sábado, maio 31, 2014

In The Flesh II

 

Porque já vi os episódios da primeira temporada (penso que ninguém na altura pensou que haveria uma segunda temporada...) não posso deixar de dizer que todos eles (os 3 episódios) formam um conjunto narrativo ambicioso. Apesar de ser previsível parte da história, sem dúvida que os últimos minutos do 3º episódio da 1ª temporada dizem muito. 

Apesar de já ter visto algumas imagens revestidas de spoilers nunca me passou pela cabeça ver uma cena familiar tão peculiar e sublime. Por vezes não são precisas muitas palavras nem imagens para se passar uma determinada mensagem. Em In The Flesh acontece isso, e por vezes um abraço entre um filho e pai, em que o filho comete suicido e que retorna ao mundo dos vivos tem muito que se lhe diga. 


Agora que já posso contar com um beijo entre pessoas com síndrome de desfalecimento parcial, o que mais me intriga é saber o que a história tem para contar já que pelo o que vi. 

A originalidade é uma valente dentada nas histórias pré-fabricadas de zombies.

E lá vou eu para o veterinário


Hoje até tinha feitos alguns planos, apesar de que ando esgotado e a vontade para fazer seja o que for é nenhuma. 

O meu pisco-doce (o Prozac, o meu "filho" canino) não está bem, desde ontem à noite que anda pelos cantos, e ele não tem esse tipo de comportamentos. Dá última vez que o vimos assim, e o levamos ao veterinário, foi um desenrolar de notícias que me deixaram triste, ou ponto de chorar pelos cantos, ora em casa, ora no trabalho...

Daqui a pouco vou com ele ao veterinário, não sei o que nos espera, mas só peço uma coisa, que o destino não me pregue uma rasteira, pois neste momento não tenho mais espaço dentro de mim para mais angústias nem forças para dar aos outros, preciso também me que dêem a mim. 

Preciso de estabilidade a todos os níveis e para isso o Prozac não pode estar doente.

In The Flesh Vs Série Gay Zombificada?!


In The Flesh não é mais uma série de mortos-vivos, além de ter a chancela da BBC, é inovadora. A história é muito diferente das que envolvem umas criaturas (zombies) que sempre habitaram a minha imaginação. A primeira temporada tem apenas 3 episódios, a segunda tem 5.


Para terem uma ideia da história basta imaginar o mundo com mortos-vivos a serem reintegrados na sociedade. Os mortos-vivos deixam de ser chamados com esse nome, passam a ser pessoas com o síndrome do falecimento parcial. Ao serem reintegradas na sociedade têm de levar todos os dias uma injecção que os impede de voltar ao estado anterior (de mortos-vivos). 




São ainda obrigados a colocar lentes de contacto (têm duas cores à escolha, azuis ou castanhas...achei piada a este pormenor) e a colocar uma base na cara para camuflar as "cicatrizes" da doença.  O problema é que essas pessoas afetadas por esse síndrome, no passado cometeram crueldades com outras pessoas, e ninguém esquece o passado...e por vezes o ser humano não gosta de misturas.

E foi com surpresa em jeito de spoiler que fiquei a saber que nesta série (aparentemente) teremos direito a um triângulo amoroso entre 3 pessoas portadores do vírus do falecimento parcial:





Nunca pensei que no mundo imaginário dos mortos-vivos, ou melhor, no das pessoas portadoras do vírus do falecimento parcial alguém tivesse a ideia original de criar uma história de amor. E pelo o que li na net dizem que esta é uma série gay. Só tendo visto um episódio, acho que as pessoas só querem ver o que lhes convém. Do pouco que vi, a série está a retratar uma sociedade fechada à diferença, com preconceitos e fanática na forma de evitar misturas. A série acaba por abordar só no primeiro episódio algumas questões que vão desde a família, o preconceito, o medo e a revolta. Quanto ser uma série gay de zombies...não tem nada a ver.

sexta-feira, maio 30, 2014

O Melhor Beijo do Ano (até agora)

Foi anteontem que tive o melhor beijo do ano. 

