sábado, maio 17, 2014

Uma Década de Christina Yang


O episódio chegou, o da despedida de Christina Yang em Grey's Anatomy. Se por um lado estava com receio que ela acabasse por morrer, já que é hábito nesta série, por outro esperava que dessem um final digno de uma das melhores personagens deste longa série. 

Vai deixar saudades, até porque foi uma década de bons momentos. São tantos que não me lembro de todos, mas há dois que me ficaram na memória, um deles é a cena em que ela, a Meredith e o George deitam-se debaixo da árvore de natal; uma outra é quando a Yang é levada pelo Owen para uma sala a qual lhe chamei de "respiradouro". 

Não posso deixar de mencionar a amizade entre a Yang e a Meredith, sempre foi parte integrante de todas as temporadas. You are my person.


Uma das coisas que mais gostei neste episódio foi a leveza com que a despedida dela foi feita, e sem esquecer a cena que para mim marca o final desta personagem e não me estou a referir ao final propriamente dito, mas sim à dança final dela e da Meredith (ao som de Tegan and Sara "Where DoesThe Good Go".)



Não vejo novelas, ou melhor, a que vejo é esta e irei continuar a ver porque Grey's Anatomy sem um BIG FINAL TWIST não seria a série que é...o final dá-nos um, e quero ver o desenrolar da história!

sexta-feira, maio 16, 2014

Once Upon a Time Vs Elsa de Frozen



Não sei bem porque razão continuo a ver Once Upon a Time. É das séries mais estranhas que vejo, até porque mais parece uma salada russa de personagens dos contos de fadas. Talvez o que me leva a ficar “preso” a ela é porque secretamente quero viver um conto de fadas, mas não sendo eu um miúdo de 8 anos, sei com que páginas a vida é escrita e pouco ou nada tem a ver com um “e viverem felizes para sempre”.

Com o final da 3ª temporada não sabia muito bem o que esperar. Desta vez fiquei longe dos spoilers e quando estava prestes a acabar esta temporada senti-me uma criança, não porque a Emma (filha da Branca de Neve) resolveu trazer do passado alguém que irá certamente mudar o futuro em Storybrooke de algumas personagens, mas porque nos últimos segundos quem também vem do passado é Elsa a princesa do filme Frozen.



Além de inesperado, os criadores da série estão mais atuais do que nunca. Ando um pouco atrofiado… vi o filme há algum tempo, achei piada a praticamente tudo. Quando me deitei no dia que vi a season finale de Once Upon a Time acordei a meio da noite (ando numa fase de insónias) e quem é que veio ter comigo? Não foram ovelhas a saltarem a cerca mas a música “Let it Go” do filme Frozen (poderia ter sido pior…).



domingo, maio 11, 2014

A Mulher Barbuda Vs Eurovision "Freak Show" Song Contest

O Festival da Eurovisão faz parte daquelas rotinas que só acontecem uma vez por ano. Ainda me lembro dos tempos em que gravava o festival numa cassete VHS e depois via não sei quantas vezes. 

Este ano, como em qualquer ano há sempre pequenas pérolas e digamos que teria muito a escrever, mas vou ser breve nas palavras, até porque certamente muita gente não concordará comigo mas isso já é uma outra história.

Foi muito interessante ver a versão humana de um hamsert, e acredito que na Ucrania as coisas não estejam a ser fáceis, mas o rapaz que andou a correr numa roda já devia estar mais que preparado para o exercício físico.

Não posso deixar de mencionar a versão polaca de povo que lavas no rio, mas no caso delas, era mais mamalhudas que lavam roupa limpa...adiante...as minhas preferências iam para a Holanda e para a Arménia, no entanto algo me dizia que iria ser a mulher barbuda a ganhar. A música não era feia (um pouco melodramática para o meu gosto, já gostei mais desse tipo de música) mas o "conjunto" todo da Conchita me fez lembrar um freak show. Talvez ela já esteja a antecipar a nova temporada de American Horror Story.

Eu sou liberal e acho que cada pessoa é livre de fazer o que mais prazer lhe dá e não há juízos de valores a serem feitos, mas quero deixar bem claro: A Conchita teria ficado melhor sem barba!


sexta-feira, maio 09, 2014

Orphan Black


Sinto-me esgotado em vários sentidos, e se tirasse uma selfie o mais certo era me ver como uma passa de uva bem seca, mas aos olhos alheios estaria bem perto de fazer parte de um belo cacho de uvas (estou a ter uma overdose de positivismo para ver se arrebito!). Mas isso não é motivo para não deixar aqui mais um pedaço de mim, tipo retalho de um velho trapo.

Nesta semana que passou fiz algo que é raro fazer, ou seja, começar a ver uma série que já vai na 2ª temporada, mas já tinha lido muito sobre ela, e só coisas boas e não é que "Orphan Black" é um mimo de série? Já contava com clones e intriga e blah blah blah mas o que convém dizer é que sempre que vejo a atriz que faz vários papeis (Tatiana Maslany) os meu olhos ficam colados a tudo o que se passa na história. O problema é o tempo, não dá para tudo, é como uma daquelas malitas em que a mulheres insistem em usar e colocam tudo lá para dentro, o problema é depois encontrar o que se precisa. E eu preciso de espaço.

