Não contava cá vir, estou numa espécie de jogo do galo, ora um "X" ora um "O" mas quando deparei-me com a noticia de que o novo videoclip da SIA para a música "Elastic Heart" (que é uma das que mais gosto do último álbum dela), já estava a receber criticas, fui logo ver, e não é que andam a dizer que as imagens que são mostradas têm a ver com o tema da pedofilia?
WTF é que há pessoas que só veem o que querem, se é algo mau, parece que o mundo está prestes a acabar, se é algo bom, acabasse por se ficar viciado em sentimentos que nada tem a ver com o que verdadeiramente se sente. Acho que o ser humano é um autêntico burro com umas grandes palas ao lado dos olhos, só vê o que quer, e só sente o que lhe convém.
E já agora, cada vez mais prefiro a companhia dos animais de quatro patas dos animais racionais, e talvez por isso não é de admirar que continuo solteiro. E nos dias como o de hoje, sou apenas uma agulha num palheiro, dificilmente me encontram, mas facilmente me pico.
Vou rever é o videoclip que a mim representa um pai e uma filha em versão canários numa jaula, e o final diz tudo. Pedofilia aonde te encontras?!
Eu já adivinhava que o dia de hoje seria em dia em grande, não de apenas coisas boas (calma...a imagem nada tem a ver com as coisas boas que refiro). Estou mais que angustiado por causa da voltar à rotina, acordar à hora de sempre, pegar no carro e ir trabalhar. Depois, fazer tudo por tudo para não adormecer no sofá e conseguir ao menos aproveitar as horas que me restam para conseguir desligar a tomada da ficha e mergulhar no que eu preciso - afastamento da realidade - que não é virtual, que fere e por vezes esventra o que mais me dá alento.
O final de ano é fodido, quando um novo ano se apresenta geralmente deixo ele seguir o seu curso, mas neste ano novo tenho algumas cartas nas mangas, e não sendo nenhum ilusionista, vou pensar com a minha cabeça (sim a que está acima do tórax e do pescoço...agora já há explicação para a imagem).
Ontem depilei a perna onde me vou marcar, faltam poucos dias, e já ando numa ansiedade que me faz arranhar os tetos dos meus desejos. A perna não está totalmente depilada, é mais uma semi-depilação, nunca o tinha feito e fiz antes do tempo para depois não fazer as coisas à pressa. Quando saí hoje pela manhã, o frio sentido foi bem outro, a perna esquerda estava à mercê dele, e de hoje a uma semana, eu estarei aqui a contar uma parte porque escolhi ondas para serem tatuadas. Eu quero contar uma história com elas (as tatuagens), mas na realidade conto mais que isso.
Ando numa roda-viva por tantas coisas, já é habitual, mas não sei se já sentiram pequenos indícios que se fizeres algo, não há volta a dar. Poderia estar unicamente a falar da 1ª tatuagem, mas pressinto que vem mais coisas atreladas a ela. Não me estou a reconhecer na pele que me veste, que vou despir, e na nova que me iria acolher.
Se chorei hoje, foi por uma razão que afunilou o derrame sentimental que senti à tarde. E quando não consigo dizer o que sinto, recorro às palavras que escrevo, estas aqui deixo. Se me fosse dado um desejo, já o tinha na ponta da língua...
Eu sei que o texto está longo, mas talvez só cá venha daqui a uma semana, e porque escrevo sempre acompanhado com música, deixo aqui este pequeno, sublime e majestoso orgasmo musical. Até porque há músicas que com metáfora fazem delas outra coisa que simples músicas...
Feel your body closin', I can rip it open
Suck me up, I'm healin' for the shit you're dealin'
Smoke on your skin to get those pretty eyes rollin'
My thighs are apart for when you're ready to breathe in
Suck me up, I'm healin' for the shit you're dealin'
Hi, motherfucker, get your mouth open, you know you're mine
E cá estou eu novamente a falar delas, das barbas, até porque resolvi aguentar até mais uma semana sem a cortar. Se pudesse deixava crescer até poder enrolar os bigodes e ter um look que pelos vistos está na moda. Mas nunca fui levado pelo o que os outros gostam, mas eu gosto, o que é que eu posso fazer.
Andava eu a deambular na pesquisa de barbas e fui parar a uma página muito original. Porque gosto dela (da originalidade) no que se faz hoje em dia, as que aqui vou partilhar são as melhores que vi (só não coloco as alusivas ao Natal porque acabamos por passar por ele, mas também era muito originais).
Por um lado acabam por ser arte, por outro são ideias que podem nos fazer rir. E é o que eu preciso, rir e ao mesmo tempo ver coisas bonitas. Pelos vistos pode-se fazer mil e uma coisas com as barbas...
Se eu vivesse numa outra dimensão/realidade, atirava-me de paraquedas para ideias deste género:
Realmente há coisas engraçadas, que teriam ainda mais piada se eu fosse capaz de mudar radicalmente, e dum ano para o outro.
