domingo, abril 13, 2014

Tatuagem na "pila"


Não é hábito estar a fazer o que estou prestes a fazer, pois é invadir a privacidade que guardo a 7 chaves mas achei uma certa piada.

No jantar de hoje em família, um dos temas foi o meu novo visual. A minha irmã disse-me que com o cabelo rapado e com a barba parecia o jogador de futebol Raul Meireles (não tem nada a ver) e que faltava a crista na cabeça, os piercings (ele os tens? Já tive um, foi uma fase, mas já lá vai) e as tatuagens. 

O meu pai entra em campo como atacante (como jogador de futebol que foi) e disse que tatuagens não, como se o meu corpo fosse uma propriedade sua. 

Eu disse que se algum dia fizesse uma tatuagem, fazia apenas para eu ver e não para os outros a verem. 

A minha mãe de uma forma recatada diz que então eu faria uma tatuagem na pila. 

Fiquei calado, e continuei a comer.
 

1988 Vs Janet Jackson (Ms. Jackson If You're Nasty)


Hoje lembrei-me da minha "paixão" de 1988, a Janet Jackson. Escutei não sei quantas vezes o álbum "Rhythm Nation" de 1988 e eu nem era adolescente. Não há explicações. O que sei é que passei muito tempo a ouvir o álbum e a rebobinar a cassete. Recordando agora aqueles tempo, os finais dos anos 80 foram um dos melhores da minha vida. E hoje recordei-os ouvindo algumas músicas desse álbum. E que álbum! 

Entrei na adolescência mas a panca por ela continuou, e em 1993 numa das piores fases da minha vida, Janet Jackson editou o álbum "Janet". Lembro-me como se fosse hoje de ver na MTV o videoclip do 1º single "That's the Way Love Goes" (e nele estava a Jennifer Lopez...) e a minha frustração de ter o leitor de cd's avariado. Mesmo assim consegui os escudos necessários para o comprar. Fiquei com o cd em casa e o leitor de cd's a reparar. No dia em que o fomos buscar à loja, numa das televisões estava a passar o videoclip "If" do mesmo álbum. 

Quando finalmente consegui ouvir o cd foi como se me tivessem dado algo muito especial e era eu um adolescente. Não tinha posters no quarto, mas algo mais peculiar, na carteira tinha um recorte de um jornal com a foto dela. Que tontice! 

Nessa altura tive 2 tartarugas, não sabia o sexo mas mesmo assim meti na cabeça que uma era fêmea e a outra macho. Os nomes escolhidos foram Janet e Doulgas. Naqueles anos vivia num apartamento e um dia dei-me conta que no aquário faltava uma das tartarugas. Ele estava no parapeito da janela, e a janela estava aberta e sei que fui dar com a tartaruga morta com a carapaça virada para cima no chão. Não sei qual delas é que cometeu o suicido mas é o que dá deixar a janela aberta. 

Sempre tive muita música na minha vida, é certo que a partir dos finais dos anos 90 o meu gosto musical foi-se definindo conforme os meus sentimentos. E hoje apesar de muita coisa, guardo com muito carinho os anos em que ouvia a cassete de "Rhythm Nation" ou o álbum "Janet". 

E se hoje é o dia do beijo, confesso que "That's the Way Love Goes" é daquelas músicas que me seduz. Talvez o beijo da minha vida seja dado ao som dessa música, com algumas velas espalhadas pela sala, um tapete felpudo e uma almofadas para amortecer a queda. Pois vejo o amor assim... 

Ops - Desgraça do Dia - Novo Look

Hoje de manhã estava a minha mãe prestes a cortar-me o cabelo, quando a máquina resolveu fazer uma partida. Não sabemos bem como aconteceu, mas ao passá-la rapou parte do cabelo, e se não rapasse o resto iria ficar com uma falha de cabelo na nuca.

Poderia ter sido uma desgraça, mas não foi, agora de cabelo rapado e com barba de 1 semana, o novo visual para uma semana de 4 dias de trabalho chegou. 

