domingo, setembro 28, 2014

Histórias de Amor Vs O Raio Que Nos Parta

Neste fim-de-semana tive a oportunidade de ver 4 filmes com histórias de amor, e nenhuma tinha nada a ver com a outra. Vi "500 Days of Summer", "The Broken Circle Breakdown", "The Signal" e "The Labor Day" e por mais que tenha a escrever sobre cada uma delas (e já o fiz sobre uma) sinto que a vida poderia ser uma simples história, de amor ou muito longe disso. O que sinto, cada vez mais, é que essas histórias são como um virar duma página dum livro, facilmente se tem, como se arduamente se sonha com uma. Mas como gosto de ler, por vezes virar uma página custa, não porque dê trabalho, mas porque é no virar da página que ficamos perante o desconhecido, e quando queremos alento e nos dão apenas o vento dos sentimentos, não me venham dizer que o sexo é uma espécie de tapa buracos.

A alma não os tem, e não há cimento que os esconda. 

Não somos de ferro, nem somos de barro. Se moldamos o nosso ferro perante o fogo dos outros, o barro deixamos o moldar nas mãos alheias.

Não me deixo transformar pelo o que os outros querem, mas aceito os outros como são.

Histórias de amor? Que venham elas, mas o raio que nos parta que fique bem longe, pois a vida é azeda quando nos faz ter azia e nos faz arrotar. 

Standing on the deck watching my shadow stretch
The sun pours my shadow upon the deck
The waters licking round my ankles now
There ain't no sunshine way way down

I see the sharks out in the water like slicks of ink
Well, there's one there bigger than a submarine
As he circles I look in his eye
I see Jonah in his belly by the campfire light

See the albatross up in the windy lofts
He gets to beating his wings while he sleeps it off
I hear the jettisoned cries from his dreams unkind
Gets to whippin' my ears like a riding crop

The captain once as able as a fink dandy
He's now laid up in the galley like a dried out mink
He's laying dying of thirst and he says or I think
Well, we're gonna be alone from here on in

Well you are all my brothers, and you have been kind
But what were you expecting to find?
Now your eyes turn inwards, countenance turns blank
And I'm floating away on a barrel of pain
It looks like nothing but the sea and sky remain

A harpoon's shaft is short and wide
A grappling hook's is cracked and dry
I said, why don't you get down in the sea
Turn the water red like you want to be?

Cause if I cry another tear I'll be turned to dust
No the sharks won't get me they don't feel loss
Just keep one eye on the horizon man, you best not blink
They're coming fin by fin until the whole boat sinks


sábado, setembro 27, 2014

O Amor Bate à Porta? Vs 500 Days of Summer

"Parece que o amor chega não só sem se fazer anunciar, mas também tão acidentalmente, tão aleatoriamente, que te faz pensar porque é que tu, porque é que alguém há-de acreditar nas leis de causa e efeito"

Acabei de ler "A Rainha de Gelo" de Michael Cunningham e tive a sorte de encontrar mais uma daquelas frases que tornam um livro especial. Apesar de não ter gostado do livro, valeram-me as frases que por lá encontrei, até porque vão ao encontro da minha forma de pensar, de ver a vida e de sonhar. 

Por mais que pense que o amor aparece findo do nada, que se apresenta sem mais nem menos, há momentos, escrupulosos do destino, que me fazem desacreditar nessa teoria. Acaba por não ser mais que uma fuga do sentimentos, canalizada para o que os outros querem e esperam encontrar e não o que eu quero e preciso para me sentir vivo. 

Continuo vivo, continuo a sonhar, e vivo porque é a lei da vida, mas sabem o que realmente penso: amor há quando a paixão deixa de fazer as malas, e o desejo começa a andar com uma venda nos olhos. Se somos todos uns filhos da ****, então o melhor é ninguém se queixar, pois quem semeia, colhe tempestades. Daí ter todo o direito de reclamar o que tenho todo o direito, pois eu apenas semeio árvores com bons frutos (quero enganar a quem?!). E aonde eles estão? Não os vejo. Será que tenho que fazer o mesmo que os outros? Esqueçam, a vida é demasiado bela para passar a vê-la como uma feia adormecida.


