sexta-feira, setembro 12, 2014

The Bitches R Back!


Elas aparecem há dois dias, não avisaram e senti-as de forma galopante. Não estava à espera delas e muito menos as teria convidado para virem ter comigo. Agora são uma companhia constante, ora dizem-me "olá", ora dizem-me "Até já" e digo-vos é insuportável estar a viver com uma companhia que não sabe o que quer, que faz de mim o perfeito anfitrião dum espectáculo que só a mim me diz respeito.  Infelizmente acabo por partilhar com quem está mais próximo de mim, e uma coisa eu sei, sou péssimo ator, pois mal elas aparecem para um "olá", a vontade que eu tenho é da as mandar à merda, e ver se chove para onde elas deveriam de estar. O problema é que uma visita nunca dura 2 dias.

Sinto que me estão a rasgar por dentro.

Se fosse uma dor de coração, estava mais que preparado, pois nele ninguém o atinge, mas noutros sítios a história é bem diferente. 

The bitches R back e já me dei conta disso, e espero que sejam umas mini-férias. Caso não seja, já me estou a ver num episódio de "Grey's Anatomy". 

Malditas dores, estas que me poderão estar a esventrar por dentro e eu não tenho forma de o saber. São mesmo umas bitches.

The Giver



"The Giver" filme baseado no livro escrito por Lois Lowry (não li nada sobre esta saga) que retrata uma sociedade futurista, peculiar e muito contida no que diz respeito a qualquer tipo de sentimento. Aliás no filme há uma grande separação do que é sentimento e o que é emoção. Sentimento está à flor de pele, a emoção está por dentro dela (isto sou eu a traduzir a mensagem que é dita).

Desconhecia a historia, e fui ao cinema apenas com as imagens do trailer, e logo no inicio fui levado para um dos filmes que mais gosto (Pleasantville). Quem o conhece sabe a razão, quem desconhece, faça o favor de o ver. 

"The Giver" para mim é um filme cheio de tanta coisa. Cheguei ao final com vontade de chorar, não porque o final seja triste, mas porque fui levado pela mensagem, pela a ideia que o filme tenta nos passar, e talvez porque eu próprio por vezes sou uma lágrima contida. Esforcei-me para não deitar uma. Foi arrebatador o que vi, as cores e a ausência delas, os sentimentos e emoções e as suas ausências e uma infinidade de coisas.

O elenco é excelente, o ator principal tem uns olhos capazes de absorver a magnitude de uma cena. Os cenários são de encher o olho e depois há um final que é o mesmo que estarmos à procura de oxigénio e alguém o corta. Queremos respirar mas...

Por isso mesmo fui pesquisar sobre a saga de Lois Lowry e fiquei curioso, até porque o final abre uma porta, e não consigo ficar à entrada, tenho que lá entrar e ver o que está para além dela. Não queria, mas algo me diz, vou ler os 4 livros e no entanto começo a ficar farto de ler tantas YA novels. Talvez seja um indicio que a minha adolescência ainda vive dentro de mim, e ler esse tipo de livros é um meio para conseguir ultrapassar o que não vivi. Emoções e sentimentos. E talvez por isso, consegui conter as lágrimas que no passado deitei mas que agora não fazem sentido nenhum. 

Excelente filme já agora...











Guardians of The Galaxy


Fui ver "Os Guardiões da Galáxia" apenas tendo visto o trailer e não sabia nada sobre esse universo da Marvel. Já tinha lido coisas muitos boas sobre o filme mas sendo baseado em personagens da BD, tenho sempre o receio que não vá gostar. Apesar de gostar de praticamente todo os tipos de filmes, nem todos conseguem me cativar. Acontece que com este, eu mais parecia um puto no cinema, a rir-me, entusiasmado com o filme, com as piadas, com a música, com a história. Os euros gastos valeram a pena!!! Foi dos filmes a que posso aplicar a palavra "brutal".

O que é certo é que se fosse mesmo um puto já estava a pedir aos meus pais as action figures dos Guardiões da Galáxia. Já que enquanto puto, nunca tive problemas de imaginação para criar histórias mirabolantes com os bonequinhos que eu tinha na altura...saudades de ser puto. Saudade de não ter a mínima noção do que é a vida, e viver da melhor forma, como uma criança.