Eu até estou muito satisfeito, já que gosto de me ver assim! E hoje pela manhã a brisa que senti na nuca foi outra coisa...



sábado, abril 12, 2014

O Meu Último Post Vs Colisão



Este vai ser o meu último post sobre o livro que acabei hoje "A Rapariga dos Pés de Vidro". É sem dúvida um livro que me diz muito, a personagem masculina (Midas) tem algo que também eu tenho, e porque eu gosto de histórias de amor com rumos inesperados, esta é sem dúvida uma delas. Na parte final parecia que o tempo tinha parado, pois fiquei de tal forma embebecido pelas palavras que estava a ler, que o que senti foi o mesmo que um beijo dado e recebido sofregamente. Senti que os poros na minha pele pareciam pequenas formigas que tinha acordado para um dia cheio de trabalho. Senti a pele a encolher, senti-me com pouco ar, só não chorei porque até hoje nunca o fiz por causa de um livro. Podem achar uma estupidez do tamanho do cabo das tormentas, mas o livro é deliciosamente encantador, e para mim ultrapassa sem dúvida a história do Romeu e Julieta e outras do género. Estou prestes a escrever coisas que não devo...por isso deixo aqui a parte do beijo que senti ao ler a parte final do livro (e não é o final...) 
 
"Midas tentou remar como ela tinha feito. O barco girou. Os remos atingiram inutilmente a água e lançaram pingos de água através do ar.

- Pára - implorou.

Ida levantou a saia. Meia polegada de vidro imaculado cobria-lhe as coxas. Abaixo dela, retesavam-se camadas de músculo ferido. Midas largou os remos e eles regressaram às suas posições iniciais com um raspar na madeira.

Ida agarrou-se a ele com tanta força que as unhas se cravaram na pele. Juntos observavam silenciosamente os joelhos dela. As articulações estavam bloqueadas.

Ela abriu o casaco e levantou a camisola de lã. À medida que observavam,a superfície do seu ventre ia perdendo os seus pormenores de sinais e folículos. A carne foi retrocedendo, deixando para trás um ecrã plano. Os ligamentos púrpura no interior desapareceram como terra disseminada por uma escova. A luz brilhava no seu umbigo de vidro, realçando a massa em silhueta dos seus intestinos a mover-se sob as camadas de gordura a endurecer.

- Vamos chegar à costa - resmungou Midas, pegando novamente nos remos.

Ida tocou-lhe nos braços com as mãos e segurou-se com força. Quando ele percebeu o que ela pretendia fazer, Ida estava a aproximar seu rosto do dele numa tentativa de os unir. Beijaram-se com os olhos fixos um no outro. Midas sentiu os cotovelos e antebraços dela a contraírem-se. O aperto das suas mãos afrouxou. O calor das costelas de Ida contra as suas mãos ia arrefecendo e a pele macia ficou inerte.
Midas correu as mãos pelos cabelos dela. Segurou-lhe as faces.

Os lábios dela aprisionaram os dele e com a língua contou-lhe os dentes. Das pálpebras rolaram-lhe lágrimas que tombaram sobre o rosto dele.

O aperto nos braços dele afrouxou e os seus lábios eram um coágulo sem cor. Ida lançou a sua cabeça contra a dele. O cristalino dos olhos gelificou.

Os pontos negros das suas pupilas contraíram-se até ficarem do tamanho da piscadela de um alfinete. Fechados e perdidos para sempre.

Por um momento a cabeça ela era uma rosa coberta de gelo, depois ficou vazia. 

Ele começou a tremer e a chorar, «Socorro!», embora não adiantasse nada. Midas ainda se encontrava no seu abraço petrificado. Quando finalmente retirou as mãos do cabelo dela, incapaz de lhe olhar para o rosto, ouviu algo a quebrar-se. As fibras de vidro que tinham sido os seus cabelos agarravam-se aos seus dedos e provocaram um patrão entrecruzado de lacerações na sua pele. Os braços dela ainda lhe seguravam os ombros. Teria de se contorcer para se libertar."

