sábado, março 22, 2014

August: Osage County vs A Peça


Finalmente o vi, "August: Osage County". Quando vi o trailer, e se a memória não me falha em finais de Novembro e li que o filme era baseado na peça de teatro da Tracy Letts e que a peça estava traduzida em português, não pensei duas vezes, comprei a peça, li-a num fim-de-semana e foi uma "viagem" muito interessante. Fartei-me de rir, gostei da sensação de imaginar o cenário da casa, imaginar as personagens...e claro a minha vontade em ver o filme era ainda maior. 

Depois li criticas menos boas sobre o filme, mas porque por vezes os criticos de cinema veêm os filmes com outros olhos deixei de lado essas opiniões. 

O filme é bom, triste e correspondeu às minhas expectativas, já com uma ideia já formada da peça, estava de olhos bem abertos para começar a apontar algumas falhas e diferenças que poderiam aparecer. E elas existem! 

Porque uma peça de teatro não tem nada a ver com um filme, apenas digo que uma cena não consta do filme, há cenas no filme que na peça acontecem na casa e apesar do final do filme ser muito parecido com o da peça, há uma diferença, a peça acaba com a Violet com a cabeça no colo da Johnna, e esta cantando para a Violet.

Resumindo: adorei o filme, mas ler a peça foi uma experiência mais intima. A sensação de estar de fora a ver a família Weston a viver aqueles momento foi mais interessante.

A peça estreou em Portugal a 25 de Junho de 2009, e no papel de Violet tinhamos a atriz era Lia Gama e no papel da Barbara era a Margarida Marinho.

sexta-feira, março 21, 2014

Chocolate Incógnito vs OZ

Fiz os possíveis para que o dia de hoje fosse diferente, já que apenas fui trabalhar da parte da tarde por motivos que obrigaram a isso. 

Penso que sabem, mas é de evitar ir às compras quando a barriga dá horas, pois acabasse por comprar o que não mata a fome, mas que a esconde. 

Lembrei-me dos meus colegas de trabalho e porque hoje estava mesmo naqueles dias em que uma brincadeira até pode fazer a diferença, resolvi colocar na secretária de alguns um chocolate, mas não me acusei. A piada ganhou asas quando uma colega comenta com um outro colega que tinham deixado um chocolate na sua secretária mas que não sabia quem o tinha deixado lá. E o melhor foi ouvir dizer que talvez o chocolate estivesse envenenado. 

Não sendo eu a bruxa que envenenou a maçã para dar à Branca de Neve, resta-me confessar, esta pequena brincadeira tem um enredo de fazer uma novela mexicana ser tão interessante quantos certos programa de televisão.


Brincadeiras à parte, estou a gostar muito de ver a actriz Rebecca Mader no papel da bruxa verde do mundo de Oz na série "Once Upon a Time". Eu sei que a série mais parece uma salada russa de contos de fadas, mas mesmo assim sinto-me um puto a vê-la. Já agora quando é que irá aparecer a Dorothy e o tótó?
 

A Minha Família em Série



Quantas vezes já dissemos ou ouvimos dizer que a nossa vida dava um livro? 

Comecei a pensar nas séries que vejo ou via que são sobre famílias. 4 saltaram logo para a fila da frente “Six Feet Under”, “Brothers & Sisters”, “Shameless” e “Parenthood”.  

Imaginando que tipo de série a minha família poderia dar, pequenas dúvidas surgiram: será que teríamos apenas direito a um episódio piloto? Uma temporada completa? Ou seriamos daquelas séries que duram anos até acabarem sem nenhum interesse para quem acompanhava desde o início.

A minha família não é certamente “Six Feet Under” por muitas razões, os Fishers eram demasiado contidos (estarei errado?!...ironicamente escrevendo). 


 “Brothers & Sisters” tem algumas coisas em comum, mas poucas, pois os Walkers tinham sempre festas sempre que podiam, e acabam sempre em discussões.


Tenho também que colocar de lado “Parenthood” apenas porque apesar dos muitos laços familiares que tenho, o núcleo principal é relativamente pequeno, e os Bravermans são muitos…
 

Quanto a “Shameless” digamos que estamos a anos luz dos Gallaghers.


