de lágrimas nos cantos dos olhos e que atores...e depois num dos trailers aparece uma música dos The National...que também não ajudou. Cruzei-me com o livro no qual o filme se baseia e não resisti. Comprei-o e estou a ler. Estou delicadamente a virar cada página pois a história assim o merece.
Pelo andar da carruagem, no final de 2015 terei já tudo o que preciso para ter a minha casa, que não sabia que tipo seria, mas pelos vistos será deste tipo:
Vou confessar uma coisa...shiiiuuuuuu que ninguém aqui me ouve, mas ao final desta tarde voltei a sentir aquela vontade de largar uma f*ucking bomb cá em casa, é que apesar de saber o que estou a fazer, sou um barco sem âncora e não faço a mínima ideia o que farei sem uma. Sinto-me perdido, e apesar de fazer tudo por tudo para acalmar as águas, as minhas também precisam de o ser. Ando a mudar de pele, para ver se me sinto bem na que me irá vestir, pois a que me veste, imaculada e sem marcas nada me diz.
Não é por acaso que a minha casa de sonho é feita de livros.
Pensava eu que sofria de ANSIEDADE SOCIALmas de acordo com a imagem que aqui deixo, até posso sofrer desse mal mas...o que os outros possam pensar de mim tem cada vez menos peso na minha vida; estando num grupo de 3 pessoas dificilmente fico calado, mas é certo que em grupos maiores é provável que não fale muito, daí não gostar de grupos, nunca gostei, um erro crasso eu sei; cada vez mais olho nos olhos de quem está a falar comigo, acho que eles (os olhos) não mentem, enquanto as palavras conseguem ser umas grandes mentirosas...peguei em apenas alguns exemplos, mas na verdade um dos meus males é gostar de pessoas e não conseguir a a elas o quanto me dão.
Todos nós temos fantasmas do passado, e quando julgamos que eles já se foram, aparecem de uma forma subtil, capazes de nos cercar e ir a uma sessão espirita está fora de questão!
(Deixo aqui uma das minhas descobertas musicais...deliciosa...fumegante como um roçar de paixão entre as pernas, e uma doçura cadente nos lábios...Ibeyi, um duo de irmãs com uma sonoridade muito interessante)
Tive uma semana diferente, andei sempre com aquele entusiasmo que se tem quando estamos de bem com a vida por mais merdas que existem à nossa volta, e quando falo delas (das merdas) falo dos problemas da vida.
Ando a fazer um esforço para não me deixar abalar pelos azedumes que a vida me oferece em certas delicadezas que de delicadas têm pouco, mas somos fortes quando conseguimos ser, e só por isso, este meu esforço tem que dar em alguma coisa.
Não se pode viver sempre no preto e no branco, as cores existem para alguma coisa, se estamos mal, porque não fazer para se estar bem?
Por mais amarga que seja a tragédia e não estou a referir-me àquele tipo de tragédia greco-romana, onde num palco nos são apresentadas pequenas historietas, eu deixo-me ficar no meu canto, na plateia a ver o desenrolar da coisa, é que tudo tem um principio, um meio e um fim. Espero que esta não fuja à regra. É quando o pano cai que a verdadeira peça começa...
Nesta semana andei mais que viciado nas 4 músicas da Melanie Martinez, e uma delas "Bittersweet Tragedy" que deu o mote para este teu texto. É das músicas mais bonitas que ouvi nos últimos tempos, talvez porque eu até me associo a ela, e não só. Dei de caras com um video com essa música, videoclip esse que não é da música, é de uma outra, mas na minha humilde opinião, o que aqui deixo é perfeito. É um erotismo visual...não é por acaso que eu gosto de dança contemporânea, gosto de ver e sentir os sentimentos cravados nos movimentos, é uma linguagem que muitos não apreciam, eu até entendo, mas a arte é uma espécie de árvore com várias ramificações, e esta é uma delas.
No pain, no fun foi o que senti hoje. Saí de casa com um tempo que só pedia aconchego, com aquela sensação de que uma semana após começar a tatuagem das ondas não seria o suficiente para a acabar. Cheguei lá, e mandaram-me ir tomar café, recusei e fiquei com o cu sentado à entrada. Acabei por marcar a minha 2ª tatuagem, só a 21 de Março!!!!! Fiquei um pouco desanimado, não é que tenha pressa mas quero-a o quanto antes. O rapaz da receção gostou da imagem (já aqui deixo) e lá expliquei a minha ideia.
