sábado, julho 28, 2007

Marginalizando o que para mim é uma utopia…

É tentador estar sentado numa nuvem, deslizar por um raio de sol e cair de pés firmes na terra e olhar para o céu e ver o nosso percurso ser iluminado por um sorriso alheio, de alguém que nos vê mas não sabemos, de alguém que nos sente e não imaginamos, de alguém que nos fala e não ouvimos.

É provocante e sedutora, a sabedoria que explode em certas palavras. Elas surgem como simples arquétipos, mas com o raiar do dia, e com a presença ofuscante das mais cristalinas e electrizantes estrelas, acabam por se tornarem obras de arte, que enchem a alma de calor, a pele de suor ou apenas ateiam uma fogueira bem pertinho do nosso coração.

Deliciosamente provo os sabores que a maresia do meu oceano me oferece. São fragrâncias rotuladas de extintas, são paladares enigmáticos, são acatamentos envoltos em filtros aromáticos, são pedaços de almas cristalizados com o acalmar das nuvens.

Com o descolar do calor arrefecido pelo meu suspiro, deixo-me levar pelo levitar crepitante que é saber que não sou um pião mas mesmo assim quero girar até cair para o lado.

Por vezes marginalizo tudo o que para mim faz parte do chamado mundo utópico. Não é um crime, nem um furto, muito menos um assassinato.
Não me culpo por desfazer os castelos na areia, nem desgastar as borrachas que apagam o mal que faço a mim mesmo.
Passo dias a olhar para o horizonte, como passo dias a tentar saber o porquê de não o encontrar.
Fico-me pelo o limite do meu oceano…

Quantas vezes fecho os olhos e sei que esse limite não está ao meu alcance?

Mesmo assim há pessoas que me fazem crer que afinal há sempre uma réstia de esperança de que o meu oceano não é um mero mar entre tantos, que se souber remar, nadar ou até caminhar, sou capaz de levar as águas a um bom porto.
É isso que por vezes faz com que pare de marginalizar o que para mim é uma utopia.

sábado, julho 21, 2007

O som

Algures no calor do vale do meu esquecimento, uma das rosas perdeu as suas pétalas. Ficou nua, suspensa no seu caule a borbulhar de frio porque nunca mais voltaria a ser o que foi em tempos passados.
A sua memória enlaçou impulsos que cavalgaram nas reminiscências solitárias que murcharam logo após a vinda de gelo, iluminando a sonoridade oculta da escuridão, como se ela própria fosse uma estrela a ser encafuada num envelope prestes a perder o seu coração…

Quando a realidade deixar de ser uma miragem e o horizonte não negar-se a dar a mão ao limite do meu oceano, tenho esperança que alguém me leve no sopé da leveza do regresso ao passado. Não me importo que seja só por um dia…desde que ouça os filamentos soturnos do dia, penso que ficarei bem…

Por vezes o meu silêncio solidifica-se em pequenos cubos de gelo, que derretem-se como se borrachas fossem, e atrás de si, o rasto deixado por eles, apagaria tudo o que não quero sentir.

Rostos estranhos são as máscaras por revelar, e acreditar ou duvidar do que está por detrás delas pode ser o mesmo que um dia ouvir a velocidade do som.
Todos os dias esse som passa por nós, todos os dias nos chama, e em todos esses dias fica-se obcecado pelo som que vamos ouvir quando essa máscara cair ao chão.

Há mágoas e retiros de paz, como há revelações que o destino nos faz ter que escolher entre as várias cores do arco-íris.

Se num dia alguém me encontrar a ouvir o som branco, saberá então que estarei a ouvir o sorriso de alguém respirando uma luz…um mistério…o meu e único mistério…

("O som" é o resultado da inspiração que "The Sound of White" da Missy Higgins teve em mim. Não é uma tradução da letra, mas apenas algo utópico, e penso que é claro o que pretendo dizer!)

terça-feira, julho 17, 2007

Invisível


Por vezes sinto-me invisível perante os olhos dos outros.