A história continua mais um pouco, no entanto algumas páginas antes, uma passagem vai ao encontro de algo que eu acredito:

"Sentira uma colisão com ele e soubera isto durante toda a sua vida: colidir nem que fosse apenas por um momento com outra pessoa a tal velocidade que se fundisse com ela."

Quero uma colisão! Está tudo dito.

Espermatozoides Sortudos


Com o final da 4ª temporada de Shameless USA algumas coisas aparentemente irão mudar. 
Pessoalmente gosto mesmo muito desta série, não apenas porque retrata uma família disfuncional, mas porque também as personagens são muito interessantes.
 
Na Season Finale um dos diálogos ficou-me na memória e aqui o deixo. Foi numa conversa entre a Sheila e a Sammie (a mais "nova" filha do Frank):

"You’re just one lucky sperm".

E não somos todos nós uns espermatozoides sortudos?



Papagaio-do-mar e outras “criaturas”



(Aviso: este post não tem nada a ver com o National Geographic…mas pode parecer)

No livro que estou a ler “A Rapariga dos Pés de Vidro” (entretanto paro de falar dele), a história situa-se na Terra de Santo Hauda, uma terra gelada, inventada e cheia de pequenas particularidades.

Quando leio e me deparo com palavras que desconheço muitas vezes não ligo, nem me dou ao trabalho de querer saber o seu significado (shame on me…é a preguiça no seu melhor!), mas porque este livro é deslumbrante, não posso deixar de mencionar alguns dos animais que são lá mencionados (não falarei das vacas e dos bois com asas de mariposas…).

Deixo as imagens, pois elas falam por si…

Narval é uma baleia dentada de tamanho médio…


Papagaio-do-mar é uma ave…






 



Pisco-de-peito-ruivo é uma ave…

Não posso deixar de mencionar a flor que pelos vistos existe no ártico (papoila do Ártico)…fico é na dúvida se dela também se pode criar o ópio.



sexta-feira, abril 11, 2014

A Droga dos Apaixonados

Porque continuo a ler o livro "A Rapariga dos Pés de Vidro" que à partida é uma peculiar história de amor, é normal quando o leio sentir-me frustrado porque ainda não vivi uma.

Estarei a falar de uma peculiar história de amor ou apenas de uma história de amor? Não interessa para o caso…

O mais se vê são relações frágeis, umas quebram com uma simples discussão, outras desmoronam-se mais depressa que um castelo de areia numa praia prestes a ser violentada por um tufão.

Então a pergunta faz-se a mim como não quer a coisa…”Por é que quero viver uma?” Não tenho resposta de momento. Sei que não é uma questão de se querer, mas sim de se viver.

No livro há uma passagem que me chamou a atenção:

Há uma astrologia de olhos a funcionar no mundo. Os olhares podem alinhar-se como os planetas e, se assim for, o eclipse resultante oculta verdadeiramente o nosso.

Não sei se têm o hábito olhar olhos nos olhos das outras pessoas. É fácil de o desviar, mas centrar toda a nossa atenção neles é uma tarefa que não é fácil, mas quando me esqueço que a timidez nem sempre está colada a mim, os meus olhos acabam por se fixar não apenas nos olhos, acabando por percorrer os contornos da face das outras pessoas. É uma viagem que por vezes termina nos lábios. E quando os vejo “brilhantes”, o meu foco é levado pelos segundos que me restam até a conversa acabar.

Até diria, que preciso é da droga dos apaixonados.






(Ps- A expressão “droga dos apaixonados” foi emprestada por um blogger, eu avisei-o...não é um roubo!)

E porque gosto de música, aqui deixo uma que faz em parte sentido colocar aqui...

You're hungry cause you starve
While holding back the tears 


domingo, abril 06, 2014

Os Meus 2 Filhos



Há alguns anos fiquei com uma ideia na cabeça que era pior que a super cola. Ai de mim deixar que ela me tocasse. Mas acabei por deixar, e a pergunta fez-se a mim, seduziu-me de uma forma obscena e fiquei num estado lastimoso.

