domingo, dezembro 07, 2014

Double Wink


Receber um piscar de olhos, é uma coisa, receber outro passado nem mais de 2 minutos será algo mais que simpatia? 

Não retribui, pois não sou de piscar os olhos e muito menos desenvencilhar-me de uma situação que normalmente estou a anos luz de as viver e experimentar. 

Se por vezes sinto-me um peixe fora de água, quando estou num aquário e por obra do destino (que grande Deus este) alguém coloca um belo pedaço de um coral, fico-me por aqui...até porque um double wink é bem melhor que um double cheeseburger, não engorda. 

domingo, novembro 23, 2014

Tracks Vs A Fuga




Não sei como é com as outras pessoas, mas eu por vezes tenho momentos em que tudo o que gira à minha volta, gritam coisas aos meus ouvidos, talvez mensagens que devo de ignorar, ou pequenos enigmas que deveria de os descodificar, uma espécie de trilhos codificados pelas peculiaridades da vida. Hoje sinto-me assim, prestes a soltar um belo fogo de artificio. Talvez por boas razões, ou nem por isso...é como uma moeda, há sempre dois lados...

Hoje vi o filme "Tracks" com uma das atrizes que mais gosto. Adorei a história, o filme conta uma história verídica, passada nos anos 70 na Austrália. Não querendo estar a escrever o que não devo, posso dizer que numa altura do filme tive que conter as lágrimas pois me fez lembrar a minha princesa Chantal, e por outro lado o filme está entulhado de belos cenários, imagens que se por um lado me fizeram questionar a força de vontade do ser humano em embarcar numa aventura, por outro lado, o final dá-nos uma resposta, e que resposta...os meus olhos até ficarem encadeados com o azul que vi.

Além de ser um excelente filme, no final temos direito a ver as verdadeiras imagens que também ajudaram a dar origem ao filme "Tracks". Todas elas me fizeram sorrir, e é disso que preciso, e nem sempre o consigo fazer. Há dias que o faço de forma expontanea, noutros faço como qualquer mortal nesta vida.

Se me dessem a escolher, faria uma espécie de viagem que a Robyn fez, misturada com este videoclip do Ben Howard, já que tanto a música como as imagens que por lá passam me dizem...para seguir com o que vai dentro do meu coração. E não é uma viagem à Austrália, mas poderia ser...uma fuga


domingo, novembro 09, 2014

Interstellar Vs The Plot Holes Vs Orgamos Cinéfilos


"Interstellar" filme de Christopher Nolan fez-me ir ao cinema, ficar colado à cadeira durante 3 horas, fez com que sentisse pelo menos em 2 momentos do filme, a pele a ganhar vida, ao estilo de uma galinha a pensar que o céu estava a cair sob ela, fez com que sentisse as lágrimas a virem ao de cima (construi uma barragem, o filme é tão bom que não queria perder nada, e digamos que as lágrimas prejudicam um pouco a visão) e pela primeira vez na sala de cinema dei um "grito" (assustei-me por causa de uma cena com som a acompanhar) que fez com que tapasse a boca, como se alguém tivesse dado conta o meu estado alucinado perante tanta grandeza num filme que tinha algumas expectativas, e no final o filme é GRANDE. 

Claro que os gostos não se discutem, e é na partilha de opiniões que cada um dá a sua visão do que vê. Depois de ter visto o filme, andei a navegar (não à procura dum buraco negro no espaço) na net a ler algumas opiniões de criticos, e cheguei mais uma vez que mais depressa se deita abaixo algo que não é real, que é uma mera obra ficcional, do que dar largas à imaginação.

Pois bem, gosto de sonhar, e a minha imaginação é fértil. "Interstellar" é um dos orgasmos cinéfilos que tive neste ano (e convém referir que a música é do melhor, acompanha as imagens como se elas fossem o prato principal e os sons, pequenas entradas que deixam água na boca e nos fazem lamber os dedos).

(E quero o ver novamente no cinema...)



sábado, novembro 01, 2014

Ecos Vs Sem Abrigo


"Por todo o lado, o homem culpa a natureza e o destino, contudo, o seu destino não é mais do que o eco do seu caráter e das suas paixões, dos seus erros e das suas fraquezas"

Frase retirada do livro "O Teorema (K)athernie" de John Green, o mesmo que escreveu "A Culpa é das estrelas" e tendo já lido praticamente todos os livros (os outros já estão a caminho) este é de todos o mais divertido mas não deixa de ter as suas passagens que me fizerem pensar. 