O Elenco é fantástico, muitas caras conhecidas e para mim foi uma grande surpresa ver o Chris Pratt neste tipo de filme, até porque o conheço mais da série "Parks & Recreation". Ele tem muita pinta neste filme.


quinta-feira, setembro 11, 2014

The Leftovers (Season Finale) Vs A Complexidade do ser humano


Foi com alguma expectativa que vi a season finale de "The Leftovers". Apesar da série não ter sido bem o que estava à espera, com uma narrativa que mais parecia ter sido cortada com uma faca de manteiga e pedaços dela espalhados por um universo que muitos não compreenderam, nem eu (confesso, apesar de ter lido o livro), mas estive sempre com aquela visão que o ser humano só faz merda quando tem liberdade para isso.


O último episódio funciona como uma chama, que se acende, que se apaga e por alguma razão deixa em nós aquela vontade de a voltarmos a ver. Ao longo dos 10 episódios somos levados por pequenas histórias que por mais desfragmentadas que possam aparentar ser, todas fazem parte da complexidade que rege o ser humano. Os bonitos, os feios, os maus, os loucos, os levianos, entre outros, estão todos lá, e nós por essa mesma razão acabamos também por lá estar. 

O final propriamente dito foi intenso, marcante, perturbador e... 


Como é dito na série, todos nós perdemos alguém nesta vida. E sendo nós as sobras, e já não tendo direito a um "prato principal" e sem direito a sobremesa, ficamos numa espécie de limbo. Lidamos com a perda e continuamos a viver, vazios e com fome, que nos consume e nos faz duvidar do que cá fazemos, nesta vida, que nem sempre tem sentido mas cabe a nós dar-lhe um.



Nem sempre as respostas estão à nossa volta e muito menos entre os lençóis numa cama que por mais que nos convide a um fechar da realidade, nunca o conseguimos, ela (a realidade) é como uma minhoca, perfura a terra quando alguém remexe nela, e dá-lhe espaço para vir ao de cima e nos fazer relembrar que a vida é uma constante incógnita, na sua perfeita imperfeição, com contornos de uma utopia disforme.

Há que dar alento às nossas ideias, reforçar o ego para que ninguém o destrua, e fazer da nossa liberdade, uma corrida sem destino, e quando pararmos, é o sinal que passamos a deixar de ser uma sobra, e passamos a fazer parte dum todo, nosso e não dos outros. 





("The Leftovers" sem dúvida uma série que vai ao encontro do que é estranho, que nem todos gostam e muitos a criticam. Eu gosto do que é estranho, e adorei a imperfeição "The Leftovers" na companhia duma banda sonora centrada muitas vezes num piano.)

Prozac at the Beach

Quando meto uma ideia na cabeça, é o mesmo que estar a mexer em cimento e fazer tudo por tudo que ele seque, é sinal que não irei mudar de ideias. 

Tinha na ideia em levar o Prozac até à praia, logo pela manhã, aproveitar o tempo que prometia nuvens, mas o sol antevia que tudo poderia mudar dum momento para o outro. E lá fomos nós os 3, eu, o Prozac e a Iggy Azalea a fazer-nos companhia até à praia, 

Fui munido dum saco para o coco, e com uma caixa com água, pois bem sei que o pisco-doce (o meu Prozac) facilmente fica com a língua de fora, tipo pastilha elástica cor-de-rosa, mas que estica até um certo ponto.

Todo o caminho até à praia chorou, sei bem que andar de carro para ele muitas vezes significa uma coisa: uma ida ao veterinário, mas desta vez troquei-lhe as voltas. Um passeio é que iria ter.

Ao chegarmos à praia, ele acalmou-se, olhou para o lhe rodeava e no focinho estava espelhada a alegria que este amigo de 4 patas tinha, e mesmo sem rabo, imaginei-o a abanar como prova que estava satisfeito. 


Lá fomos nós os 2 até à areia (a Iggy Azalea ficou a descançar no carro). E surpresa das surpresas, o tempo estava daqueles que no faz encher o peito de ar, e saborear tudo o que nos rodeia: as nuvens mais pareciam fiapos de algodão doce, espalhados por um céu azul, que gritava suavemente através de uma brisa mas que numa guerra entre a ela e os raios de sol, o sol ficou a ganhar. O mar estava tão calmo que parecia estar a convidar para dar um mergulho, não o fiz, pois o momento era do Prozac. E mais, o vazio do areal mais parecia um paraíso só para nós. Ao longe estava um casal com um outro cão, e na outra ponta uma alma solitária a aproveitar o vazio da mesma forma que nós.


