Não é porque as férias estejam a acabar, nem porque o trabalho irá ocupar uma parte dos meus pensamentos, mas nestes últimos dias tenho feito um esforço (que talvez seja o que o caracol faz para levar a casa às costas) para começar a superar alguns complexos, e posso dizer que tenho conseguido o fazer.
Sempre gostei de praia, de sol, da água salgada mas por causa dum complexo que ao longo dos anos ganhei, e que não partilharei aqui (nada de mais, algo tão natural como uma água sem gás) deixei de lado esse meu gosto mas felizmente este ano posso dizer que comecei a desbravar um terreno que não me é desconhecido mas é como se fosse. Se por um lado sinto-me como um puto, que só falta o balde para fazer castelos na areia, por outro sou um puto de 36 anos que deu-se conta que já deveria era de ter feito um reinado desses castelos. De qualquer forma o que mais me está a amordaçar a boca, é que o verão está a passar fugazmente e eu o queria agarrar por tudo o que é sitio, pela cabeça, pelos pés e pela alma. Se há dias em que sinto que sofro do síndrome do Peter Pan, noutros não passo de um adulto que tem medo de crescer.
Cada vez mais me revejo numa ilha deserta (não tão deserta...) com o mínimo possível, sem preocupações mas com algumas degustações.
E porque não um Sex on The Beach, deixaria de lado o Gin Tónico por algum tempo e poderia sorrir sem dar conta disso. E não há melodia que possa competir com o som das ondas, pois elas embrulham o presente que nos é dado em forma de espuma e é ela que faz toda a diferença.