Se por um lado sinto-me um puto a ler o que o escritor nos oferece, por outro, faz-me pensar no quanto passa por nós e é deixado ao relento, como se os nossos sentimentos fossem um sem abrigo.

Espero ansiosamente ler os outros dois e uma coisa sei, um deles será lido no Natal, até porque a história que John Green escreveu está num livro que compila várias outras histórias interligadas na época natalícia. E não estamos todos interligados uns com os outros?

domingo, outubro 26, 2014

Potencial Namorado?!


Será que o Prozac é um potencial namorado para a Zoe?! Claro que não, se por vezes são como água e azeite, noutras são um doce e um salgado. E eu fico-me por aqui, até porque sou daquelas pessoas que deixam que as imagens certas falem por mim. É este o caso. Bela dupla, por vezes insuportável, por vezes alucinante.


sábado, outubro 25, 2014

Lambia-o Todo Vs A Feira das Vaidades



Na passada quinta-feira, estava eu de regresso a casa, ao som de Ed Sheeran quando olhei para o céu. Mais uma vitima deste clima que não sabe a quantas anda. O que vi era uma miscelânea de coisas boas, vi natas bem consistentes, ou claras batidas em castelo. Vi pedaços de gelado de baunilha bem colados ao sol, juntos, numa simbiose que me fez olhar não sei quantas vezes. Se pudesse tinha-o lambido todo,  de cima a baixo, dum lado ao outro enquanto Ed Sheeran continuava a cantar. Aquele céu, naquele momento falou comigo, disse-me coisas que nem tenho palavras para as descrever.

Ontem percorria o mesmo caminho, ao som da mesma música quando lembrei-me do suspiro de nuvens que tinha visto no outro dia, e não é que o céu estava diferente? Já não via um swirl divinio mas sim um sol meio escondido, como se estivesse a abrigar-se da noite. Todo ele era mais que protegido por umas nuvens brancos, já não tão doces, mas ao mesmo tempo acolhedoras. Não chorei porque já o tinha feito pela manhã, mas ao olhar para aquele cenário, pareceu-me estar a ver uma fogueira de raios solares sem os ver. Uma autêntica feira das vaidades, que não me queimou, mas que me fez voltar a pensar no imaginável...

So open your eyes and see
The way our horizons meet

Eu gosto de ficção, portanto vou fingir que a minha alma gémea na passada quinta-feira olhou para o mesmo céu e teve a mesma vontade que eu, de o lamber, e que ontem tenha visto a fogueira das vaidades, apesar que a ela (a vaidade) é tão louca como quem sente o mesmo que eu. 

Resta-me agora procurar por quem nestes últimos dias viu o mesmo que eu. Missão impossivel? Claro que é, mas mesmo assim abro uma porta à ficção deixando uma janela escancarada, é que há estrelas cadentes e uma delas poderá entrar por essa mesma janela...


Serei eu interessante?

Tendo já acabado de ler "Os Interessantes" da Meg Wolitzer e porque é um livro cheio de muita coisa boa, e fazendo parte dos livros que mais me deu prazer folhear as páginas, molhar um dedo para poder virar uma delas, ou esperar ansiosamente que a minha hora de almoço chegasse para retomar a leitura, não vou me esticar nas palavras, até porque acabar um livro durante a minha hora de almoço é sinal que estava mais que envolvido numa história que começa em 1974 e percorre uma série de décadas. No livro são mencionados uma série de temas, a guerra do Vietnam, as ceitas dos anos 70 e as suas drogas, o vírus da sida, o capitalismo, as novas tecnologias incluindo a internet, e depois uma série de sentimentos são mais que marcantes no meio de tantas páginas. Se por um lado o amor está lá, a inveja desliza como um cubo de gelo na pele mais quente, que arde de desejo. A fama também faz uma perninha, mas ao fim e ao cabo, as vidas dum grupo de adolescentes em 1974 facilmente desfazem-se ao longo dos vários anos em que o livro avança no tempo.

Num outro post, cheguei a dizer que possivelmente seria uma personagem secundária, que aparecia num inicio e que pouca importância teria na trama, mas tendo lido o livro todo, posso dizer, eu sou tão interessante como o meu vizinho, e tenho que dizer que nada sei sobre ele, apenas quero salientar que uma vida vale o que vale, e só nós sabemos o que vai dentro de nós e o que nos circunda. E eu sou a personagem principal deste meu livro, que a vida está a escrever, e sabem que mais...eu também faço parte dos interessantes.  

E voçês também fazem...basta ler o excerto do final do livro...

