sexta-feira, abril 11, 2014

A Droga dos Apaixonados

Porque continuo a ler o livro "A Rapariga dos Pés de Vidro" que à partida é uma peculiar história de amor, é normal quando o leio sentir-me frustrado porque ainda não vivi uma.

Estarei a falar de uma peculiar história de amor ou apenas de uma história de amor? Não interessa para o caso…

O mais se vê são relações frágeis, umas quebram com uma simples discussão, outras desmoronam-se mais depressa que um castelo de areia numa praia prestes a ser violentada por um tufão.

Então a pergunta faz-se a mim como não quer a coisa…”Por é que quero viver uma?” Não tenho resposta de momento. Sei que não é uma questão de se querer, mas sim de se viver.

No livro há uma passagem que me chamou a atenção:

Há uma astrologia de olhos a funcionar no mundo. Os olhares podem alinhar-se como os planetas e, se assim for, o eclipse resultante oculta verdadeiramente o nosso.

Não sei se têm o hábito olhar olhos nos olhos das outras pessoas. É fácil de o desviar, mas centrar toda a nossa atenção neles é uma tarefa que não é fácil, mas quando me esqueço que a timidez nem sempre está colada a mim, os meus olhos acabam por se fixar não apenas nos olhos, acabando por percorrer os contornos da face das outras pessoas. É uma viagem que por vezes termina nos lábios. E quando os vejo “brilhantes”, o meu foco é levado pelos segundos que me restam até a conversa acabar.

Até diria, que preciso é da droga dos apaixonados.






(Ps- A expressão “droga dos apaixonados” foi emprestada por um blogger, eu avisei-o...não é um roubo!)

E porque gosto de música, aqui deixo uma que faz em parte sentido colocar aqui...

You're hungry cause you starve
While holding back the tears 


domingo, abril 06, 2014

Os Meus 2 Filhos



Há alguns anos fiquei com uma ideia na cabeça que era pior que a super cola. Ai de mim deixar que ela me tocasse. Mas acabei por deixar, e a pergunta fez-se a mim, seduziu-me de uma forma obscena e fiquei num estado lastimoso.

Quem disse que apenas as mulheres têm um relógio biológico? O meu tinha despertado, o alarme soou quando menos esperava e fiquei algum tempo a pensar na ideia de querer ser pai. Hoje o despertador é novo, a música é outra e o alarme está desligado. Gosto de noites calmas em que possa sonhar sem criar missões impossíveis. Mas a verdade, pura e crua é que nunca sabemos o dia de amanhã. Eu por acaso sei, mas depende dos dias que cada pessoa quer viver.

Hoje tenho 2 filhos. Um canino, o outro é um querubim de olhos azuis e cabelo loiro. Quem me disser que estou passado da cabeça, faça favor de se apresentar. Faço questão de passar um diploma de estupidez. Eu sei do que falo.

O meu "filho" canino é uma pérola de pêlo, nasceu com uma deficiência congénita, uma pata está apetrechada de metal, já se tirou dele 2 tumores, é meigo mas é ruim como um demónio preso dentro de uma virgem. É a minha alegria sempre que chego a casa, pede-me colo, dá-me bejjos e marca-me a pele com as dentadas de mau humor que por vezes tem.

Depois tenho o meu outro "filho", o meu sobrinho, e não tenho muitas palavras para falar dele, pois custa-me fazê-lo. Nem 2 anos tem, é um poço de inteligência. Ainda não fala, não dá beijos mas dá a cara para os receber. Pede-me colo quando no MTV dá as músicas que gosta. Ele já tem as suas preferências. Se começou com "Girl On Fire" da Alicia Keys agora já não sei as que eles gosta, pois são tantas. Mas quando vê a Miley Cyrus a balançar na bola, um sorriso rasga-se na face, ou se ouve a versão de "Bang Bang" do David Guetta o que posso esperar é vê-lo de braços no ar para o pegar ao colo e acabo por estar aos pulos com ele.

Esses meus dois filhos têm uma relação especial. Apanhei o querubim a comer uma bolacha, deu umas dentadas nela para depois a deixar cair no chão em pedaços, para depois pegar neles e voltar a comê-los. Isso é que faz o Prozac (o meu filho canino) quando lhe damos biscoitos...


O que o despertador mudo e calado me está a querer dizer-me ao ouvido é que talvez seja bom começar a querer mais do que já tenho. E isso fez-me questionar que talvez a super cola não seja assim tão forte. 

Se a felicidade é bordada com determinadas agulhas, lãs ou linhas, seja lá o que for, eu quero um bordado maior que este que já tenho. Não me contento com o que a vida me está a dar. Mas pelos vistos tenho que fazer tudo por tudo para manter o que já tenho. Quero mais, só não consigo fazer por isso.

Drinking Buddies

Tinha o filme Drinking Buddies há meses para o ver. A razão para o querer ver foi porque acho uma certa piada à Anna Kendrick. 

