sábado, dezembro 13, 2014

Hungry Eyes


Não dizem que se pode comer com os olhos? Não é que eu tivesse com aquela fome que para além de fazer roncar a barriga, fez o meu EU ficar de braços cruzados e me faz a pensar “o que faço agora?”. A solução estava à vista, sempre que posso, sempre que tenho oportunidade o meu telescópio foca e bem quem resolve fazer-me uma surpresa. É que há já muito anos que não tinha aquela miragem diante de mim.

Sabem que mais...é uma daquelas situações que nos fazem pensar porque motivo há pessoas que nos fazem as olhar de cima abaixo, dum lado ao outro, e nos deixam com um pouco de água na boca.

Não morri afogado por causa da saliva, mas ao menos que quem é vivo sempre aparece e mais uma vez fiquei com a tal pulga atrás da orelha. O que me atrai tem a sua razão de ser, até hoje não entendo...mas uns hungry eyes matam a fome mesmo que não a tenhamos.

segunda-feira, dezembro 08, 2014

The Giver - Os Livros


O universo "The Giver" é contado em 4 livros. O primeiro teve direito a um filme mas apesar de ser uma boa tentativa, os resultados não foram os esperados e bem que posso tirar o cavalinho da chuva (haverá mais filme?!) e embora tenha estado um sol de fazer rachar o frio, tem sido esta saga que me tem feito companhia com as suas letras, frases e seus sentimentos escritos numa espécie de fábula para crianças. E nada melhor sentir-me como um puto numa aventura que começa numa sociedade em que não sabem o que é a vida e se vive perante um esquema em que prevalece o maior bem, (para alguns) o controlo da vida.

No 2º livro somos levados para uma outra "sociedade", um pântano repleto de ausências de bom senso e discernimento. No 3º, algumas pontas soltas são atadas em nós, que anseiam e desesperam por algo mais que uma floresta que ganha vida e um negociador que nos dá o que queremos em troca de algo muito mais precioso que um capricho recheado de pequenas futilidades.

No 4º e último livro todas as pontas soltas são atadas em nós que a mim fizeram desta saga, um conto fragmentado em 4 blocos literários. Porque gosto de histórias passadas num futuro distante, que me fazem puxar pela imaginação e me roubam um pouco da minha lucidez, esta dificilmente irá deixar o meu universo dos livros, até porque se "The Giver" acaba da forma mais previsível, não me posso esquecer o que ficou para trás. É como já disse, senti-me um puto, e se um livro pudesse ser um colo de uma mãe, seriam estes 4. 

Senti-me aconchegado pelas palavras, maravilhado pela imaginação e com aquele sentimento que se tem quando se lê um livro e pensamos "valeu a pena".   



Trans vs Transparent

 
"Transparent" é uma série da amazon (um dos meus guilty pleasures) e retrata a vida de uma família disfuncional, isto porque: os pais estão separados, o pai revolveu assumir a mulher que há dentro dele, e passou a vestir-se e a comportar-se como uma senhora. A filha mais velha, casada e com filhos, resolve deixar o marido e retomar a relação com a namorada que tinha na altura em que estava a estudar na universidade. O filho, um produtor discográfico, é daquelas personagens que não sabemos bem o que esperar, e a filha mais nova uma autêntica caixinha de surpresas, ora é a tentar algo com 2 homens de raça negra ou a tentar entender porque razão uma mulher quer ser um homem com uma vagina. É uma série muito WEIRD mas a vida também é um folhetim com esse tipo de páginas, e não é preciso muito, basta olhar para  o lado.

domingo, dezembro 07, 2014

10 de Janeiro de 2015 Vs O Fim do Casting (para já...)


O casting já chegou ao fim e a 10 de Janeiro de 2015 começo um novo "projeto" e terei direito a umas ondas japonesas (foi o que me disseram que era o que a minha escolha queria dizer, mas para mim tem um outro significado) na minha pele, e é escusado dizer que infelizmente não consigo ter esta prenda de Natal já que a agenda dos tatuadores está cheia.

