Há uns dias, regressava do trabalho e estava eu parado no semáforo a pensar na vida, em coisas que me têm feito "fritar" uns quantos neurónios e dou-me conta que no carro parado à minha frente estava uma rapariga a olhar para mim, e dizia adeus, continuava a olhar para mim, depois mais uma vaga de uns quantos adeus. Olhei para tudo o que era sitio e não havia mais ninguém na rua, portanto era sempre eu que estava na mira dela. Foi quando ela tirou os óculos de sol que eu vi quem ela era.
Afinal não era nenhuma doidinha a dizer adeus a um desconhecido e acabei por fazer figurar de parvo, mas fui a tempo de remendar a situação. Um sorriso rasgou-se na minha cara, atirei-lhe uns quantos adeus pelo carro fora e ainda fiz-lhe uns sinais de luzes, como se fosse uma espécie de fogo de artificio. Ela é das poucas pessoas do meu curso que guardo com um carinho muito especial. Perdi o contacto, e nem no facebook está. Moramos na mesma cidade e mesmo assim a distância parece infinita. Ela tem algo de muito peculiar (são os meus olhos a falarem de boca cheia) pois tem os olhos da Lucia Moniz. Uma das coisas que lhe disse quando nos conhecemos foi mesmo isso. Eu sempre admirei a Lúcia Moniz, não me perguntem porquê...não tenho resposta para tal pergunta.
Passados alguns anos estava eu na "minha ilha" de férias e até posso considerar que tive uma das melhores noites da minha vida, diverti-me como se não houvesse um amanhã. Creio que foi nessa noite que roubei o meu primeiro e único beijo até hoje.
A 12 de Agosto de 2007 porque o destino tem destas coisas, e porque estava um autêntico sem vergonha nessa noite, tive o prazer de trocar umas palavras com a Lúcia Moniz. Estava eu a ouvir um concerto de rua quando olho para o lado e lá estava ela. Fomos apresentados, eu com um sorriso do tamanho do mundo (senti isso) e ela com uma simpatia de fazer cortar a respiração. Acabei por lhe dizer umas barbaridades parvas que não deveria de ter dito, mas o que interessa é que ao menos disse que admirava o seu trabalho, não fosse ela pensar que eu era um perseguidor. Reuni coragem e perguntei-lhe se poderia tirar uma fotografia com ela.
A foto que aqui vou deixar nunca a partilhei, nem no Facebook o fiz. Talvez não deveria de o fazer agora. Mas apetece-me pisar um risco agora mesmo. Sei que ela não leva a mal. E sendo este o meu oceano, vou largar aqui mais um pedaço de mim. SPLASH A foto diz tudo.
A culpa de ter escrito este post foi do semáforo estar vermelho. Se não tivesse parado, não teria visto a minha colega com olhos de Lúcia Moniz, e não teria escrito este post.
(com este texto, cheguei a uma outra conclusão...Sinto falta do meu cabelo!)