O Prozac adorou a ida à praia, correu, viu pulgas-do-mar mas passados 30 minutos, era ele a saltar-me para as pernas, chegando-me a morder os calções por 2 vezes. Não era sinal de contentamento, antes pelo contrário, estava exausto. Começou a chorar, e antes de o pegar ao colo, deitou-se de costas na areia como forma de me chamar à atenção. Peguei nele, dei-lhe água, e já sem o choramingar da ida, fomos em silêncio a ouvir a Iggy Azalea reppar.

São momentos desses que para mim são especiais.    

 


 

A New Kind of Flirt?


Acho que nos dias de hoje, com a evolução do ser humano, os flirts também estão a ganhar uma nova dimensão, com novas formas de serem aplicados, com cores que poderão fazer cegar o mais ávido por ver o que não existe, e com contornos que nem as melhores curvas dum corpo consegue aguentar o peso de um flirt fora do normal poderá ter.

Estava eu num restaurante e o empregado de mesa ao dirigir-se para lá, vira-se para a minha irmã, e calmamente começa a lhe mexer no cabelo, pedindo educadamente autorização para tal gesto e diz-lhe que tinha um bicho no cabelo. Tira-o, e depois o mostra. Talvez não seja um flirt, mas poderia ter sido um.

E sim, este post é dedicado a uma leitura especial que vem "molhar" a sua leitura para as bandas deste oceano, e depois diz à minha mãe que não imaginam o que eu escrevo aqui. Talvez não imaginam, mas who cares, who gives a fuck.

E diz lá que não está original!

domingo, setembro 07, 2014

Os Interessantes vs A Raínha da Neve


Sei que tenho um vicio dos grandes, que não dá dores de cabeça, não tem efeitos secundários mas faz a carteira chorar um pouco. Evito ficar longe das livrarias, dos sites onde se pode comprar livros mas não sou de ferro, não consigo resistir a um bom livro.

Acontece que ando há demasiado tempo a ler YA novels e já começo a sentir aquele buraquinho no centro da alma, se não o sentem é bom sinal, eu o sinto. 

O livro que ando a ler faz parte de uma trilogia, e estou no segundo, e por mais vontade que tenha para o ler depressa, já que o 3º me espera, não consigo, é a conta gotas mas agora tenho 2 boas razões para ver se consigo acelerar a leitura pois há livros que assim o pedem: "Os Interessantes " de Meg Wolitzer tem tudo para deixar alguma marca e "A Rainha da Neve" de Michael Cunningham é daqueles livros que despertam a expectativa que um bom livro posso deixar no ar, até porque já li tudo o que este escritor já nos deu para ler.

 

sábado, setembro 06, 2014

A incerteza já não mora aqui!


E porque ainda estou na viagem que me tem dado alguma coisa com que me entreter, estou cada vez mais certo que as incertezas que me possam ferir já não moram aqui, bem pertinho de mim. A vontade que me aflige é um monstro de grandes dentes, grandes garras mas que só fere se eu estiver de olhos fechados. e não estou.

Se pudesse faria uma lista, onde a hipocrisia e falsos moralismos estariam no top da lista a serem eliminados e jamais me iria esquecer que se por vezes julgo que me estão a apontar o dedo, e mesmo que não o estejam a fazer, quero lá saber. Sou fiel ao que sinto e ao que me preenche, e como pessoa não sou capaz de encher vazios com atos impensáveis. 

Se por vezes há palavras que passam ao lado, fizeram-me ver o outro lado, e essas mesmas palavras conseguiram dar-me alento e se me tinha esquecido que uma moeda tem sempre 2 lados, os comportamentos do ser humano tem mais do que 2. É fácil girar uma moeda, mas fazer girar uma pessoa é complicado...

Fechei a gaveta aberta da escrivaninha e vou espreitar para dentro do armário, pois se a incerteza já não mora aqui, o melhor é fazer uma fogueira e atirar para lá o que está a mais dentro dele.