Será na minha outra perna, na direita, do tornozelo até à parte de trás do joelho, um ramo de uma árvore, retorcido e grotesco para contrabalançar com a imagem de uma avezinha, querida e fofinha, mas é que é mesmo isso...andei desde o verão à procura de imagens e só no fim-de-semana passado é que vi uma. Amor à primeira vista, só me faltaram os corações nos olhos.
O meu tatuador tinha acabado de fazer um tatuagem e iria tomar café, convidou-me e eu bem que tentei me esquivar, mas ele insistiu e eu acabei por ir mais um casal de namorados. Awkard moment eu não sabia o que dizer, fiquei quase todo o tempo mudo e calado mas acabei por dizer umas coisitas. Eles estavam a falar de um jogo, não sabia qual mas para meter conversa perguntei "É um jogo do facebook?" disseram que não, disseram o nome e onde o poderia encontrar mas o que ouvi foi uma espécie de chinês, pensei "é melhor é mesmo ficar calado".
Quando fomos para a sala das tatuagens tive a triste noticia que a tatuagem não estava cicatrizada e que o meu tatuador não queria arriscar acabar pois as crostas poderia danificar o resultado final. Acabei por mostrar a perna a um outro tatuador que estava numa outra sala. No problem, fiz isso no meu trabalho às minhas colegas. O que me deu satisfação foi sentir o entusiasmo do tatuador com o trabalho dele.
Fui para casa, ao frio e à chuva com marcação para o dia 30 de Janeiro. Ao menos posso descansar durante uns longos dias.
E aqui deixo a imagem componente do meu 2ª projeto! O entusiasmo é grande, até porque cada vez mais sinto que não me vou ficar por apenas 3...
Nem sei bem que palavras usar para descrever o meu dia de ontem, foi um GRANDE dia. Comecei a manhã a ser tatuado e acabei a noite a dançar kizomba (ou melhor a tentar pois não sei dançar aquilo) e o resultado foi sentir que tinha a perna esquerda em chamas, mas já lá vou.
Não sei se deveria começar a escrever não sei quantos post do género "50% da Tatuagem - Parte I", e por aí fora mas vou tentar ser breve...não vou conseguir.
Algo me dizia que iria chegar lá e que não iria haver tatuagem para ninguém, e mal chego descubro que o meu tatuador tinha estado doente e que até tinha desmarcado todas as sessões dos últimos dias, mas vá lá recomeçava o trabalho no dia 10. Depois de alguma espera e de ver algumas pessoas também a fazer o mesmo que eu, logo pela manhã (serem tatuados), lá fui ter para uma experiência que já me marcou em cerca de 3 horas.
Tenho um defeito de associar musicas às pessoas e a momentos que vivo. Estava eu na receção quando o rapaz que lá estava põe música a tomar. O meu gosto musical deu logo um alerta bem grande, que som era aquele, que voz (fazia lembrar a Lana Del Rey)? Foram 4 músicas, e eu estava de certo modo a ser embalado por aquele som. Comecei a ficar em pulgas não para ser tatuado mas para saber quem estava a cantar. Depois outro problema surgiu, é que não tenho jeito nenhum para meter conversa e para mais estava uma "boneca" ao meu lado também para ser tatuada (uma andorinha, o símbolo do infinito e uma âncora...mas só iria fazer 2 das 3...sou bom observador e por vezes tenho as antenas ligadas) e não estava a conseguir perder a timidez. Mas quando ela se foi, enchi-me de coragem e meti conversa com o rapaz, e ele foi 5 estrelas, a cantora em questão é Melanie Martinez, que participou no The Voice dos EUA e as músicas estavam a tocar através do youtube. Ele ainda disse-me mais, que a música (Carousel) entrava no trailer da 4ª temporada do American Horror Story, e fez-se luz, afinal já a tinha ouvido. E esta lenga lenga toda é para dizer que essas 4 músicas estão de certa forma tatuadas em mim, foram uma espécie de banda sonora, sem esquecer o AC/DC que o tatuador pôr a tocar (e não é a minha praia confesso). O rapaz acabou por me dar um post-it com o nome dela e passados uns minutos já a minha perna estava a levar com o desenho das ondas japonesas.