Pelos vistos alguém me conhece um pouco, talvez mais que as pessoas que estão perto de mim. A D. disse que o filme "500 Days of Summer" era a minha cara, nunca o tinha visto. Pelos os atores (Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt) vi logo que o filme tinha alguma coisa que me poderia fazer gostar mas quando o vi (e neste momento faltam-me os minutos finais...) foi comprovar o que me tinham dito. É a minha cara, uma história de amor, que no filme anda de trás para a frente, da frente para o futuro. A cumplicidade entre a dupla de atores é genial, os diálogos credíveis, os cenários palco dos meus sonhos, e depois há aqueles pequenos pormenores que fazem toda a diferença...é o que eu gosto de ver num filme que retrata o amor na sua forma mais doentia.


Cada vez mais o amor para mim não tem crédito, se fosse um banco já o tinha fechado. As pessoas são demasiado egoístas (começando por mim) pois não querem abrir mão do que já têm, do que julgam ter e do que julgam que irão ter.

O meu coração continua aberto, mas o que há mais são cegos com bengalas mal direcionadas.

500 Days of Summer?! E porque não uma eternidade? É assim que vejo o amor, duma forma ilusória, com paixão, sentimento e pequenas faíscas dum conto de fadas. O amor bate à porta, mas só quem a abre é que poderá contar a sua história. E eu acredito na lei da causa e efeito.

Espero que os últimos minutos de "500 Days of Summer" não me façam rever a minha teoria do amor, pois a ficção por mais que seja irreal, a realidade tem momentos que mais parecem findos dum filme...  





sexta-feira, setembro 26, 2014

A Rainha do Gelo Vs O Ciclo da Vida?! Vs Dejá vu


" As pessoas são mais do que pensamos. E são também menos. O segredo está em negociarmos o nosso caminho entre ambos."

Foi  esta a frase que li do livro "A Rainha do Gelo" do Michael Cunningham que me fez o ler com outros olhos. Apesar de já ter lido (penso eu) todos os livros deste escritor, este mal comecei deixou-me desiludido, por vezes sentia a escrita demasiado pretensiosa, com personagens que não me diziam nada, e a narrativa cheia de floreados que mais me parecerem um embelezamento que tentava aconchegar uma história simples: dois irmãos, um deles junto com uma mulher que está com cancro e à partida não ganhará a luta contra a doença, o outro gay, que vive com o irmão e vive toda a história da doença da companheira do irmão. Numa noite o irmão gay vê uma luz no céu, será um milagre, um sinal? E a história vai-se desenrolando e apesar de não estar nada satisfeito com o livro, encontrei a frase que aqui deixo, que me bateu à porta e me vez uma vénia à qual não resisti. Disse-me tanto, que me levou a uma outra surpresa. Estava eu hoje na minha hora de almoço a ler mais algumas páginas, quando senti que o que estava a ler encaixava num dejá vu...cada frase que lia, para vírgula, cada ponto que me apareciam à frente era um espelho do reflexo que a minha memória já tinha por lá passado. E porque eu tenho um pequeno papel a marcar a frase que aqui deixo, e quando lá escrevi "dejá vu", foi a gota de água, não tive dúvidas...sensação estranha.

Ainda não o acabei, e talvez por tudo o que este livro já me deu, está a ser mais interessante. Sinto falta dum livro que fale comigo, que me dê o que as pessoas não me dão e talvez nunca me irão dar, mas não estou preocupado. 

A vida não é como a economia, não é cíclica, e só por isso ando a esgravatar em tudo o que é sitio para ver se encontro uma fuga desta montanha russa que tem uma entrada mas a saída é só após não sei quantas voltas nela. Já perdi a conta.