Resumidamente o filme mete muito cerveja pelo meio, e apesar de não achar que tenha sido uma perda de tempo, sem dúvida que o filme teria sido uma autêntica comédia visto com um drinking buddie à noite, e nem tinha que meter pelo meio cerveja. 


sábado, abril 05, 2014

Descreve-me (Desafio)


Num blog que visito há um desafio (o do Miguel). Fiquei na dúvida se o haveria de o deixar aqui. As dúvidas apareceram porque não quero desafiar ninguém quando à partida sei que os comentários que poderei aqui ter serão tão escassos quanto o sol que temos tido nestes últimos dias. Mas verdade seja dita, porque tenho uma imaginação que por vezes se perde dentro do bom senso, é normal ter curiosidade em saber como me vêem com base no que escrevo. 

Em alguns blogs tenho uma ideia da pessoa fisicamente, noutras apenas uma ideia formada em termos de personalidade. Mas sabendo bem o que escrevo, e da forma como o faço, este desafio é quase uma missão impossivel. Mas dizem que a curiosidade matou o gato, e aqui vai o desafio, mesmo sabendo que os resultados poderão ser os que estou à espera. 

Descreve-me...da melhor forma que conseguires. Certamente irás errar. Até apostava e nem sou de apostas...mas esta ganhava! 

There's sugar on your soul, 
You're like no one I know, 
You're the life of another world. 

Short Term 12 - It's Not Your Job To Interperter Tears



Short Term 12 era um dos filmes na lista de espera. Finalmente o vi! Adorei.

É um filme muito humano, não entra por caminhos rebuscados nem exagerados para contar histórias que giram em torno dum centro de acolhimento para jovens problemáticos. 

Há vários momentos altos no filme, um deles é quando uma jovem conta à supervisora (interpretada pela Brie Larson) uma pequena história de um polvo, que faz amizade com um tubarão. O resultado só podia ser um, e a metáfora, uma forma de contar algo tão intimo que por vezes os jovens que passam por situações delicadas escondem dos adultos.

Queria que o filme fosse mais longo, queria saber mais sobre as histórias que estavam por detrás daquelas personagens. Queria ver os laços feitos e não os nós por dar. 

Ter visto o filme é mais uma vez dar o braço a torcer a uma coisa que por vezes acredito: há momentos certos para amar, momentos certos para relaxar, momentos certos para fazer merdas e momentos certos para ver certos filmes. Não é que seja um jovem com menos de 18 anos, já fui e nunca fui problemático, mas facilmente o teria sido. Certamente não estaria aqui a escrever estas palavras se tivesse sido um. O filme fez-me pensar, não em mim mas em alguém muito especial, pois futuro constrói-se hoje. Todos os dias. Não me posso esquecer disso.

It's Not Your Job To Interperter Tears aparece no filme num dos diálogo. As minhas quando surgirem não terão que ser interpretadas por ninguém, ninguém as vai ver.

Não quero que a vida seja uma constante fuga de sentimentos e ausências de...





Strawberry Nesquik

Porque ainda tenho a manteiga de amendoim da semana passada para acabar, vou aproveitar e abusar duplamente. Já que entretanto o nesquik de morango que tenho cá em casa fica em pedra de tanto esperar que venha o tempo quente (gosto do leite frio com o nesquik de morango).

Há alguns anos bem que tentaram introduzir o nesquik de morango em Portugal, mas o sabor não tinha nada a ver, e a cor mais parecia um cor de rosa deslavado. Depois com o filme do Shrek, apareceu a versão do nesquik de maça. Claro que tinha que provar, mas leite com o sabor a maça não é das coisas mais saborosas. E ainda provei o nesquik de baunilha, mas o leite ficava com um tom amarelado. Não sou esquisito, pode parecer mas para mim o nesquik tem que ser de morango!

sexta-feira, abril 04, 2014

A Praia Vs O cd da Semana

No passado domingo estava eu no meu mausoléu de cd's e resolvi pegar no da banda sonora do filme " The Beach". Escolhi-o como o cd da semana pois tinha que contrariar a tendência, se o tempo estava cinzento e chuvoso a escolha tinha que ser esta. E hoje sexta-feira, enquanto conduzia ao som do cd pensava que eu realmente por vezes tenho que ser do contra, e nas formas mais estranhas. E quem me conhece sabe que eu até prefiro os dias como o de hoje. Não é que não goste de sol, mas a realidade é que prefiro ele tapado.

Esta banda sonora tem história. Quando vi o trailer do filme fiquei "agarrado" a ele, como se fosse um vicio. Antes de o ver li o livro do Alex Garland em que o filme era baseado.

Quando o fui ao cinema saí desiludido. As expectativas era muito grandes já que o livro para mim é uma grande aventura com um final muito mais agressivo que do filme. Passei o filme todo à espera do grande final e ainda bem que estava sentado.

A banda sonora aplica-se tanto ao filme com ao livro. É daqueles cd's que apesar de estarem com pó, eu o tiro com o maior prazer. E se hoje foi a minha companhia no carro, talvez o que me esteja a fazer falta é fazer as malas, e partir para o desconhecido, nem que seja ficar numa praia a comer um gelado num abacate. Por alguma razão sonhei com esse momento há algum tempo. Se é uma contradição este meu sonho, talvez seja, já que o sol para mim é um caso bicudo.



