sábado, setembro 20, 2014

Indiretas no Facebook?! Vs Amor à Primeira Vista?!

Tenho um lado que gosta de jogar com as palavras, uma espécie de jogo entre o rato e o gato. Gosto de metáforas e por mais descabidas que elas sejam, quando gosto delas é por alguma razão e nem sempre são pessoais as que me levam a pegar nelas e brincar um pouco.

Coloquei no Facebook uma que dizia "Eat diamonds for breakfast and shine all day" até porque quem o faz (numa realidade que não existe, imaginem engolir um diamante....) num sentido metafórico, acabam por fazer sempre uma bela merda brilhante. E foi nesse sentido que o fiz, uma pequena brincadeira sem alvo à vista. Quando me questionaram que poderia estar a enviar uma mensagem a alguém, foi o mesmo que estarem a dizer que não me conhecem. Não foi a minha intenção nem é a minha forma de estar. Quando sinto que tenho algo a dizer a alguém, ou o faço ou remeto-me ao silêncio, e faço muitas vezes, a alternativa do silêncio.

Mas porque já não sou pessoa de me preocupar com o que os outros pensam, julgam e pensam que sabem, voltei a pegar numa dessas imagens com uma frase cheia de estilo. Quem ler o que coloco no facebook, das duas uma, ou já me conhece e sabe que estou num jogo de palavras, ou então leva a sério o que lá escrevo e a carapuça lhe serve, e isso é uma metáfora impagável. E confesso (ás paredes) gosto que me julguem por coisas que nada tem a ver, pois é sempre uma perda de tempo para elas e um divertimento para mim. Get a life diria...




Era para ter colocado esta "In case of love at first sight - Break Glass" mas resolvi não colocar, pois por mais jogos metafóricos e de imagens poderiam pensar que tinha o encontrado, o amor à primeira vista. Mas que me livre de ficar sucumbido a ele, pois apesar de já ter acreditado nele, as máscaras que o ser humano tem são inúmeras, e eu não estou para entrar num baile de máscaras. Amor à primeira vista? Talvez, mas o amor passa logo para paixão, percorre o banho-maria para esfriar num belo cubo de gelo. 

Convém dizer, não sofri desse sintoma sintomático que o amor tem.  



Divergente / Insurgente / Convergente

Reconheço que consigo ser um adolescente que nem 18 anos tem, mas se há tema que desperta em mim uma curiosidade que não me deixa sossegado é das sociedades distópicas, e por isso a saga "Divergente" piscou-me o olho e tive que embarcar numa história muito interessante, no entanto...antes de ter lido os livros, vi o filme...


Apesar de já saber que o filme não tinha correspondido às expectativas dos fans da saga, e apesar do elenco ser bom, e mesmo sem ter lido o 1º livro, não achei o filme interessante, algo falhou, mas no entanto, no dia a seguir comprei os 3 livros, porque a ideia é genial, imaginar uma sociedade repartida por 5 fações e mais uns quantos mistérios pelo meio. E eles (os livros) foram a minha companhia nas últimas semanas.


Se o 1º livro acaba por ser bem mais interessante que o filme com um lado mais centrado na personagem de Tris, onde se pode ler o que ela vê e sente em relação ao que a rodeia, o 2ª livro apesar de ser uma continuação bem idealizada acaba por ser um comboio a passar sempre pela mesma estação, mas acaba por ser necessário para podermos ir até ao 3º livro, que a meu ver é o melhor.

Quanto à história de amor, quando cheguei perto do final tive que parar de ler, fui surpreendido com o virar da página. Deixei passar alguns minutos, e disse a mim mesmo "tenho que o levar comigo para a cama", assim o fiz, e mal comecei a ler foi ter a prova que o que eu gosto num livro que tenha histórias de amor não é a paixão tonta que o ser humano vive mas tudo o que está à volta dela, e quanto mais estranho seja o desenrolar dessa relação, melhor. E com o final desta saga, posso dizer, valeu a pena. Um final que nunca me passou pela cabeça, e porque nem todas as histórias têm que ser como a do Romeu e Julieta, nem todas têm que ser como da Cinderela. 



domingo, setembro 14, 2014

Tumblr » Ideias Vs Outono Vs Conclusão?!

