sábado, julho 19, 2014

The Strain


Estava com muita curiosidade em ver o 1º episódio de "The Strain" série baseada na trilogia escrita por Guillermo del Toro e Chuck Hogan. E o que tem a sua piada é que no último livro, o que comprei faltavam algumas páginas e foi como ler algo com uma parte arrancada da história. Falando dos livros...tem tudo a ver com o que gosto, uma parte vampiresca, outra a ver com a mutação da nossa sociedade. Se gostei muito do 1º livro, e se no 2ª fiquei um pouco de pé atrás, no 3º fiquei preso à história, apesar de que o final me deixou um pouco desiludido.

Falando da série...é fiel (pelo menos) ao inicio do livro, e o melhor é dar imagens a uma narrativa que desde o inicio não pára. Agora o que mais quero é ver algumas cenas que me ficaram na memória. Podem pensar que é mais uma história sobre vampiros. O que posso dizer é que nunca o Drácula ficou tão feio numa história...

E esta imagem é apenas do vírus...


domingo, julho 06, 2014

A Bofetada do Ano (a que levei) Vs Sia "Chandelier"


Se há música que neste momento que me faz querer revirar uma série de coisas dentro de mim é "Chandelier" da Sia, cantora que há já algum tempo que gosto. Não é que tenha vontade de estar pendurado num candelabro, mas a música além de uma bomba, não me deixa ficar indiferente nem à música nem ao videoclip. Quando o vi pensei que grande mamacada que a rapariga anda a fazer, saltos dum lado para o outro e uma série de coisas sem nexo, mas não foi preciso muito para ficar agarrado às imagens. Agora dou valor, vejo algo para além de uns quantos saltos e meia dúzia de caretas. Se pudesse estava agora mesmo pendurado num candelabro, não porque esteja doido, mas apenas pela diversão. "Chandelier" é já das músicas que fazem os poros de minha pele entrarem em ebulição.


Ontem estava eu feliz da vida a mostrar o videoclip ao meu sobrinho (que faz 2 anos dia 8 de Julho) que soube que gostava da música como dos movimentos que a menina do videoclip faz. Comecei a cantarolar mas não foi preciso muito tempo, levei uma bofetada como resposta. 

Fiquei calado e ele apreciou o resto da música acompanhada pelo videoclip. Aprendi uma lição, pois voz de cana rachada como a minha deve remeter-se ao silêncio. E o melhor desta história foi tê-lo bem pertinho de mim. 

sábado, julho 05, 2014

Alma Gémea Vs "I Origins"


Vi o trailer do filme "I Origins" e tudo por causa da Britt Marling, porque é das atrizes que me transmite algo. Fiquei com um ninho de pulgas atrás não de uma mas das duas orelhas só por causa do que vi. Nem sei se acredito em almas gémeas mas à partida o filme retrata esse tema duma forma peculiar, simples e muito viciante. Quero o ver, e se já vi "Another Earth", "Sound of My Voice" e "The East" que só me deixaram boas impressões, este certamente não será diferente.

Se a janela para a alma são os nossos olhos como o filme afirma, e se almas gémeas existem, o melhor é começar a olhar a fundo nos olhos das outras pessoas, mas o nó no meu estômago grita e as borboletas deixaram de bater as asas, porque se as almas gémeas existem, a minha está provavelmente num cruzeiro aos fiordes da Noruega, ou a dar neste momento uma deliciosa e sumarenta trinca na big apple.

Só por causa do que vi, fiz questão de repensar numa série de coisas que já estavam arquivadas dentro de mim. Para quê dar-me ao trabalho de abrir a escotilha que está sob o meu coração e deixar alguém entrar? Se por vezes penso que sou bicho do mato, noutras vezes faço de conta que estou no mundo da lua e que a ilusão é o melhor reflexo que o espelho da vida me dá. Não gosto de ser enganado, nem de enganar ninguém e só por isso, quando voltar a pensar na minha alma gémea sei com o que posso contar: olhos castanhos, com contornos de canela mastigados por umas gramas de caramelo sob o foco da luz do sol quando está para se recolher sob uma nuvem cheia de pingos de água, e é só uma questão de tempo esperar que a chuva comece para ver que o brilho que sai dos meus olhos não é apenas castanho...

