Dei-me conta que quem lê este "oceano" possivelmente pensa "aquele gajo deve de ser bipolar". Não sou, por vezes o que escrevo é o que sinto num determinado momento, mas porque tento sempre colocar-me no papel dos outros, vejo-me como um blogger bipolar (shame on me), mesmo não sendo um (nem preciso de justificar-me). Ora escrevo coisas positivas, ora escrevo palavras carregadas de negativismo, mas não há vidas perfeitas.
Sou verdadeiro nas palavras, e tento o ser fora daqui, e esta lenga lenga justifica-se porque o calor chegou (e parece que veio para ficar) e está a ter o efeito contrário em mim, já que prefiro o frio, a chuva, o vento, as nuvens...o cinzento do céu e o castanho das folhas caducas. Até nisso gosto de contrariar as tendências mundiais do ser humano.
Apetece-me fazer tanta coisa. Despir a pele que me reveste, mesmo não sendo uma cobra fazia-me bem. No entanto estranho-me, pois sinto que ando a funcionar como um relógio com os ponteiros em sentido contrário.
Não sou de modas, nem de seguir tendências, mas sinto-me a contrariar a mim próprio. A culpa não é minha, é das horas que culpam os minutos por serem demasiado preguiçosos, e restam-me os segundos, que os cobiço, quando me sinto bem.
Se este oceano fosse uma música seria a que aqui deixo, até porque tem tudo o ver com a bipolaridade em contrariar este meu estado de espírito. É como um sonho que tenho que facilmente seria concretizado, no entanto, a vida de uma pessoa é mais que um relógio, não há horas, minutos ou segundos capazes de fazer do tempo como nós queremos. Não falo do tempo que as estações do ano regulam, e muito menos o tempo que um relógio comanda, refiro-me ao tempo da alma, pois esse é um autêntico limite do oceano.
Por algum tempo não farei a dança da chuva.