Desde que li o livro “A Tempestade de Gelo” do Rick Moody há mais de 10 anos, penso na minha família como os “Fantastic 4” não porque temos poderes, mas porque 4 dizia-me alguma coisa e porque numa passagem do livro na parte final o narrador faz menção aos “Fantastic 4” e isso fez-me pensar nela. E ainda hoje não me esqueci desse pequeno momento de leitura:

“É nessa altura houve um sinal no céu. Um verdadeiro sinal no céu. A conversa parou e houve um sinal no céu que foi o nó que juntou todas as pontas soltas dessas vinte e quatro horas. Foi por cima do parque de estacionamento. Um algarismo, o quatro, flamejante. E não foi só por cima do parque de estacionamento. Viram-no por todo o país…”

“Eles viram-no do firebird. Viram-no e essa apoteose acompanhou-os todos o Outono.

Ou pelo menos, é como eu me recordo tudo isso. Eu, Paul. O narrador. É isto que recordo. E esta história termina de facto neste ponto. Tenho de deixar aqui Benjamin com as suas novidades e com o desejo de reconciliação que irá guardar no fundo de si próprio; tenho de deixar Elena, a minha mãe, que nunca cheguei realmente a compreender; tenho que deixar Wendy, cheia de dúvidas, com um braço à volta do cão, e tenho de me deixar a mim – Paul – no vértice da minha maioridade, no final daquele annus mirabilis em que as histórias de banda desenhada se confundiam com a realidade, no início das minhas confissões. Tenho de o deixar a ele e à sua família, aqui, porque depois de todo este tempo, depois de vinte anos, está na hora de partir.

Acabou.”

Acontece que felizmente 4 deixou de ter o significado que tinha há alguns anos atrás. 5 é o novo número e está a dar cabo da cabeça. Mas é por um BOM MOTIVO!

quarta-feira, março 19, 2014

I Do not have a team

We live in cities you'll never see on screen
Not very pretty, but we sure know how to run things
Living in ruins of a palace within my dreams
And you know, we're on each other's team

Palavras da Lorde...

Vivo numa cidade (pois é o nome que lhe dão) e que até já apareceu na televisão. De bonita tem pouco e por vezes mais parece que parte dela anda a caminhar com pezinhos de lá para ficar numa autêntica ruína urbana.

O problema nem é esse.

I Do Not Have a Team.



terça-feira, março 18, 2014

The Walking Dead




Quando comecei a ver a série The Walking Dead fiquei curioso em ler a BD pois se há tema que me desperta a atenção é o mundo também habitado por mortos-vivos. Optei pela versão original (em inglês). 

Fui comprando e lendo. Depois para não estar sempre a ler banda desenhada, resolvi parar de a ler. O tempo foi passando e agora além dos 5 volumes que tenho em casa para ler, há não sei quantos mais para comprar. 

A BD até tem coisas mais puxadas que a série, e o melhor é que para quem segue a história na BD, tem sempre surpresas na série, já que The Walking Dead não segue à risca as histórias contadas nos quadradinhos a preto e branco.

Talvez antes de começar a ler seja o que for o melhor é pensar duas vezes. Ficar-me por leituras sem continuações é o ideal. Dizer não a trilogias e a formatos do mesmo género. Mas o problema é mesmo esse, pois quando se começa é difícil de parar, nem que seja para ler como é que acaba a história.

Depois outro problema surge, não há a continuação editada em português. Daí pensar se vale a pena esperar pela edição portuguesa, ou o melhor que faço é ler em inglês.

domingo, março 16, 2014

O Primeiro Beijo? Não é nada disso!

Depois de ter visto o video do primeiro beijo, onde 20 estranhos se beijam pela primeira vez, e depois de ter ouvido na televisão de que o video se tornou viral, nada melhor que uma contaminação de estirpes desse mesmo video. 

Deixo aqui 2 que vi, um é porque a piada tem tudo a ver com conversas onde ela geralmente está presente. O outro é porque se numa outra dimensão os animais falassem, gostaria de ter um bilhete de ida, ficaria por lá...e levava o Prozac comigo, pois certamente ele teria coisas muito mais interessantes do que algumas pessoas dizem. E não aponto o dedo a ninguém, pois é feio fazê-lo.



(e já agora, andei à procura da música que acompanha esta epidemia, mas não consegui descobrir a quem pertence a música). 

sábado, março 15, 2014

A Praga


Não sei como é na zona onde moram, mas há uma praga que insiste em invadir as nossas estradas. Sei que não há nada melhor que praticar desporto, mas quando estou a conduzir e me vejo perante um grupo de ciclistas a ocupar a faixa de rodagem fico logo com vontade de...generalizando, eles são malcriados e não têm bom senso, julgam-se donos das estradas e por mais que queiram fazer prevalecer os seus direitos, devem de ser daltónicos, pois nos semáforos não sabem distinguir o verde do vermelho.