Porque sou péssimo a negociar, agora entendo porque razão os caminhos que percorro nunca me levam a nenhum lado. Cruzo-me com pessoas que não são mais, nem menos do que espero, pois se o fossem, vivia num desânimo doentio.  

domingo, setembro 21, 2014

Red Band Society


Red Band Society é uma das novas séries que aguardava com expectativa a sua estreia. Gostei muito!!!!

Esta série é a versão americana de Polseres vermelles (da Catalunha) e é sobre a vida de um grupo de adolescentes que vivem num hospital. As suas vidas são afetadas pelas doenças, desde o coma, cancro, bulimia até ao transplante de órgãos, mas a série retrata os problemas de uma forma muito peculiar e simples, que não é lamechas, consegue ser mordaz, e foca temas muito sensíveis. Dizem que é Glee + A Culpa é das Estrelas, eu até entendo, mas dispenso as comparações...


O elenco é excelente, conta com Octavia Spencer, que tem um papel que lhe assenta que nem uma luva. Acho que só por ela vale a pena ver, mas os miúdos escolhidos são todos muito engraçados, e juntos formam um grupo de personalidades que me fizeram querer ver logo de seguida o 2ª episódio. Infelizmente tenho que esperar. Fez-me lembrar (e não tem nada a ver...) um filme dos anos 80 que faz parte dos "especiais" - "Breakfast Club".


Outro motivo que me faz gostar de Red Band Society são os diálogos, pois conseguem fugir um pouco do normal. Um deles ficou-me na memória: "Sorte não é ter o que queres, é sobreviver ao que não queres". 





A Culpa é Das Estrelas Vs Visto em Casa


Apesar de já ter lido o livro, apesar depois de ter visto o filme no cinema, vi-o novamente, em casa até porque a minha irmã ainda não o tinha visto. Dizem que são precisas algumas vezes para podermos captar coisas que nem sempre as vemos quando elas nos aparecem à frente. Foi o que aconteceu.

Chorei mais uma vez, não nas mesmas cenas, mas noutra, em sincronia, com companhia. Estranha foi a dança das lágrimas, das minhas e das dela (da minha irmã), mas sendo um filme que a mim me tocou quando o vi há alguns meses, não estranhei sentir o mesmo pela 2ª vez.


Desta vez fez-me recuar no tempo, quando um dos enfermeiros da dor (do hospital) me pediu para classificar as dores que eu sentia. De 1 a 10. Sabia lá o que dizer, disse um número, talvez nem era o que mais se enquadrava à realidade, talvez não queira que me vissem como um fraco que não a aguenta (a dor) mas o que posso aqui dizer é que naqueles segundos em que ouvi a pergunta se soubesse o que implicava uma resposta, teria sido honesto. Já senti mais dores do que sinto agora, mas elas quando vêem, conseguem compensar a sua ausência. 

São mais que meras vicissitudes da condição humana, são berlindes jogados ao acaso, à espera dum choque capaz de fazer estremecer tudo o que nos rodeia. Quando o sinto (o choque) a dor é uma fera que esventra o músculo e deixa o osso quebrado sem fragmentos. Mas ela (a dor) deixa uma semente, que no futuro me dirá algumas palavras que não irei querer ouvir.

Tenho por vezes dores físicas, mas as dores da alma não me largam. E se a culpa não é das estrelas é de quem?


sábado, setembro 20, 2014

Indiretas no Facebook?! Vs Amor à Primeira Vista?!

Tenho um lado que gosta de jogar com as palavras, uma espécie de jogo entre o rato e o gato. Gosto de metáforas e por mais descabidas que elas sejam, quando gosto delas é por alguma razão e nem sempre são pessoais as que me levam a pegar nelas e brincar um pouco.