Se pudesse faria um mix das imagens que aqui abaixo deixo. Teria que continuar a deixar crescer a barba, fazer uma catrefada de tatuagens, e ir às compras para que a mudança de estilo ficasse completa.
Não sei se iria escolher a opção outsider ou ficaria pela do lumbersexual sem barba mas com bigode, sem camisa de flanela mas com t-shirt com um machado. Seria uma forma de cortar o mal pela raiz.
Sonhar não custa, mas não tenho vida para essas maluquices. Mas gosto do estilo! (é que não tem nada a ver comigo, mas no fundo tem mais do que eu julgo...)
Quero deixar aqui um obrigado a todos que escrevem/publicam nos vossos blogues e que comentam neste meu oceano. De uma forma ou de outra ajudam-me a ir até outras paragens sem ter que me deslocar. Ajudam-me de uma forma muito peculiar.
Deixo um obrigado especial a alguém que "deu-me" umas valentes horas nesta madrugada para pensar. Não foi fácil, e desculpa as palavras, caso não as entendas, sei que sabes que se o meu coração não está na boca, está nas pontas dos dedos e acabo por escrever.
Deixar 2014 para trás foi uma espécie de viagem numa montanha-russa, que durou cerca de 365 dias.
Hoje, em 2015 espero eu estar numa outra viagem, sem tantas curvas e com menos paragens. Não foi fácil, e não é fácil por diversas razões.
Entrar em 2015 não foi nada de especial, mas depois até que foi, dei-me conta que comecei o ano novo com algumas coisas por resolver. Passei a madrugada a cogitar as razões porque me levaram a sentir um derrotado (shame on me...pensar desta forma..."get a life" pensei eu), mas felizmente depois de uma noite (curta) de sono estou como queria, numa outra montanha-russa.
Passei algumas horas do final de 2014 em pinturas. Não tive uma palete numa mão e um pincel noutra. A brincadeira de querer pintar a barba de loiro correu mal, saiu cara mas ao menos deu para me rir um pouco. Foram 3 vezes que a pintei. Da primeira vez ficou um loiro florescente, depois um loiro arruivado com tons florescentes e depois voltou a um castanho. Ideias parvas, com resultados ainda piores. Mas tinha que o fazer, quero deixar de apenas teorizar certas coisas, e torná-las reais. Foi o que fiz.
Era para manter escondidas as imagens, mas durante a minha reflexão de ano novo, achei que deveria dar mais um passo e publiquei-as no meu facebook, não para mostrar (grande parte das pessoas não faz a mínima destas minhas ideias mirabolantes...e não sou exibicionista!!!) mas para ver até que ponto sou capaz de ir. Fui e já vim.
Este meu oceano por vezes é o meu cais, onde deixo o barco parado, e noutras vezes vou nele até outras paragens (os vossos blogues). Durante a minha reflexão nesta madrugada bateu-me forte uma constatação que tenho, e sempre a tive, não me encaixo (partilhei-a hoje apenas com uma pessoa, por outras palavras, talvez deveria as ter guardado para mim, mas precisei de o fazer, já está e espero não ser mal interpretado) e sinto que este blog também não se encaixa no mundo da blogosfera. Não o criei para ser temático, criei-o para mim, mas talvez tenha estado errado durante estes anos todos. Eu quero pertencer, eu preciso disso...
Os detalhes fazem a diferença quando o que se vê são apenas aparências do que realmente se mostra.
"I wear my body like a rotted peach
You can have it if you handle the stink
I'm as open as a gutted pig
On the small of every back
You'll see a picture of me
Wearing my body"
Com já é hábito, tenho uma escolha musical para o 1º post do ano, ela não surgiu por acaso - Röyksopp & Robyn " Monument".
A letra diz tudo o que não vou escrever, pois o texto já está longo. O videoclip é brutal, e esta é a minha forma de começar o ano por aqui, com o que mais gosto. Escrever com boa música. E com um texto que diz-me muito.
Este é o meu último post de 2014, e apesar de ter vontade de pegar num pedaço de papel, numa caneta e escrever 12 coisas que quero fazer já a partir de amanhã, não o faço.
Não vou estar a enganar-me, mas se há algo que iria ser gostar era que aquela pessoa especial que ainda não encontrei...
Caso o céu estivesse entupido de nuvens, poderia ser sob um conjunto interessante de candeeiros...
E que este meu oceano deixasse de ser um mar tão deserto de sentimentos que não tenho.
Gosto de acabar o ano com um texto e uma música a acompanhar e começar o ano novo com outra. A escolha para o fim de 2014 é a música do Ben Howard "I Forget Where We Were". As razões são muitas, adoro a música, é uma espécie de paixão musical pois sempre que a ouço, sinto-me bem, feliz, ou nostálgico e sonhador. Dá-me força. O video é uma caixa de pandora para a minha imaginação, vejo tantas histórias por contar.
