sábado, maio 03, 2014

Os Olhos de Lúcia Moniz

Há uns dias, regressava do trabalho e estava eu parado no semáforo a pensar na vida, em coisas que me têm feito "fritar" uns quantos neurónios e dou-me conta que no carro parado à minha frente estava uma rapariga a olhar para mim, e dizia adeus, continuava a olhar para mim, depois mais uma vaga de uns quantos adeus. Olhei para tudo o que era sitio e não havia mais ninguém na rua, portanto era sempre eu que estava na mira dela. Foi quando ela tirou os óculos de sol que eu vi quem ela era. 

Afinal não era nenhuma doidinha a dizer adeus a um desconhecido e acabei por fazer figurar de parvo, mas fui a tempo de remendar a situação. Um sorriso rasgou-se na minha cara, atirei-lhe uns quantos adeus pelo carro fora e ainda fiz-lhe uns sinais de luzes, como se fosse uma espécie de fogo de artificio. Ela é das poucas pessoas do meu curso que guardo com um carinho muito especial. Perdi o contacto, e nem no facebook está. Moramos na mesma cidade e mesmo assim a distância parece infinita. Ela tem algo de muito peculiar (são os meus olhos a falarem de boca cheia) pois tem os olhos da Lucia Moniz. Uma das coisas que lhe disse quando nos conhecemos foi mesmo isso. Eu sempre admirei a Lúcia Moniz, não me perguntem porquê...não tenho resposta para tal pergunta.

Passados alguns anos estava eu na "minha ilha" de férias e até posso considerar que tive uma das melhores noites da minha vida, diverti-me como se não houvesse um amanhã. Creio que foi nessa noite que roubei o meu primeiro e único beijo até hoje.

A 12 de Agosto de 2007 porque o destino tem destas coisas, e porque estava um autêntico sem vergonha nessa noite, tive o prazer de trocar umas palavras com a Lúcia Moniz. Estava eu a ouvir um concerto de rua quando olho para o lado e lá estava ela. Fomos apresentados, eu com um sorriso do tamanho do mundo (senti isso) e ela com uma simpatia de fazer cortar a respiração. Acabei por lhe dizer umas barbaridades parvas que não deveria de ter dito, mas o que interessa é que ao menos disse que admirava o seu trabalho, não fosse ela pensar que eu era um perseguidor. Reuni coragem e perguntei-lhe se poderia tirar uma fotografia com ela. 

A foto que aqui vou deixar nunca a partilhei, nem no Facebook o fiz. Talvez não deveria de o fazer agora. Mas apetece-me pisar um risco agora mesmo. Sei que ela não leva a mal. E sendo este o meu oceano, vou largar aqui mais um pedaço de mim. SPLASH A foto diz tudo. 


A culpa de ter escrito este post foi do semáforo estar vermelho. Se não tivesse parado, não teria visto a minha colega com olhos de Lúcia Moniz, e não teria escrito este post.

(com este texto, cheguei a uma outra conclusão...Sinto falta do meu cabelo!)

Parenthood Vs O Beijo Lésbico

Sempre gostei de séries com o tema "família" bem definido nas histórias. Começou com "Six Feet Under" e nunca mais parei, e até tenho tido sorte nas séries "familiares" que escolho. O que mais me atrai nesse tipo de série são os laços que nós, pessoas, somos capazes de os manter ou desfazer. 
Em certos casos os laços se tornam em simples nós, sem ponta que se lhe pegue.

Parenthood para mim é uma pérola no mundo das séries. Praticamente todos os temas são lá focados, cheios de harmonia, sensibilidade e uma pitada de humor. 

Com o final da 5ª temporada de Parenthood (desconheço se vai ser renovada...espero bem que sim!) praticamente todas as histórias dos Bravermans ficaram de certa forma definidas, no entanto fiquei um pouco surpreendido com o regresso da personagem Haddie, e que regresso! Agora sim Parenthood está ainda mais atual, mais interessante e tudo por causa de um beijo lésbico! 


sexta-feira, maio 02, 2014

Rebentar pelas Costuras Vs 1, 2, 3 Drink

Nem acredito que esta semana já passou, e até tenho um medo medonho da que esta para vir. Não vou encher este espaço com muitos mais lamentos, já basta este, pois já deu para ler que não estou naqueles dias Happy Shiny People...mas fuck it, há coisas que já não fazem diferença, outras é uma outra história, daquelas em que virar a página custa e não é uma dor na mão que irá impedir de fazê-la virar. Que remédio tenho eu. Fuck it mil vezes!!!