(esta música dos Clean Bandit é um bálsamo...)

sexta-feira, setembro 05, 2014

Gosto Estragado?! I'm gonna love ya, Until you hate me Vs A Pele que Dispo


Já não sei o que pensar. Será que estou a caminhar pelo caminho dos gostos estragados (A culpa é da Iggy Azalea) que nada me dizem, mas que no fundo me estão a espiçar com um picador de gelo? Será que bati com a cabeça e em vez de ver um "sky is falling" estou é a escutar um ritmo que foge um pouco do que geralmente me faz companhia, quando o silêncio é a batida mais consistente, que faz dum piano, o vidro da janela que nunca abro?

Uma coisa é certa, a certeza que eu tinha é mais incerta que um resultado dum jogo de lotaria. As bolas rolam, o resultado sai e nunca é o que se espera. Pois bem, estou cada vez mais certo, pintar a pele, é a escolha que mais me grita ao ouvido. Não é um ato de rebeldia, pois já não tenho idade para isso e muito menos ter algo a provar seja a quem for. Quero despir o que me veste, e revestir-me com outra pele.

A pele que dispo jamais será a que vêem, possivelmente será a que terá tatuada não uma, nem duas mais sim três tatuagens. E porque sou de ideias fixas, se não as fizer, é sinal que faço parte dos que critico, e julgo e se pudesse diria muito mais do que digo. É que quando amar alguém nunca será naquela de esperar que o ódio se junte à festa, e numa orgia de bem me quer, mal que quer, o que ganha fica com as pétalas da flor e o outro fica com o resto.

Viúva negra? Claro que não, mas uma coisa posso dizer, não me importava de ouvir a Iggy Azalea até me fartar, o problema é que não me farto


Wierdo – A Sequela Vs Enredado


Ser wierdo tem muito que se lhe diga. Por vezes me sinto especial, mas reconheço que nos dias de hoje ser-se especial é o equivalente a ser diferente. O problema nem é ter que lidar com isso, mas sentir que o caminho que percorro seria muito mais fácil se mantivesse o bico calado, coração fechado e as pontas dos dedos atadas. Tenho o coração na boca e quando o sinto perto da língua, quero desmontar o mundo, pontapear os cheios de si, ignorar o óbvio e esventrar quem se julga dono da razão. 

Não precisam de dizer que complico o que é fácil, mas a incerteza que habita em mim, é como uma selva urbana, onde os predadores estão a monte, e as presas selvaticamente desesperadas por um minuto de atenção. Já passei a fase em que queria 60 minutos de atenção e depois 30 já seriam bem-vindos. Hoje em dia fico-me por alguns segundos, é que ser wierdo tem muito que se lhe diga, e isto sou eu a ser irónico. 

Nunca me apaixonei, e tenho sérias dúvidas que o vá ficar, não porque eu seja uma barragem, ou um ermita pensador, enclausurado num mosteiro no monte dos vendavais. Eu até que tenho aberto a barragem (se fosse uma) e até tenho saído do mosteiro (se fosse um ermita) para expandir os meus horizontes, o que é certo por ter visto o oceano atlântico algumas vezes neste verão, penso que mal por mal, fico-me no limite do oceano, pois esse tem águas bem mais calmas… 

A linha está traçada, posso vê-la mas nunca alcança-la. Este contentamento descontente é o meu porto de abrigo. Não preciso dum cais nem de vento para me levar até ele, preciso de mim para começar…

Se me apaixonar, imagino já o sangue a ganhar velocidade, numa espécie de roleta russa humana, envolto num ar eléctrico, circulando à volta de uma orquestra de sons que ninguém ouve. Um silêncio ensurdecedor, apenas o som do sangue a ser bombeado pelo coração.

Imagino-me a viver numa micro utopia ao som da tal orquestra, enredado e entrelaçado com a peça que me falta. Não preciso de tirar medidas para o encaixe, nem preciso de imaginar a peça ideal para me sentir completo. O que é estranho é que já me senti mais incompleto do que agora. Será que esta resolução de fim de verão é a porta aberta para um novo mundo que desconheço? Por mais peças que um puzzle possa ter, será que o meu está mais que completo faltando uma?  

Se o lar é onde me abraçam, que seja numa ilha de algodão, onde os tabus são esquecidos e que o mar seja apenas um ribombar dum amor muito wierdo enredado na mais bela história de amor.

Sonhar não custa, viver é uma história bem diferente.