Foi algo tão único, terno e mágico, isto porque o meu sobrinho (que ainda não tem 2 anos) não é de muitos afetos, quer é distância e espaço. Por vezes esquece-se disso e pede colo e consegue ser um mimo, mas os beijos devem de ser algo muito especial para ele.


Foi com espanto que anteontem o vimos a soltar beijos para o ar, como se estivesse a dar beijos a borboletas imaginárias. Mas a surpresa das surpresas foi quando veio direito a mim, de braços no ar e deu-me um beijo. 

Não há palavras capazes de transmitirem o sentimento que tive quando o tive nos meus braços e com carinho retribui-lhe o beijo.

Para mim é já um dos melhores momentos de 2014, pois não sou exigente, tenho um coração e ando esgotado e esmifrado e por isso derreti-me...

sábado, maio 24, 2014

Mad Men Vs Rosemary's Baby

 
Quando comecei a ver Mad Men era mais numa de tentar perceber porque razão a série era tão falada. Aos poucos aprendi a gostar do ritmo que a série contava as historias das personagens e após algum esforço aprendi a gostar dela. Os anos foram passando e estamos na 7ª e última temporada e não sei se é porque ando um pouco farto de tudo um pouco, ou se a série perdeu as qualidades de outros tempos. 
 
O problema é meu, e quando a vejo, adormeço, e não querendo entrar mais uma vez nos contos de fadas, quando consigo abrir os olhos, dou por mim a questionar o que é que se passa. De dia para dia o que era rotina, deixa de o ser, e vejo-me a querer ver livre do que aconchegava os pensamentos. Vou continuar a ver Mad Men, porque por mais desligado que me sinta em relação a muita coisa, a série tem qualidade, e já agora quero ver o fim de Don Draper.

 
Nem sei bem porque razão vou me dar ao trabalho de falar da nova versão de Rosemary's Baby. Não gostei, foram 3 horas à espera do que Roman Polanski consegui no seu filme. Zoe Saldana bem que tentou passar a imagem que a Mia Farrow passou, e nem o penteado a ajudou no papel. De todas as cenas, talvez a que conseguiu captar o ambiente macabro do filme foi quando ela come os miúdos do frango. Mas sendo sincero, as 3 horas não são mais que tentativas falhadas. O problema é que se o filme na altura que estreou tevo o impacto que teve, a mini-série de 2 episódios deveria de ter jogado com os dias de hoje, ser mais violenta, preserva e com cenários muito mais angustiantes e intensos. É certo que não me recordo muito bem do filme, mas se faço comparações é porque o filme me marcou pela positiva enquanto a mini-série foi mais o passar de tempo. Queria algo mais virado para o American Horror Story 2ª temporada.




Dor de Corno Vs Dor de Cotovelo Vs Lykke Li

Quando fui buscar o meu príncipe levei como companhia musical uns cd's e um deles era o novo álbum da Lykke Li "Never Learn" (ainda não o tinha ouvido). A escolha foi perfeita, estava na A8, o tempo ajudou a sentir as músicas da forma que mais gosto, marcaram a viagem de ida. Enquanto a auto-estrada estava praticamente deserta, no céu, um jogo de toca e foge surgiu entre o sol e as nuvens, e nesse impasse uns raios de sol quebravam as sombras que por ali andavam, feitas nódoas numa paisagem que pouco ou nada tinha para dar.

As faixas foram seguindo umas atrás das outras e quando comecei a ouvir a faixa número 7 "Never Gonna Love Again" foi estranho conduzir, ser bombardeado por uns valentes e gorduchos pingos de chuva e não ter companhia na auto-estrada...depois ouvi estas palavras... 

Every time the rain falls, think of me
On a lonely highway
How can we
Turn around the heartache
Oh I, I'm alone tonight babe
And I'm never gonna love again


Só em casa é que me dei conta que o álbum é uma espécie de manual para quem esteja a sofrer de dor de corno ou dor de cotovelo. Mas não será por isso que não o considero um bom álbum. 
É, não há dúvidas!