Se a imagem que aqui deixo não tem nada a ver com os ciclistas que me deixam com os nervos à flor da pele, é porque gosto de contrariar as tendências.

Linfoma - Adeus Princesa - Fim dum ciclo

Porque ontem foi um dia cheio, partilho aqui um pedaço. Recebi ontem os resultados das análises da Chantal. Ela tinha um linfoma com invasão sistémica generalizada. 

Passado mais de um mês e não sei quantas semanas, uma coisa sei, a presença dela cá em casa é sentida. Hoje falou-se dela, e provavelmente será falada sempre que precisarmos. 

A Chantal foi uma princesa, o seu trono está vazio, e mais uma vez sentimos que continua presente de uma forma peculiar. 



Sexo Oral (reeditado)



POST DE 2009 reeditado (Sugestão do Blog Six Degrees of Separation)

"Primeiro a tua língua molha o meu coração,
num vagar de fera.

Estendo aurículas e ventrículos sobre a mesa,
entre os copos que desaparecem.

Não há mais ninguém no bar cheio de gente.

Abres-me agora os meus pulmões, um para cada lado, e sopras.

Respiras-me.

O laser das tuas palavras rasga-me o lobo frontal do cérebro.

A tua boca abre-se e fecha-se,
fecha-se e abre-se, avançando por dentro da minha cabeça.

As minhas cidades ruem como rios
Correndo para o fundo dos teus olhos.

O tempo estilhaça-se no fogo preso das nossas retinas.

O empregado do bar retira da mesa o nosso passado e arruma-o na vitrina,
ao lado do exercito de chumbo.

Entramos um no outro,
abrindo e fechando as pernas das palavras,
estremecendo no suor dos olhos abraçados,
fazendo sexo com a lava incandescente dessa revolução
imprevista a que damos o nome de amor."


Este poema da Inês Pedrosa tem a sua razão de ser. Há algumas semanas atrás, estava eu de regresso ao trabalho, era quase meio-dia. Digamos que a vida está sempre a nos surpreender...não tenho o hábito de falar com Deus, mas quando falo faço questão de lhe perguntar o que realmente me está na alma. E foi o caso. E até pode ser uma contradição esse meu tipo de conversa para algumas pessoas, mas confesso, perco algum do meu tempo, segundos infinitos a tentar encontrar respostas para perguntas que a mim não são descabidas. E penso que para Ele também não o são.

Com as mãos coladas ao volante perguntei-lhe porque porque razão é que eu estando entupido de amor não consigo ver-me livre dele, o amor que sinto, e me entope dia após dia e faço de conta que não se passa nada.

Passados uns segundos, ouvia na rádio Antena 3 (a rádio da minha eleição) uma das locutoras a declamar (e bem) o poema da Inês Pedrosa "Sexo Oral" (não conhecia) e creio que a resposta me foi dada. O amor tem muito que se lhe diga , eu sinto-o, mas não consigo deformá-lo nas formas que eu quero. Há dias que leio vezes sem esse poema, como se fosse uma das música da banda sonora do momento. Mas o momento que vivo pouco ou nada tem a ver com esse tipo de sentimento, em que a oralidade crava as garras no sexo e faz dele um transporte para explodir o que se sente. Sinto muita coisa e não há nada que o faça real. Um sonho, um pesadelo, a vida de outra pessoa que não a minha.

(Deixo aqui não o video que deixei no post original, pois esta música está sempre presente quando penso em beijos, e faz mais sentido agora colocar este, pois com a reedição cortei algumas palavras. Entupido de amor já não estou, mas guardei um pouco, não quero ficar seco & azedo.) 


Vinyl


Discos de vinyl? 
Já não os compro, ainda tenho os antigos, mas não os ponho a tocar. 

Quantas vezes a vida não é passa dum disco de vinyl que deixamos tocar? 

Discos sem riscos, a melodia é das que nos prende, mas quando temos que virar o disco, a melodia é a mesma. A expressão "vira o disco e toca o mesmo" quer dizer alguma coisa. Por isso para mim os cd's dizem-me muito, só têm um lado. 

Ficheiros digitais? Não obrigado, o som não é o mesmo.