Quem disse que apenas as mulheres têm um relógio biológico? O meu tinha despertado, o alarme soou quando menos esperava e fiquei algum tempo a pensar na ideia de querer ser pai. Hoje o despertador é novo, a música é outra e o alarme está desligado. Gosto de noites calmas em que possa sonhar sem criar missões impossíveis. Mas a verdade, pura e crua é que nunca sabemos o dia de amanhã. Eu por acaso sei, mas depende dos dias que cada pessoa quer viver.

Hoje tenho 2 filhos. Um canino, o outro é um querubim de olhos azuis e cabelo loiro. Quem me disser que estou passado da cabeça, faça favor de se apresentar. Faço questão de passar um diploma de estupidez. Eu sei do que falo.

O meu "filho" canino é uma pérola de pêlo, nasceu com uma deficiência congénita, uma pata está apetrechada de metal, já se tirou dele 2 tumores, é meigo mas é ruim como um demónio preso dentro de uma virgem. É a minha alegria sempre que chego a casa, pede-me colo, dá-me bejjos e marca-me a pele com as dentadas de mau humor que por vezes tem.

Depois tenho o meu outro "filho", o meu sobrinho, e não tenho muitas palavras para falar dele, pois custa-me fazê-lo. Nem 2 anos tem, é um poço de inteligência. Ainda não fala, não dá beijos mas dá a cara para os receber. Pede-me colo quando no MTV dá as músicas que gosta. Ele já tem as suas preferências. Se começou com "Girl On Fire" da Alicia Keys agora já não sei as que eles gosta, pois são tantas. Mas quando vê a Miley Cyrus a balançar na bola, um sorriso rasga-se na face, ou se ouve a versão de "Bang Bang" do David Guetta o que posso esperar é vê-lo de braços no ar para o pegar ao colo e acabo por estar aos pulos com ele.

Esses meus dois filhos têm uma relação especial. Apanhei o querubim a comer uma bolacha, deu umas dentadas nela para depois a deixar cair no chão em pedaços, para depois pegar neles e voltar a comê-los. Isso é que faz o Prozac (o meu filho canino) quando lhe damos biscoitos...


O que o despertador mudo e calado me está a querer dizer-me ao ouvido é que talvez seja bom começar a querer mais do que já tenho. E isso fez-me questionar que talvez a super cola não seja assim tão forte. 

Se a felicidade é bordada com determinadas agulhas, lãs ou linhas, seja lá o que for, eu quero um bordado maior que este que já tenho. Não me contento com o que a vida me está a dar. Mas pelos vistos tenho que fazer tudo por tudo para manter o que já tenho. Quero mais, só não consigo fazer por isso.

Drinking Buddies

Tinha o filme Drinking Buddies há meses para o ver. A razão para o querer ver foi porque acho uma certa piada à Anna Kendrick. 

Resumidamente o filme mete muito cerveja pelo meio, e apesar de não achar que tenha sido uma perda de tempo, sem dúvida que o filme teria sido uma autêntica comédia visto com um drinking buddie à noite, e nem tinha que meter pelo meio cerveja. 


sábado, abril 05, 2014

Descreve-me (Desafio)


Num blog que visito há um desafio (o do Miguel). Fiquei na dúvida se o haveria de o deixar aqui. As dúvidas apareceram porque não quero desafiar ninguém quando à partida sei que os comentários que poderei aqui ter serão tão escassos quanto o sol que temos tido nestes últimos dias. Mas verdade seja dita, porque tenho uma imaginação que por vezes se perde dentro do bom senso, é normal ter curiosidade em saber como me vêem com base no que escrevo. 

Em alguns blogs tenho uma ideia da pessoa fisicamente, noutras apenas uma ideia formada em termos de personalidade. Mas sabendo bem o que escrevo, e da forma como o faço, este desafio é quase uma missão impossivel. Mas dizem que a curiosidade matou o gato, e aqui vai o desafio, mesmo sabendo que os resultados poderão ser os que estou à espera. 

Descreve-me...da melhor forma que conseguires. Certamente irás errar. Até apostava e nem sou de apostas...mas esta ganhava! 

There's sugar on your soul, 
You're like no one I know, 
You're the life of another world.