Hoje tive aquela sensação que se a minha bicicleta elíptica voasse, levava parte de uma das paredes e 25,88% do teto. Nem foi uma questão do esforço (25 minutos ao som dos Coldplay) mas sentir que estava parado no mesmo sitio e o que mais queria era ganhar asas e voar.
Talvez a culpa neste caso não seja das estrelas mas da adrenalina. Se ao 1º minuto senti que todo o meu corpo era uma simples alavanca prestes a fazer estalar a ferrugem ao 24º minuto todo eu era uma espécie de plasticina prestes a ser esticada até rebentar. Queria muito mais, quero muito mais, e não é apenas voar, quero ver o tal céu cheio de estrelas, quero ser iluminado por elas, queimar-me (porque não) um pouco e no final poder descer à terra e repetir toda esta adrenalina que durou minutos mas porque não me satisfaço com pouco, deixo este alerta: se numa noite destas alguém vir no céu alguém a voar numa bicicleta elíptica, serei eu e não ficção tornada realidade.
Se uma pessoa for o céu, porque não começar a olhar para ele de uma outra forma?! As estrelas neste caso não terão culpa, mas um céu sem elas não é a mesma coisa.



