Coloquei no Facebook uma que dizia "Eat diamonds for breakfast and shine all day" até porque quem o faz (numa realidade que não existe, imaginem engolir um diamante....) num sentido metafórico, acabam por fazer sempre uma bela merda brilhante. E foi nesse sentido que o fiz, uma pequena brincadeira sem alvo à vista. Quando me questionaram que poderia estar a enviar uma mensagem a alguém, foi o mesmo que estarem a dizer que não me conhecem. Não foi a minha intenção nem é a minha forma de estar. Quando sinto que tenho algo a dizer a alguém, ou o faço ou remeto-me ao silêncio, e faço muitas vezes, a alternativa do silêncio.

Mas porque já não sou pessoa de me preocupar com o que os outros pensam, julgam e pensam que sabem, voltei a pegar numa dessas imagens com uma frase cheia de estilo. Quem ler o que coloco no facebook, das duas uma, ou já me conhece e sabe que estou num jogo de palavras, ou então leva a sério o que lá escrevo e a carapuça lhe serve, e isso é uma metáfora impagável. E confesso (ás paredes) gosto que me julguem por coisas que nada tem a ver, pois é sempre uma perda de tempo para elas e um divertimento para mim. Get a life diria...




Era para ter colocado esta "In case of love at first sight - Break Glass" mas resolvi não colocar, pois por mais jogos metafóricos e de imagens poderiam pensar que tinha o encontrado, o amor à primeira vista. Mas que me livre de ficar sucumbido a ele, pois apesar de já ter acreditado nele, as máscaras que o ser humano tem são inúmeras, e eu não estou para entrar num baile de máscaras. Amor à primeira vista? Talvez, mas o amor passa logo para paixão, percorre o banho-maria para esfriar num belo cubo de gelo. 

Convém dizer, não sofri desse sintoma sintomático que o amor tem.  



Divergente / Insurgente / Convergente

Reconheço que consigo ser um adolescente que nem 18 anos tem, mas se há tema que desperta em mim uma curiosidade que não me deixa sossegado é das sociedades distópicas, e por isso a saga "Divergente" piscou-me o olho e tive que embarcar numa história muito interessante, no entanto...antes de ter lido os livros, vi o filme...


Apesar de já saber que o filme não tinha correspondido às expectativas dos fans da saga, e apesar do elenco ser bom, e mesmo sem ter lido o 1º livro, não achei o filme interessante, algo falhou, mas no entanto, no dia a seguir comprei os 3 livros, porque a ideia é genial, imaginar uma sociedade repartida por 5 fações e mais uns quantos mistérios pelo meio. E eles (os livros) foram a minha companhia nas últimas semanas.


Se o 1º livro acaba por ser bem mais interessante que o filme com um lado mais centrado na personagem de Tris, onde se pode ler o que ela vê e sente em relação ao que a rodeia, o 2ª livro apesar de ser uma continuação bem idealizada acaba por ser um comboio a passar sempre pela mesma estação, mas acaba por ser necessário para podermos ir até ao 3º livro, que a meu ver é o melhor.

Quanto à história de amor, quando cheguei perto do final tive que parar de ler, fui surpreendido com o virar da página. Deixei passar alguns minutos, e disse a mim mesmo "tenho que o levar comigo para a cama", assim o fiz, e mal comecei a ler foi ter a prova que o que eu gosto num livro que tenha histórias de amor não é a paixão tonta que o ser humano vive mas tudo o que está à volta dela, e quanto mais estranho seja o desenrolar dessa relação, melhor. E com o final desta saga, posso dizer, valeu a pena. Um final que nunca me passou pela cabeça, e porque nem todas as histórias têm que ser como a do Romeu e Julieta, nem todas têm que ser como da Cinderela. 



domingo, setembro 14, 2014

Tumblr » Ideias Vs Outono Vs Conclusão?!

Desta vez quando fui ao Tumblr perdi algum tempo, foi como estar a descobrir um mundo novo, que provavelmente o é apenas para mim, mas isso pouco importa. Andei por inúmeros blogs, uns mais interessantes que outros, e até encontrei uns que tinham tanto que tive de desligar-me desse mundo, onde pessoas como eu, sentem as coisas da vida da forma mais peculiar que possa existir, e no fundo somos todos iguais e todos diferentes. No entanto, é nas diferenças que mais me revejo.