Talvez um certo tipo de cegueira afecte cada um de nós, deixando-nos à mercê de umas pálpebras fechadas com um filtro de fel que só deixa passar o esmaecimento de um vazio admirável mas só de longe.

O que é ser invisível? Talvez tenha que acrescentar ser mudo, porque nos dias de hoje as pessoas andam enfardadas de sentimentos alheios.

Chego à conclusão que devo é desligar-me do mundo onde estou e dar mais atenção ao mundo paralelo onde a maioria de nós julga viver. Talvez aí deixe de ser invisível e com o ruído que por aqui anda talvez alguém me ouça a sussurrar, porque falar não me leva a lado nenhum.

Vejo o fio que me liga à tomada…deixa-me esticar mais um pouco…está a custar puxá-lo para mim mas penso que consigo…

…lamento informar mas este blog por momentos (um dia, uma semana mas não aguentarei muito mais) ficará em estado de dormência porque estão um grupo de 10 “pessoas” a pedirem-me desesperadamente para continuar a saga delas e por mais gosto que tenha em dedicar algum do meu tempo a este blog terei que o repartir com o meu outro mundo.

terça-feira, julho 10, 2007

Na mais pequena dúvida

Na mais pequena dúvida, se aloja a percepção dos contornos da realidade.
Acabo adormecido na bruma da imolação, abandonado no altar dos Deuses pecaminosos.

Espreguiço a tormenta nas minhas mãos, escutando os uivos do vento porque há sempre alguém que deixa aberta a janela do céu.

Do céu nem uma gota de tristeza é capaz de inundar a falha da minha alma.
Sou alguém que quer navegar em mares revoltos, mas num deserto, onde as areias são os grãos que me riscam os olhos, deixando-os vidrados em algo que não é cristal nem brilhante.
Talvez seja apenas mais um desapontamento que a vida tem-me vindo a escrever lentamente, com uma daquelas penas ensanguentadas em tinta preta.

Na mais pequena dúvida guardo as certezas, porque essas eu sei que frutos têm para me dar, mas deixo-os a apodrecer nas varandas aquecidas pelos meus passos…podem ser passos ausentes mas as pegadas estão lá, e isso é que dá-me alento para olhar para trás e não ter vontade de as apagar.

domingo, julho 08, 2007

Missy Higgins :- )

Por causa do Live Earth descobri a Missy Higgins!
Partilho aqui alguns videos e pelo o que ouvi agrada-me bastante.
É Australiana e o primeiro album já tem 6 platinas. O ultimo album foi lançado em Abril deste ano.
Ouçam o sotaque dela...as músicas não ganham um charme extra?







quinta-feira, julho 05, 2007

"Quem me dera que eu fosse o pó da estrada."

Falar do nosso coração é sempre algo que puxa por nós, ele é a bomba que um dia poderá explodir de tanto esforço, ou apenas parar porque alguém o desligou da tomada.


Sofrer por amor, o meu não sofre. Talvez por isso este texto foge ao que é a “regra” quando se fala do nosso coração. Um desgosto de amor, uma mentira desvendada no meio de tantas outras, a perda de um sentimento guarnecido com pétalas de ardor e paixão…mas não é o caso.

Cada batimento do meu coração exala uma leveza inóspita que procura abrigo nas mais ténues descargas emocionais. Revoluteiam-se ao sabor da ansiedade debruçando-se sob as perguntas para as quais as respostas estão noutra dimensão, num outro palco da vida.

Quero arrancá-lo do meu peito, quero-o fora do meu corpo, protegê-lo e acarinhar todas as batidas que dele vem.
Com as minhas mãos, tocaria nele como se fosse o reflexo da minha alma, nua e descarnada no seu ímpeto de lançar ao vento o sopro melancólico que agora se alojou em mim sem me pedir licença!

São nestes momentos em que a frase: "Quem me dera que eu fosse o pó da estrada." ganha um outro sentido, não o da estrada que vai dar a um beco sem saída, mas àquela que o fim da estrada não é com o sinal de stop mas sim com um semáforo com a cor verde. Mesmo assim paramos por alguma razão…

sábado, junho 30, 2007

A Velocidade do tempo!