Se tivesse pelo menos 2 clones, eu seria o sensato, o outro seria o rebelde e depois teria o pai de família. Sonhar não custa.



domingo, maio 04, 2014

O Fim de um Ciclo, o Começo de Um Outro


Vou ser breve nas palavras, pois se o fim de um clico acabou de chegar, um novo ciclo surgiu e não foi por acaso. 

O circo está a pegar fogo e contava apagá-lo com a minhas lágrimas, mas estou perplexo, não porque ele continue a arder, mas porque não está a ser apagado pelas minhas.

Deixo aqui uma das músicas que mais me diz, que me faz sentir a pele a ganhar vida, a dizer-me um adeus e talvez um até logo. Não é por acaso que sou um amante desta música, tudo nela reflecte o que sinto quando o que mais sinto é a falta de algo, e por vezes o que mais sinto é a companhia dela: a solidão. A redundância faz todo o sentido, senti as coisas de uma forma que não devia.

Se há dias em que preciso que me respirem, hoje é um deles. 

Wonder Woman - O Dia da Mãe



Hoje é o dia da mãe. Poderia ter comprado chocolates, mas não o fiz. Poderia ter comprado um ramo de flores, também mas não o fiz, sei que a intenção é boa mas a minha mãe costuma dizer que elas acabam sempre por morrer. 

Resolvi oferecer à minha mãe estas palavras.

Ela sabe que tenho este oceano, e já leu algumas coisas que aqui escrevi, não por iniciativa dela mas porque eu faço questão de as partilhar com ela antes de as publicar. Ela melhor que ninguém sabe a peça que eu sou neste tabuleiro que é a vida. Já joguei damas, já tentei perceber o xadrez mas com o peso da idade o melhor é talvez ficar-me pelo jogo mais simples: o jogo do amor incondicional. E todo ele é para a minha mãe. Não mo pede, mas tem o todo.

Por vezes fico no meu canto a tentar perceber o que vai na sua alma. Se tenho dias em que facilmente o consigo fazer, noutros são tempestades ocultadas por pequenos nevoeiros que insistem em esconder o que lhe vai dentro do coração. 

A minha mãe é a rainha do tabuleiro do jogo da minha vida. Faço questão de o dizer aqui. Não me sinto um menino da mamã, mas isso pode parecer aos outros, eu sei o que passa para fora, mas o que fica cá dentro só eu sei. A minha mãe é uma guerreira!

Não me vou pôr aqui a listar as qualidades da minha mãe. Para mim é a melhor mãe do mundo, e neste momento também é a melhor avô do mundo. Se o seu mundo corroí-se sob uma chuva de sentimentos corrosivos, o meu vai atrelado ao dela. 

A minha mãe não é apenas a melhor mãe do mundo, é uma WONDER WOMAN. E é só minha!


Mãe estas palavras são para ti. Pega no teu tablet e faz o favor de as ler. 



sábado, maio 03, 2014

Os Olhos de Lúcia Moniz

Há uns dias, regressava do trabalho e estava eu parado no semáforo a pensar na vida, em coisas que me têm feito "fritar" uns quantos neurónios e dou-me conta que no carro parado à minha frente estava uma rapariga a olhar para mim, e dizia adeus, continuava a olhar para mim, depois mais uma vaga de uns quantos adeus. Olhei para tudo o que era sitio e não havia mais ninguém na rua, portanto era sempre eu que estava na mira dela. Foi quando ela tirou os óculos de sol que eu vi quem ela era. 

Afinal não era nenhuma doidinha a dizer adeus a um desconhecido e acabei por fazer figurar de parvo, mas fui a tempo de remendar a situação. Um sorriso rasgou-se na minha cara, atirei-lhe uns quantos adeus pelo carro fora e ainda fiz-lhe uns sinais de luzes, como se fosse uma espécie de fogo de artificio. Ela é das poucas pessoas do meu curso que guardo com um carinho muito especial. Perdi o contacto, e nem no facebook está. Moramos na mesma cidade e mesmo assim a distância parece infinita. Ela tem algo de muito peculiar (são os meus olhos a falarem de boca cheia) pois tem os olhos da Lucia Moniz. Uma das coisas que lhe disse quando nos conhecemos foi mesmo isso. Eu sempre admirei a Lúcia Moniz, não me perguntem porquê...não tenho resposta para tal pergunta.

Passados alguns anos estava eu na "minha ilha" de férias e até posso considerar que tive uma das melhores noites da minha vida, diverti-me como se não houvesse um amanhã. Creio que foi nessa noite que roubei o meu primeiro e único beijo até hoje.