Desta vez quando fui ao Tumblr perdi algum tempo, foi como estar a descobrir um mundo novo, que provavelmente o é apenas para mim, mas isso pouco importa. Andei por inúmeros blogs, uns mais interessantes que outros, e até encontrei uns que tinham tanto que tive de desligar-me desse mundo, onde pessoas como eu, sentem as coisas da vida da forma mais peculiar que possa existir, e no fundo somos todos iguais e todos diferentes. No entanto, é nas diferenças que mais me revejo.

Uma das imagens que mais me disse foi esta que aqui deixo. Se há dias que não passo de um virgem sem ideias, noutros não há ideias que consigam ficar de parte, num lugar esquecido, repleto de pó, onde os ácaros fazem as festas e os humanos acabam por ficar alérgicas a elas.


Outras das imagens que me marcou é a que poderia ter a legenda ¨Lá vem o Outono¨, para darmos lugar ao Inverno e recebemos o final de mais um ano. O que sei é que despedir-me deste verão vai ser mais especial do que estava à espera. Sinto que estou prestes dar à luz, não é um filho, mas é como se fosse, pois as ideias são parte de nós, e as que guardo dentro de mim não fogem a esse tipo de sentimento.


Por fim deixo uma daquelas frases que muitos dispensam, outros ignoram e eu próprio por vezes também o faço, mas há um grupo delas que me trespassam, deixam em mim aquela sensação de que não sou o único a ver e sentir pequenas coisas que passam por nós e ninguém pensa no assunto como se fosse realmente importante. Mas é, se perdermos um pouco de tempo ninguém é amigo de ninguém, e ao fim e ao cabo não somos mais que estranhos com quem partilhamos memórias. E nesse caso, preparo-me para pensar antes de o fazer, já que navegar em mares revoltosos é complicado, com estranhos ainda torna a viagem bem mais desagradável.


Zoe Vs Stitch

Apresento a "priminha" canina do Prozac: Zoe de nome, e mais uns quantos que já inventei: Zoe Carmela Camafeuza. Gosta de brincar, e de cravar os dentes em tudo o que é sítio. Tem umas orelhas que além de estarem sempre alerta (é da raça) tem uns olhos que pedem mimos.



Quando vi a Zoe pela primeira vez foi quando cheguei a casa depois de ter ido ver "Os Guardiões da Galáxia" e se apanhei um susto, imagino o do Prozac, pois foge dela, anda a comer pouco e está sempre com aquele ar de que toda a atenção está a ser roubada pela Zoe. Mas espero que aos poucos e poucos tanto ele como o Shape (de 14 anos) aceitem a pequena "preta de carvão" pois ela quer é brincadeira, comida, morder e dormir sob chinelos. Um pequeno demónio da Tasmânia.

A Zoe é uma cadela que só de olhar para ela a imagem que me vem à cabeça (não sou o único a pensar desta forma) é muito parecida com o Stitch, do filme "Lilo & Stitch". 


sábado, setembro 13, 2014

Sea of...

"In the sea of love there ain't no tides - In the clutching fist of time, we'll survive"

Não preciso de muito para explodir, sentir o fogo da atracção, ou o fogo que me destrói quando sucumbo numa discussão, e sem causar danos, deixa uma pequena faísca, prestes a queimar quem se atrever a lá meter a mão. 

Não preciso de muito para perder a cabeça e vê-la no meio dum vendaval de nuvens brancas. Não sou pessoa de devaneios reais, mas os que escrevo é como estar numa encruzilhada e nunca saber para onde me devo de virar. 