Uma das imagens que mais me disse foi esta que aqui deixo. Se há dias que não passo de um virgem sem ideias, noutros não há ideias que consigam ficar de parte, num lugar esquecido, repleto de pó, onde os ácaros fazem as festas e os humanos acabam por ficar alérgicas a elas.


Outras das imagens que me marcou é a que poderia ter a legenda ¨Lá vem o Outono¨, para darmos lugar ao Inverno e recebemos o final de mais um ano. O que sei é que despedir-me deste verão vai ser mais especial do que estava à espera. Sinto que estou prestes dar à luz, não é um filho, mas é como se fosse, pois as ideias são parte de nós, e as que guardo dentro de mim não fogem a esse tipo de sentimento.


Por fim deixo uma daquelas frases que muitos dispensam, outros ignoram e eu próprio por vezes também o faço, mas há um grupo delas que me trespassam, deixam em mim aquela sensação de que não sou o único a ver e sentir pequenas coisas que passam por nós e ninguém pensa no assunto como se fosse realmente importante. Mas é, se perdermos um pouco de tempo ninguém é amigo de ninguém, e ao fim e ao cabo não somos mais que estranhos com quem partilhamos memórias. E nesse caso, preparo-me para pensar antes de o fazer, já que navegar em mares revoltosos é complicado, com estranhos ainda torna a viagem bem mais desagradável.


Zoe Vs Stitch

Apresento a "priminha" canina do Prozac: Zoe de nome, e mais uns quantos que já inventei: Zoe Carmela Camafeuza. Gosta de brincar, e de cravar os dentes em tudo o que é sítio. Tem umas orelhas que além de estarem sempre alerta (é da raça) tem uns olhos que pedem mimos.



Quando vi a Zoe pela primeira vez foi quando cheguei a casa depois de ter ido ver "Os Guardiões da Galáxia" e se apanhei um susto, imagino o do Prozac, pois foge dela, anda a comer pouco e está sempre com aquele ar de que toda a atenção está a ser roubada pela Zoe. Mas espero que aos poucos e poucos tanto ele como o Shape (de 14 anos) aceitem a pequena "preta de carvão" pois ela quer é brincadeira, comida, morder e dormir sob chinelos. Um pequeno demónio da Tasmânia.

A Zoe é uma cadela que só de olhar para ela a imagem que me vem à cabeça (não sou o único a pensar desta forma) é muito parecida com o Stitch, do filme "Lilo & Stitch". 


sábado, setembro 13, 2014

Sea of...

"In the sea of love there ain't no tides - In the clutching fist of time, we'll survive"

Não preciso de muito para explodir, sentir o fogo da atracção, ou o fogo que me destrói quando sucumbo numa discussão, e sem causar danos, deixa uma pequena faísca, prestes a queimar quem se atrever a lá meter a mão. 

Não preciso de muito para perder a cabeça e vê-la no meio dum vendaval de nuvens brancas. Não sou pessoa de devaneios reais, mas os que escrevo é como estar numa encruzilhada e nunca saber para onde me devo de virar. 

Não preciso de muito para me deixar consumir por aquela vontade que pede isolamento total, em que só mesmo o deserto poderia satisfazer esse meu capricho. Seria a forma de estar lá com a esperança que o oásis estaria bem próximo. Caminharia até o encontrar.

Não preciso de muito para mergulhar nas ondas, nas do mar e nas do pensamento, não querendo meter água, pois mais depressa o faço do que a consigo conter...

Com tanto fogo que me queima, com nuvens que não me deixam ir mais além, com areia que se mete em tudo o que é obstáculo e com a água que se infiltra nos meus mais recônditos lugares, a minha dúvida existencial é posta à prova. Tenho vontade de mandar o mundo à merda, tenho vontade de desaparecer, mas também tenho vontade dizer "eu também estou por cá".  

Sou um sobrevivente, mas preferia não o ser!