Quando escrevo no plural bem sei que nem sempre a pluralidade que emprego em determinados termos fazem justiça ao que quero dizer. Neste caso o que é importante nem é bem o que quero, mas o que desejo. É como ver alguém percorrer não sei quantos km para depois ver a meta no final e não chegar a passar. Dá-se conta que se corre por nada.
Não tenho problemas em falar do meu lado obscuro, sei que o tenho, faz parte de mim e por vezes me força esquecer os paradigmas da sociedade. Sou levado pelos embrulhos que as roldanas desta fábrica (da vida) produz com muito custo.
Quando deixo as amarras do quotidiano, o que pressinto é que quando caio, ou quando sinto que uma queda está para vir, fecho-me em copas. Neste últimos dias anseio que alguém me diga certas palavras, que me faça ver que não há lados obscuros, mas sim visões limitadas.
Pois bem, resumindo de forma clara, não é por acaso que este meu espaço se chama "No Limite do Oceano", pois quando o criei, os limites já me estavam a ser impostos, e de uma forma ou de outra, e por mais que queira, não me consigo ver livre deles.
O meu lado obscuro é meu filho, dei-lhe a vida e o alimento, não peço a ninguém que me ajude a relembrá-lo, mas preciso que me digam como é que faço para o manter vivo.