Não preciso de muito para me deixar consumir por aquela vontade que pede isolamento total, em que só mesmo o deserto poderia satisfazer esse meu capricho. Seria a forma de estar lá com a esperança que o oásis estaria bem próximo. Caminharia até o encontrar.

Não preciso de muito para mergulhar nas ondas, nas do mar e nas do pensamento, não querendo meter água, pois mais depressa o faço do que a consigo conter...

Com tanto fogo que me queima, com nuvens que não me deixam ir mais além, com areia que se mete em tudo o que é obstáculo e com a água que se infiltra nos meus mais recônditos lugares, a minha dúvida existencial é posta à prova. Tenho vontade de mandar o mundo à merda, tenho vontade de desaparecer, mas também tenho vontade dizer "eu também estou por cá".  

Sou um sobrevivente, mas preferia não o ser!







sexta-feira, setembro 12, 2014

The Bitches R Back!


Elas aparecem há dois dias, não avisaram e senti-as de forma galopante. Não estava à espera delas e muito menos as teria convidado para virem ter comigo. Agora são uma companhia constante, ora dizem-me "olá", ora dizem-me "Até já" e digo-vos é insuportável estar a viver com uma companhia que não sabe o que quer, que faz de mim o perfeito anfitrião dum espectáculo que só a mim me diz respeito.  Infelizmente acabo por partilhar com quem está mais próximo de mim, e uma coisa eu sei, sou péssimo ator, pois mal elas aparecem para um "olá", a vontade que eu tenho é da as mandar à merda, e ver se chove para onde elas deveriam de estar. O problema é que uma visita nunca dura 2 dias.

Sinto que me estão a rasgar por dentro.

Se fosse uma dor de coração, estava mais que preparado, pois nele ninguém o atinge, mas noutros sítios a história é bem diferente. 

The bitches R back e já me dei conta disso, e espero que sejam umas mini-férias. Caso não seja, já me estou a ver num episódio de "Grey's Anatomy". 

Malditas dores, estas que me poderão estar a esventrar por dentro e eu não tenho forma de o saber. São mesmo umas bitches.

The Giver



"The Giver" filme baseado no livro escrito por Lois Lowry (não li nada sobre esta saga) que retrata uma sociedade futurista, peculiar e muito contida no que diz respeito a qualquer tipo de sentimento. Aliás no filme há uma grande separação do que é sentimento e o que é emoção. Sentimento está à flor de pele, a emoção está por dentro dela (isto sou eu a traduzir a mensagem que é dita).

Desconhecia a historia, e fui ao cinema apenas com as imagens do trailer, e logo no inicio fui levado para um dos filmes que mais gosto (Pleasantville). Quem o conhece sabe a razão, quem desconhece, faça o favor de o ver. 

"The Giver" para mim é um filme cheio de tanta coisa. Cheguei ao final com vontade de chorar, não porque o final seja triste, mas porque fui levado pela mensagem, pela a ideia que o filme tenta nos passar, e talvez porque eu próprio por vezes sou uma lágrima contida. Esforcei-me para não deitar uma. Foi arrebatador o que vi, as cores e a ausência delas, os sentimentos e emoções e as suas ausências e uma infinidade de coisas.

O elenco é excelente, o ator principal tem uns olhos capazes de absorver a magnitude de uma cena. Os cenários são de encher o olho e depois há um final que é o mesmo que estarmos à procura de oxigénio e alguém o corta. Queremos respirar mas...

Por isso mesmo fui pesquisar sobre a saga de Lois Lowry e fiquei curioso, até porque o final abre uma porta, e não consigo ficar à entrada, tenho que lá entrar e ver o que está para além dela. Não queria, mas algo me diz, vou ler os 4 livros e no entanto começo a ficar farto de ler tantas YA novels. Talvez seja um indicio que a minha adolescência ainda vive dentro de mim, e ler esse tipo de livros é um meio para conseguir ultrapassar o que não vivi. Emoções e sentimentos. E talvez por isso, consegui conter as lágrimas que no passado deitei mas que agora não fazem sentido nenhum. 