Já começava a estranhar nenhuma música bater-me forte no coração e "Never Gonna Love Again" desfez-me em pedaços, não porque esteja numa fase de dor de corno ou de cotovelo, mas porque amar é fodido e não ter alguém a quem amar ainda é ainda pior.

EyE CaNdY

Dizem que acordar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer. 

Eu faço sempre isso, acordo sempre muito cedo aos fins-de-semana. 

Nada melhor que aproveitar as manhãs. Agora se dá saúde isso não sei, mas há certas manhãs em que me sinto a pessoa mais saudável deste planeta, até porque quando os olhos vêem e o coração sente, o crescimento também se faz sentir.  


+


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Penny Dreadful


Não contava achar interessante uma série passada em 1891 onde várias personagens dos contos de terror se cruzam. Penny Dreadful é produzida por Sam Mendes, o mesmo de Beleza Americana e conta com um elenco que poderá agradar a muito gente. Há para todos os gostos, mas saliento a presença da atriz Eva Green que é das atrizes que tem uma expressão que a mim me causa uma certa impressão, pois tem um olhar que parece ter algo de maquivélico. Perfeita para o papel. Depois é com surpresa que vejo o ator Josh Harnett que nunca mais o vi em nenhum papel. Talvez o problema seja meu e esteja um pouco distraído.

Não vou contar muito, mas podem contar com o Drácula, Frankenstein e Dorian Gray e mais não digo.

Os cenários ajudam a criar uma atmosfera em que o próprio Jack o Estripador gostaria de lá viver.

Não é série para agradar a gregos e troianos, e quem gosta de suspense e ambientes macabros, esta é uma série a ver.



sexta-feira, maio 23, 2014

Ovelha Negra


O termo "ovelha negra" tem muito que se lhe diga. 

Nas famílias há pelo menos sempre uma. 

Na sociedade existem vários rebanhos. Nas seitas, tudo o que está fora delas o são. 

Na religião o rebanho supostamente é constituído por belas ovelhas brancas de pêlo macio. 

Nas escolas quem não faz parte de determinados grupos não escapam a fazerem parte dos micro-grupos de ovelhas pintadas de outras cores. 

Lembrei-me hoje do termo da ovelha negra. 

Porque me sinto como uma.
Mas não sei a que rebanho pertenço.
 
Oh, it's no secret
You know my every weakness
Oh, haven't the strength now
Not enough to waste tonight


Oh, spark the fire
Tinder blocks of desire
Oh, Lord have mercy
The first to feel tonight


I can see that you can see my eyes


Black sheep up on the fence
You're a naughty little boy and you make me tense
Prodigal son, won't you come on home?
Door's open wide, take a look inside
Take a look inside
Take a look inside


Oh, my hands are tied now
So you gotta decide now
See, I just can't take it
Can't you see that I'm breaking tonight?


I can see...


A Primeira Vez Vs Panquecas


A minha primeira vez...é hoje. sim, vou deixar aqui uma imagem do que fiz para o lanche (nunca coloquei imagens deste tipo e talvez hoje seja a primeira e última vez). E nada tem a ver com a imagem que já aqui deixei. Resolvi fazer panquecas para o lanche. Não o faço sempre, mas a minha mãe lembrou-se há dois dias e foi daquelas sugestões que mal são ditas, colam-se ao nosso futuro. 

Não sei bem o que se passou, mas a massa não ficou muito fina, mais pareciam pequena rodelas de plástico, mas quando as começamos a comer até que não estavam mal. 

Já deixo aqui a bela imagem (Dora em parte a culpa é tua, mas a culpa também é minha, mais valia ter estado calado). Se alguém tiver sugestões eu agradeço, pois há sempre alguém com boas sugestões. 

O pior de tudo nem é a imagem, é que sou uma pessoa de estranhos gostos, dispensei o mel, comi uma com doce de morango, duas com o chocolate de barrar (não digo marcas pois não me pagam para fazer publicidade mas não começa por N...) e uma com manteiga. E por vezes as que mais gosto são as que barro com manteiga. Triste gosto, mas sabe-me pela vida.