Assustei-me com a velocidade que o tempo tem e o que consegue fazer.
Por vezes tento não estar embrulhado nos lençóis do que o passado tem para nos dar. Sei que devo dar mais atenção ao presente e estar sempre à espera do melhor que o futuro tem para nos dar.

Tenho receio de uma centena de coisas, mas acredito que por mais rapidez que o tempo tenha, há coisas que não se apagam da memória. Há coisas que ficam, e o pouco que nos possa dizer, é muito.

É imensa a biblioteca do nosso pensamento. Sei que penso demais, que sonho alto, que olho para tudo de uma forma microscópica mas no fundo do meu coração, sei que estou a ser eu mesmo, não preciso de estar escondido atrás de uma árvore e ver o desenrolar da vida dos outros, porque tenho uma noção bem clara que a minha anda a passo de caracol. Não é veloz, nem é estática. Está no parquímetro algures no mundo e anseio que alguém tenha a desfaçatez de me dar uma multa, porque há dias que estar a jogar às escondidas com o que sentimos, com o que queremos dizer, e com o que pretendemos fazer deixa qualquer pessoa K.O.
Não estou K.O. mas nunca se sabe o dia de amanhã.

Há tanta coisa por dizer que me remete sempre ao ponto final. Talvez por vezes seja mesmo necessário estar numa de “Hide and Seek” como diz a música da Imogen Heap. Por vezes basta fechar os olhos e ouvir a voz dela, porque sei que quando os abrir, o tempo de brincar às escondidas acabou.

sábado, junho 23, 2007

Beijo

O beijo…o acto da junção de lábios, o motivo de partilha, a ganância de evasão, a desculpa para se ficar com os olhos fechados, a velocidade de um segundo, o toque do veludo, beijar…

O beijo, a transparência de uma ligação, a corrosibilidade de uma tentativa, a permuta para ir mais longe, a saída mais fácil, o encontro às escondidas, beijar…

O beijo, a mentira humedecida, a revolta amansada, o brilhozinho nos olhos, a palpitação no coração, o aperto na alma, a tristeza afastada, beijar…

O beijo, o mergulho de olhos vendados, o toque das mãos atadas, o som dos ouvidos tapados, o grito dentro de quatro paredes, beijar…

O beijo, o culminar do turbilhão, a rigidez dos sentimentos, a dualidade da velocidade, o tempero da emoção, a destreza do toque, o desvio dos sentidos, beijar…

Deixo aqui o motivo para a inspiração..."Lover's Spit" dos Broken Social Scene e recomendo a versão cantada pela Feist que é mágica.

quinta-feira, junho 21, 2007

Carrancudo eu?

Disseram-me hoje que tenho andado carrancudo.
Não o nego, pois sinto a minha face presa aos meus pensamentos.
Talvez devesse libertar mais as correias que ligam o meu cérebro ao coração.
Talvez devesse vagar mais o espaço que certos problemas ocupam dentro de mim.
Talvez devesse fazer muita coisa e não o faço.
Talvez devesse...usar as reticências obliterantes que me acompanham todos os dias e reforçar a minha máscara de porcelana.
Há que ter cuidado porque sabemos muito bem que nas máscaras, ou elas ficam velhas, esquecidas algures ou simplesmente racham.

Não tenho culpa que na minha face estejam sempre espelhadas as emoções que se apoderam de mim. São rios e não tenho força suficiente para construir barragens para que as águas fiquem estagnadas no seu leito.

Na minha máscara (que venha o primeiro hipócrita dizer-me que não tem uma!!!!) nas fendas que resultaram das rachas, ando a tentar cultivar uma pequena horta, não de legumes e vegetais, mas daquelas hortas que todos olham, passam por elas e não ficam com vontade de comentar seja o que for. Simplesmente nada.
Não levo a mal que digam que a horta está a ficar com uma cor amarelada, ou que há falta de rega (vejam a questão do rio até tem uma certa lógica…) está a dar cabo da vicissitude dela.

O meu sorriso do dia a dia esvanecesse naquelas 4 paredes aonde trabalho. Não tenho culpa e não posso fazer nada para mudar.
Aguentar os rios, não me afogar, encontrar algures uma bóia de salvação e talvez aí quem sabe se vale a pena guardar o sorriso que tenho.

