domingo, março 09, 2014

Desvio - Em Frente


Sinto-me como tivesse tido um daqueles embates ao estilo dos crash test dummies (e não estou a referir-me à banda). Não fiquei feito em pedaços, com eles espalhados por tudo o que é sitio. E como em todos os atos há pelo menos uma consequência, uma parte das minhas ideias ficou organizada. Não estão em gavetas, nem em armários e muito menos em rascunhos, pois esses facilmente são rasgados. 

O que para mim é precioso nem sempre é para ser encontrado no fundo do mar. Aqui a ostra sou eu, mas a pérola é outra história.

As mudanças são precisas, como o futuro é feito delas. Se quero ter um (futuro), ao menos tenho de dar o braço a torcer, e teimoso como sou, por vezes acabo por me resignar ao limites que imponho a mim mesmo.

Se um dia dei a conhecer este meu oceano aos meus pais e às pessoas que vivem diariamente comigo, hoje espero que o futuro me dê mais pérolas para poder fazer delas um amuleto da sorte e o partilharei a quem mais dá sem pedir nada em troca. A minha mãe.

Uma coisa sei, a vida é deita de mudanças, e a saída mais próxima certamente não é esta que aqui deixo. Mas porque se numa estrada encontramos atalhos, o mais provável é este ser mais um que deixo. 

O meu amor é uma pérola, e deixo aqui um pedaço dela.

(Porque geralmente escrevo ao som de uma música, estas palavras foram escritas ao som de "Everything Has Changed" de William Fitzsimmons")


O Meu Lado Romântico vs "Celeste & Jesse Forever"


"Celeste & Jesse Forever" foi daqueles filmes que tinha para ver há já algum tempo, e nunca o via porque aparecia sempre um filme (à partida) mais interessante. Vi-o há algumas semanas e posso dizer é que se soubesse que o filme era uma daquelas comédias românticas com um final feliz, talvez nunca o teria visto. Um autêntico tiro no escuro, não houve feridos, ou melhor, não feri o meu gosto já que o filme é um mimo, pelo menos para mim, já que não sou pessoa de gostar de comédias românticas com um final feliz, cheio de açucar e mel. Rashida Jones e o Andy Samberg perfeitos nos papeis.

Eu até gosto de histórias de amor, desde que metam pelo meio algo surreal, personagens desenquadradas da realidade e/ou cenários onde o amor tem uma trela, e o que se espera é um BIG FAT HAPPY ENDING. 

Eu até sou romântico, também tenho essa faceta. Ninguém a vê, e ninguém ainda a sentiu. E quando falo em trela, não estou a mentir, as pessoas ficam presas umas às outras, um elo de ligação que se justifica, um laço que muitos esperam que nunca se desfaça e que acaba por ser uma simples fita. 

Escrevo "ainda" porque há momentos na vida que me forçam ver o amor como jogo, mas eu não o faço. Não tenho culpa, as variáveis da equação do amor dão para isso, e nenhuma fórmula é irrefutável, ou há?

Se em criança brincava ao jogo da cabra cega, em adulto espero nunca ter que o jogar, já que o amor é um fardo demasiado pesado para jogos. Acabaria por ser sempre a cabra cega. E gosto do que os meus olhos conseguem ver.

O meu lado romântico tem muito que se lhe diga, mas está com a trela à espera dum BIG FAT HAPPY ENDING, o problema é esse mesmo, porque por mais que tentem, um final nunca poderá ser feliz, já que é um final de algo...

sábado, março 08, 2014

Mudar de Ideias


Não sei se alguém já passou por isso, mas quanto vezes já me passou pela cabeça decidir uma série de coisas, e não me estou a referir aos 12 desejos de final de ano e acabar por deixar de lado essas intenções. Para mim é como virar costas ao que sinto, e isso é ignorar o que me faz ser quem sou. Não tenho problemas de identidade, nem alter-egos (bem gostaria...e falo sem saber as repercussões...). 