E como diz a música "Hello Love, My Invisible Friend" é com estas palavras que espero cumprimentá-lo, deixando ele de ser invisível.
Um Feliz 2015 para quem aqui passar. E não se enganem, as palavras que aqui deixo são de esperança e não de uma derrota sentimental.
(em relação à barba, não me atrevo a colocar aqui uma foto, pois ela ficou loira, ruiva, laranja...shit...vou é comprar outra tinta...)
2014 está prestes a acabar, e este post não é o último do ano, pois espero vir cá amanhã e deixar um sorriso e desejar um feliz 2015.
Por falar em calendário 2015 não estou a concorrer com um suposto blogger que vai fazer um (sim é esse mesmo). Estou muito curioso em vê-lo e mais não digo. Mas quando falo num calendário e mais naquela de imaginar hipoteticamente 12 desejos para o próximo ano, e fazer tudo por tudo para os conseguir alcançar. Como não sou de apostas, e nunca fui a um casino e apostar em cavalos é algo que vai contra os meus princípios, vou é jogar contra as improbabilidades de baixar os braços e fingir que não vejo o que está mesmo à minha frente.
O Natal já lá vai e as prendas que mais gostei são as que me foram dadas sem custar dinheiro.
Disseram-me que eu era especial. Se por alguns segundos fiquei sem palavras, agora sei que deveria de ter dito o mesmo, pois há pessoas que mexem connosco, deixam uma semente e o resto é dar valor ao que foi nos dito.
Outra prenda foi ter o meu sobrinho comigo. É um raio de sol, uma luz que ilumina uma série de recantos que mantenho escuros. Nem sempre o breu ajuda, mas a claridade que ele tem é o que preciso para sorrir...fiz e muito. E não posso deixar de mencionar o meu filho canino, é que ele deve de se julgar muito adulo e já não quer dormir comigo.
Outra prenda que tive foi confirmar que devo de seguir os meus instintos e quando falo deles, poderia ficar aqui a escrever até sentir os dedos trémulos de tanto escrever, mas não vale a pena, o melhor é mesmo fazer em vez de pensar e imaginar...o corpo é meu, e vou começar a brincar com o que posso, deixarei algumas marcas, outras desapareceram.
Ahhh não posso deixar de dizer que hoje tive um daqueles deslumbramentos que deixam uma pessoa a salivar. Não era um chocolate quente e muito menos uma bengala alusiva ao Natal, mas que fiquei com água na boca e noutros sítios lá isso fiquei. só não fiquei vesgo porque tinha coisas que me "gritavam" ao ouvido para serem feitas.
Vá lá que tenho este meu oceano, por vezes um mergulho arrefece o que não pode ser mantido bem quente.
Por vezes as conversas à mesa são muito interessantes, outras nem por isso. Mas há aquelas que me fazem tapar os olhos, não porque me incomodem (acabo sempre por ouvir na mesma...), mas quando ouvimos a nossa mãe e dizer à nossa irmã que determinada pessoa é um "pão" e logo de seguida que o outro também o é, só me apetece fugir da mesa.
Não me senti incomodado, só não confirmei que a minha mãe tinha razão. Até porque um pão pode se comer de mil e uma maneiras, apenas com manteiga, ou com queijo, fiambre e para quem é mais ousado (como eu) queijo, banana e marmelada fica muito bem, é calórico mas o ego fica bem alimentado!
(caso passes por cá, este post é para ti, não podia deixar 2014 sem dedicar um a ti...dear sister).
Hoje fui aos saldos, e como já é hábito vou sempre cedo (não aos saldos...ir ao Shopping da terriola) e surpresa das surpresas, já estava meio mundo colado e sentado naqueles sofás de "espera". Lá fui eu e a minha mãe pelos corredores (não são assim tantos...) a fazer tempo para que as 10:00 chegassem. Pela pitas que lá estavam dava para ver que estavam à procura de um trapo para vestirem na noite de final de ano.
Foi interessante a experiência, até porque eu normalmente fujo a sete pés deste tipo de situações. Apesar de ter ido com a intenção de comprar uma camisola que tinha deitado o olho, não tinham o meu número. Experimentei outra, mas mais parecia um colete de forças. Quero enganar quem, o "S" não me serve, e os meus peitorais não merecem estarem "esfrangalhados" por mais bela que seja a peça de roupa. Não fui embora de mãos a abanar, o meu sobrinho é que teve sorte.
Para além das pitas esfomeadas por roupa nova, senti na pele, ou melhor nos olhos, o olhar dos outros. Ou eu chamo a atenção (não é o caso...sou uma espécie de fogo de vista...só se queima quem receber de volta um olhar de resposta) ou então há algo que me escapa e gostaria de saber. Mas mãe que é mãe deu-me logo a resposta, sem cabelo com barba ao longe sou capaz de despertar alguns olhares. Pois bem, deve de ter sido isso, mas para alguns deles não diria um "Fuck Off", diria outra coisa "tenho um T de tolo na testa?" apenas porque iria querer meter conversa.