Terei pelo menos 2 sessões para depois dizer para os meus botões "let's see the waves roll deep in me".

Só peço aos Deus do meu imaginário que façam para que tudo corra como esperado, pois assim em Março faço a 2ª e em Maio fecho um projeto.

Podem me chamar de doido ou lunático, mas não vivo no mundo da lua, e muito menos sou caprichoso. Não somos nada nesta vida, e se não fizer do meu corpo o que mais parecido na vida, ninguém o fará por mim.

Eu espero por elas (pelas ondas) mas espero muito mais de 2015.

Double Wink


Receber um piscar de olhos, é uma coisa, receber outro passado nem mais de 2 minutos será algo mais que simpatia? 

Não retribui, pois não sou de piscar os olhos e muito menos desenvencilhar-me de uma situação que normalmente estou a anos luz de as viver e experimentar. 

Se por vezes sinto-me um peixe fora de água, quando estou num aquário e por obra do destino (que grande Deus este) alguém coloca um belo pedaço de um coral, fico-me por aqui...até porque um double wink é bem melhor que um double cheeseburger, não engorda. 

domingo, novembro 23, 2014

Tracks Vs A Fuga




Não sei como é com as outras pessoas, mas eu por vezes tenho momentos em que tudo o que gira à minha volta, gritam coisas aos meus ouvidos, talvez mensagens que devo de ignorar, ou pequenos enigmas que deveria de os descodificar, uma espécie de trilhos codificados pelas peculiaridades da vida. Hoje sinto-me assim, prestes a soltar um belo fogo de artificio. Talvez por boas razões, ou nem por isso...é como uma moeda, há sempre dois lados...

Hoje vi o filme "Tracks" com uma das atrizes que mais gosto. Adorei a história, o filme conta uma história verídica, passada nos anos 70 na Austrália. Não querendo estar a escrever o que não devo, posso dizer que numa altura do filme tive que conter as lágrimas pois me fez lembrar a minha princesa Chantal, e por outro lado o filme está entulhado de belos cenários, imagens que se por um lado me fizeram questionar a força de vontade do ser humano em embarcar numa aventura, por outro lado, o final dá-nos uma resposta, e que resposta...os meus olhos até ficarem encadeados com o azul que vi.

Além de ser um excelente filme, no final temos direito a ver as verdadeiras imagens que também ajudaram a dar origem ao filme "Tracks". Todas elas me fizeram sorrir, e é disso que preciso, e nem sempre o consigo fazer. Há dias que o faço de forma expontanea, noutros faço como qualquer mortal nesta vida.

Se me dessem a escolher, faria uma espécie de viagem que a Robyn fez, misturada com este videoclip do Ben Howard, já que tanto a música como as imagens que por lá passam me dizem...para seguir com o que vai dentro do meu coração. E não é uma viagem à Austrália, mas poderia ser...uma fuga


domingo, novembro 09, 2014

Interstellar Vs The Plot Holes Vs Orgamos Cinéfilos


"Interstellar" filme de Christopher Nolan fez-me ir ao cinema, ficar colado à cadeira durante 3 horas, fez com que sentisse pelo menos em 2 momentos do filme, a pele a ganhar vida, ao estilo de uma galinha a pensar que o céu estava a cair sob ela, fez com que sentisse as lágrimas a virem ao de cima (construi uma barragem, o filme é tão bom que não queria perder nada, e digamos que as lágrimas prejudicam um pouco a visão) e pela primeira vez na sala de cinema dei um "grito" (assustei-me por causa de uma cena com som a acompanhar) que fez com que tapasse a boca, como se alguém tivesse dado conta o meu estado alucinado perante tanta grandeza num filme que tinha algumas expectativas, e no final o filme é GRANDE. 