Sinto-me a puffffffffff um autêntico balão a esvaziar-se. A sorte que é tenho mais!
 

Acho que estou a rebentar pelas costuras de tantos remendos.

Tropecei na nova música da SIA e não paro de a ouvir, pois a carga emocional que ela me dá ajuda-me a ser um pouco mais sensato do que a vontade que tenho. Fuck it pela centésima vez.

1, 2, 3 Drink. Ela diz. Era bem capaz de exagerar um pouco hoje à noite, mas gosto de acordar cedo, sem sentir o mau estar da ressaca. Toca a tirar o cavalinho da chuva, pois amanhã é um dia de preparação para Domingo. E mais um balão vai à vida com esta merda toda.

domingo, abril 27, 2014

Finalmente!!!


Finalmente vi "Her" de Spike Jonze com Joaquin Phoenix e Amy Adams. Tinha algumas expectativas em relação ao filme, mas quando o comecei a ver, senti logo que seria um filme que iria gostar e muito. Ainda para mais é uma história de amor fora do comum.


Tendo já visto alguns filmes do Spike Jonze já sabia que a história iria ser daquelas que ou se gosta ou se detesta. Eu adorei!!! O elenco é formidável, a música é de se ouvir em loop, e não posso deixar de mencionar as fantásticas imagens que o filme nos oferece, e os diálogos são brutais. Em certas partes era como estar a sentir tudo o que estavam a dizer. E isso para mim é único, ainda para mais num filme. 

Se fosse escrever o que sinto, talvez algumas pessoas fossem pensar certas coisas mas não me iriam dizer na cara a frase "get a life". Eu entenderia e aceitaria que o dissessem, mas sabem o que realmente me faz confusão? É esquecer-me que eu tenho uma (vida). 

O que o filme me deu foi um sentimento tão puro, até diria orgânico, ao ponto de me fazer querer chorar. Não o fiz. 

Meus caros bloggers o que eu não dava para ter, nem que fosse por 24 horas um OS1! E "Samantha" não seria o nome. 

"Her" é sem dúvida para mim um daqueles filmes que serve como uma almofada. Foram 2 horas e em certos minutos o meu coração sentiu-se pequenino.


Castle Vs 70's

 
Porque tenho uma panca pelos anos 70, quando vi o 20º episódio da sexta temporada de Castle (é das poucas séries policiais que vejo e a que mais gosto) soube logo que não iria ficar indiferente à história, que teve a sua piada. O melhor foi mesmo ver as personagens a terem que incorporar os anos 70. 


Não há razões para ter um certo fascínio pelos loucos anos 70, eu gosto de disco, acho que as mulheres naquela altura eram autênticos rebuçados e depois há a parte estética do mobiliário que me seduz. Gostar de coisas retro é uma coisa, outra é ter o estilo daqueles tempos. Não me estou a ver de calças à boca de sino, de camisa com um colarinho gigantesco e muito menos de bigode. As mulheres eram sexy, os homens nem por isso.

Se tivesse dinheiro que me fizesse ser mais um excêntrico entre tantos outros, uma coisa fazia, iria querer algo deste género:
 
 





sábado, abril 26, 2014

Treasome Vs Dallas


Quando era miúdo lembro-me de ver a série Dallas. Alguns nomes ficaram na memória: JR, Bobby, Sue Allen, Pamela e a Lucy. Há uns anos quando soube que iriam "ressuscitar" Dallas trazendo algumas dessas personagens não podia deixar de ver. 

A trama é sempre a mesma, a disputa de duas famílias com o petróleo sempre no meio. Amores, traições e chantagens ajudam à festa já que as reviravoltas são tantas que por vezes a credibilidade do enredo fica a perder. Mesmo assim é das séries que vejo que nunca são aborrecidas.

Na Mid Season Finale da 3ª temporada praticamente todas as personagens ficaram "suspensas" na história mas o que me deixou incrédulo foi a seguinte cena totalmente inesperada:


Resumindo: Mulher traída sempre pode juntar-se à festa, no entanto o treasome do Dallas tinha uma surpresa. Apesar do Jon Ross aceitar juntar-se à mulher e à amante, a mulher tinha um trunfo. Eles lá sabiam que ela tinha emborcado um fraco de comprimidos e no meio de beijos ela tem um piripaque ficando o treasome suspenso.