Há fases na vida que abrem novos capítulos, que o que parece ser certo, é errado, e o que supostamente nos dá estabilidade, não passa de um grande e belo ilusório castelo de areia. Sinto-me enfiado num buraco com areia à minha volta mas ao menos tenho a cabeça de fora. E por mais irónica que seja a vida, eu na brincadeira dizia que me dava jeito ser uma avestruz que envia a cabeça na terra. Gaita, fiquei com ela de fora e tudo me passa à frente dos olhos. 

Se estivéssemos perto da meia-noite do dia 31 de Dezembro, um dos 12 desejos seria alguém me fazer mudar de ideias. 
E nada melhor que uma música para acompanhar o pensamento do dia...


Pequenos Gestos

Não sei se é um defeito, ou uma virtude. 

Sei que por vezes sinto-me sob a linha do horizonte.

E por mais coisas que tenha para contar ao mundo, há uma surdez doentia que corrói toda a comunicação que sobrevive nesta minha selva urbana.

Não sei se é pecado ou um vicio, nem sei se o que pretendo aparentar ser é o que os outros vêem.

Sei que nem sempre consigo ser coerente, mas nesta linha do horizonte quem o é.

E por mais coisas que deixo de dizer ao mundo, há uma surdez ávida de palavras que constroi um ciclo que sobrevive na opacidade que é viver, seja onde for, seja com quem for, e seja em que condição for.

A fragilidade aguenta até um certo ponto e a lei da sobrevivência subsiste a uma engrenagem que ganha ferrugem da noite para o dia.

É por isso que para mim os pequenos gestos dizem mais que certas maratonas de atalhos citadinos.

Talvez seja mesmo um defeito, e talvez eu viva num constante vicio pecaminoso...perante os olhos dos outros e não nos meus.



terça-feira, março 04, 2014

Her

Ainda não o vi, mas o tempo de espera vai ser como um pequeno chocolate da Milka. Irei o soberear até ao último pedaço.

segunda-feira, março 03, 2014

Frozen Vs Nairobi Blue

Este post até que tem a sua piada.

Ontem coloquei o filme "Frozen" com a ideia de o ver com o meu sobrinho, mas o parvo aqui sou eu, pois depois do "Despicable me 2" já deveria de saber que acabo por ver os filmes de desenhos animados sozinho. Também queria o quê, ele é demasiado pequeno para ficar preso a um filme. Lá se foi a minha desculpa de ver filmes para a pequenada. Mas que mal tem querer nem que seja por uma hora e meia me sentir como uma criança?

"Frozen" tem a sua graça, gostei da ideia, e certamente ficará na história dos filmes da Disney. Eu até aprecio o cinzento do inverno ao azul do verão mas não me falem em contradições, pois elas estão no índice do livro da minha vida, pois o azul é...

E porque ontem foi a cerimónia dos Oscares, e apesar de não ter visto toda a cerimónia em directo (pois já lá vai o tempo em que via...) uma coisa me captou a atenção. Lupita Nyong'o foi a verdadeira princesa e não pensem que vou estar a falar do vestido, ou afins. Para mim a moda é o que querermos que seja. Não sigo os ditados de seja quem for, seja em roupa ou em outro tipo de "negócio". 

Falo dela porque para mim ela foi digna de uma verdadeira princesa. Bela mulher, um contraste digno de um país africano (apesar de nunca lá ter colocado os pés...e ela nasceu no México...foi o que li no mundo cibernético). E que papel ela tem em "12 Anos de Escravo" a minha pele numa determinada cena parecia querer fugir de mim...senti o filme nesses minutos.

Não me importaria de trocar dois dedos de conversa com ela, já que me pareceu ser uma pessoa muito inteligente, humilde e capaz de ver na vida o melhor que ela tem para dar. Talvez ela me fizesse também ver esse lado. E beleza é o que o vemos quando sentimos que a vida tem tanto para nos dar.

Fui-me deitar sonhando, e tinha acabado de ver o Jared Leto ganhar o Oscar para melhor ator secundário (excelente discurso). 

Estava naquelas noites em que imaginei que era um Príncipe, mas não tenho reino, não tenho um castelo nem tenho uma música. Não tenho nada me que faça sentir como um. O que me vale é que o mundo está a transbordar de reinos, pequenos reinos e micro reinos. Sou mais que um príncipe, sou um rei no seu habitat possível, e já agora uma "princesa" era uma gota de orvalho que teima em secar este meu reino.