As Sobras (The Leftovers)


Foi com grande entusiasmo que vi o 1º episódio de "The Leftovers" nova série do canal HBO. A série baseada no livro com título em português "O Mundo Depois do Fim" de Tom Perrotta. Apesar de já o ter lido há alguns anos, a história ficou-me na memória. O final foi um dos que mais desiludiu, e nada tem a ver com a história em si, mas foi por ter ficado com a sensação que a história ficou a meio. Ou melhor, queria o final de porta fechada, sem buraco na fechadura, e fiquei com a porta entreaberta à espera de mais.


"The Leftovers" retrata a vida de algumas pessoas após 2% da população mundial ter desaparecido sem mais nem menos. Esse pequeno pormenor nunca será explicado, nem é pano de fundo para a história.

O 1º episódio funciona como uma apresentação das personagens e não vou comentar a dinâmica entre elas. Pelo o que vi dificilmente será uma série de culto, não porque não tenha qualidade (tem, mas pelo comentários que li...), mas porque se o trailer aparentava ser uma série com ritmo, no 1º episódio esse ritmo funciona como uma espécie de espelho do ser humano, em que as relações entre as pessoas são o reflexo dos nossos atos e só por isso muita gente não irá ter paciência para ver essa transfiguração sentimental. 

Eu adorei, gostei e já fui buscar o livro para o folhear novamente. Vou ver tudo com a esperança que a série seja renovada, apenas porque se a 1ª temporada basear-se no livro, a 2ª temporada será novidade para mim e é isso que mais me fascina na história, o destino que se tem quando as nossas atitudes são meros veículos para se lá chegar. 

O elenco é bom e cola bem nas personagens que Tom Perrotta criou e escreveu no livro. Alguns atores podem ser desconhecidos mas entre eles estão Justin Theroux, Liv Tyler, Amy Brenneman e Max Carver e Charlie Carver (os gémeos das "Desperate Housewifes").


 
E porque este espaço é um oceano, quando vi uma determinada cena (que é passada numa piscina) lembrei-me dele, e lembrei-me de mim, porque por vezes há gritos que não se ouvem, mas eles são dados nas formas mais silenciosas e inócuas que há na vida.




sexta-feira, julho 04, 2014

O Olhar Nos Olhos dos Outros Vs Blink Blink




Não sei se com outras pessoas acontece o mesmo, mas por vezes a forma como alguém olha para outra pessoa diz mais que certas palavras. Há olhares de desprezo, de cobiça sexual, olhares de piedade ou olhares dum perfeito jogador de poker, entre outros. O que mais gostei nesta semana foi ter um Big Brother mesmo pertinho de mim (e atualmente acompanho 2!), sem ser pela televisão e sem câmaras. 


Posso ser um bom observador mas há sempre uma lição a tirar: se me fizerem a mim o que faço aos outros, será que vou gostar? Uma coisa sei, eu gostei do que vi. 

As pessoas têm coração mas não deixam de ter um par de olhos, que come de boca fechada e sem mastigar. Desconheço se alguém me "come" com os olhos, e nem sei se iria "matar" a fome a alguém através de um simples olhar. Uma coisa sei, o que vejo pode não me matar o desejo, pois geralmente deixo-o fermentar durante algum tempo, mas se prolongo o olhar é porque em vez de uma refeição completa, ao menos tenho um aperitivo.

Blink Blink fazem os olhos alheios, mas blink blink os meus também fazem.


terça-feira, julho 01, 2014

E o meu 501º Post Até Poderia ser Mórbido Mas Não É!



 ...e o meu 501º post começa com uma ida ao cemitério. Não irá ter humor negro, nem terá uma entrelinha prenha prestes a dar à luz um segredo doentio que me está assolar a mente.  
No passado sábado fui ao cemitério com a minha mãe limpar a campa da minha avó (o meu anjo de olho azul). Balde numa mão com luvas de plástico para ajudar à limpeza enfiadas lá dentro. O trabalho não foi árduo, o tempo ajudou, parecia que o céu estava rasgado, e desse rasgo brotavam uns tímidos raios de sol. Era cedo e não estava praticamente ninguém. O silêncio nada tinha de encantador, mas criou aquele ambiente que deve de ser o mesmo que as salas de ioga têm, excepto o ar puro e os mortos enterrados bem pertinho de nós.

