sábado, março 29, 2014

A Rapariga Dos Pés de Vidro Vs Paddepoel, Groningen

Nesta semana que passou acabei de ler a trilogia dos livros de "Hunger Games" e foi  uma "experiência" porque além de ter sido muito empolgante, tem muito a ver com o meu gosto em livros em ler sobre uma sociedade distópica e futurista. Não falarei do final, foi melhor do que estava à espera. Mas triste...

A escolha do próximo livro a ler recaiu num que comprei por 5 € "A Rapariga Dos Pés de Vidro" de Ali Shaw. As expectativas para este livro eram nenhumas, e não tem nada a ver com o preço que paguei por ele.

"Ida Maclaird sofre de um mal misterioso e assustador - lentamente o seu corpo começa a transformar-se em vidro. Regressa então à Terra de Santo Hauda onde acredita que tudo teve início, com a vaga esperança de encontrar o único homem que poderá ser capaz de curá-la.
Midas Crook é um jovem solitário, que viveu toda a vida naquelas ilhas. Quando conhece Ida, sente que há qualquer coisa naquele espírito triste e desafiador que perpassa as suas defesas emocionais."

Só li cerca de 20 e poucas páginas e o livro é já uma surpresa. É uma história de amor, passada nos tempos atuais, numa ilha (inventada) no norte da Europa (foi o que li na net). O meu lado romântico está entusiasmado, pois gosto de histórias de amor pouco convencionais.  Eu sou romântico à minha maneira.

O livro pede ao leitor imaginação, pois no inicio há passagens que nos impõe uma série de imagens. Ida com umas enormes botas a esconderem os pés de vidro, e Midas um jovem de vinte e tal anos que tem uma vida solitária. O encontro deles é mágico...e uma ilha como pano de fundo.

Estava eu a imaginar a ilha (confesso, tenho uma panca por ilhas...porque será?! Nasci numa!) e um sonho que tive há alguns meses assombrou-me novamente. Foi daqueles sonhos que quando se acorda o que se sente é uma paz de espírito. Não foi um sonho com um ente querido já falecido, nem um sonho erótico, foi um sonho libertador, e não me espalhando nas palavras, as imagens dele permanecem vivas dentro de mim. E porque há coisas que o destino nos dá de mão beijada, umas certas imagens vieram ter comigo depois de ter tido esse sonho, e nessa altura o sonho ganhou força.


Estas imagens que aqui deixo são de Paddepoel, Groningen na Holanda. Já estive no país, mas nunca nessa localidade. Nunca as vi antes do sonho. Mas é o melhor que o representa.

O livro faz-me lembrar estas imagens e elas levam-me para o sonho.Não podia pedir mais...


(Mine da Beyoncé)

Se não batesse bem da tola, fazia as malas e ia até Paddepoel, Groningen. 

Se o destino estivesse a querer dizer-me alguma coisa, certamente a minha alma gémea estaria lá numa daquelas casas, e o nosso encontro seria o começo de uma história de amor. Eu com uma mala de viagem, e no olhar dessa pessoa iria ver tudo o que mais quero. E iria tê-lo. Ficaria por lá, talvez com pés de vidro, mas com um coração a transbordar de amor.

Peanut Butter

Para matar as saudades, hoje resolvi comer uma sandes de manteiga de amendoim. É raro falar de comida neste oceano, mas há sempre uma primeira vez. Infelizmente é caro e trás pouco, mas é o suficiente para a alma poder sorrir até sentir a face a querer rasgar-se.


Apesar do frasco ser pequeno, amanhã será o dia da manteiga de amendoim com doce, já que não posso comer uma sandes de "Peanut Butter n' Jam". Sei que muita gente não acha piada, mas porque faz parte da minha infância não vou deixar de lado esse manjar...

 

(PS- Não ganhei nada em fazer publicidade a marcas...)

sexta-feira, março 28, 2014

Céu da Boca vs Galinha Depenada


Se ontem foi um dia em que a vontade sussurrou-me ao ouvido dizendo-me "F#dasse" até me cansar, hoje não foi muito diferente, até porque um ciclo quando começa, ou melhor, quando julgamos ter acabado e volta a renascer, não dá tréguas.  Eu até nem sou pessoa de deixar voar palavrões pela boca fora. Quando aparecem, deixo-os enclausurados no céu da minha boca. Mas fodasse, não há paciência para tanta estupidez junta.  Tenho o céu da boca a ruir de tanto peso.

Há que contrariar a tendência e não falo de nenhuma moda que os media nos tentam impingir. Se fosse tão transparente quanto uma folha vegetal já estaria com um lápis a fazer os contornos de mais um f#dasse.

Vou deixar as metáforas de lado pois não me ajudam, pois se estou prestes a ter uma derrocada dentro da boca, o melhor é explicar a imagem que aqui deixei. Uma galinha depenada é o resultado que teria em mãos se uma certa pessoa fosse uma ave. Mas não é, e tenho que ser realista. Não posso usar água quente para começar o depenanço, mas a vontade que tenho já começou a dançar na pista que ilumina o meu coração.

E porque o melhor é relaxar nada melhor que ouvir "Old Pine" do Ben Howard.


terça-feira, março 25, 2014

The Good Wife SHOCKER

Quando sigo uma série evito ao máximo ler spoilers pois gosto de ser surpreendido. 

Ontem nos sites que geralmente visito comecei a ver muitos artigos publicados da série "The Good Wife" e li que uma personagem "regular" tinha morrido. Eu evitei ao máximo saber quem tinha sido, e hoje o spoiler veio ter direitinho ter comigo, nem tempo tive de desviar os olhos. É um shocker dos grandes, lá isso é.