..."Let it Go" diz a música de "Frozen", pois bem, tenho o feito e não é por acaso que hoje acordei com o meu coração congelado.

domingo, março 02, 2014

O Meu Lado Osbcuro

Quando escrevo no plural bem sei que nem sempre a pluralidade que emprego em determinados termos fazem justiça ao que quero dizer. Neste caso o que é importante nem é bem o que quero, mas o que desejo. É como ver alguém percorrer não sei quantos km para depois ver a meta no final e não chegar a passar. Dá-se conta que se corre por nada. 

Não tenho problemas em falar do meu lado obscuro, sei que o tenho, faz parte de mim e por vezes me força esquecer os paradigmas da sociedade. Sou levado pelos embrulhos que as roldanas desta fábrica (da vida) produz com muito custo. 

Quando deixo as amarras do quotidiano, o que pressinto é que quando caio, ou quando sinto que uma queda está para vir, fecho-me em copas. Neste últimos dias anseio que alguém me diga certas palavras, que me faça ver que não há lados obscuros, mas sim visões limitadas.

Pois bem, resumindo de forma clara, não é por acaso que este meu espaço se chama "No Limite do Oceano", pois quando o criei, os limites já me estavam a ser impostos, e de uma forma ou de outra, e por mais que queira, não me consigo ver livre deles. 

O meu lado obscuro é meu filho, dei-lhe a vida e o alimento, não peço a ninguém que me ajude a relembrá-lo, mas preciso que me digam como é que faço para o manter vivo.

A Selfie de Domingo

Com o meu sobrinho cá em casa, não há sossego, e só com um ano de meio (mais mês menos mês) há já uma apetência para mexer em tudo o que é aparelho electrónico. Todos os momentos que passo com ele são preciosos. 

Neste Domingo resolvemos brincar ao "narciso", ou seja, tiramos selfies. Quando o Tiago vê a sua imagem no visor do telemóvel um sorriso rasga-se na face e um dos resultados é a imagem que aqui deixo.

Um raio de sol!

sábado, março 01, 2014

Labaredas


Não é todos os dias que nos questionamos sobre o que queremos e o que acabamos por ter. Tento não o fazer, nem o estou a fazer agora. Mas neste últimos dias dei-me conta que devo de ter uma fogueira das vaidades dentro de mim, queimo o que quero, o que posso e o que me convém. O resto fica espalhado pela mansão que habita no meu coração. 

A ideia que tenho é que o meu coração é capaz de ser demasiado grande para a população que o habita. A culpa não é de ninguém, apenas minha. Talvez o melhor é dizer que a culpa é do locatário, e com rendas a serem pagas, o melhor é fechar a mansão e ver o resto arder em pleno céu aberto. Aí a fogueira das vaidades não seria mais que o que perdi para o fogo, e o que já se sabe é que o que se perde já não se recupera, apenas as cinzas ficam para nos relembrar do que antes existia.

Ufaaa...agora sim, vou já mascarar-me de lenhador e talvez encontre o capuzinho vermelho pelo caminho. E aí a fogueira será outra. 



Wendy

Estamos no carnaval, e já lá vai o tempo em que dava importância a esta época do ano. Agora passa-me ao lado, mas neste ano uma ideia fez-me uma partida, apareceu vinda do nada e o coitado do Prozac foi a vitima. Sou de ideias fixas, e quando uma não me larga o pé, dificilmente me livro dela até lhe fazer a vontade. Em poucas horas dei vida a uma ideia, imaginei um cenário e tentei o melhor que pude dar vida a ela. 

O Prozac (aka Pisco-doce) é um CÃO com uma história de vida já longa apesar de ter pouco tempo de vida, e só eu sei o tenho passado com ele. Isto tudo para dizer que ele não merecia ter que passar pelo o que lhe fiz. Não sei bem porque razão a Wendy da história do Peter Pan veio-me à cabeça e num fechar de olhos consegui a roupa, depois foi só comprar uns laços catitas e voilá, Wendy deu um sinal de vida (por pouco tempo, pois não queria criar problemas de identidade ao meu Prozac).

Foram apenas uns minutos, mas deu para rir.