Ninguém me paga para sorrir. Apenas sou fiel ao que sinto e se estou carrancudo a sorte é que não ando à frente com um espelho, porque tenho a certeza que seria o primeiro a perguntar a mim mesmo o que se passa comigo.

domingo, junho 17, 2007

As Pessoas VS "Paris Je T'aime"

Em Março de 2006 durante uns dias andei de volta de um texto sobre nós, as pessoas, e resolvi hoje reler porque ontem vi um filme excelente "Paris Je T'aime" que me deixou a pensar nos acasos da vida, nas nossas histórias, nas alegrias e nas tristezas que a vida nos oferece.
O meu texto é apenas uma análise que fiz a todas as pessoas que estão na minha vida e/ou infelizmente às que já não estão, porque acredito que tudo acontece na vida por alguma razão. Mesmo sem saber ao certo quais são, há momentos que paro no tempo e faço uma “auto-análise”.
Hoje senti uma necessidade de pensar em escrever a continuação dela porque a vida está em constante mutação, e as pessoas servem-se dessa mudança para viverem, por isso há quem nos bata à porta e há quem a feche. Novas alegrias e tristezas são-nos oferecidas todos os dias.

Depois do texto têm o trailer do filme “Paris Je T’aime” que é uma pequena bolha de histórias com actores de várias nacionalidades realizados por homens e mulheres conceituados no mundo do cinema (uns mais que outros)…vale a pena ver as 18 histórias com cerca de 5 minutos cada uma, porque como o tempo é limitado para contar uma história, há momentos belos, e digo belos porque o são!
Há uns anos estive em Paris numas breves horas que para mim fazem parte do baú das lembranças, e depois de ter visto o filme fiquei com vontade de um dia ter a oportunidade de estar em Paris e de completar essas breves horas com uns dias cheios de emoção e descobrir o que ainda não tive oportunidade de o fazer!


...

As pessoas

A nossa vida felizmente não se baseia apenas numa história, na vida de uma só pessoa, não se resume a um gosto musical nem a um prato favorito. Não se resume à roupa que vestimos nem à escova com que lavamos os dentes.
Não se resume ao acender e apagar de uma luz distante nem ao distanciamento que mantemos de quem nos quer ver bem longe.

A nossa vida não se distancia dos caminhos palmilhados pelos pés de quem nos rodeia nem se dissolve no desembaraço atroz de quem vive apenas em redor de si mesmo.

A nossa vida não se baseia num simples jogo de xadrez ou gamão, que basta comer uma peça para o jogo ficar mais interessante e quando já não há mais peças, então o melhor a fazer é jogar outro jogo com outra pessoa...

A nossa vida não se resume a um final sem começo nem a uma página solta de um livro perdido. Não se resume à opacidade que alguns de nós escondem e que vagueia no meio de nós.

A nossa vida não se manifesta num resumo abreviado porque houve alguém que se lembrou de que as abreviaturas tornam tudo mais rápido e menos trabalhoso de se ler.

A nossa vida não se baseia num jantar à luz das velas nem a cartões surpresa, nem se constrói com castelos de areia nem se conforma com o conformismo dos outros.

Não me venham dizer que a nossa vida se resume a um mero encontro de pessoas, a um mero desenlace dramático de ideias partilhadas e vícios esgotados.

Não me venham dizer que as pessoas só vivem a sua história, pois eu não quero viver apenas a minha enquanto existe uma infinidade delas.

Da nossa vida fazem parte as histórias das encruzilhadas que nos apanham a meio do nosso caminho, seja de casa, seja do trabalho, seja à noite ou de dia. Seja o caminho oculto ou o caminho agreste. Desde que cada passo seja dado na direcção que o nosso interior indica, então felizmente que a nossa vida não se baseia apenas numa história.

Na nossa vida infelizmente cruzamo-nos com pérolas gastas de uma sociedade envelhecida em certos aspectos, uma sociedade em que o umbigo de cada um de nós cresce e em certos casos chega até a arrebentar.