O que é interessante é que a série ganhou um novo folgo. Se vai resultar, não sei, mas estou curioso em ver o episódio e as cenas dos próximos capítulos!

domingo, março 23, 2014

Pintem-me

Estou prestes a hibernar no estado pré segunda-feira. Isto porque para mim o tempo tem asas, voa demasiado alto e nem sempre consigo acompanhar o ritmo que o bater das asas assim o exige.

Se me dessem a provar uma gota do elixir do futuro,  pedia era a do passado. Mas se as contradições estão no índice do livro da minha vida, vou tentar ser honesto...

...quero que me pintem. Escolham as cores à vontade, não estou minimamente para aí virado. Até porque se as cores mudam do dia para a noite, eu não mudo. Mas secretamente até gosto que me pintam, já que as cores certamente não são as mais acertadas.



O Livro Marcado


Hoje vi o filme "A Rapariga Que Roubava Livros". Já estava há algum tempo para o ver. 

Se gostei? Muito. 

Se correspondeu às minhas expectativas? Mais que isso...até porque mesmo sabendo o que estava reservado para o final, em 2 momentos tive que dizer a mesmo para deixar as lágrimas para outra altura, mas senti-as a quererem invadir a minha visão. Consigo ser lamechas, mas quero lá saber. Devia era mesmo de ter chorado.

Li o livro vai fazer 2 anos (sugestão de um amigo). É daqueles livros que marcou um momento na minha vida. Levei-o comigo para o hospital quando fui operado ao nariz, fez-me companhia na manhã após uma das piores noites da minha vida (talvez a pior...) e fez-me companhia na recuperação. A prova está na página 175 do livro. No canto inferior direito, mesmo ao lado do número 175 está uma majestosa gota de sangue que escapuliu-se de um dos tubos que estava enfiado no nariz.

É o único livro marcado que tenho. E hoje o fui folhear, até porque se a morte diz "A visão dos humanos persegue-me" o que é que eu direi sobre o que a minha vê...

sábado, março 22, 2014

Amores Imaginários

Hoje estou naqueles dias em que a vontade de dançar grita demasiado alto para que eu consiga fingir que sou surdo. Lembrei-me de um filme que vi há alguns anos "Les Amours Imaginaires".


O filme é daqueles que ou se gosta ou passa ao lado. Não fiquei indiferente ao filme, quer pela história, quer pela música ou por causa de alguns momentos que conseguem fazer de certas cenas a marca de um filme.

Não é nada fácil viver um amor imaginário, e felizmente não vivo um. Se o quero,  não o digo aqui. Se já o vivi? Guardo-o comigo.

Deixo aqui algumas cenas que mostram o que o filme tem para dar...




August: Osage County vs A Peça


Finalmente o vi, "August: Osage County". Quando vi o trailer, e se a memória não me falha em finais de Novembro e li que o filme era baseado na peça de teatro da Tracy Letts e que a peça estava traduzida em português, não pensei duas vezes, comprei a peça, li-a num fim-de-semana e foi uma "viagem" muito interessante. Fartei-me de rir, gostei da sensação de imaginar o cenário da casa, imaginar as personagens...e claro a minha vontade em ver o filme era ainda maior. 

Depois li criticas menos boas sobre o filme, mas porque por vezes os criticos de cinema veêm os filmes com outros olhos deixei de lado essas opiniões. 

O filme é bom, triste e correspondeu às minhas expectativas, já com uma ideia já formada da peça, estava de olhos bem abertos para começar a apontar algumas falhas e diferenças que poderiam aparecer. E elas existem! 

Porque uma peça de teatro não tem nada a ver com um filme, apenas digo que uma cena não consta do filme, há cenas no filme que na peça acontecem na casa e apesar do final do filme ser muito parecido com o da peça, há uma diferença, a peça acaba com a Violet com a cabeça no colo da Johnna, e esta cantando para a Violet.

Resumindo: adorei o filme, mas ler a peça foi uma experiência mais intima. A sensação de estar de fora a ver a família Weston a viver aqueles momento foi mais interessante.

A peça estreou em Portugal a 25 de Junho de 2009, e no papel de Violet tinhamos a atriz era Lia Gama e no papel da Barbara era a Margarida Marinho.

sexta-feira, março 21, 2014

Chocolate Incógnito vs OZ

Fiz os possíveis para que o dia de hoje fosse diferente, já que apenas fui trabalhar da parte da tarde por motivos que obrigaram a isso. 

Penso que sabem, mas é de evitar ir às compras quando a barriga dá horas, pois acabasse por comprar o que não mata a fome, mas que a esconde. 

Lembrei-me dos meus colegas de trabalho e porque hoje estava mesmo naqueles dias em que uma brincadeira até pode fazer a diferença, resolvi colocar na secretária de alguns um chocolate, mas não me acusei. A piada ganhou asas quando uma colega comenta com um outro colega que tinham deixado um chocolate na sua secretária mas que não sabia quem o tinha deixado lá. E o melhor foi ouvir dizer que talvez o chocolate estivesse envenenado. 

Não sendo eu a bruxa que envenenou a maçã para dar à Branca de Neve, resta-me confessar, esta pequena brincadeira tem um enredo de fazer uma novela mexicana ser tão interessante quantos certos programa de televisão.


Brincadeiras à parte, estou a gostar muito de ver a actriz Rebecca Mader no papel da bruxa verde do mundo de Oz na série "Once Upon a Time". Eu sei que a série mais parece uma salada russa de contos de fadas, mas mesmo assim sinto-me um puto a vê-la. Já agora quando é que irá aparecer a Dorothy e o tótó?