A tatuagem em si não está igual ao desenho que tinha em mente, o tatuador disse que a imagem que tinha como referência era uma espécie de ondas japonesas, pois as verdadeiras não são em bico, tipo garra. Fez-me o desenho na perna, tirou foto, vi, gostei, deitei-me, e passei a ouvir o zzzzzzz da agulha a fazer o seu trabalho. Se doeu, doeu, mas não foi nada de outro mundo. Depois filmou e tirou mais fotos. Deve de ser para o curriculum.
O que vem a seguir é bem pior. Dia 17 estou lá outra vez para fazer o que vai doer a valer. A duvida que tenho neste momento é não saber se faço a preto ou em azul escuro. Não é uma dúvida existencial mas é como se fosse.
Porque ontem tinha o jantar do Reis da empresa onde trabalho, fui com aquele estado de espírito, que nada me iria estragar o resto do dia. Só estava com receio de sujar as calças, mas a noite correu até muito bem, apenas comi as entradas (fiquei bem jantado acreditem), e entre 3 "baldes" de gin tónico acabei a dançar kizomba, ao som de uma das músicas da moda, não me perguntem quem canta, apenas sei que a música tem o nome de "jajão".
Sei que muita gente não conhece esse meu lado, o lado sociável, que raramente tenho oportunidade de mostrar. Certamente alguém deve de ter pensado que eu estava com os copos, mas os tais "baldes" estavam cheios de gelo...e estava a sentir-me como se tivesse o mundo na palma da minha mão, e por causa das horas que vivi ontem, o sorriso que estava na minha cara era puro.
...passei a noite com a perna a arder, talvez tenha feito mal ter dançado mas já fui verificar, as ondas apesar de "vazias" estão bem. E agora falta o resto e já no dia 17 levo o meu projecto do coruja. Encontrei a que fez os meus olhos brilharem de emoção. Se não for essa, será uma das outras.
E já agora deixo uma amostra do que tenho na perna, não dá para ver o efeito final mas as ondas estão cá na perna :-) :-) :-)
We are a freak show, uns mais que o outros, mas somos todos...
Amanhã por esta hora, espero já ter despido a pele que me veste e ter outra, mais original e com um pouco das ideias que tenho e nunca veem a luz do dia.
Estou literalmente a sentir-me como alguém que acabou por conhecer a sua alma gémea e que lhe deixou um universo de borboletas no estômago, não sei o que isso é, nunca o senti, mas imaginar isso eu consigo.
E sabem o que mais me dá prazer neste momento?
Não é beijar os lábios mais doces que possam existir neste inferno que é chamado de planeta terra, é sentir que eles (os meus lábios) estão prestes a beijarem uma ideia que irá ser concretizada...e estou com medo.
Já que não me perco por amor, faço questão de o fazer pelas minhas ideias, pois são elas que fazem bater o meu coração todos os dias, e em frente é o caminho, nem que seja aqui, neste oceano, sozinho ou acompanhado.
Não contava cá vir, estou numa espécie de jogo do galo, ora um "X" ora um "O" mas quando deparei-me com a noticia de que o novo videoclip da SIA para a música "Elastic Heart" (que é uma das que mais gosto do último álbum dela), já estava a receber criticas, fui logo ver, e não é que andam a dizer que as imagens que são mostradas têm a ver com o tema da pedofilia?
WTF é que há pessoas que só veem o que querem, se é algo mau, parece que o mundo está prestes a acabar, se é algo bom, acabasse por se ficar viciado em sentimentos que nada tem a ver com o que verdadeiramente se sente. Acho que o ser humano é um autêntico burro com umas grandes palas ao lado dos olhos, só vê o que quer, e só sente o que lhe convém.
E já agora, cada vez mais prefiro a companhia dos animais de quatro patas dos animais racionais, e talvez por isso não é de admirar que continuo solteiro. E nos dias como o de hoje, sou apenas uma agulha num palheiro, dificilmente me encontram, mas facilmente me pico.
Vou rever é o videoclip que a mim representa um pai e uma filha em versão canários numa jaula, e o final diz tudo. Pedofilia aonde te encontras?!