Ao longo da nossa vida encontramos as pessoas que valem pelo o que são, as pessoas que valem pelo o que dizem e as pessoas que valem pelo o que fazem mas como tudo na vida há as pessoas que apenas existem, e são essas ultimas que ficam à espera que a história da sua vida acabe.

Mas o pior são quando encontramos AS PESSOAS que não valem nada, não valem o tempo em que falamos com elas, nem o tempo que perdemos a pensar nelas.
Não valem os segundos gastos nem os minutos partilhados, não valem as horas escondidas entre os nós dos nossos dedos, não valem as palavras soletradas sempre que o que queríamos dizer era transfigurado em simples ilusões.
Não valem as sombras dos nossos passos entrelaçados umas nas outras.

Há pessoas que não valem os olhares trocados nem as habilidades coordenadas umas nas outras, não valem os sussurros gritantes nem a turvação climática das nossas emoções, nem valem o picotado da nossa alma...

Há pessoas que fecham a mão quando nunca ninguém lhes tinha pedido algo...

Há pessoas que valem por tudo o que são, por tudo o que nos fazem sentir.
Valem pelos bons momentos, pela boa disposição ou quando estamos mal partilham do mesmo mal e fazem dele um raio de sol sem a sombra de nuvens, um pedaço de um céu imaginado e inventado mas nunca ignorado ou esquecido.

Há pessoas que valem todos os pontos e virgulas da nossa vida, valem por cada pingo de saliva que se gasta quando a língua envolve mais que simples palavras.
Há pessoas que valem os cêntimos que perdemos sempre que a mão os afasta do seu esconderijo.
Há pessoas que valem por tudo o que voa à nossa frente e nos deixa a pensar “porque é que não temos asas”.
Há pessoas que valem por todas as feridas que ajudaram a cicatrizar, e por cada cicatriz temos um momento de reflexão.

Há pessoas que valem cada passo de dança, cada gota de suor abandonado no meio da pista, valem por cada batida do coração, valem pelo ritmo do nosso corpo e pela madrugada que fica à nossa espera!

Há pessoas que nos seguem ao longo da nossa vida e são essas que nos podem dizer se o que se vive é a realidade constante e permanente e não a cegueira enferma que nos corrói de dentro para fora. Essa cegueira descortinada de quem põe o pé na poça cheia de lama e com esse mesmo pé insiste em andar a pé coxinho até que um simples obstáculo o faça parar e divagar no tempo e acabe por ficar só.

Há as pessoas que seguram nas nossas pontas soltas, nos nossos fios de marionetas e com a habilidade de quem já está habituado a fechar o cerco aos mais pensativos, agarram nessas mesmas pontas soltas, nesses fios e enlaçam uns nos outros e o resultado final não podia ser o melhor, um laço sem nó...apenas um laço.

Há pessoas que ficam à espera que o céu um dia desça para poderem ver de mais perto as estrelas, há as pessoas que se julgam donas do seu próprio destino (muito bem que sejam) mas deixem o destino dos outros fluir com o seu próprio ritmo.

Histórias são histórias mas a vida de cada um de nós não se resume a um começo, a um meio e a um fim.
Por mais feliz que seja o começo, as histórias podem ter vários fins, várias alternativas, várias maneiras de evitar o drama ou de alcançar a graciosidade. Podem cegar quem tudo quer ver, mas o pouco que vêem pode significar um mundo.

Há histórias com várias tonalidades de sentimentos e emoções como também há histórias embebidas em mentiras e traições. Não será o perdão que fará de uma história a mais bela canção de amor nem arrancar do mais eloquente coração o manto da inviabilidade, da insegurança e da vaidade.

Serão os nossos olhares veículos de atitudes às infinitas e solitárias alegorias envoltas em luzes de néon?

As pessoas...meros retratos da sociedade, outras espelhos do que desejam ser, outras ilusões reflectidas em nós e por fim aquelas que nos tocam, nos marcam, nos incendeiam e deixam em nós um sentimento, seja ele bom ou mau.

O trailer de "Paris Je T'aime"...