Excelente filme já agora...











Guardians of The Galaxy


Fui ver "Os Guardiões da Galáxia" apenas tendo visto o trailer e não sabia nada sobre esse universo da Marvel. Já tinha lido coisas muitos boas sobre o filme mas sendo baseado em personagens da BD, tenho sempre o receio que não vá gostar. Apesar de gostar de praticamente todo os tipos de filmes, nem todos conseguem me cativar. Acontece que com este, eu mais parecia um puto no cinema, a rir-me, entusiasmado com o filme, com as piadas, com a música, com a história. Os euros gastos valeram a pena!!! Foi dos filmes a que posso aplicar a palavra "brutal".

O que é certo é que se fosse mesmo um puto já estava a pedir aos meus pais as action figures dos Guardiões da Galáxia. Já que enquanto puto, nunca tive problemas de imaginação para criar histórias mirabolantes com os bonequinhos que eu tinha na altura...saudades de ser puto. Saudade de não ter a mínima noção do que é a vida, e viver da melhor forma, como uma criança.






O Elenco é fantástico, muitas caras conhecidas e para mim foi uma grande surpresa ver o Chris Pratt neste tipo de filme, até porque o conheço mais da série "Parks & Recreation". Ele tem muita pinta neste filme.


quinta-feira, setembro 11, 2014

The Leftovers (Season Finale) Vs A Complexidade do ser humano


Foi com alguma expectativa que vi a season finale de "The Leftovers". Apesar da série não ter sido bem o que estava à espera, com uma narrativa que mais parecia ter sido cortada com uma faca de manteiga e pedaços dela espalhados por um universo que muitos não compreenderam, nem eu (confesso, apesar de ter lido o livro), mas estive sempre com aquela visão que o ser humano só faz merda quando tem liberdade para isso.


O último episódio funciona como uma chama, que se acende, que se apaga e por alguma razão deixa em nós aquela vontade de a voltarmos a ver. Ao longo dos 10 episódios somos levados por pequenas histórias que por mais desfragmentadas que possam aparentar ser, todas fazem parte da complexidade que rege o ser humano. Os bonitos, os feios, os maus, os loucos, os levianos, entre outros, estão todos lá, e nós por essa mesma razão acabamos também por lá estar. 

O final propriamente dito foi intenso, marcante, perturbador e... 


Como é dito na série, todos nós perdemos alguém nesta vida. E sendo nós as sobras, e já não tendo direito a um "prato principal" e sem direito a sobremesa, ficamos numa espécie de limbo. Lidamos com a perda e continuamos a viver, vazios e com fome, que nos consume e nos faz duvidar do que cá fazemos, nesta vida, que nem sempre tem sentido mas cabe a nós dar-lhe um.



Nem sempre as respostas estão à nossa volta e muito menos entre os lençóis numa cama que por mais que nos convide a um fechar da realidade, nunca o conseguimos, ela (a realidade) é como uma minhoca, perfura a terra quando alguém remexe nela, e dá-lhe espaço para vir ao de cima e nos fazer relembrar que a vida é uma constante incógnita, na sua perfeita imperfeição, com contornos de uma utopia disforme.

Há que dar alento às nossas ideias, reforçar o ego para que ninguém o destrua, e fazer da nossa liberdade, uma corrida sem destino, e quando pararmos, é o sinal que passamos a deixar de ser uma sobra, e passamos a fazer parte dum todo, nosso e não dos outros. 





("The Leftovers" sem dúvida uma série que vai ao encontro do que é estranho, que nem todos gostam e muitos a criticam. Eu gosto do que é estranho, e adorei a imperfeição "The Leftovers" na companhia duma banda sonora centrada muitas vezes num piano.)