Cara de Mau Vs Monster Trucks

Disseram-me que enquanto conduzia estava com cara de mau.

Tinham razão, só faltava levar tudo à frente. 

Deveria naquele dia era ter estado num daqueles monster trucks e fazer umas manobras de diversão.



2:45 Vs Orgasmo (Quase) Sonoro



Há uns dias vi o trailer do filme "The Rover" e nele estava uma música. Mal a ouvi fez-me querer saber a quem cantava. "Enter One" de Sol Seppy era a música. Registei o nome, e passados alguns dia a ouvi, do principio até ao fim.

Foi como se estivesse a ter um orgasmo (quase) sonoro. Ouvi a música, o piano a tocar, a voz sussurrante enquanto as palavras eram ditas de forma melancólica. Mal eu sabia que eram uma espécie de preliminares. 

Imaginei olhares trocados enquanto mãos procuravam refúgio em recantos nos corpos alheios. 

Os 2 minutos e 45 segundos chegaram e senti a minha pele a encolher, foi como se todo o meu corpo estivesse a ser trespassado por uma onda de calor. 

Enquanto os meus poros gritavam por oxigénio, os meus lábios foram-se abrindo prestes a receberem outros. Um encontro platónico, cheio de ardor. Uma revolução de aconchego, saliva, toques e de paixão.

Num abrir de lábios, e numa junção de línguas, a respiração foi-se desencadeando com um dominó. O meu fôlego querendo deitar-se para aconchegar no regaço a tormenta de sentir um orgasmo (quase sonoro) e as peças caindo, uma por uma. até ficar apenas uma em pé.

Era tarde, acabei por me deitar com essa imagem. Se por um momento senti-me com um peixe fora de água a querer voltar para ela, pois mal respirava, por outro lado, senti um desejo tão perturbador que me fez fechar os olhos e esperar que algum dia alguém me coloque novamente num (aquário).

(Sonhar e viver são coisas distintas, mas quando não se vive, sonha-se, e neste momento o beijo que mais quero é o que deixo aqui. Amanhã certamente será outro. Não é que eu idealize momentos, posso os sonhar, mas quando os vivo, tudo é ampliado por uma lupa de aumento: A vida!).


sexta-feira, abril 25, 2014

Anger Rooms Vs Pinhata




Um amigo sugeriu que para desanuviar um pouco e libertar o stress era bom ir para uma daquelas salas onde se pode partir coisas. Desconhecia a existência desse tipo de sítios (Anger Rooms).

Na net encontrei até coisas engraçadas. Pelo menos nos EUA há sítios onde as pessoas pagam para destruírem coisas. Há salas repletas de coisas compradas nas vendas de garagem. Cá dificilmente as há, pois estamos ainda um pouco atrasados em relação a determinadas coisas. Talvez o português seja demasiado apegado às suas tralhas e não tenha motivos para as vender.

Se andei stressado, angustiado e por vezes com raiva durante estes últimos dias (não quer dizer que deixe de o estar nos que estão para vir) quer a trabalhar, quer a conduzir, a ler, em casa…a realidade é esta: era capaz de atirar uns quantos pratos à parede, destruir umas paredes para criar mais espaço ou rasgar os livros que tenho lá em casa que não me dizem nada…mas até que ponto me iria sentir melhor? Acredito que iria ajudar enquanto durasse a destruição. Depois tudo recomeçava.


Pensando bem, o que eu iria gostar mesmo de fazer era ir a uma festa da pinhata. Seria uma espécie de 2 em 1, dar cabo da pinhata e depois ter a recompensa. Não sou pessoa de fazer coisas com segundas intenções, mas neste caso o que estaria dentro da pinhata seria um repouso para a minha alma. E não me estou a referir a doces.



Lá fui eu à procura de um cd, cheio de pó (tenho que limpar um por um...) e "Vindicated" dos Dashboard Confessional fez todo o sentido. Anos 90, a década da descoberta de terrenos pouco auspiciosos. Hoje recordá-los é o mesmo que ter insónias. Mas a música ajuda, e muito.



Hope dangles on a string
Like slow spinning redemption
Winding in and winding out
The shine of it has caught my eye


...

Slight hope
It dangles on a string
Like slow spinning redemption...





quarta-feira, abril 23, 2014

O Circo Vai Pegar Fogo

O  
Circo  
vai pegar 
fogo
vou 
apagá-lo 
com 
lágrimas!