De vez em quando via-se ao longe uma ou outra pessoa até que um velhote parou ao nosso lado e durante alguns minutos esteve de volta duma campa. Como bom observador que sou (sim também o sou num cemitério, não com a ideia de ver fantasmas ou mortos-vivos) passado algum tempo reparei que ele estava parado a olhar para campa, e durante todo esse tempo fiquei a observá-lo. Foi quando ele se dirigiu para a campa e beijou a fotografia que lá estava que senti um aperto no peito. O velhote foi-se embora e fui até à campa para ver a fotografia, deveria de ser da mulher. O twist macabro que aqui deixo é muito simples e humano e ao fim e ao cabo o que vi foi certamente uma história de amor.

Se por vezes penso no velhote de braços estendidos a olhar de forma compenetrada para a campa, noutras vezes tenho uma certeza, não quero uma campa, não quero flores murchas tingidas de castanho e muito menos flores de plástico e só há uma alternativa: quero ser cremado e tenho muitas razões para querer ficar feito em cinzas mas guardo-as comigo, até porque o lugar dos mortos é no nosso coração e não encafuados num cemitério a servirem de alimentos para os bichinhos. Não quero ser uma obrigação numa campa pois se não sou uma enquanto vivo, tenho a absoluta certeza que nunca o serei em morto.

Este post não tem nada de mórbido, mas se a vida por vezes me inspira, a morte não lhe fica atrás. 

Não quero que o negativismo fique colado às palavras que aqui deixo e uma certeza eu tenho: há que celebrar a vida, porque depois quem sabe o que teremos pela frente quando formos para o outro lado, e nesse para quê jogar pelo seguro, poderemos não ter nada para celebrar.


domingo, junho 29, 2014

500º Post - Parabéns a Mim!





Foi bem mais depressa do que estava à espera, pois hoje cheguei ao meu 500º post. 

Quando criei este oceano nunca pensei que viesse aqui deixar 500 textos, uns mais directos, outros mais abstractos e uma infinidade deles que ninguém entendeu e mesmo assim durante anos vim aqui deixar parte de mim. 

Posso não ter uma taça como prémio, posso não ter o ego que muito julgam que tenho e posso ser um mestre em confundir as pessoas, mas a realidade é esta, o que aqui escrevo é o que sinto e se em alguns anos não escrevi muita coisa, 2014 está a ser um ano em cheio, não só de coisas menos boas mas sabendo o que sei hoje, nada me vale andar com pezinhos de lã, fingir que tenho um ego em ponto de rebuçado e um olhar que diz alguma coisa mas não diz tudo.

Neste oceano só eu posso molhar os pés, mergulhar bem fundo e imaginar ver a pequena sereia na linha do horizonte, mas em dias como de hoje penso nas razões que me levam vir aqui. Posso ter uma vontade doida de fazer mil e uma coisas, mas só de vir aqui consigo sossegar algumas páginas que tenho que escrever e falo das folhas da minha vida.

500º Post- Parabéns a Mim!

Que venha o 501º post, se não vier é mau sinal.

Ain't Them Bodies Saints


"Ain't Them Bodies Saints" era um dos filmes na lista de espera e porque não tinha expectativas em relação a ele, foi uma boa surpresa. 

No elenco temos um trio muito interessante: Rooney Mara (excelente, magnifica e sensual como sempre), Casey Affleck (parece um predador apaixonado) e Ben Foster (com bigode).

A história é muito simples: um casal separado por causa de um crime. Enquanto ela espera que ele saia da prisão, ele foge e vai ao encontro dela passados alguns anos. E porque gosto de filmes passados em terriolas americanas, este acertou em cheio.

O que mais gostei no filme, para além do elenco e da história de amor à partida condenada, foi a forma como a narrativa foi construída. No inicio somos inundados por cenas com um belo jogo de luz e sombra, depois parece que a historia é contada através de retalhos de imagens e de poucos diálogos. 

