O meu primeiro amor posso dizer que foi aos 12 anos e encaixa perfeitamente na categoria da inocência camuflada com amizade. Mesmo após muitos anos ainda o recordo, não com as saudades de um verdadeiro amor, mas numa mais de pré-adolescência, em que não tinha noção do que era o amor, paixão e desejo.
Nos dias de hoje não sei o que é o amor na forma como muitos o vivem e o sentem, mas sei o que é uma paixão minorca e desejos infinitamente longos de desaparecerem. Se voltasse atrás no tempo mudava tanta coisa que o regresso ao futuro estava mais que riscado da lista de coisas a fazer. Mas quantos de nós regressam ao passado?
Se no meu post anterior falava de minha weirdiness neste reforço-a não por necessidade mas mais numa de tentar reinventar-me não aos olhos dos outros mas quando me olho ao espelho e não pensem que sou do tipo do smurf vaidoso. Se há pessoas que nem duas mãos chegam para contar o 1º, 2º, 3º, 4º...11º amor a mim bastaria uma e já nem falo em cortar alguns dedos, mas para as contas estarem certas teria de o fazer.
Mesmo com duas mãos e com todos os dedos a que tenho direito, sei que a vida não é para ser vivida numa espécie de redoma, ela não impõe nem exige que seja assim vivida, mas por algum motivo o faço, não porque preciso, mas porque tenho medo.
Já começou a contagem decrescente para livrar-me dos 35 anos, e todos os anos o que mais quero é ter um dia especial. Nem sempre o consigo, e bem sei que a culpa é minha, pois se preciso que alguém me dê corda, esqueço-me de uma coisa, não tenho quem o faça, pois à minha volta todos precisam do mesmo e acabo sempre por fazê-lo aos outros e esqueço-me que existo.
Tenho estado a ouvir em loop "First Love" da Jennifer Lopez e escrevo em parte este post por causa da música que me fez pensar no meu primeiro amor. As músicas da Jennifer Lopez nem fazem bem o meu estilo musical, mas de vez em quando lá aparece uma que gosto talvez por causa do toque anos 80 e tem um videoclip que é sensual na forma mais lasciva que um par de olhos consegue ver. Well Done!!!