A 12 de Agosto de 2007 porque o destino tem destas coisas, e porque estava um autêntico sem vergonha nessa noite, tive o prazer de trocar umas palavras com a Lúcia Moniz. Estava eu a ouvir um concerto de rua quando olho para o lado e lá estava ela. Fomos apresentados, eu com um sorriso do tamanho do mundo (senti isso) e ela com uma simpatia de fazer cortar a respiração. Acabei por lhe dizer umas barbaridades parvas que não deveria de ter dito, mas o que interessa é que ao menos disse que admirava o seu trabalho, não fosse ela pensar que eu era um perseguidor. Reuni coragem e perguntei-lhe se poderia tirar uma fotografia com ela. 

A foto que aqui vou deixar nunca a partilhei, nem no Facebook o fiz. Talvez não deveria de o fazer agora. Mas apetece-me pisar um risco agora mesmo. Sei que ela não leva a mal. E sendo este o meu oceano, vou largar aqui mais um pedaço de mim. SPLASH A foto diz tudo. 


A culpa de ter escrito este post foi do semáforo estar vermelho. Se não tivesse parado, não teria visto a minha colega com olhos de Lúcia Moniz, e não teria escrito este post.

(com este texto, cheguei a uma outra conclusão...Sinto falta do meu cabelo!)

Parenthood Vs O Beijo Lésbico

Sempre gostei de séries com o tema "família" bem definido nas histórias. Começou com "Six Feet Under" e nunca mais parei, e até tenho tido sorte nas séries "familiares" que escolho. O que mais me atrai nesse tipo de série são os laços que nós, pessoas, somos capazes de os manter ou desfazer. 
Em certos casos os laços se tornam em simples nós, sem ponta que se lhe pegue.

Parenthood para mim é uma pérola no mundo das séries. Praticamente todos os temas são lá focados, cheios de harmonia, sensibilidade e uma pitada de humor. 

Com o final da 5ª temporada de Parenthood (desconheço se vai ser renovada...espero bem que sim!) praticamente todas as histórias dos Bravermans ficaram de certa forma definidas, no entanto fiquei um pouco surpreendido com o regresso da personagem Haddie, e que regresso! Agora sim Parenthood está ainda mais atual, mais interessante e tudo por causa de um beijo lésbico! 


sexta-feira, maio 02, 2014

Rebentar pelas Costuras Vs 1, 2, 3 Drink

Nem acredito que esta semana já passou, e até tenho um medo medonho da que esta para vir. Não vou encher este espaço com muitos mais lamentos, já basta este, pois já deu para ler que não estou naqueles dias Happy Shiny People...mas fuck it, há coisas que já não fazem diferença, outras é uma outra história, daquelas em que virar a página custa e não é uma dor na mão que irá impedir de fazê-la virar. Que remédio tenho eu. Fuck it mil vezes!!!

Sinto-me a puffffffffff um autêntico balão a esvaziar-se. A sorte que é tenho mais!
 

Acho que estou a rebentar pelas costuras de tantos remendos.

Tropecei na nova música da SIA e não paro de a ouvir, pois a carga emocional que ela me dá ajuda-me a ser um pouco mais sensato do que a vontade que tenho. Fuck it pela centésima vez.

1, 2, 3 Drink. Ela diz. Era bem capaz de exagerar um pouco hoje à noite, mas gosto de acordar cedo, sem sentir o mau estar da ressaca. Toca a tirar o cavalinho da chuva, pois amanhã é um dia de preparação para Domingo. E mais um balão vai à vida com esta merda toda.

domingo, abril 27, 2014

Finalmente!!!


Finalmente vi "Her" de Spike Jonze com Joaquin Phoenix e Amy Adams. Tinha algumas expectativas em relação ao filme, mas quando o comecei a ver, senti logo que seria um filme que iria gostar e muito. Ainda para mais é uma história de amor fora do comum.


Tendo já visto alguns filmes do Spike Jonze já sabia que a história iria ser daquelas que ou se gosta ou se detesta. Eu adorei!!! O elenco é formidável, a música é de se ouvir em loop, e não posso deixar de mencionar as fantásticas imagens que o filme nos oferece, e os diálogos são brutais. Em certas partes era como estar a sentir tudo o que estavam a dizer. E isso para mim é único, ainda para mais num filme. 

Se fosse escrever o que sinto, talvez algumas pessoas fossem pensar certas coisas mas não me iriam dizer na cara a frase "get a life". Eu entenderia e aceitaria que o dissessem, mas sabem o que realmente me faz confusão? É esquecer-me que eu tenho uma (vida). 

O que o filme me deu foi um sentimento tão puro, até diria orgânico, ao ponto de me fazer querer chorar. Não o fiz. 

Meus caros bloggers o que eu não dava para ter, nem que fosse por 24 horas um OS1! E "Samantha" não seria o nome. 

"Her" é sem dúvida para mim um daqueles filmes que serve como uma almofada. Foram 2 horas e em certos minutos o meu coração sentiu-se pequenino.