Se no inicio é difícil entrar na história, depois é apenas uma questão de apreciar o filme. Não tem muita acção mas é compensado com o coração...e mais não digo.

sábado, junho 28, 2014

O Bolo Para o Meu Príncipe

Quando meto uma ideia na cabeça nem sempre é fácil deixá-la voar de mim. Já na semana passada tinha dito que neste sábado iríamos escolher o bolo de aniversário para o meu sobrinho que faz 2 anos no dia 8 de Julho. Por vezes sou de ideia fixas, e nem sempre são precisos pregos e muito menos um martelo.

Sou leigo no que toca a bolo cheios de decoração, com mil e uma coisas a terem que ser escolhidas, mas porque sou prático e não perco muito tempo em determinadas escolhas, lá fomos nós e apenas bastou ver 2 vezes o catálogo de bolos. O Mickey estava fora de questão (foi o bolo do ano passado) e acabamos por escolher o bolo que tem alguma coisa a ver comigo e com este oceano pois a cor predominante é o azul. Eu achei muita piada ao bolo, e tem pelo menos um polvo com olhos esbugalhados. Penso que foi a escolha acertada.

O problema nem foi esse é que eu andei a fazer pesquisa no site da loja dos bolos e há lá uma série de massas muito gulosas (e eu nem sou guloso) desde o bolo de massa floresta negra até ao bolo Vinicius. É certo que quem não está por dentro das coisas fica de boca aberta quando se depara com uma infinidade de coisas. Já que esses bolos não estão no grupo dos bolos com as decorações cheias de "ai não me toques" eu para os meus anos a escolha já está feita: bolo, biscuit de amêndoa, biscuit de chocolate com recheio de lima e creme mascarpone com frutos exóticos (manga, ananás e papaipa). O preço não são dos melhores mas o meu príncipe irá ter um bolo ao estilo deste oceano, que irei comer o bolo com os olhos e com a boca. Quanto ao meu, espero que seja tão apetitoso quanto aparente ser. 
 
 

O Primeiro Amor Vs Contagem Decrescente

O meu primeiro amor posso dizer que foi aos 12 anos e encaixa perfeitamente na categoria da inocência camuflada com amizade. Mesmo após muitos anos ainda o recordo, não com as saudades de um verdadeiro amor, mas numa mais de pré-adolescência, em que não tinha noção do que era o amor, paixão e desejo. 

Nos dias de hoje não sei o que é o amor na forma como muitos o vivem e o sentem, mas sei o que é uma paixão minorca e desejos infinitamente longos de desaparecerem. Se voltasse atrás no tempo mudava tanta coisa que o regresso ao futuro estava mais que riscado da lista de coisas a fazer. Mas quantos de nós regressam ao passado?


Se no meu post anterior falava de minha weirdiness neste reforço-a não por necessidade mas mais numa de tentar reinventar-me não aos olhos dos outros mas quando me olho ao espelho e não pensem que sou do tipo do smurf vaidoso. Se há pessoas que nem duas mãos chegam para contar o 1º, 2º, 3º, 4º...11º amor a mim bastaria uma e já nem falo em cortar alguns dedos, mas para as contas estarem certas teria de o fazer.


Mesmo com duas mãos e com todos os dedos a que tenho direito, sei que a vida não é para ser vivida numa espécie de redoma, ela não impõe nem exige que seja assim vivida, mas por algum motivo o faço, não porque preciso, mas porque tenho medo.


Já começou a contagem decrescente para livrar-me dos 35 anos, e todos os anos o que mais quero é ter um dia especial. Nem sempre o consigo, e bem sei que a culpa é minha, pois se preciso que alguém me dê corda, esqueço-me de uma coisa, não tenho quem o faça, pois à minha volta todos precisam do mesmo e acabo sempre por fazê-lo aos outros e esqueço-me que existo.

Tenho estado a ouvir em loop "First Love" da Jennifer Lopez e escrevo em parte este post por causa da música que me fez pensar no meu primeiro amor. As músicas da Jennifer Lopez nem fazem bem o meu estilo musical, mas de vez em quando lá aparece uma que gosto talvez por causa do toque anos 80 e tem um videoclip que é sensual na forma mais lasciva que um par de olhos consegue ver. Well Done!!!