 (ps - O livro "A Praia" do Alex Garland" faz parte do trio de livros que faz parte da minha descoberta pelos livros. Além deste tenho que juntar "Ensaio sobre a cegueira" do José Saramago" e "A Tempestade de Gelo" do  Rick Moody. Li-os de seguida em 19XX...é fazer as contas...mas estou  demasiado cansado para isso...)

Rosemary’s Baby



Em 1967 Roman Polanski deu-nos a conhecer a história de “Rosemary’s Baby” com Mia Farrow no papel principal. Quem não conhece a história, ela é simples: um jovem casal muda-se para um novo apartamento, acontece que no prédio moram umas pessoas com segundas intenções…e Rosemary estando grávida começa a ficar paranóica porque quer proteger o bebé…Vi o filme há alguns anos, e gostei muito.

Gosto de histórias com personagens peculiares, que por algum motivo metem-me impressão ou medo, não sei como classificar muito bem o que sinto, mas medo é a palavra que melhor descreve a sensação que sinto. Nesse filme há um casal de velhotes muito estranho, até os equiparo a um outro casal de velhotes do filme “Mulholland Drive” do David Lynch. E por falar em pessoas estranhas, não posso deixar de referir o Bob de “Twin Peaks”.  A cena dele no quarto da Laura Palmer fazia sempre tapar os olhos. Acho que se visse a cena mais uma vez, iria tapar os olhos novamente.

O canal NBC dos EUA irá transmitir uma mini-série baseada no filme  “Rosemary’s Baby” e nos principais papeis temos Zoe Saldana e Patrick J. Adams. Estou curioso em ver os 13 episódios já que sabendo bem a história que é, penso que haverá pelo menos uma personagem que vai entrar no lote das que me pedem para tapar os olhos.

E o final se for como no filme…coitadinha da Rosmaninho.

quarta-feira, abril 02, 2014

How I Met Your Mother - The End

(Spoilers...para quem acompanha e ainda não viu.)




O final de How I Met Your Mother chegou e muitos não gostaram do final que comecei a acompanhar há alguns anos, não os 9 das temporadas mas se a memória não me falha 6. Vi tudo, o início de forma compulsiva, pois tinha um grande número de episódios já disponíveis a serem vistos. 

Se gostei do final? Já lá vou.

A intenção da série é contar como um pai conheceu a mãe dos seus filhos. E após 9 anos, ficamos a conhecer como foi o primeiro contato, a primeira conversa…escusado dizer que 9 anos é muito tempo para se contar uma história tão simples, mas os responsáveis pela série pensaram que tinham histórias suficientes para contar as peripécias do Ted, Robin, Barney, Lily e o Marshall.

Sendo uma sitcom, em 9 anos acontecerem muitos momentos, e nem sempre a vontade para rir foi muita (falo pelos menos da minha). Dois desses momentos nada cómicos foram: quando descobrimos que a Robin não pode ter filhos. Não me esqueço da imagem me que a vemos num dia de neve, sentada num banco de um jardim, com um rapaz e uma rapariga de cada lado, julgamos nós que eram os seus filhos no futuro. Dum momento para o outro, os miúdos desaparecem ficando ela sozinha no banco, e aí descobrimos que a Robin não pode ter filhos. A outra cena é quando o pai do Marshall fica a saber que o pai morreu e chora abraçado à Lily.

Se gostei do final? Não, mas não há finais perfeitos. Já desconfiava que a Mãe morria no final, mas não contava com o twist, de que o Ted iria ficar com a Robin…também não contava que o Barney fosse pai.

 

No final somos brindados com pequenos momentos dos anos vividos pelo Ted com a mãe dos seus filhos...


A série acaba com o Ted e a corneta azul, corneta essa muito especial para o Ted. Era como fosse um pénis dum smurf. A série começou com essa corneta e acaba com ela…


Mas é como li numa critica ao final "Was it worth the wait? Like Ted's road to The Mother and Robin, sometimes it's about the journey, not the ending."

As calças cor de rosa


Não pensem que venho aqui dizer que comprei um par de calças cor de rosa. Mas hoje vi umas, e vivi talvez uma das piores vergonhas da minha vida.

Hoje tive que ir a uma consulta, e cheguei com a aquela vontade em que a bexiga já está num estado que me pede desalmadamente para a aliviar.

Eu já conheço as manhas da casa de banho que há por lá. A luz estava acesa (dá para ver por baixo da porta), e fiquei à escuta. Como não ouvia nada, de blusão num braço, e carteira na mão, abri a porta e aprendi uma lição. Por mais apertado que esteja, e por mais silenciosa que esteja a casa de banho, bater à porta é essencial, ainda para mais quando se sabe que não dá para a trancar.

"Ops" disse com vergonha... Estava lá um rapaz sentado na sanita, a mexer no telemóvel e com umas calças cor de rosa. A vergonha foi tanta que não lhe pedi desculpas quando ele saíu, e nem para a cara olhei.

O que sei é que a vontade que tinha evaporou-se.