Porque continuo a ler o livro "A Rapariga dos Pés de Vidro" que à partida é uma peculiar história de amor, é normal quando o leio sentir-me frustrado porque ainda não vivi uma.
Estarei a falar de uma peculiar história de amor ou apenas de uma história de amor? Não interessa para o caso…
O mais se vê são relações frágeis, umas quebram com uma simples discussão, outras desmoronam-se mais depressa que um castelo de areia numa praia prestes a ser violentada por um tufão.
Então a pergunta faz-se a mim como não quer a coisa…”Por é que quero viver uma?” Não tenho resposta de momento. Sei que não é uma questão de se querer, mas sim de se viver.
No livro há uma passagem que me chamou a atenção:
Há uma astrologia de olhos a funcionar no mundo. Os olhares podem alinhar-se como os planetas e, se assim for, o eclipse resultante oculta verdadeiramente o nosso.
Não sei se têm o hábito olhar olhos nos olhos das outras pessoas. É fácil de o desviar, mas centrar toda a nossa atenção neles é uma tarefa que não é fácil, mas quando me esqueço que a timidez nem sempre está colada a mim, os meus olhos acabam por se fixar não apenas nos olhos, acabando por percorrer os contornos da face das outras pessoas. É uma viagem que por vezes termina nos lábios. E quando os vejo “brilhantes”, o meu foco é levado pelos segundos que me restam até a conversa acabar.
Até diria, que preciso é da droga dos apaixonados.
(Ps- A expressão “droga dos apaixonados” foi emprestada por um blogger, eu avisei-o...não é um roubo!)
E porque gosto de música, aqui deixo uma que faz em parte sentido colocar aqui...
You're hungry cause you starve
While holding back the tears
