Claro que os gostos não se discutem, e é na partilha de opiniões que cada um dá a sua visão do que vê. Depois de ter visto o filme, andei a navegar (não à procura dum buraco negro no espaço) na net a ler algumas opiniões de criticos, e cheguei mais uma vez que mais depressa se deita abaixo algo que não é real, que é uma mera obra ficcional, do que dar largas à imaginação.

Pois bem, gosto de sonhar, e a minha imaginação é fértil. "Interstellar" é um dos orgasmos cinéfilos que tive neste ano (e convém referir que a música é do melhor, acompanha as imagens como se elas fossem o prato principal e os sons, pequenas entradas que deixam água na boca e nos fazem lamber os dedos).

(E quero o ver novamente no cinema...)



sábado, novembro 01, 2014

Ecos Vs Sem Abrigo


"Por todo o lado, o homem culpa a natureza e o destino, contudo, o seu destino não é mais do que o eco do seu caráter e das suas paixões, dos seus erros e das suas fraquezas"

Frase retirada do livro "O Teorema (K)athernie" de John Green, o mesmo que escreveu "A Culpa é das estrelas" e tendo já lido praticamente todos os livros (os outros já estão a caminho) este é de todos o mais divertido mas não deixa de ter as suas passagens que me fizerem pensar. 

Se por um lado sinto-me um puto a ler o que o escritor nos oferece, por outro, faz-me pensar no quanto passa por nós e é deixado ao relento, como se os nossos sentimentos fossem um sem abrigo.

Espero ansiosamente ler os outros dois e uma coisa sei, um deles será lido no Natal, até porque a história que John Green escreveu está num livro que compila várias outras histórias interligadas na época natalícia. E não estamos todos interligados uns com os outros?

domingo, outubro 26, 2014

Potencial Namorado?!


Será que o Prozac é um potencial namorado para a Zoe?! Claro que não, se por vezes são como água e azeite, noutras são um doce e um salgado. E eu fico-me por aqui, até porque sou daquelas pessoas que deixam que as imagens certas falem por mim. É este o caso. Bela dupla, por vezes insuportável, por vezes alucinante.


sábado, outubro 25, 2014

Lambia-o Todo Vs A Feira das Vaidades



Na passada quinta-feira, estava eu de regresso a casa, ao som de Ed Sheeran quando olhei para o céu. Mais uma vitima deste clima que não sabe a quantas anda. O que vi era uma miscelânea de coisas boas, vi natas bem consistentes, ou claras batidas em castelo. Vi pedaços de gelado de baunilha bem colados ao sol, juntos, numa simbiose que me fez olhar não sei quantas vezes. Se pudesse tinha-o lambido todo,  de cima a baixo, dum lado ao outro enquanto Ed Sheeran continuava a cantar. Aquele céu, naquele momento falou comigo, disse-me coisas que nem tenho palavras para as descrever.

Ontem percorria o mesmo caminho, ao som da mesma música quando lembrei-me do suspiro de nuvens que tinha visto no outro dia, e não é que o céu estava diferente? Já não via um swirl divinio mas sim um sol meio escondido, como se estivesse a abrigar-se da noite. Todo ele era mais que protegido por umas nuvens brancos, já não tão doces, mas ao mesmo tempo acolhedoras. Não chorei porque já o tinha feito pela manhã, mas ao olhar para aquele cenário, pareceu-me estar a ver uma fogueira de raios solares sem os ver. Uma autêntica feira das vaidades, que não me queimou, mas que me fez voltar a pensar no imaginável...

So open your eyes and see
The way our horizons meet

Eu gosto de ficção, portanto vou fingir que a minha alma gémea na passada quinta-feira olhou para o mesmo céu e teve a mesma vontade que eu, de o lamber, e que ontem tenha visto a fogueira das vaidades, apesar que a ela (a vaidade) é tão louca como quem sente o mesmo que eu. 

Resta-me agora procurar por quem nestes últimos dias viu o mesmo que eu. Missão impossivel? Claro que é, mas mesmo assim abro uma porta à ficção deixando uma janela escancarada, é que há estrelas cadentes e uma delas poderá entrar por essa mesma janela...