Sinto-me como tivesse tido um daqueles embates ao estilo dos crash test dummies (e não estou a referir-me à banda). Não fiquei feito em pedaços, com eles espalhados por tudo o que é sitio. E como em todos os atos há pelo menos uma consequência, uma parte das minhas ideias ficou organizada. Não estão em gavetas, nem em armários e muito menos em rascunhos, pois esses facilmente são rasgados.
O que para mim é precioso nem sempre é para ser encontrado no fundo do mar. Aqui a ostra sou eu, mas a pérola é outra história.
As mudanças são precisas, como o futuro é feito delas. Se quero ter um (futuro), ao menos tenho de dar o braço a torcer, e teimoso como sou, por vezes acabo por me resignar ao limites que imponho a mim mesmo.
Se um dia dei a conhecer este meu oceano aos meus pais e às pessoas que vivem diariamente comigo, hoje espero que o futuro me dê mais pérolas para poder fazer delas um amuleto da sorte e o partilharei a quem mais dá sem pedir nada em troca. A minha mãe.
Uma coisa sei, a vida é deita de mudanças, e a saída mais próxima certamente não é esta que aqui deixo. Mas porque se numa estrada encontramos atalhos, o mais provável é este ser mais um que deixo.
O meu amor é uma pérola, e deixo aqui um pedaço dela.
(Porque geralmente escrevo ao som de uma música, estas palavras foram escritas ao som de "Everything Has Changed" de William Fitzsimmons")