E não era sempre assim - partes do corpo que não se alinhavam de acordo com a nossa vontade, resultando tudo um pouco ao lado, como se o próprio mundo fosse uma sequência animada de desejo e inveja e autodesprezo e grandiosidade e fracasso e sucesso, um cartoon estranho e interminável que era impossível deixar de ver porque, apesar de tudo o que já se aprendera entretanto, continuava a ser tão interessante.


domingo, outubro 19, 2014

"On Interessantes" Vs O Vibrador sem pilhas


Estou a caminhar para o final do livro "Os Interessantes" da Meg Wolitzer e mesmo faltando ainda algumas sumarentas páginas, já sinto que cada virar de página está a tornar o livro num dos que mais me deu prazer.
Não é o mesmo prazer que comer um chocolate, ou uma noite de sexo, pois esses são prazeres fugazes, como um bocejar cheio de tédio ou um suspiro no qual ele (o tédio) é o nosso melhor amigo.

Tenho muito de escrever sobre ele (o livro) que me tem feito companhia nas últimas semanas. E porque cada virar de página é especial, sinto que o final será como uma porta aberta para o meu desconhecido, já que o livro percorre a vida de um grupo de amigos desde a adolescência até aos seus cinquenta anos (?). 

Eu estando na casa dos 30, se tivesse no mesmo enredo que eles, seria igual a uma das personagens, se no inicio aparece, e no meio se fala, certamente no final terá algum impacto (?). Será? Não sei, mas por mais ficção que a vida tenha, a realidade é tão interessante como um vibrador sem pilhas.

(Depois volto cá para falar do livro, onde serei outra pessoa, não quem escreve para si nem para os outros, apenas limita-se a teclar o que vai na alma, e se por acaso foder o juízo a alguém, peço desculpa, mas não é por mal, é uma necessidade, uma espécie de trabalho manual, uma masturbação que dá lugar a um belo tapete feito de retalhados. Não de sémen, mas de palavras.) 

sábado, outubro 11, 2014

Para Não Dizerem que Não Escrevi Neste Fim-De-Semana




Para não deixar de escrever neste oceano, vou simplificar o que tenho a dizer, que não sendo muito, acaba por deixar no reflexo das letras o que não quero escrever, talvez seja falta de tempo, ou a preguiça a bocejar e a dar-me um valente pontapé na alma.

O livro "Os Interessantes" está a ser uma daquelas sagas de encher o olho, cultiva a alma e faz esperar por mais da vida. Acertei desta vez, pois quando pego nele sinto que não há nada que me faça duvidar do que quero para mim, pois tenho sonhos como as personagens do livro, no entanto se algumas delas não conseguem o alcançar, é bem provável que eu também não consiga. WTF?! Há dias que não faz diferença esse tipo de pensamentos. Se vestir o cinzento, dá-me uma espécie de relento, o que dizer das cores que me esventram, que deixam ao ar livre uma ferida que me grita, que me sussurra..."give me love".

Já me capacitei que tenho que começar uma espécie de casting e não estou a falar de potenciais casos amorosos, pois não sou pessoa de pegar numa balança e pesar o que me faz feliz, o que me faz sonhar e o que a vida me dá. Falo das imagens que estão vivas dentro de mim, que quero tatuar, e cada vez mais sinto que não é um capricho, é um projecto, de pernas que andam, que fazem barulho, levantam o pó que faz com que não me reconheçam.

Meus caros, quem me conhece é quem eu quero, e não quem julga que sabe quem eu sou.

A sabedoria é um bem precioso, só o damos a quem podemos o dar, e só quem o reconhece é porque lá chegaram.

domingo, outubro 05, 2014

Banks Vs Mel Para os Meus Ouvidos Vs Kizomba?!


Há algum tempo que tinha lido coisas muito boas sobre Banks, uma cantora que juntamente com outros (não me perguntem quem são...) estavam numa nova vaga musical. Acontece que quando comprei o álbum, mal o ouvi senti que estava perante uma musicalidade que além de me seduzir, deixava em mim algo que é raro acontecer. 

Se as músicas fossem um pedaço de pão, o queria com manteiga, com doce ou marmelada. Queria-o em torrada ou em tosta mista, e porque não com manteiga de amendoim e doce de morango. E se o dia assim pedisse, com queijo, banana e doce. 

As músicas são mais doces que o mel, a voz é uma encruzilhada de timbres, e por mais mel que seja para os meus ouvidos, mais depressa roço o meu corpo noutro ao som dela que do kizomba...